Perseverança na adversidade

O texto de Atos 28.15, redigido por Lucas, referencia o apóstolo Paulo a caminho de Roma, onde, possivelmente, encontraria a morte pelas mãos do malévolo e desumano imperador Nero.

Essa possibilidade, entretanto, não afligiu o espírito do apóstolo, antes, na ânsia de produzir muitas conversões entre os romanos, agradeceu ao Senhor pela oportunidade, pelo ânimo que aquela situação lhe proporcionava.

O mundo carece de cristãos com a coragem de Paulo.

Durante os atribulados dias ocorridos em 1940, Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, em reunião com líderes do governo francês, estabelecido em Tour, procurou animar os aliados receosos para que insistissem na resistência contra o exército alemão e o holocausto nazista, promovido por Adolf Hitler.

Infelizmente, as palavras do governante inglês soaram no vazio e o exército francês sucumbiu ante os germânicos, provocando um colapso no governo franco, que não nutria mais esperanças de vitória.

De volta ao solo nativo, Winston Churchill comunicou aos seus a instabilidade do governo francês, mas sem maquiar a situação para tentar torná-la amena, concluindo seu discurso, apesar disso, com essas encorajadoras palavras: “Nós, agora, enfrentaremos o inimigo completamente isolados, pois estamos sozinhos”.

Olhando em volta de si, ao contemplar os olhares hesitantes dos que o ouviam, envergou uma postura desafiadora e concluiu: “Mas essa condição, para mim, é até inspiradora”.

A coragem e a perseverança desse ilustre governante inglês diante de tantas dificuldades e desvantagens militares, que apontavam para uma quase que incontestável derrota, inundaram a população de disposição e otimismo, o que os conduziu à ação e, como a história nos mostra, prosseguiram em direção à fragorosa vitória.

“E de lá, ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro na Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo” (At 28.15).

 

 

 

 


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