Apologética



Catolicismo - Considerações Gerais – Parte II


1. FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA: A BÍBLIA E A TRADIÇÃO

A Igreja Católica Romana afirma que a Bíblia, por si só, não constitui todo o campo do conhecimento de Deus, e que, por isso, deve ser suplementada pelos ensinos da tradição. As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na tradição (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1ª edição, agosto de 1976; p. 160, resposta à pergunta 870).

Respondendo à pergunta de como se pode ter consideração à tradição, foi dito que: A tradição deve ter-se na mesma consideração em que se tem a Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda.,1ª edição, agosto de 1976; p. 162, resposta à pergunta 887).

Explica a Igreja Católica ainda o que abrange a tradição: A tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1ª edição, agosto de 1976; resposta à pergunta 885, p.162). Continua ainda a esclarecer que os ensinamentos da tradição acham-se principalmente nos decretos dos Concílios, nos escritos dos santos padres, nos atos da Santa Sé, nas palavras e nos usos da Sagrada Liturgia (“Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã”, Editora Vera Cruz Ltda., 1ª edição, agosto de 1976; resposta à pergunta 886, p. 162).

Resposta Apologética:

Sabemos que toda instituição possui suas tradições, usos e costumes, e que em alguns casos essa tradição é salutar: Então, irmãos, estai firmes a retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa (2 Ts 2.15). E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei (1 Co 11.2) e: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia. Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós (2 Tm 1.12-14). No entanto, quando essa tradição contradiz as Sagradas Escrituras, ela deve ser rejeitada: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fortes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais (1 Pe 1.18). A tradição pode tornar-se uma traição ao Evangelho: E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus (Mt 15.6). E, sem dúvida nenhuma, um outro evangelho como o apóstolo Paulo escreveu: Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (Gl 1.8). A Igreja Católica Romana no Concílio de Tolosa, em 1222, proibiu a leitura da Bíblia aos leigos, passando a tradição a ter mais autoridade do que a Palavra de Deus. Essa proibição antibíblica do catolicismo romano nos remete à advertência do Senhor Jesus aos judeus: Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos dos homens; porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição (Mc 7.7-9). É dever de todo o homem ler a Bíblia. E somos orientados a agir dessa forma pela própria Palavra (Dt 6.6-7; 31.11-12; Js 1.8; Is 34.16; At 17.11; 2 Tm 3.15-17).

Os cristãos evangélicos sustentam que, em matéria de fé e prática, a Bíblia é suficiente. Cremos, ser a Bíblia a Palavra de Deus, única regra infalível de fé e conduta para a vida e o caráter cristão (Pv 30.5-6; Mt 15.1-3; At 20.27; 1 Ts 2.13; 2 Tm 1.5; 3.15-17). Aceitamos a tradição que confirma, aponta, indica para a Bíblia, que está de acordo com as Sagradas Escrituras, e simplesmente como mero apêndice e nunca igual ou superior à gloriosa Palavra revelada de Deus: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, a da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro (Ap 22.18-19).

2. A IGREJA ATRAVÉS DOS SÉCULOS

Não cremos na teoria de que a Igreja tenha se apostatado. Jesus garantiu: Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; (Mt 16.18); A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Ef 3.21). Sempre houve os que rejeitavam a autoridade papal e o padrão imposto pela Igreja, eles eram a Igreja de Jesus Cristo. Dentre eles mencionamos os cátaros, os albigenses, os valdenses. Deus sempre teve testemunhas na Terra (Gn 6.5-8).

3. O CULTO CATÓLICO

Não é necessário sequer estudar os dogmas da Igreja Católica para se perceber o seu desvio do Cristianismo autêntico e, para isso, basta assistir a uma missa. Todo aquele aparato e ritual é característica do paganismo. Ninguém encontra esse modelo de culto no Novo Testamento. No culto judaico, do Antigo Testamento, havia esse aparato por causa do significado e da simbologia com a vida e obra do Messias, isso está explicado na epístola aos Hebreus. Além disso, esses ritos judaicos eram apenas no tabernáculo e depois no templo, nunca nas sinagogas. Nada há em comum entre a missa da Igreja Católica e o culto cristão registrado no Novo Testamento. O culto cristão é simples, conforme declara a Bíblia: Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26).

4. CRESCIMENTO QUE ASSUSTA

Não temos a intenção de atacar nenhuma religião. Devemos amar e respeitar os católicos, e ser bons amigos deles. Muitos deles são tementes a Deus e estão preocupados com a sua salvação.

a) É dever de todos respeitar a religião dos outros. Evangelizar não é sinônimo de desrespeitar a religião e símbolos sagrados dos outros;

b) Crescendo pelo poder do Espírito Santo. A revoada dos católicos para as igrejas evangélicas é grande. Isso tem preocupado o catolicismo romano. Implantaram a Rede Vida, afirmando que a Igreja cresce por meio de estratégias de marketing. Nós crescemos e expandimos pelo poder do Espírito Santo, mesmo sob as perseguições do clero. Jesus disse que quem converte o homem é o Espírito Santo (Jo 16.8-11).


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