Apologética



Mormonismo – Joseph Smith Jr. Profeta Falso ou Verdadeiro? - Parte IV


Joseph Smith escreveu três volumes para acompanhar a Bíblia lado a lado:

(1) “Livro de Mórmon”, traduzido das placas de ouro dadas a ele pelo anjo Moroni contendo um relato dos primeiros habitantes do continente americano;

(2) “Doutrina e Convênios”, que contém as revelações do Senhor aos seus Profetas em conexão com a restauração do Evangelho e a organização da Igreja em sua plenitude nesta Dispensação da Plenitude dos Tempos;

(3) “A Pérola de Grande Valor”, que contém os livros de Abraão e Moisés e o seu livro biográfico.

Reivindicação principal de Joseph Smith Jr.

Além de se atribuir sua importância como escritor, ele afirma que sem ele não poderia haver salvação:

NÃO HÁ SALVAÇÃO SEM ACEITAÇÃO DE JOSEPH SMITH

Se Joseph Smith foi realmente um profeta, e se disse a verdade ao afirmar que esteve na presença de anjos enviados pelo Senhor, e obteve as chaves da autoridade e o mandamento de novamente organizar a Igreja de Jesus Cristo na Terra, então este conhecimento é de vital importância para o mundo inteiro. Nenhum homem pode rejeitar este testemunho sem incorrer nas mais terríveis conseqüências, pois não poderá entrar no reino de Deus. Portanto, é dever de todo homem investigar, para que possa avaliar a questão cuidadosamente e conhecer a verdade (“Doutrinas de Salvação”, Vol. 1, edição 1987 – p. 206; Joseph Fielding Smith; Editora Bookcraft).

Meus inimigos dizem que fui um profeta verdadeiro. Ora, prefiro ser um profeta verdadeiro, caído, do que um falso profeta. Quando um homem sai profetizando e ordena a seus semelhantes que obedeçam aos seus ensinamentos, ou é verdadeiro ou é falso. Os falsos profetas sempre se levantaram para opor-se aos verdadeiros, profetizando coisas tão parecidas com a verdade que quase enganaram os próprios escolhidos (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, edição 1975 – p. 357, Joseph Smith. Editora, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

JULGUEMOS O PROFETA JOSEPH SMITH POR SUAS PROFECIAS:

4.1 – ENVOLVIMENTO DA INGLATERRA NA GUERRA CIVIL NORTE-AMERICANA, O QUE NÃO SE DEU:

Na verdade, assim diz o Senhor concernente às guerras que logo virão, a começar pela rebelião de Catarina do Sul, que eventualmente terminará com a morte e sofrimento de muitas almas;

E tempo virá em que as guerras se esparramarão sobre todas as nações a começar deste lugar.

Pois eis que os Estados do Sul se dividirão contra os Estados do Norte, e aqueles pedirão auxílio a outras nações, mesmo a Grã-Bretanha, como é chamada e pedirão auxílio de outras nações a fim de se defenderem contra outras nações, e então as guerras se esparramarão sobre todas as nações (“Doutrina e Convênios”, seção 87.1-3 – edição 1950 – p. 87).

4.2 – A CONSTRUÇÃO DA CIDADE DE NOVA JERUSALÉM, QUE DEVERIA SER FEITA PELA GERAÇÃO DE JOSEPH SMITH JR., ASSIM COMO O TEMPLO, O QUE NÃO SE DEU:

Uma revelação de Jesus Cristo ao seu servo Joseph Smith Jr. e seis élderes, quando estes uniram seus corações e ergueram suas vozes ao alto.

Sim, a Palavra do Senhor com respeito à sua Igreja, estabelecida nos últimos dias, como que pela boca de seu Profeta, para a restauração do seu povo e para o ajustamento dos seus Santos que permanecerão sobre o Monte Sião, o qual será a cidade Nova Jerusalém.

A qual cidade será construída a começar pelo terreno do Templo, que foi designado pelo dedo do Senhor, nos limites ocidentais do Estado de Missouri, e dedicado pela mão de Joseph Smith Jr. e outros com quem o Senhor se comprazia.

Na verdade, esta é a Palavra do Senhor, que a cidade Nova Jerusalém seja construída pela congregação dos Santos, começando deste lugar, o lugar do Templo, o qual será erigido nesta geração.

Pois na verdade esta geração toda não passará, sem que seja construída uma casa ao Senhor, e uma nuvem descansará sobre ela, a qual será a glória do Senhor que encherá a casa (“Doutrina e Convênios”, seção 84.1-5, edição 1950, p. 157, Joseph Smith, editora A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Essa profecia foi publicada no “Diário de Discursos” (Vol. 9 – p. 71; Vol. 10 – p. 344; Vol. 13 – p. 362). Dada a certeza de que esta profecia haveria de cumprir-se durante a geração de 1832, cidades e templos não foram construídos naquela geração no Estado de Missouri.

4.3 – SIÃO, NO MISSOURI, NÃO PODERIA CAIR, NEM SER REMOVIDA DE SEU LUGAR:

E agora Sião prosperará se fizer estas coisas, e se esparramará e se tornará gloriosa, muito grande e muito terrível.

