O que Deus tem feito em uma prisão mexicana

Recentemente, cristãos europeus, representando Portas Abertas, foram a uma prisão no México. Por mais desagradável que a experiência tenha sido, terminou bem para o grupo, composto de quatro alemães e dois ingleses.

Os seis se propuseram a visitar a Prisão de Amate, no Estado de Chiapas, Sul do México, por várias horas. O fato ocorreu no dia 8 de março de 2005. O propósito deles era encorajar e assistir os cristãos presos naquele local por causa do tão conhecido massacre de Acteal, em 1997.

“A viagem foi ótima! Pudemos visitar os 84 prisioneiros”, disse Rainer Killus, da PA da Alemanha.

“Um dos prisioneiros tinha acabado de ser mandado para outra prisão, mas, talvez, por causa do nosso pedido ao vice-diretor daquela prisão, o detento foi trazido de volta na mesma noite! Os responsáveis disseram que tinham enviado a pessoa errada”.

De acordo com os advogados de defesa dos prisioneiros de Acteal, 34 dos acusados podem ser libertados até setembro de 2005. A revisão legal ordenada ano passado pelo governo federal está próxima de sua conclusão.

Entretanto, os processos legais a respeito de outros dois grupos de réus são mais complicados. Os advogados de defesa não sabem dizer quanto tempo levaria para que a decisão seja definida.

Rainer disse que as autoridades da prisão cooperaram com o ministério de encorajamento dos visitantes das PA: “Pudemos levar para eles duas caixas com cartas e muitos suprimentos. Também, pudemos tirar fotos!”. Disse, ainda, que um detento, que havia se convertido duas semanas antes da visita, tirou fotos com uma câmera digital. E prosseguiu: “Ele nos deu um CD com 42 fotos”.

“Preguei para todos eles em espanhol, com tradução para o tzotzil. Muitas lágrimas [caíram] quando lhes pedi para que esquecessem toda e qualquer injustiça. Cerca de oito deles entregaram-se a Jesus”, concluiu Rainer.

Cerca de noventa camponeses, originalmente presos por conseqüência do trágico tiroteio (que causou a morte de 45 pessoas, segundo relatórios oficias), apenas 33 professaram ser cristãos no momento da prisão. Mais de uma vintena entregou-se a Cristo no período do encarceramento.

Rainer disse que, depois de orar com os homens que expressaram sua vontade de aceitar Jesus, o grupo da PA intercedeu pelos pacientes internos (entre 30 e 40 pessoas), que foram curados de vários tipos de doenças.

“Três deles precisavam de operação, mas acredito que estejam bem agora”, disse Rainer. “Louvado seja Jesus!”, exaltou.

“Todos, exceto o vice-diretor, estavam de joelhos e louvando em alta voz e ao mesmo tempo. Que presença de Deus!”.

Os cristãos visitantes também se encontraram com as viúvas e os filhos dos prisioneiros, perto de suas casas, em Acteal, e celebraram um culto com eles.

“Todos estão esperando pelo um fim de tudo isso”, concluiu Rainer.

 

 

 

 


Copyright © 2017 ICP. Todos os direitos reservados.