Rio Grande do Norte
Bem-vindo ao paraíso terrestre!


O nordeste brasileiro está cercado de ricas naturezas, costumes e culinárias que mostram as diversidades existentes na região. E no Estado do Rio Grande do Norte não poderia ser diferente. É hora de conhecer mais um pequeno, porém especial, cantinho do Brasil!

Um pouco de sua história

Após três décadas da descoberta do território que, posteriormente, seria chamado de Brasil, Portugal voltou-se para a sua ocupação e conquista, muito mais por medo de perdê-la do que por convicção de ser um bom empreendimento. O modelo de colonização escolhido foi o de Capitanias Hereditárias.

Em 1817, a capitania aderiu à Revolução Pernambucana, instalando-se na cidade de Natal, uma junta do governo provisório. Com o fracasso da rebelião, uniu-se ao império e tornou-se província, isso em 1822. Em 1889, com a República, transformou-se em Estado. O povoamento ocorreu lentamente até 1633, quando a região foi conquistada pelos holandeses, que a ocuparam durante 20 anos, tendo os índios nativos como fortes aliados. Os holandeses desenvolveram a exploração do sal, o cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado. Em 1654, os portugueses conseguiram expulsar os holandeses, mas tiveram de enfrentar forte rebelião das tribos indígenas contra o regime de escravidão a que eram submetidas. Em 1824, recebeu o status de província, mas só veio a se tornar Estado em 1889, com proclamação da República.

Capital privilegiada pela natureza

Natal é uma das mais antigas capitais de Estados do Brasil. Atualmente, é um dos destinos mais procurados no país. O litoral da Cidade do Sol (como também é conhecida por seus habitantes) apresenta dunas, colinas e lagoas e um imenso cordão de arrecifes, os quais atraem e encantam os visitantes.

Por sua posição geográfica, o Rio Grande do Norte é o ponto que mais aproxima a América do continente africano e da Europa.

Dados gerais

Habitante: potiguar ou norte-rio-grandense
População: 2.776.782 (2000)
Densidade: 52,09 habitantes p/Km2
Capital: Natal, fundada em 25/12/1599
Habitante da capital: natalense

Folclore

O Folclore do Rio Grande do Norte, bastante rico, conta com vários Autos e manifestações populares. As velhas danças do povo podem ser classificadas em dois grupos. O primeiro e mais importante deles é o dos Autos populares, um misto de dança e espetáculo teatral. O segundo é composto de danças folclóricas, mas de forma geral.

Principais Autos

Boi calemba. Pertence ao ciclo natalino. Folguedo de praia e sertão, com auditórios certos, entusiásticos e fiéis. Não há modelo fixo.

Fandango. A grande influência portuguesa pode ser sentida nos passos das danças e expressões contidas nas Jornadas. O enredo desse evento grita em torno de um navio perdido no mar por sete anos e um dia, correndo a tripulação perigo de incêndio, calmaria e tempestade.

Congos. De inspiração africana, conta uma luta entre dois soberanos negros: a rainha Ginga e o rei Henrique Cariongo.

Lapinha e pastoril. A lapinha ou presépio, dança religiosa existe no Brasil desde o início da colonização, conta com um elenco formado por mocinhas que entoam jornadas das mais diversas procedências em louvor ao Messias. O pastoril, seu primo profano, veio muito depois, no século passado. Cantos, louvações, loas e entoadas diante do presépio na noite de Natal, enquanto se espera pela Missa do Galo. O repertório é um misto de cantos religiosos e profanos. Simboliza o nascimento de Jesus.

Os autos citados eram representados, antigamente, durante as festas de fim do ano e início do Ano-Novo.

Caboclinhos. Representados durante os dias de Carnaval, seus integrantes se fantasiam de índios estilizados. No passado, seu núcleo dramático representavam a morte e ressurreição do filho do cacique.

Principais danças folclóricas

Araruna. Sociedade de danças antigas e semidesaparecidas, existe em Natal desde 1956 e representa um repertório coreográfico de danças folclóricas ou folclorizadas.

Coco, bambelô, maneiro-Pau. São danças de roda em que não há qualquer enredo dramatizado. O público pode participar, já que não é exigida uma indumentária padronizada, ao contrário dos autos. O coco-de-roda, coco-de-zambê e o bambelô existem, ainda hoje, em algumas praias. O maneiro-pau é característico da região serrana do alto oeste do Rio Grande do Norte.

Bandeirinhas e capelinha-de-melão. Danças características do ciclo junino. As pastoras cantam jornadas em louvor a São João Batista.

Espontão. Dança característica da festa dos negros na região do Seridó durante a coroação de reis e rainhas na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Caicó, Parelhas e Jardim do Seridó. É privativa dos homens e se assemelha a um bailado guerreiro.

Bambelô. Samba, coco-de-roda. São danças em círculo, cantadas e acompanhadas de instrumentos de percussão (batuque). Os bailarinos (no máximo dois) figuram no centro da roda.

Culinária potiguar

A culinária do Rio Grande do Norte, influenciada pela colonização portuguesa e pela cultura indígena, se baseia em frutos do mar, como, por exemplo, o caranguejo. Entre os pratos típicos, destacam-se a musse e patinha de caranguejo (alimentos salgados) e o doce de caju em caldas e pudim de macaxeira (também conhecida como mandioca).

Os evangélicos do Estado

Sua população evangélica é pequena. São cerca de 8,92 % no Estado e na capital, 7,50 % (porcentagem relacionada ao número de habitantes).

Todavia, esse quadro pode mudar. Basta que o povo de Deus ore em favor da salvação dessas pessoas.
 
Fontes:
 
www.riograndedonorte.com
www.rn.gov.br
www.ambientebrasil.com.br

 

 

 

 


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