E as nações do mundo honrá-la-ão e dirão: Certamente Sião é a cidade do nosso Deus, e certamente Sião não poderá cair, nem ser removida do seu lugar, pois Deus ali está e a mão do Senhor ali está;

E pela força do seu poder ele jurou que seria a salvação e sua torre alta.

Portanto, na verdade, assim diz o Senhor, que Sião regozije, pois isto é Sião – O PURO DE CORAÇÃO (“Doutrina e Convênios”, Seção 97.18-21, edição de 1950).

Joseph Smith estava em Kirtland, Ohio, quando esta profecia foi feita e não tinha ele conhecimento de que Sião havia sido removida duas semanas antes da assim chamada revelação.

4.4 – A DATA DA SEGUNDA VINDA DE JESUS:

O Presidente Smith então afirmou... era a vontade de Deus que os que foram a Sião resolvidos a dar suas vidas se necessário, seriam ordenados ao ministério, e sairiam para poda a vinha pela última vez, pois a vinda do Senhor estava perto e que o cenário seria desfeito em 56 anos (“History of Church” Vol. 2, edição 1978 – p. 182).

Basta ao leitor somar 56 anos a 1835, data da revelação, e chegará ao ano de 1891, data final para a vinda de Cristo, o que não ocorreu.

4.5 – OS INIMIGOS DE JOSEPH SMITH JR. SERIAM DESTRUÍDOS AO PROCURAR MATÁ-LO.

E assim profetizou José, dizendo: Eis que o Senhor abençoará este vidente; e aqueles que procurarem destruí-lo serão confundidos, porque a promessa que obtive do Senhor sobre o fruto de meus lombos, será cumprida. E eis que tenho a certeza de que esta promessa será cumprida.

E seu nome será igual ao meu, e será também chamado pelo nome de seu pai. E ele será semelhante a mim porque aquilo que o Senhor fizer através de sua mão, pelo poder do Senhor, guiará meu povo à Salvação.

Sim, assim profetizou José: Certo estou disto, como estou certo da promessa de Moisés: pois que o Senhor me disse: Preservarei tua descendência para sempre (2 Nefi 3.15-16 – “Livro de Mórmon”, edição 1981 – p. 7).

A profecia não se cumpriu: Smith foi morto a bala, na prisão de Carthage, Illinois, em 27 de junho de 1844.

4.6 – A PRIMEIRA VISÃO E O SACERDÓCIO

Joseph Smith declarou ter recebido uma revelação de Jesus em 1832 segundo a qual ninguém poderia ver o Pai celestial sem as ordenanças do sacerdócio. Disse ele:

E sem as suas ordenanças, a autoridade do sacerdócio, o poder de divindade não se manifesta aos homens na carne;

Pois, sem isto, nenhum homem pode ver o rosto de Deus, o Pai, e viver (“Doutrina e Convênios” 84.21-22, edição de 1950, p. 136).

Resposta Apologética:

Ocorre que sua história registra que ele recebeu o sacerdócio em 1829, e em 1820 teve ele sua primeira visão na qual declarou ter visto o Pai e o Filho, ou seja, nove anos antes de ter recebido o sacerdócio.

No dia quinze de maio de 1829 fomos ordenados pela mão desse mensageiro e batizados.

Assim que saímos da água, após termos sidos batizados, recebemos grandes e gloriosas bênçãos de nosso Pai Celestial. Apenas terminei de batizar Oliver Cowdery, o Espírito Santo desceu sobre ele e ele, pondo-se em pé, profetizou muitas coisas que logo deveriam acontecer. E tão logo fui batizado por ele, também recebi o espírito de profecia e profetizei sobre a edificação desta Igreja e muitas outras coisas ligadas à Igreja e a esta geração dos filhos dos homens. Estávamos cheios do Espírito Santo e regozijamo-nos no Deus de nossa Salvação (“A Pérola de Grande Valor” – edição 1997, pp. 66-67, Joseph Smith Jr. Editora, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Resposta Apologética:

Se a revelação fosse verdadeira como poderia ele continuar vivo e ver o Pai e o Filho sem o sacerdócio que lhe foi outorgado nove anos depois?

A Bíblia relata no livro do Profeta Jeremias 17.5: Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor. Alguém que se julga profeta de Deus deve ser julgado por três maneiras:

1 – Por suas profecias cumpridas ou não. É o que mostra Dt 18.20-22. Quando um profeta falar em nome de Deus e tal profecia não se cumprir então o profeta é falso. Apontamos diversas profecias feitas por Joseph Smith Jr. que não se cumpriram.

2 – Mesmo quando a profecia se cumpre e o profeta recomenda ir a outros deuses é sinal de que não devemos seguir tal profeta. Joseph Smith Jr. ensinou a pluralidade de deuses e de como tornar-nos deuses (Dt 13.1-5).

