Apologética



O desenvolvimento do judaísmo até os nossos dias



Por Alberto Jose Verderamo

O povo de Israel sempre teve percalços em sua caminhada em direção à plena realização da aliança que Deus fizera com eles. Mal haviam saído do Egito, com todos os sinais e maravilhas perpetrados pela Rocha de Israel, e já estavam murmurando, sentindo falta das cebolas e carne do Egito. A viagem a Canaã, que deveria durar apenas alguns dias, se tornou uma penosa jornada de 40 anos, sustentados durante todo o tempo por Deus, enquanto murmuravam de sua situação.

Uma vez estabelecidos na Terra Prometida, após a morte do líder Josué, houve uma sucessão de quedas e reavivamentos, decorrentes das dificuldades vividas pelo povo, até que, por fim, exigiram um rei antes do tempo devido. Então, Deus lhes concede um rei. O novo monarca agrada imensamente o povo. Era altivo, forte, bonito, decidido, mas auto-suficiente. Com o tempo, o seu dúbio caráter torna-se evidente. Sem comunhão com o Senhor, não era obediente, o que provou que ele não era o rei que Deus gostaria que fosse. E, conduzido por seu próprio orgulho, esse monarca cometeu suicídio.

Podemos traçar um paralelo entre esse rei, chamado Saul, e o anticristo, que ainda há de vir, pois, tanto na escolha de Saul quanto no advento do anticristo, podemos ver o homem recusando o governo de Deus sobre suas vidas. E essa recusa não diz respeito somente ao povo de Israel, mas a toda humanidade. Inclusive, a rejeição a Deus foi o motivo original que fez que o Senhor escolhesse um povo para si. O homem, desde o início, sempre quer seguir o seu próprio caminho, mas sem Deus.

Após a morte de Saul, vem o período auge de Israel e a sua subseqüente queda na idolatria e no pecado. E permanece nesse estágio até o cumprimento das maldições previstas em Deuteronômio 28, quando o reino de Israel foi inicialmente dividido em dois: Norte e Sul. Com o tempo, o reino do Norte foi destruído e o reino do Sul, desfeito, e o povo exilado para a Babilônia. Depois de 70 anos no exílio, Deus fez que seus escolhidos retornassem novamente para a Palestina, período em que os muros e o templo de Jerusalém foram reconstruídos e os sacrifícios contínuos foram restabelecidos.

Nessa época, a terra foi dominada por diversos povos, até que apareceu Alexandre, o Grande. Com o domínio de Alexandre, houve um processo de helenização dos povos, o que provocou uma cisão na sociedade que culminou em uma sucessão de guerras dos Macabeus. O acordo efetuado entre Judá e a então florescente Roma trouxe paz durante um período, até que a expansão do poderio romano trouxe um novo e pesado jugo. Nesse período, o povo já esperava o Messias, segundo a cronologia de Daniel (Dn 9.24-27), que iria restituir a glória de Israel e a sua libertação, mas, infelizmente, grande parte do povo não queria a solução de Deus, antes, a sua própria. A classe dirigente queria manter o seu status, enquanto as outras pessoas se revoltavam e lutavam intensamente contra a opressão do império e do próprio sinédrio.

A chegada de Jesus trouxe o cumprimento das principais profecias, porém, a recusa do povo faz que o Messias se dirija aos gentios e o pleno cumprimento do reino messiânico seja postergado para o futuro, como predito pelas Escrituras. Esses acontecimentos fazem que os judeus convertidos se juntem aos gentios também convertidos. Enquanto isso, a rebeldia do resto do povo os leva a outro caminho. Depois da ascensão de Jesus aos céus, os cristãos continuam se reunindo nas sinagogas. Mas com os freqüentes ataques a Jesus e a seus ensinamentos e com a perseguição posterior, os cristãos se afastam das sinagogas.

Quando o general Tito invade Jerusalém, e a destrói, é dado o afastamento final. Até esse momento, os judeus convertidos eram considerados israelitas, mas quando Jerusalém é cercada, os cristãos fogem, motivados pelas palavras de Jesus que diziam para que fugissem nessa ocasião (Lc 21.20-24). Os judeus são massacrados. Com isso, seu ressentimento torna-se mais intenso. Segundo consta, o objetivo de Roma era acabar com todos os judeus na região. Após o levante, ocorrido em 135 d.C., os romanos mudaram o nome de Jerusalém para Aélia Capitolina, transformando a Judéia em Palestina Síria, para que não houvesse mais lembrança dos judeus.

