Defesa da Fé e sua verdadeira missão!

Há leitores que acham que nós, responsáveis pelos artigos de Defesa da Fé, deveríamos escrever também sobre os problemas internos da igreja evangélica brasileira. Ou seja, abordar e emitir pareceres sobre questões doutrinárias denominacionais.

Fico analisando o ponto de vista desses leitores e chego à conclusão de que, provavelmente, estas pessoas ou não conhecem nossa missão ou não fazem idéia da responsabilidade que já paira sobre nossos ombros.

Para nós, escrever sobre apologética cristã, tendo como alvo combater as heresias externas que afligem a igreja brasileira, já está sendo um grande desafio, uma grande responsabilidade, não só para com os leitores, mas também junto aos próprios sectários que, não poucas vezes, sentem-se ofendidos, porque não compreendem que estamos falando simplesmente sobre o que realmente está contido nos documentos do grupo abordado nos textos publicados nesta revista.

Não temos a intenção de ofender ninguém, até porque estaríamos em desobediência ao segundo mandamento ensinado por Jesus, que diz: “Amai ao próximo como a si mesmo”, além de considerarmos que poderíamos cometer injustiças ao tratarmos de assuntos de tão grande relevância com parcialidade ou de forma ofensiva, desonrando o nosso chamado e o próprio Senhor nosso Deus.

O primeiro objetivo do nosso trabalho é fazer que grande parte dos nossos leitores adquira sólido conhecimento das principais ferramentas da apologética, para que possam assimilar bem as fundamentais doutrinas bíblicas do cristianismo em detrimento das terríveis heresias que brotam nos nossos dias. São mais de dez mil grupos sectários lançando sementes de perdição, lançando mão de todos os recursos possíveis da mídia — televisão, rádio, jornais, revistas, pessoas, etc. — para atingir e minar a fé dos cristãos genuínos que crêem na salvação e no sacrifício de Cristo.

O nosso segundo objetivo é fazer que, por meio da Defesa da Fé, nossos leitores tenham conhecimento da atual situação do planeta em que vivemos, analisando, de forma resumida, as condições de cada país em seus diversos aspectos: geográfico, cultural, histórico, econômico, social e, principalmente, religioso. Assim, fornecemos, não somente aos simples leitores, mas também a todos aqueles que se interessam por missões transculturais, uma visão real do campo missionário. E tudo isso sem entrar no mérito de que a igreja está de fato fazendo ou não missões.

A atenção da nossa revista é (e sempre foi!) mostrar a situação externa, seja quando fala sobre heresias ou quando fala sobre missões, sem correr o risco de prejudicar esta ou aquela denominação, emitindo opiniões e posições que possam causar divisões entre o povo de Deus.

É preciso que fique bem claro que Defesa da Fé não foi concebida com o objetivo de abordar assuntos internos da igreja, e nem poderia ser, uma vez que não representamos nenhuma denominação especificamente e muito menos somos uma igreja, no real sentido desta palavra, embora todos nós, responsáveis pela revista, tenhamos compromisso com Deus e cada um pertença a determinada denominação evangélica, cuja regra de fé consta, no mínimo, dos dez pontos doutrinários expostos todos os meses nas páginas deste periódico.

Criada há vinte anos pelo doutor e pastor Walter Martin, que já descansa no Senhor, a missão primordial da nossa Instituição — o ICP — é ajudar, orientar, alertar e ensinar o povo de Deus a se proteger contra as seitas e heresias que vêm assolando as igrejas em nossos dias. Seria interessante dizer que as nossas pesquisas dão conta de que 40% das testemunhas-de-jeová já passaram por um templo evangélico.

Mesmo depois deste esclarecimento, alguém poderia levantar ainda a seguinte questão: “Como ficam então as heresias que surgem no seio das igrejas?”. A resposta não poderia ser outra: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12).

Portanto, entendemos que compete a cada ministério, a cada denominação, cuidar do rebanho que lhe fora confiado por Deus. Compete a cada grupo evangélico específico ficar atento às palavras registradas em Judas 3: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos”.

Por tudo isso, que Deus continue nos ajudando a cumprir nossa verdadeira missão: “Fazer pela verdade o que as seitas fazem pela mentira”.

Antonio Fonseca

 

 

 

 


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