3 – Por sua vida, sua conduta. Pode ainda um homem ensinar a verdade, mas viver a mentira? Ensinar, mas não praticar o que se ensina? (Mt 23.1-33). Era o caso dos escribas e fariseus. Nesse particular Joseph Smith pregou a pluralidade de esposas. Um homem segundo ele podia casar-se até com dez mulheres (“Doutrina e Convênios” – seção 132.61-62). Vejamos a prova de seus ensinos sobre a pluralidade de deuses:

A PLURALIDADE DOS DEUSES

Analisemos agora Joseph Smith na sua pretensão de profeta de Deus em face dos seus ensinos:

1 – Seus ensinos admitem a existência de vários deuses (politeísmo). Diz ele:

Pregarei sobre a pluralidade dos deuses. Escolhi este texto precisamente com este objetivo. Desejo esclarecer que em todas as congregações que falei sobre a deidade, sempre tratei da pluralidade dos deuses. Os élderes o pregam há 15 anos.

Eu sempre declarei que Deus é um personagem distinto, que Jesus Cristo é um personagem separado e distinto de Deus, o Pai, e que o Espírito Santo é outro personagem distinto, e é Espírito; são três personagens distintas e três deuses. Se esta proposição concorda com o Novo Testamento, olhai! Vede! Temos três deuses e são uma pluralidade; e quem pode contradizer isso?

O nosso texto diz: E nos fez reis e sacerdotes para Deus seu Pai (Apocalipse 1.6). Os apóstolos descobriram que havia deuses no céu, pois Paulo disse que Deus é o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meu objetivo é pregar as Escrituras e ensinar a doutrina sobre um Deus no céu, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Declaro, sem temor, que apresentei todas as doutrinas profundas em público.

João foi um dos homens e os apóstolos declaram que foram feitos reis e sacerdotes para Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o que diz em Apocalipse. De maneira que a doutrina da pluralidade de Deuses ocupa um lugar tão proeminente na Bíblia como em qualquer outra doutrina. Está em toda a Bíblia, e além de toda controvérsia. O viandante, ainda que seja tolo, não tem porque errar a respeito desta doutrina.

Paulo disse que há muitos deuses e muitos senhores. Desejo apresentar esta idéia de maneira clara e simples; mas, para nós, não há senão um só Deus, isto é, no que concerne a nós; e Ele está em tudo e em todas as coisas. Mas se Joseph Smith proclama que há muitos deuses e muitos senhores, seus inimigos gritam: “Abaixo com ele! Crucifica-o! Crucifica-o!”.

O gênero humano, na verdade, diz que as Escrituras se encontram em seu meio. Examine-as, porque elas testificam das palavras que esses apóstatas querem tachar de blasfêmia. Paulo, se Joseph Smith é blasfemo, tu também o és. Digo que há muitos deuses e muitos senhores, porém, para nós não mais que um; a ele, temos a obrigação de nos sujeitar, e nenhum homem pode estabelecer os limites ou a existência eterna do tempo infinito. Acaso o homem contemplou o mundo eterno, e está autorizado a dizer que há um Deus? O que pensa ou diz tal coisa é um tolo, e sua carreira ou progresso quanto ao conhecimento está limitado. Não pode conseguir todo o conhecimento, porque ele próprio cerrou a porta.

A INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS

Alguns afirmam que não interpretam as Escrituras como eles o fazem. Alegam que elas se referem aos deuses pagãos. O apóstolo Paulo disse que há muitos deuses e muitos senhores; isso significa uma pluralidade de deuses, apesar dos caprichos de todos os homens. Sem revelação, não vou dar a eles o conhecimento do Deus do céu. Vós sabeis, e eu testifico, que Paulo não aludia aos deuses pagãos. Sei disso, porque Deus mo revelou, quer isso lhes agrade ou não. Tenho o testemunho do Espírito Santo e o testemunho de que Paulo não se referia aos deuses pagãos nesta passagem (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, edição 1975 – pp. 362-363, Joseph Smith. Editora, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Não é que Joseph Smith descobriu que Deus tem também um Pai?

De modo que, se Jesus teve um Pai, o que nos impede de crer que o Pai também teve um Pai? Desprezo a idéia de ficar atemorizado por causa desta doutrina, porque a Bíblia dela está repleta (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, edição 1975 – p. 365, Joseph Smith. Editora, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Resposta Apologética:

O livro de Isaías, 43.10, refuta esse ensino de o Pai de Jesus ter também um pai, o que poderia repetir-se com o avô de Jesus e, assim, daria margem a uma infinidade de deuses o que parece natural para os mórmons. Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

DEUS – UM SER PROGRESSIVO

Cremos num Deus que é progressivo, cuja majestade é a inteligência, cuja perfeição consiste em progresso eterno, um Ser que chegou a esta condição exaltada por um caminho que a seus filhos é permitido seguir, e de cuja glória antes participaram como herdeiros. Não obstante a oposição das seitas, apesar de ser acusada diretamente de blasfêmia, a Igreja proclama esta verdade eterna: Como o homem é, Deus foi; Como Deus é, o homem poderá vir a ser (“Regras de Fé”, edição 1983 – p. 389, James E. Talmage).