Devido à utilização da Septuaginta (LXX) pelos cristãos (Septuaginta: Tradução do Antigo Testamento do hebraico para o grego, efetuada por 70 sábios judeus no Egito), os judeus abandonaram essa tradução, considerada o canal do judaísmo para o mundo, e passaram a produzir obras interpretativas da Torah (Pentateuco) e do Tanakh (Antigo Testamento). Essas obras, em verdade, se afastavam consideravelmente dos ensinamentos cristãos. Basicamente, existem três traduções da Torah: a judaica, a samaritana e a grega (septuaginta), sendo esta última a que mais se aproxima da judaica.


Obras sagradas do judaísmo dentro da era cristã


O Talmude é a obra principal do judaísmo pós-bíblico. Como é considerado uma interpretação autêntica da Torah possui, portanto, a mesma autoridade que ela. O Talmude é uma vasta compilação de comentários sobre a lei mosaica, em que se registram os ensinamentos das grandes escolas rabínicas dos primeiros séculos da nossa era. Divide-se em duas partes: Mishnah (que significa aprender por repetição, catequese) e Gemara. O Mishnah foi redigida em hebraico nos séculos II e III e contém 63 tratados. A Gemara contém comentários escritos em aramaico.

A Gemara desenvolveu-se nas escolas da Palestina e da Mesopotâmia, consistindo de dois conjuntos distintos de comentários, formando dois talmudes:

* Talmude palestino: chamado impropriamente de Jerusalém, redigido no século IV.

* Talmude babilônico: redigido em seu ápice nos séculos V e VI, mais importante e mais aprofundado, sendo o mais difundido; suscitou uma rica literatura de pesquisas e comentários até o século XVIII. Do século II ao século XVIII, é considerado o período rabínico, em que viveram os grandes mestres do judaísmo.

O Talmude constitui fundamentalmente um esforço dos rabinos em adaptar os preceitos da Lei à vida cotidiana de comunidades extremamente dispersas. Aqueles que seguem o Talmude babilônico são chamados de sefarditas e os que seguem o palestino são chamados de asquenazitas e, deste ramo, surgiram a cabalah e o hassidismo. O Talmude babilônico exerceu grande influência na Idade Média e é adotado por grande parte do judaísmo atual, apesar de haver uma tendência de mescla de doutrinas, uma vez que a cabalah tem sido adotada e divulgada por muitos líderes, incluindo o presidente do rabinato no Brasil, Rabino Henry I. Sobel. Sabe-se também que muitos não aceitam e discriminam a cabalah devido ao seu conteúdo altamente esotérico.

O Midrash é outro livro sagrado, considerado auxiliar para o estudo da Torah. As palavras midrash e hagadah significam lenda, porém, o sentido de midrash está mais para explicar, interpretar, investigar, estudar a fundo. O termo midrash é usado para designar um gênero literário exegético. Desenvolvido há séculos, expõe, por intermédio de histórias e parábolas, os ensinamentos da Torah, para tornar o seu sentido mais fácil aos ouvintes, principalmente ao povo comum. É um processo contínuo até os dias de hoje e serve para atualizar as explanações efetuadas em cada Shabat. O objetivo da atualização é adequar as palavras da Torah aos assuntos atuais e seus reais sentidos. O processo é conhecido como "processo interpretativo midráshico".

O Midrash pode ser definido como um método de leitura da Bíblia, considerando-a como um texto eterno. O seu resultado prático envolve princípios hermenêuticos que servem para guiar a comunidade na leitura do canôn enfocando um ensino específico. O objetivo principal é pesquisar o pleno sentido do que foi falado pela voz divina. Existem duas escolas de linguagem do midrash:

* Uma leva em consideração a linguagem humana com objetivos, redundâncias e conversações desconexas.

* A outra considera que toda repetição, aparentes controvérsias e cada forma particular de expressar das Escrituras têm o seu motivo e significado.

O intuito do Midrash é preencher o que pareciam ser lacunas nas Escrituras e conciliar o que parece ser incompatível. Todo esse procedimento é feito de forma estética e com a maior reverência e respeito ao texto original.

