Apologética



Testemunhas de Jeová - Parte II – O trabalho destrutivo


As TJs vão, como elas dizem, de casa em casa, mas não o fazem com o propósito de:

1. chamar os pecadores ao arrependimento para com Deus e a fé de nosso Senhor Jesus Cristo (At 20.20-21);

2. não vão pregar a justificação pela fé (Rm 5.1);

3. não vão para expor a imprescindível necessidade do novo nascimento (Jo 3.3) que entre elas é entendido como necessário apenas para 144 mil pessoas. Não!

4. Vão com um plano de ataque combatendo todas as doutrinas do Evangelho de Cristo;

5. Avalie o leitor:

a) No livro de estudo “Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna”, p. 14/7 lemos: Um harmonioso tema permeia a Bíblia. Que tema é esse? E a vindicação do direito de Deus governar a humanidade e a realização do seu propósito amoroso por meio do Reino.

b) Continua o citado livro, na página 69/20: A nossa salvação não é a justificativa principal para a vida e a morte de Jesus na terra.

Resposta Apologética:

Perguntamos: O tema central da Bíblia é a vindicação do direito de Deus governar a Terra? Algum tempo isso esteve em dúvida? Não é isso que lemos na Bíblia. Lemos que o domínio de Deus sobre sua obra nunca foi questionado (Sl 24.1; Dn 4.35; Is 43.13; 61.2 comparado com Lc 4.16-29). A nossa salvação não é a justificativa principal para a vinda de Jesus à Terra? Não foi Paulo que afirmou isso em 1 Tm 1.15: Fiel é a palavra a digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar aos pecadores, dos quais eu sou o principal? Qual o propósito da sua vinda ao mundo? Ele mesmo afirmou em Lc 19.10 qual foi esse propósito: buscar a salvar os pecadores. Para isso Ele morreu por nós (Rm 5.8); carregou nossos pecados sobre a cruz (1 Pe 2.24) e ressuscitou corporalmente dentre os mortos (Rm 4.25). Errar no propósito principal da vinda de Jesus ao mundo é errar no essencial. Ensinar o contrário é doutrina de demônios (1 Tm 4.1).

VENENO MORTAL

Logo, se alguém quisesse envenenar uma pessoa lhe ofereceria um frasco com estricnina ou lhe ofereceria um copo d’água cristalina, misturada com estricnina? Você tomaria um copo d’água cristalina se alguém lhe dissesse que 99% eram água pura e só 1% de estricnina? Certamente que não. Pois assim são os ensinos das TJs. Parecem bíblicos e sua literatura sempre realça o valor da Bíblia, mas na verdade os seus ensinos são os do seu fundador Charles Taze Russell como passaremos a ver mais adiante.

SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO

Quando passamos a estudar as crenças de algumas seitas religiosas deparamo-nos com um problema comum: elas interpretam que a análise e crítica de suas crenças não passam de uma forma de perseguição religiosa. As Testemunhas de Jeová (TJs) não são exceção.

Criticando a Igreja Católica num artigo publicado na revista Despertai!, um dos leitores dessa revista escreveu à Sociedade e recebeu resposta dos editores no seguinte teor: A Igreja Católica ocupa posição muitíssimo significativa no mundo, e afirma ser o único caminho da salvação para dezenas de milhões de pessoas. Qualquer organização religiosa que assuma tal posição deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada. Todos que criticam têm a obrigação de ser verdadeiros na apresentação dos fatos e justos e objetivos na avaliação dos mesmos (“Despertai!” 22-12-1984, p. 28).

Ora, perguntamos: As Testemunhas de Jeová não se ufanam de ser a única religião verdadeira sobre a face da Terra? Não afirmam ser o único caminho para a salvação? Não dizem: Tenha fé na Organização Vitoriosa de Jeová? (A Sentinela, 1-9-1983, p. 12), Não reivindicam para si a analogia feita pelos católicos de comparar sua Igreja à arca de Noé, fora da qual não há salvação? E o que fazem dizendo: Foi apenas aquela única arca que sobreviveu ao Dilúvio e não um sem-número de embarcações. E haverá apenas uma organização – a organização visível de Deus – que sobreviverá à ‘grande tribulação’ que rapidamente se aproxima... Você precisa pertencer à organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, afim de receber Sua bênção de vida eterna (“Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra.” Sociedade Torre de Vigia e Tratados, 1983, p. 255/14). Naturalmente devemos fazer a vontade de Deus para recebermos a bênção de vida eterna, mas essa bênção de vida eterna só é encontrada em Jesus (Jo 6.66-68). Afirmar que alguém deve tornar-se membro da Torre de Vigia para obter sua bênção de vida eterna é um disparate inqualificável (Jo 6.66-68).

Fazemos nossas as palavras das Testemunhas de Jeová:

PERGUNTA: É a exposição de falsas religiões uma perseguição dos seus aderentes? É isso intolerância anticristã?

RESPOSTA: Não; de outro modo Jesus Cristo teria sido perseguidor intolerante dos judeus, e seus apóstolos e primitivos discípulos teriam sido perseguidores ao invés de perseguidos, a todos os profetas de Jeová, nos tempos antigos antes de Jesus, teriam sido perseguidores e intolerantes, pois todos expunham a falsa religião dos judeus apóstatas e das nações pagãs (“A Cristandade ou o Cristianismo”, p. 20 STV).

Logo, não podemos ser tidos por perseguidores delas simplesmente porque vamos analisar e criticar suas crenças religiosas (Gl 4.16).


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