Apologética



Catolicismo - Os Pecados da Santa Sé – Parte VI


O historiador norte-americano, Garry Wills, católico praticante, em seu livro Papal Sin (Pecado Papal) na primeira parte do livro aborda as desonestidades históricas da Igreja, mostrando, em resumo, como a hierarquia católica persiste no apelo à mentira e, por muitos anos, camuflou o comportamento de Pio XII (1939-1958) face ao holocausto, só agora devassado por Gorwell, Susan Zucotti (autoria de duas pesquisas sobre as relações do Vaticano com o fascismo), Frank J. Coppa (Controversial Concordats: The hatican’s Relations With Napoleon, Mussolini, and Hitler), Mark Aarons e John Loftus (Un holy Trinity: The Vatican, the Nazis, and the Swiss Banks), e Michael Phayer (The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965, a ser laçado pela Indiana University Press em setembro). Para Wills, a Santa Sé acumula em seu currículo um formidável acervo de tortuosa interpretação das Sagradas Escrituras, de distorcidas visões da história eclesiástica, de lamúrias hipócritas e deslavadas mentiras. O culto à Virgem Maria, inexiste nas Escrituras e entre os católicos, durante quatro séculos, é apenas um dos muitos abusos históricos que, a seu ver; a Igreja cometeu. Exorbitância cujo ápice teria sido a idolatria à Nossa Senhora de Fátima e aos mistérios a ela ligados, todos “manipulados pela Igreja” para fins políticos – além de discutíveis, à medida que dois deles referiam-se a previsões (supostamente feitas em 13 de julho de 1917) de fatos já ocorridos ou em andamento uma nova guerra mundial, um novo papa quando sua única testemunha viva, Lúcia, tornou-as públicas, em 1941(O Estado de S. Paulo -D-17- Sábado, 5 de agosto de 2000).

O culto aos santos só começa a partir de cem anos aproximadamente, depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século 3 ou mais provavelmente no início do século 4. Não podemos dizer que a veneração dos santos – e muito menos a da Mãe de Cristo - faça parte do patrimônio original (“O Culto a Maria Hoje”. Vários autores, sob a direção de Wolfgang Bemert, Edições Paulinas, 1980, 3a. edição, p. 33).


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