Resposta Apologética:

Os textos bíblicos refutam esse ensino de um Deus progressivo. A Bíblia declara a existência de Deus como um Ser eterno e imutável: Deus é um Ser Eterno e Imutável.

Antes que os montes nascessem, ou que tu formaste a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade tu és Deus (Salmo 90.2):

Assim diz o Senhor, Rei de Israel o seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.

E quem proclamará como eu, e anunciará isto, e porá em ordem perante mim, desde que ordenei um povo eterno? E anuncie-lhes as coisas vindouras, e as que ainda hão de vir. Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra rocha que eu conheça (Isaías 44.6-8).

Ora ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém (1 Timóteo 1.17).

Porque Eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó não sois consumidos (Malaquias 3.6).

TRITEÍSMO

Observamos que Joseph Smith Jr. declara ser o mormonismo triteísta, ou seja, a crença na existência de três deuses.

Resposta Apologética:

A Bíblia declara a existência de um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, que é o que define a doutrina da Trindade. O mormonismo ensina o triteísmo, diferente do trinitarismo.

1 – O Pai é chamado Deus – Ef 1.2;

2 – O Filho é chamado Deus – Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13;

1 Jo. 5.20;

3 – O Espírito Santo é chamado Deus – At 5.3-4;

4 – E declara ao mesmo tempo existir um só Deus – Dt 6.4 (comparado com Gn 1.26-27; 3.22; 11.6-7; Is 6.3-8; Mt 28.19; 2 Co 13.13).

O ensino bíblico sobre a existência de um só Deus em três pessoas é corroborado pelo “Livro de Mórmon”.

E em sua ira havia jurado ao irmão de Jarede que todos os que habitassem esta terra da promissão, daquele tempo em diante para sempre, deveriam servir a ele, o verdadeiro e único Deus, ou seriam varridos quando sobre eles caísse a plenitude da sua ira (Éter 2.8 “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 571).

E prossegue:

E Zeesrom disse-lhe: Dizes que existe um Deus vivo e verdadeiro?

E Amuleque respondeu: Sim, existe um Deus vivo e verdadeiro.

Disse então Zeesrom: Existe mais de um Deus?

E ele respondeu: Não.

Então, perguntou-lhe Zeesrom novamente: Como sabes estas coisas?

E ele disse: Um anjo, mas deu a conhecer.

E Zeesrom tornou a perguntar: Quem é aquele que virá? É o

Filho de Deus?

E ele respondeu-lhe: Sim.

E disse novamente Zeesrom: Salvará ele seu povo em seus pecados? E Amuleque respondeu-lhe e disse: Digo-te que ele não salvará, porque lhe é impossível negar sua própria palavra.

Disse então Zeesrom ao povo: Lembrai-vos destas coisas; porque ele disse que existe um só Deus, não obstante, declarou que o Filho de Deus virá, mas não salvará seu povo – como se ele tivesse autoridade para mandar em Deus.

Ora, esta restauração acontecerá com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, tanto iníquos como justos, e não se perderá um único cabelo de sua cabeça, mas tudo será restaurado em sua estrutura natural, como se encontra agora, ou seja, no corpo; e todos serão lavados perante o tribunal de Cristo, o Filho, e Deus, o Pai, e o Espírito Santo, que são um eterno Deus, para serem julgados segundo as suas obras, sejam elas boas ou más (Joseph Smith, editora, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias). (Alma 11.26-35,44 – “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 270).

E agora, meus queridos irmãos, este é o caminho; e não há nenhum outro caminho ou nenhum outro nome dado debaixo no céu pelo qual o homem poderá ser salvo no reino de Deus. E, agora, eis que esta é a doutrina do Cristo, e a única e verdadeira do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, que é um Deus sem fim. Amém (2 Nefi 31.21 – “Livro de Mórmon”, edição 1951 – p. 133).

Resposta Apologética:

Esse conceito de muitos deuses ensinado por Joseph Smith Jr. deve ser rejeitado por não estar de acordo com a Bíblia em passagens como:

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus (Isaías 44.6).

Anunciai e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos: quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então anunciou? Porventura não sou eu o Senhor? Pois não há outro Deus senão Eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra; porque Eu sou Deus e não há outro (Isaías 45.21-22).

DEUS TEM UM CORPO DE CARNE E OSSOS

O conceito sobre a natureza do deus mórmon deve ser rejeitado em face do ensino de:

1 – Sua natureza material;

2 – Seu ser progressivo.

Quanto à natureza do deus mórmon lemos: O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós (“Doutrina e Convênios””, Seção 130:22 – edição 1997 – p. 306).

Resposta Apologética:

Uma das marcas das seitas é humanizar a Deus! Refutando este ensino da natureza material de Deus possuir um corpo físico, a Bíblia diz:

1 – Que Deus é Espírito (Jo 4.24);

2 – Que um espírito não possui carne e ossos (Lc 24.39; 1 Tm 1.17).

O mormonismo se contradiz ao afirmar que Deus tem um corpo de carne e ossos, pois o “Livro de Mórmon” diz ao contrário:

Disse então o rei: É Deus aquele grande Espírito que trouxe nossos pais da terra de Jerusalém?

