Cristãos são perseguidos e mortos em Nairobi

Às 22h20 (horário do Quênia) do dia 12 de maio (uma sexta-feira), extremistas muçulmanos atacaram a Rádio Hope FM, emissora cristã, instalada na Igreja Pentecostal em Nairobi. Uma pessoa foi morta e três ficaram feridas.

O programa “Jesus é o caminho” compara a Bíblia com o Alcorão, cujo objetivo é alcançar a comunidade muçulmana defendendo a verdade do evangelho. Vai ao ar todas as sextas-feiras, das 20 às 22 horas. O ataque islâmico aconteceu depois do programa.

Naquela noite, havia somente dois apresentadores nas dependências da Rádio, no estúdio: Damian Moses Ndimbo e Rueben Chaka. Os demais membros da equipe de transmissão estavam participando de um debate com muçulmanos em Garissa, a 400 quilômetros de Nairobi, aproximadamente.

Oito muçulmanos extremistas armados entraram na Igreja Pentecostal de Nairobi pelo portão dos fundos e apunhalaram o segurança, que gritou de dor. Então, para que calasse, levou vários tiros.

Insatisfeitos, os agressores atacaram outros dois seguranças na entrada do estúdio. Um deles recebeu um tiro no olho direito e o outro, teve as mãos amarradas antes de ser queimado, sofrendo várias lesões sérias.

Um dos apresentadores da Rádio foi atingido por um tiro na mão direita. Os pistoleiros tentaram atear fogo em todo o estúdio com a gasolina que eles próprios haviam levado. Mas o fogo destruiu somente parte do prédio. As três vítimas ainda estão-se recuperando da barbárie.

Falsa paz

Durante o ataque, o apresentador principal do programa, Eric Simiyu, estava em Garissa para liderar um debate com os muçulmanos daquela área. Segundo informações obtidas, no primeiro dia do debate tudo correu bem, sem sinais de protesto dos muçulmanos motivado por alguma intolerância.

No segundo dia, o fatídico 12 de maio, o debate ficou tenso, especialmente quando Simiyu, citando o Alcorão, afirmou que Alá não é onisciente. Depois, usando novamente o livro sagrado do Islã, disse que Alá será o primeiro a colocar os pés no inferno. Tais afirmações encolerizaram os oficiantes da religião muçulmana, conhecidos como xeques.

Um dos xeques tomou à força o microfone de Simiyu e se dirigiu aos seus companheiros na língua somali. Segundo informações, o xeque questionou sobre como e onde Simiyu recebera permissão para ler o Alcorão, já que ele não cumpria os rituais islâmicos.

Imediatamente, os jovens muçulmanos iniciaram uma agressão, atirando pedras contra Simiyu e sua equipe. Dois dos componentes foram atingidos, um no peito e outro nas costas.

Felizmente, policiais à paisana estavam na redondeza e começaram a disparar gás lacrimogêneo no ar. Quando os agressores se dispersaram em diferentes direções, Simiyu e sua equipe conseguiram escapar.

Os muçulmanos, então, pensaram que Simiyu e sua equipe tinham escapado para Nairobi. Antes de todo esse alvoroço, Simiyu havia recebido uma mensagem de texto ameaçadora em seu telefone celular, que dizia: Eric, por favor, pare de ler o Santo Alcorão. Caso contrário, você verá fogo.

Simiyu compartilhou com Portas Abertas que havia recebido também chamadas telefônicas de pessoas anônimas que queriam saber quem ele era. À meia-noite, soube do ataque brutal contra emissora de rádio em Nairobi. No dia seguinte, antes do amanhecer, Simiyu sua equipe saíram de Garissa e foram para Nairobi.

Atualmente, a polícia está seguindo os líderes com o telefone celular de Simiyu, numa tentativa de localizar os agressores. Segundo informações, alguns técnicos da Rádio Hope FM são muçulmanos.

A Igreja Pentecostal da África Oriental (Igreja IPAO) em Garissa informou que alguns muçulmanos atacaram novamente seguranças da igreja cristã em Nairobi em 15 de maio, obrigando-os, sob a mira das armas, a entregar Simiyu. Quando os guardas responderam que ele estava em Nairobi, os muçulmanos os agrediram com chutes e partiram.

Fonte:

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