Pode-se perceber que muitas dessas lacunas e discordâncias envolvem diretamente a revelação de Jesus Cristo na Torah e na Tanach. Devido à completa recusa, por parte dos judeus, de o Messias ser Jesus, foi necessário criar-se uma nova teologia. E essa nova teologia não nega todas as promessas de Deus, mas nega que tenha havido o cumprimento da promessa da vinda do Messias.


Alguns conceitos estranhos e curiosos


Esses conceitos estão em concordância com a Tradução do Pentateuco para a língua portuguesa, efetuada pelo rabino Meir Masliah Melamed e chamada de "A Lei de Moisés e as Haftarof".


A justificação do pecado

Não crêem na justificação do pecado pelo derramamento de sangue, alegando, corretamente, que é Deus quem perdoa os pecados, provavelmente pela própria alegação das Escrituras de que o sangue de animais não pode perdoar pecados. Os sacrifícios e holocaustos têm a função única de adoração a Deus. Em realidade, parecem não se preocupar muito com os textos que falam sobre a expiação, limitando-se apenas em comentá-los, mas não em explicá-los.

Em Gênesis 3.21, é falado que Deus fez vestimentas de peles de animais para Adão e Eva. Em nossa teologia entendemos o seguinte: se houve pele de animais, houve a morte deles também. Tanto o vestir como o derramar sangue significam perdão de pecados e santificação. Muitos textos bíblicos mostram que a nudez se refere ao pecado e o colocar nova vestimenta ou cobrir significa santificação (Ez 16.36-37, Na 3:5, Zc 3.3-4). Mas, para o judeu, significa que foi um ato de caridade e que todos devem tomar este exemplo do próprio Deus. É interessante notar que no hebraico não há palavra equivalente para caridade. Em realidade, a palavra caridade, no grego, é traduzida por amor, sendo a evolução da língua que trouxe o sentido de fazer o bem ao próximo. No hebraico, a palavra é TSEDAKÁ, que significa justiça. Para o judaísmo, a caridade é uma obra de justiça, na qual é baseada toda a sua filosofia e religiosidade, porém, vemos pelo próprio hebraico que o texto se refere à justificação efetuada por Deus.


A culpa sobre os egípcios

Colocam a culpa dos distúrbios provocados pelo povo no deserto aos Erev rav (mistura grande), grupo composto por pessoas de todas as classes da estratificação egípcia que se converteram ao judaísmo, mas que agiam covardemente nos momentos mais difíceis, minimizando a sua responsabilidade perante Deus .

Segundo o nosso entendimento, a responsabilidade dos distúrbios do povo, na época, pertencia totalmente a Israel como um todo, e isso de acordo com a aliança e a própria reação de Deus diante dos lamentáveis fatos ocorridos no deserto.


A lei do levirato e o ano sabático

Apesar de a Lei ser uma, e o não cumprimento de uma lei ser o descumprimento de toda a Lei (Dt 28.15), os rabinos acharam por bem acabar com a lei do levirato e do ano sabático.

O levirato foi proibido pelos rabinos em 1950, por ser considerado anacrônico. O levirato é a lei que reza o seguinte: quando o filho mais velho morre sem deixar descendência, o filho seguinte deve casar com a viúva e o fruto que nascer dessa união deve ser considerado descendência do irmão morto.

Nesse processo, há a obrigatoriedade de uma cerimônia chamada chalitzá, em que as partes são formalmente desobrigadas de compromisso.

O ano sabático consiste em que a terra, a cada sete anos, não deve ser cultivada. O período de 70 anos de cativeiro babilônico foi determinado devido ao não cumprimento dessa lei. A grande maioria dos rabinos hoje em dia é flexível a essa lei bíblica. Em Israel ela é totalmente impraticável. Os israelenses cultivam a terra durante todo o ano . Foi criado, então, um artifício para contornar a lei. Vende-se a terra para um não-judeu por meio de um contrato. Dessa forma, a lei é simbolicamente mantida.


A relação entre o judaísmo e o espiritismo

Apesar de alegarem que o espiritismo não é compatível com o judaísmo, foi escrito o seguinte comentário:

"O Midrash (Yacult 227) conta de que maneira Moisés pôde descobrir o lugar da sepultura de José. Serah, filha de Asher (vide Gn 46.17), tinha sobrevivido à geração de José. Esta contou a Moisés que os egípcios haviam jogado o caixão de metal onde se encontravam os restos mortais de José, no fundo do Nilo, para que as águas deste rio fossem abençoadas. Moisés foi então à beira do Nilo e chamou: José! José! A hora da libertação de Israel já chegou! Queremos cumprir o juramento que fizeste a nossos pais, de levar os teus ossos conosco; não faças por tua causa demorar a nossa redenção! De repente - oh! Milagre! - o caixão de José emergiu à superfície. E tomou Moisés os osso de José com ele " (grifo nosso).