E disse-lhe Aarão: Sim, ele é o grande Espírito, que criou todas as coisas tanto no céu como na terra. Acreditais nisso?

E ele disse: Sim, acredito que o grande Espírito criou todas as coisas e desejo que me ensines a respeito de tudo isso, e eu acreditarei em tuas palavras (Alma 22:9-11 “Livro de Mórmon”, edição 1951).

DEUS É UM HOMEM EXALTADO

Ainda ensina Joseph Smith Jr. que Deus é um ser progressivo, que passou de homem para Deus:

Para mostrar que espécie de ser é Deus, voltarei ao princípio antes que o mundo existisse. Que tipo de ser era Deus no início? Abri vossos ouvidos e corações, ó vós, confins da terra, pois vou provar-vos isto pela Bíblia, e contar-vos sobre os desígnios divinos em relação à raça humana, e porque ele interfere nos negócios do homem.

O próprio Deus foi como somos agora – Ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes. Esse é o grande segredo. Se o véu se rompesse hoje, e o grande Deus que mantém este mundo em sua órbita, o que sustenta todos os mundos e todas as coisas por seu poder, se fizesse visível – digo se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, vê-lo-íeis em forma de homem – como vós em toda a pessoa, imagem e na própria forma de um homem; pois Adão foi criado à própria imagem e semelhança de Deus, e dele recebia instruções e com ele andava, falava e conversava, exatamente como um homem fala e conversa com o outro.

Temos imaginado e suposto que Deus é Deus desde todo sempre. Eu refutarei esta idéia e retirarei o véu, para que possais enxergar.

Estes conceitos são incompreensíveis para alguns, embora muito simples. O primeiro princípio do Evangelho é conhecermos com toda certeza o caráter de Deus e saber que podemos falar com ele, assim como os homens falam uns com os outros, e que ele já foi um homem como nós, habitou sobre uma terra, tal como o próprio Jesus Cristo o fez, e vou prová-lo pela Bíblia (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, edição 1975 – pp. 336-337, Joseph Smith, editora A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

O mormonismo usa esses versículos para tentar provar a humanização de Deus: Gn 1.26-27; 32.30; Êx 24.9-11; 33.11; Jo 4.24.

Resposta Apologética:

Um princípio fundamental da Bíblia é que ela interpreta a si mesma. Outros textos das Sagradas Escrituras sobre a natureza de Deus desautorizam as interpretações mórmons nestas passagens. Deus é espírito (Jo 4.24), e um espírito não tem carne nem osso (Lc 24.39). Deus Pai, portanto, não tem um corpo de carne e ossos. O principal argumento contra o mormonismo, todavia, é que o Criador é Deus, e não homem (Nm 23.19; Is 45.12; Os 11.9; Rm 1.22-23). (Veja também comentário “Bíblia Apologética” – p. 11).

O ensino de que Deus antes era um homem e que evoluiu até a condição de Deus é negado pela Bíblia:

Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa: porventura diria ele e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria? (Números 23.9).

Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade (Oséias 11.9).

Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos (Malaquias 3.6).

Mas o Senhor Deus é a verdade: Ele mesmo é o Deus vivo e o rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação (Jeremias 10.10).

Paulo adverte contra aqueles que admitem a existência de um Deus como criatura:

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis (Romanos 1.22-23).

Essas coisas tens feito e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te argüirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos (Salmos 50.21).

O interessante também é que o próprio “Livro de Mórmon” contraria o ensino de Joseph Smith Jr. quando afirma:

Porque sei que Deus não é um Deus parcial, nem um ser variável; ao contrário, é imutável de eternidade em eternidade (Morôni 8.18 – “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 61).

Porque não lemos que Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre e que nele não há variação nem sombra de mudança?

E se imaginastes um Deus que varia e no qual há sombra de mudança, então imaginastes um deus que não é um Deus de milagres.

E se foram feitos naqueles tempos, porque deixa Deus de ser um Deus de milagres, sendo, contudo, um ser imutável? E eis que vos digo que ele não muda; se mudasse, deixaria de ser Deus; e não deixa de ser Deus e é um Deus de milagres (MÓRMON 9.9-10,19 – “Livro de Mórmon”, edição 1997 – pp. 565-566).

A POLIGAMIA

Eis seus ensinos sobre a pluralidade de esposas:

Na verdade, assim te diz o Senhor, meu servo José, sendo que me procuraste e pediste que pudesses saber e compreender como é que eu, o Senhor, justifiquei aos meus servos Abraão, Isaac e Jacó, assim como a Moisés, Davi e Salomão no que diz respeito ao princípio e doutrina de terem muitas esposas e concubinas.

Eis que vede, Eu sou o Senhor teu Deus, e te responderei quanto a esse assunto.

Portanto, prepara o teu coração para receber e obedecer as instruções que estou prestes a te dar; pois todos, a quem esta lei é revelada, devem obedecê-la.

Pois eis que eu te revelo um novo e eterno convênio, e senão o obedeceres, então serás amaldiçoado; pois a ninguém é permitido rejeitar este convênio, e entrar na minha glória.

