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Ler a Bíblia
é a melhor forma de ouvir Deus falar!
Por Antonio Fonseca
Imaginemos a seguinte situação hipotética:
Uma pessoa nasce e cresce sem ter conhecido seu pai.
Conforme vai crescendo e sentindo a falta do pai, começa
a despertar o desejo de conhecê-lo e de saber o motivo
de sua ausência. Então, tem início a busca para saber o
que de fato aconteceu com seu pai. Mas não obtém
respostas.
Ao completar dezoito anos, recebe em sua casa uma
correspondência cujo remetente traz o nome de seu pai, a
quem sempre desejou conhecer.
Se você fosse essa pessoa e recebesse essa carta, o que
você faria? O mais lógico seria abri-la imediatamente e
lê-la, a fim de descobrir tudo o que sempre teve
curiosidade e vontade de saber sobre seu pai, como, por
exemplo, onde ele mora, o que ele faz, por que não
esteve com ele durante todos esses anos... Enfim, os
motivos reais de tudo o que aconteceu que o levou a se
ausentar.
Essa pessoa ficaria totalmente concentrada na leitura e,
com certeza, leria tudo com muita atenção, observando
cada detalhe do texto, tentando satisfazer o desejo que
sempre a acompanhou: o de conhecer seu progenitor.
Agora, analise o seguinte:
Todos nós, principalmente os evangélicos, aprendemos,
desde de muito cedo, que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Aprendemos que Deus é o nosso Pai celestial. Aprendemos
que Deus nos ama e quer o melhor para cada um de seus
filhos. E tudo o que podemos saber sobre Deus, o nosso
Pai, está registrado em sua Palavra, as Sagradas
Escrituras.
Aí vem outra questão:
Como evangélicos, cremos em tudo isso. E uma das nossas
marcas (ou características) é carregar, falar e
compartilhar com outras pessoas o Santo Livro. Mas,
infelizmente, o que temos notado em nosso meio
atualmente é um grande desinteresse pelo conhecimento
bíblico. A maioria dos evangélicos nunca sequer leu a
Bíblia inteira, a Carta que o nosso Pai celestial nos
deixou.
Para lermos a Bíblia toda durante um ano, teríamos
apenas de dedicar quinze minutos diários à leitura
diária de três capítulos da Palavra de Deus. Isso
significa que, dos 1440 minutos (24 horas vezes 60
minutos) que o nosso Deus nos concede todos os dias,
precisamos tão-somente utilizar 1% desse tempo para
lermos a Bíblia toda em um ano. Sabemos que quando
oramos falamos com Deus e quando lemos a Bíblia Deus
fala conosco. Mas muitos preferem negligenciar a Carta
de Deus, o nosso Pai, para poderem ouvir Deus falar de
outras maneiras não tão seguras e, às vezes,
extremamente arriscadas.
Ora, se sabemos e ensinamos que a Bíblia é a Palavra de
Deus, e que na Bíblia encontramos a vontade divina para
toda a humanidade, o que justificaria tanta gente não
conseguir ouvir Deus falar ou procurar novas maneiras
para ouvi-lo?
Outro detalhe interessante:
Temos, hoje, vários e fáceis acessos aos Escritos
Sagrados, o que não ocorria no passado, seja por meio da
imprensa escrita ou pela Internet. Dificilmente
encontraremos uma família brasileira que não possua pelo
menos um exemplar das Sagradas Escrituras. É possível
encontrá-la em todos os segmentos da sociedade.
Precisamos parar, pensar e, com sinceridade, responder
às seguintes perguntas: “Será que queremos realmente
ouvir Deus falar? Será que queremos realmente conhecer o
nosso Eterno Pai?”.
Se a resposta for afirmativa, vamos, então, todos os
dias da nossa vida, ouvi-lo pelo menos quinze minutos
por dia, lendo, individualmente, a preciosa Carta que
Deus, o nosso Pai, nos deixou. Com certeza, não somente
aumentaremos a nossa relação amorosa com o nosso Pai
celestial, mas também estreitaremos nosso contato,
falando-lhe, por meio de nossas orações, e ouvindo-o,
por meio da leitura de sua Palavra.
Com certeza, também, aprenderemos, pela Palavra de Deus,
onde Ele mora, o que Ele tem preparado para nós, seus
filhos, e quando iremos conhecê-lo pessoalmente, alvo e
anelo máximos de todo legítimo cristão.
Então, o que estamos esperando? Abramos e leiamos a
Carta do Pai!
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