Como podemos ver, há uma discordância quanto aos procedimentos, pois, em Deuteronômio 18, encontramos a advertência quanto à consulta aos mortos.

A relação entre o judaísmo e o misticismo

Desde os tempos do cativeiro babilônico, ou até mesmo antes disso, surgiram formas de reinterpretação da Torah, tomando como princípio números e artes matemáticas. O que conhecemos como maçonaria pode ter sido fundado, já nesse período, com o objetivo original de reconstrução do Templo de Salomão.

Na maçonaria de nossos dias, vemos características absorvidas de vários séculos e locais que se originam no judaísmo e, principalmente, no cristianismo medieval, por meio do qual esta instituição ocultista adquiriu estável postura, pois muitos de seus líderes são pessoas de posição na sociedade. Esta condição, hoje, está muito mais sedimentada e, de forma mais aberta, alcança todas as classes de governantes em todo o mundo.

Em Deuteronômio 15.19, Deus adverte, por meio de Moisés, que aquele que não ouvir a palavra do Profeta terá de prestar contas. Com a recusa de Israel de ouvir esse Profeta, o povo afastou-se de Deus e passou a encher-se de outros mestres, abraçando o misticismo. A soma de séculos de experiências nessa área deu surgimento à cabalah.


A cabalah


A doutrina da cabalah parte da idéia de que Deus seria reconhecido por meio da perspectiva da criação. Sendo Deus infinito e inacessível em sua essência, é necessário conhecê-lo mediante a sua Palavra inspirada, analisando-se todos os pormenores possíveis e até utilizando-se de certas técnicas não admitidas por Deus.

Os dois meios de realização da busca mística são a Torah e a própria língua hebraica, com as letras que as compõem. Nascida na Idade Média, simultaneamente na França e na Espanha, a corrente cabalística encontrou sua expressão no século XIII, no Zohar (Livro do Esplendor), documento literário fundamental que se cristalizou como sistema filosófico religioso. Seu representante mais significativo foi Isaac Luria (1534-1572), cujo ensinamento centrado em uma perspectiva messiânica exerceu influência determinante na vida religiosa judaica. A partir do século XVIII, encontrou-se uma nova inspiração com o hassidismo.

A cabalah é a pedra fundamental de todo o pensamento e prática ocultista do Ocidente e a pedra angular da crença de todos os Iluminados (os Mestres dos Illuminati) em todo o mundo, independente se o ocultista é seguidor da Magia Branca ou da Magia Negra.

Segundo a enciclopédia Larousse, o termo cabalah significa "tradição" e a obra é um conjunto de comentários místicos e esotéricos judaicos de textos bíblicos e da sua tradição oral, porém, segundo o Rabino Henry I. Sobel, em sua obra Os porquês do judaísmo, cabalah significa "recebimento" e é um estudo místico da Torah. Corresponde um relacionamento teológico contemplativo e de louvor do homem para com Deus. É um aspecto da área mística do judaísmo.


O hassidismo


No século XVIII, pareceu haver um arrefecimento no ferver do judaísmo tradicional, quando a rigidez da época limitava a forma de culto ao estudo do Talmud. A vida dos judeus era difícil e espiritualmente vazia, daí surgiu um movimento liderado por Israel Baal Shem Tov que pregava ensinamentos simples e místicos ressaltando os laços íntimos do homem com Deus. Basicamente, declara que a fé é um sentimento acessível às massas, que a religião não é dever, mas, sim, amor e que o judaísmo não é tristeza e penitência, mas entusiasmo, alegria e amor.

Pregava, ainda, que a oração, a expressão corporal, a dança e o canto são autênticos meios de comunicação entre o homem e o seu criador, e que Deus se manifesta em diversos níveis da existência humana, mesmo nos aspectos mais triviais do cotidiano. É um movimento messiânico que, mesclado com todo o movimento místico/esotérico, tem pregado a volta do Messias com o seu reino como algo iminente e anunciado ao povo, principalmente em Israel, o tempo definitivo de paz, não levando em consideração as profecias que falam de sofrimento e destruição e ignorando também os tempos da "aflição de Jacoh" (Jr 30.7-8).