Pois todos os que desejam bênçãos das minhas mãos, obedecerão à lei e as condições que, desde antes da fundação do mundo, foram instituídas para o recebimento daquelas bênçãos.

E no que diz respeito ao novo e eterno convênio, foi instituído para a plenitude de minha glória, e aquele que recebe de sua plenitude guardará a lei, ou será condenado, diz o Senhor Deus.

E, na verdade, eu te digo que estas são as condições desta lei: Todos os convênios, contratos, laços, obrigações, votos, promessas, realizações, conexões, associações ou expectativas, que pelo Santo Espírito da promessa e por meio daquele que é ungido não forem feitos e selados tanto para esta vida como para toda a eternidade, e isso também de maneira a mais sagrada, por revelação e mandamento por intermédio do meu ungido, o qual escolhi para este poder na terra, (e eu escolhi o meu servo para reter este poder nos últimos dias, e nunca há se não um na terra, num mesmo tempo a quem este poder e as chaves deste sacerdócio são conferidos) (“Doutrina e Convênios”, Seção 132.1-5 – edição 1950 – p. 240).

Esse convênio dava margem para que o homem casasse até com dez mulheres:

E, novamente, no tocante à lei do sacerdócio, se um homem desposar uma virgem, e desejar desposar outra, e a primeira o consentir, e se ele desposar a segunda e elas forem virgens, e não tiverem comprometido a nenhum outro homem, então ele será justificado; não estará cometendo adultério, porque elas lhe foram dadas, e ele não pode cometer adultério com o que pertence a ele e a ninguém mais.

E se dez virgens lhe forem dadas por esta lei, ele não está cometendo adultério, pois elas lhe pertencem e lhe são dada; portanto ele estará justificado (“Doutrina e Convênios”, Seção 132.61-62 – edição 1950 – p. 24).

Na ocasião do recebimento da revelação da poligamia (12 de julho de 1843), Joseph Smith Jr., já era casado. Então parte de sua revelação foi dirigida à sua esposa Emma Smith nos seguintes termos:

E que minha serva Emma Smith, receba todas as que foram dadas ao meu servo José e que são virtuosas e puras perante mim; e as que não são puras, serão destruídas, diz o Senhor.

Pois eu sou o Senhor teu Deus, e tu obedecerás a minha voz. Permito que o meu servo José seja posto como governador sobre muito, pois sobre pouco foi fiel; e daqui por diante o fortalecerei.

E mando que a minha serva Emma Smith permaneça com o meu servo José apegando-se a ele e a nenhum outro. Mas se ela não guardar este mandamento será destruída, diz o Senhor, pois sou o Senhor teu Deus, e a destruirei se ela não guardar a minha lei (“Doutrina e Convênios” 132.52-54 – edição 1950 – p. 24).

Resposta Apologética:

Esse convênio precisava ser obedecido, pois do cumprimento dele estava condicionada a plenitude da glória de Deus (“Doutrina e Convênios” – Seção 132.6). De sua obediência dependia sua salvação, pois aquele que recebe de sua plenitude guardará a lei, ou será condenado.

Joseph Smith Jr. foi tão obediente a este convênio sobre a poligamia que não se contentou com dez mulheres e chegou a ter 48 mulheres.

Em 1887, Andrew Jenson, historiador da Igreja Mórmon, fez uma lista de 28 mulheres que estavam casadas com ele oficialmente. Fawn Brodie, no seu livro No Man Knows My History (“Nenhum Homem Conhece a Minha História”) apêndice C – dá uma lista de 48 mulheres que foram seladas ao profeta e com ele unidas em poligamia santa (“No Man Knows My History”, edição 1963 – pp. 458-488, Faw M. Brodie, editado por Faw M. Brodie).

