Apologética



Apologética - Opção ou responsabilidade?



Por Stephen Shields / Tradução Elvis Brassaroto Aleixo

A apologética lida com respostas. Significa a defesa de uma posição particular em um determinado assunto. Mas qual é a posição que a apologética deve ocupar na vida de uma testemunha de Cristo? Temos realmente de defender o evangelho, ou somos chamados apenas para orar por sua expansão?

Certamente, a maioria dos cristãos está atenta à sua grande responsabilidade de levar a um mundo agonizante a mensagem de Deus. O Senhor nos conferiu esta missão: proclamar o evangelho (Mt 10.27) e fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.19). Mas há freqüentemente outra dimensão negligenciada nesta missão, estamos falando da defesa do evangelho. A mesma Bíblia que nos move a orar pela propagação do evangelho nos ordena a batalhar pela preservação da fé. Apologética não é uma opção deixada ao crente para que decida, sem qualquer implicação, se quer ou não realizá-la. Igualmente, também não é uma recente característica ou tendência da fé cristã contemporânea. Mais propriamente, a apologética figura como um elemento essencial da Bíblia.

Escrevendo em um mundo imerso em diversos desvios doutrinários, o apóstolo Pedro preveniu os crentes que estivessem sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que lhes pedissem a razão da esperança que neles havia (1Pe 3.15). Apenas por meio de objeções honestas e respostas irredutivelmente fundamentadas na Palavra de Deus "conseguiremos levar cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2Co 10.5). Neste mesmo propósito, Paulo defendeu o evangelho vigorosamente, influenciando Timóteo e Tito para que procedessem de igual forma (2Tm 2.23-26; 4.2-5, Tt 1.9-14).

A necessidade da apologética nos dias atuais é crucial e crítica. Os crentes têm de perceber que estamos vivendo em uma era que caminha para o pós-cristianismo, eivada de religiões ecumênicas, seitas e princípios ocultistas que disputam acirradamente a fidelidade espiritual das pessoas. Temos de enfrentar estes desafios face a face. O dr. John Warwick Montgomery, estudante cristão de grande proeminência, destaca que a apologética não pode substituir a fé e muito menos suplantar a ação do Espírito Santo, entretanto, ela atua como um indispensável instrumento que elucida as verdades bíblicas, ajudando a preservá-las. Ao mesmo tempo que a Bíblia nos ordena a pregar a palavra a tempo e fora de tempo, também nos ensina a redargüir, repreender e exortar com toda longanimidade e doutrina (2Tm 4.2). E por que devemos proceder assim? O versículo seguinte responde: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (2Tm 4.3). Diante disso tudo, será que um cristão genuíno pode considerar apologética como uma simples opção? Os que conhecem a Palavra de Deus respondem em uníssono: apologética é nossa responsabilidade!


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