A posição atual da mulher


A mulher hoje tem uma situação singular. Devido a todos os problemas sociais decorrentes dos últimos 2000 anos, é a mulher quem defini a identidade judaica, isto é, é dos filhos das mulheres judias que a prole é declarada judaica, e não por ser filho do homem. A mulher que é responsável pela educação dos filhos e pela manutenção do espírito do judaísmo no lar, ao contrário dos tempos bíblicos, apesar de ela sempre ter sido considerada esteio do lar (akeret ha´bayit). Algumas mulheres já foram ordenadas rabinas, porém, não no Brasil, e se assentam nos lugares altos nas sinagogas.

Dentro de uma posição atual e amplamente divulgada em periódicos judaicos, como a revista O hebreu, a mulher assume uma posição de perfeição filosófica, ao contrário do homem. Segundo essa posição, a mulher é mais estável psicologicamente que o homem. Desde menina, tem o objetivo de casar, cuidar do marido e ser mãe, enquanto que o homem é inseguro, sempre necessitando sobressair e auto-afirmar-se perante a sociedade. Nesse âmbito, o homem é comparado aos seis dias da semana. Ele tem a necessidade de trabalhar e realizar todos os desejos da vida. A mulher não, ela é como o sétimo dia, o Shabat, dia de parar toda a atividade e dedicar-se à paz e à adoração ao Todo-Poderoso.

A época em que vivemos com guerras e luta pela sobrevivência é um tempo imperfeito, portanto, masculino, mas caminhando para o reino messiânico, que é perfeito, ou seja, estamos nos dirigindo à "feminilização" do mundo. Essa forma de pensar, em muitos aspectos, se identifica com o movimento Nova Era, que prega não apenas o equilíbrio entre o bem e o mal, mas também a unificação sexual em uma ampla gama de sentidos, inclusive a do incentivo ao homossexualismo. Apesar de o judaísmo condenar a prática homossexual, vemos que não há um posicionamento corretivo quanto ao problema e que há uma aceitação do homossexual na comunidade para que o mesmo não se torne marginalizado.


O sionismo


O sionismo é o movimento de libertação nacional do povo judeu. Desde a dispersão, o povo judaico tem por objetivo a volta à sua terra natal, o que em parte acabou se realizando com a criação do Estado de Israel, em 1948. Este, porém, é apenas parte do desejo sionista, o objetivo completo é o restabelecimento da hegemonia judaica sobre as regiões originalmente ocupadas, com capacidade para que todo o povo judeu volte a Israel e possa estabelecer-se com segurança no local. A reconstrução do templo e a plena liberdade do culto judaico, com a volta dos sacrifícios contínuos, fazem parte do restabelecimento do estilo de vida judaico.

Essa meta primordial, dentre os principais objetivos da liderança judaica, faz que a política se sobressaia até mesmo acima do judaísmo como religião. Muitos dedicam sua vida à causa sionista, porém, mal conhecem as Escrituras. Para esses, a religiosidade das Escrituras é superficial e muitos consideram-na até mesmo como um mito.As escrituras, para esses, só têm importância por manterem a unidade do povo judeu e o objetivo do sionismo.

Sionismo e judaísmo são inseparáveis para o povo judeu, mas o sionismo é muito mais importante para a maioria de Israel.


"O tempo está próximo"


Esta matéria não tem a presunção de analisar toda a cultura judaica, muito extensa e cheia de tradições e costumes. Há toda uma história de Israel dentro do período bíblico que poderia ser comparada à história do Brasil ou à dos países europeus em seus detalhes. Mas desconhecemos muitos detalhes dessa história, pois não se encontram na Bíblia e não são ensinadas em nossas escolas teológicas. Entretanto, são consideradas pelo povo judeu como verdade e parte de sua cultura.

A intenção deste texto é fazer uma análise sucinta e gradativa da condição do judaísmo em nossos dias, bem como comparar o padrão cristão e o padrão do pensamento judaico. Vemos que os judeus estão altamente preparados para aceitar o anticristo como o messias e que o cumprimento das profecias bíblicas está em andamento contínuo e acelerado.

Jesus disse: "Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabeis que o tempo está próximo" (Mt 24.33).


Referência Bibliográfica:

Enciclopédia Barsa

Enciclopédia Lorousse Cultural


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