NOME DE ALGUMAS DE SUAS MULHERES

1 – Fannie Alger – p. 458

2 – Lucinda Pendleton Morgan Harris – p. 459

3 – Prescindia Huntington Buell – p. 460

4 – Nancy Marinda Johnson Hyde – p. 462

5 – Clarissa Reed Hancock – p. 464

6 – Louisa Beaman – p. 464

7 – Zina Diantha Huntington Jacobs – p. 465

8 – Mary Elizabeth Rollins Lightner – p. 466

9 – Patty Bartlett Sessions – p. 468

10 – Delcena Johnson Sherman – p. 468

11 – Mrs. Durfee – p. 469

12 – Salli Ann Fuller Gulley – p. 469

13 – Senhora A **** B**** – p. 469

14 – Senhorita B **** – p. 469

15 – Eliza Roxey Snow – p. 469

16 – Sarah Ann Whitney – p. 471

17 – Sarah M. Kinsley Cleveland – p. 472

18 – Elvira A. Cowles – p. 473

19 – Martha Mcbride – p. 473

20 – Ruth D. Vose Sayers – p. 473

21 – Desdemona Wadsworth Fullmer – p. 474

22 – Emily Dow Partridge – p. 474

23 – Eliza M. Parttridge – p. 474

24 – Almera Woodward Johnson – p. 476

25 – Lucy Walker – p. 477

26 – Helen Mar Kimball – p. 479

27 – Maria Lawrence – p. 480

28 – Sara Lawrence – p. 480

29 – Flora Ann Woodworth – p. 481

30 – Rhoda Richards – p. 481

31 – Hanna Ells – p. 482

32 – Melissa Lot – p. 482

33 – Fanny Youg Murray – p. 483

34 – Olive Grey Frost – p. 484

35 –Mary Ann Frost – p. 484

36 – Olive Andrews – p. 485

37 – Mrs. Edwards Blossom – p. 485

38 – Elizabeth Davis – p. 485

39 – Mary Huston – p. 486

40 – Vienna Jacques – p. 486

41 – Cordelia Calista Morley – p. 486

42 – Sarah Schott – p. 486

43 – Sylvia Sessions – p. 486

44 – Nancy Maria Smith – p. 487

45 – Jane Tibbets – p. 487

46 – Phebe Watrows – p. 487

47 – Nancy Mariah Winchester – p. 488

48 – Sophia Woddman – p. 488

(“No Man Knows My History”, edição 1963, Faw M. Brodie, editado por Faw M. Brodie).

JOSEPH SMITH DEVE SER DESMASCARADO?

Se Joseph Smith foi um impostor que tentou deliberadamente induzir o povo em erro, ele deve ser desmascarado, refutadas as suas asseverações e provada a falsidade de suas doutrinas, pois é impossível fazer com que as doutrinas de um impostor concordem em todos os pormenores com a verdade divina. Se suas afirmativas e declarações fossem baseadas na fraude e impostura, apareceriam muitos erros e contradições, fáceis de averiguar. As doutrinas de falsos mestres não resistem à prova quando confrontadas com os padrões de medidas comparados às Escrituras (“Doutrinas da Salvação” Vol. 1, edição 1994 – p. 205, Joseph Fielding Smith. Editora A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

É interessante observar que o “Livro de Mórmon” condena a incongruência dos ensinos e práticas dos mórmons sobre a poligamia.

E então aconteceu que Zenife conferiu o reino a Noé, um de seus filhos; portanto Noé começou a reinar em seu lugar; e ele não seguiu os caminhos de seu pai.

Pois eis que não guardou os mandamentos de Deus, mas seguiu os desejos de seu próprio coração. E teve muitas esposas e concubinas. E levou o seu povo a cometer pecados e a fazer o que era abominável aos olhos do Senhor. Sim, e cometeram libertinagens e todo tipo de iniqüidade (Mosias 11.1-2 – “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 190).

Eis que Davi e Salomão realmente tiveram muitas concubinas, o que foi abominável diante de mim diz o Senhor.

Portanto, assim diz o Senhor: Tirei este povo da terra de Jerusalém, pelo poder do meu braço, a fim de erigir para mim um ramo justo dos frutos do lombo de José.

Portanto, eu, o Senhor Deus, não permitirei que este povo proceda como os antigos.

Portanto, meus irmãos, ouvi-me e escutai a Palavra do Senhor. Pois que nenhum homem dentre vós deve ter mais do que uma esposa, e não terá nenhuma concubina.

Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominações; assim diz o Senhor dos Exércitos.

(Jacó 2.24-27 – “Livro de Mórmon”, edição 1981 – p. 144).

Eis que aos lamanitas vossos irmãos, de quem não gostais por causa da sua imundície e da maldição que caiu sobre sua pele, são mais justos do que vós; porque não se esqueceram dos mandamentos do Senhor, dados aos nossos pais, de que não deveriam ter mais de uma esposa, e nenhuma concubina, e que não se cometesse libertinagem entre eles (Jacó 3 “Livro de Mórmon”, edição 1981 – p. 146).

MANIFESTO ABOLINDO A POLIGAMIA

Em 24/9/1890 foi feito um manifesto abolindo a prática da poligamia entre os mórmons, por força da proibição do governo federal norte-americano:

Sob a inspirada liderança de Wilford Woodruft, então presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, foi publicado o manifesto, datado de 24 de setembro de 1890, aconselhando os santos dos Últimos Dias a que se abstenham de contratar casamentos proibidos pela lei da terra. Perante uma Conferência Geral da Igreja, em 6 de outubro de 1890, o presidente Lorenzo Snow disse o seguinte:

Eu proponho, que reconhecendo Wilford Woodruft como presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e o único homem da terra no tempo atual que possui as chaves das ordenanças que selam, nós o consideramos amplamente autorizado em virtude de sua posição a expedir o Manifesto que foi lido em nossa presença, datado em 24 de setembro de 1890, e como uma Igreja reunida em Conferência geral, nós aceitamos a sua declaração concernente aos casamentos plurais como autorizada e obrigatória.

O voto para a aprovação da precedente proposta foi unânime (“Uma Obra Maravilhosa e um Assombro”, edição 1966 – p. 389, LeGrand Richards).

Embora o manifesto de 1890 seja visto pela Igreja Mórmon como uma questão já passada e morta, o fato de o livro “Doutrina e Convênios” trazer a seção 132 que está em vigor, demonstra que os mórmons, embora abandonassem a prática da poligamia, conservam a doutrina como de tanto valor ainda hoje, como quando foi recebida por Joseph Smith.

Dentre os ensinos extravagantes sobre a poligamia existe aquele que ela é indispensável, pois só assim os homens podem alcançar a divindade. O próprio Jesus para se tornar Deus precisou praticá-la, embora, segundo os mórmons, esta prática o tivesse levado à cruz:

A grande razão de o povo ter rejeitado a cruz e seus discípulos causando a sua crucificação, foi, evidentemente por causa da poligamia... A crença na pluralidade de esposas causou-lhe sua perseguição e aos seus seguidores. Isto nos leva à conclusão de que eles foram mórmons (“Journal of Discourses” Vol. 1, Jedediah M. Grant, edição 1853 – “Were Does It Sap That?” Bob Witte – pp. 10-1).

O casamento de Jesus se realizou nas bodas de Caná da Galiléia (Jo 2.1-13), sendo Ele o próprio noivo. O texto bíblico registra que Jesus foi convidado para esse casamento. Foi Ele o noivo segundo o ensino mórmon, como se lê abaixo:

Jesus Cristo foi casado em Caná da Galiléia, com Maria, Marta, e outras foram suas mulheres e ele gerou filhos (“Journal of Discourses” Vol. 2 – p. 21).

...o grande Messias, que foi o fundador do Cristianismo, foi um polígamo... O Messias resolveu aceitar sua descendência; e pelo casamento com nobres mulheres mostrou, à geração futura, sua aprovação para com a pluralidade de esposas... Deus, o Pai, teve uma pluralidade de mulheres... O Filho seguiu o exemplo de seu Pai e tornou-se um grande noivo para quem rainhas e muitas nobres mulheres lhe foram dadas em casamento (Orson Pratt, edição 1853, “Were Does It Sap That?” Bob Witte, pp. 10-6).

Assim Jesus não se casou apenas uma vez. Tinha três mulheres: Maria, Maria Madalena e Marta.

Resposta Apologética:

Em nenhum lugar da Bíblia Deus ordena a poligamia ou que o Pai e o Filho fossem polígamos. Na criação, Deus deu um padrão de conduta para o casal:

Portanto deixará o homem seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne (Gn 2.24).

Embora alguns povos do Antigo Testamento se dessem a essa prática, nunca foi essa a vontade de Deus. Ele indicou sua tristeza por essa prática dizendo:

Tão pouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie: nem prata nem ouro multiplicará muito para si (Dt 17.17).

Como poderia Jesus ser polígamo se o seu ensino era contrário a tal prática?

Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz com que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério (Mt 5.31-32).

E disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem (Mt 19.5-6).

E sabemos que Deus não tem um padrão para os pastores e outros para os crentes. Isto meramente ensina que o pastor deveria ser um cristão provado e praticante, esposo de uma só mulher.

A própria literatura mórmon reitera o ensino da Bíblia ao afirmar:

Amarás a tua esposa de todo o teu coração e a ela te apegarás e a nenhuma outra.

E aquele que olhar uma mulher para a cobiçar, negará a fé e não terá o Espírito; e se não se arrepender será expulso.

Não cometerás adultério: E o que cometer adultério, e não se arrepender, será expulso.

Mas o que haja cometido adultério e se arrepender de todo o seu coração, e o abandonar; e não mais o cometer; tu perdoarás (“Doutrina e Convênios”, Seção 42.22-24 – edição 1997 – p. 79).

MONOGAMIA

Jesus afirmou que deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne. A monogamia é o padrão de Deus para o casamento. Deus criou o casamento monogâmico como modelo (Gn 1.27; 2.21-25), esse modelo foi desfeito pelo pecado e insensibilidade do coração do homem (Gn 4.23). A poligamia nunca foi estabelecida por Deus, sob quaisquer circunstâncias. O apóstolo Paulo insistiu que um líder congregacional deveria ser marido de uma só esposa (1 Tm 3.12). Em lugar de qualquer incentivo, encontramos exortações e denúncias quanto às conseqüências deste ensinamento extrabíblico (Dt 17.17; 1 Rs 11.2) (veja também comentário “Bíblia Apologética” – pp. 428-429,1077).

Julguemos Joseph Smith Jr. por tudo isso:

1 – Pelas suas falsas profecias;

2 – Pelo ensino sobre o politeísmo – Um deus de natureza material e um ser progressivo;

3 – E sua vida de luxúria com 48 mulheres.

É Joseph Smith Jr. um falso ou verdadeiro profeta à luz da Bíblia? Deve ser denunciado ou não? Dado que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está apoiada sobre suas revelações, o que dizer? Julgue o leitor.

E o crescimento da Igreja não prova sua aprovação divina?

Pergunta-se: O seu crescimento não indica sua aprovação da parte de Deus?

Certamente que não, pois Jesus preveniu contra os falsos profetas e que muitos seguiriam os ensinos desses falsos profetas (Mt 24.11,23-25). Paulo também o fez (1 Tm 4.1), Pedro igualmente (2 Pe 2.1-3).


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