Apologética



Mormonismo – Obras Padrão - Parte VII


Divina Autenticidade do livro de Mórmon

Este livro deve ser verdadeiro ou falso...

Se for falso é uma das imposições mais espertas, malignas, audazes e profundas feitas ao mundo com o propósito de enganar e arruinar milhões e milhões que a receberão sinceramente como Palavra de Deus e pensarão estar seguramente edificados sobre a rocha da verdade até que, com suas famílias, serem lançados no desespero total. A natureza da mensagem do “Livro de Mórmon” é tal que, se verdadeira, ninguém poderá rejeitá-la e ainda salvar-se; se falsa ninguém poderá recebê-la e salvar-se. Portanto, cada alma no mundo tem interesse igual tanto na determinação de sua verdade quanto de sua falsidade...

Se, depois de um exame minucioso descobrir que é uma imposição, deve ele ser exposto ao mundo como tal (“Livro de Mórmon” 1830). A declaração acima constitui o prefácio do “Livro de Mórmon” edição de 1830, a primeira edição publicada. Vamos, pois, ao exame minucioso recomendado.

Os mórmons justificam o “Livro de Mórmon” como livro padrão, apelando para a própria Bíblia em 2 Co 13.1: Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a Palavra. Seria então a Bíblia uma testemunha e a segunda o “Livro de Mórmon”.

Outro texto bíblico invocado para justificar o aparecimento do “Livro de Mórmon”:

E outra vez veio a mim a Palavra do SENHOR, dizendo:

Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira, e escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. E toma outro pedaço de madeira, e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros. E ajunta um ao outro, para que se unam, e se tornem uma só vara na tua mão (Ez 37.15-17).

Resposta Apologética:

É interessante observar que o texto fala de pessoas e não de livros. Ademais, a Bíblia é um livro composto de 66 livros e cerca de 40 escritores ou testemunhas. Se o “Livro de Mórmon” contém doutrinas iguais a Bíblia, por que precisamos dele? Se tem doutrinas diferentes, é mais uma razão para o rejeitarmos (Ap 22.18; Gl 1.6-9).

Interpretam os mórmons que um pedaço de pau é realmente um livro ou rolo sendo:

1. Para Judá, a Bíblia.

2. Para José, o “Livro de Mórmon”. A união desses dois paus seria, então, uma profecia da Bíblia ao lado do “Livro de Mórmon”.

O contexto claramente identifica os dois pedaços de madeira. No versículo 22 evidenciamos que os pedaços de madeira não se referem a dois livros, mas a dois reinos, o das dez tribos e o de Judá (“Bíblia Apologética” – p. 944).

Um terceiro texto invocado para atestar a autenticidade do “Livro de Mórmon” é Is 29.1-4:

Ai de Ariel, Ariel, a cidade onde Davi acampou! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas. Contudo porei a Ariel em aperto, e haverá pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel. Porque te cercarei com o meu arraial, e te sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti. Então serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra, como a de um que tem espírito familiar, e a tua fala assobiará desde o pó.

VEJA O COMENTÁRIO DOS MÓRMONS SOBRE ESTE VERSÍCULO:

Ai da lareira de Deus! Cidade lareira de Deus em que Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, deixai as festas que completem o seu ciclo; então porei a lareira de Deus em aperto, e haverá pranto e lamentação; e ela será para mim como a lareira de Deus. Acamparei ao derredor de ti, cercar-te-ei com baluartes e levantarei trincheiras contra ti. Então, lançada por terra, do chão falarás, e do pó sairá afogada a tua fala; subirá da terra a tua voz como a de um fantasma, como um cochicho a tua fala desde o pó (Is 29.1-4). Isaías viu a queda de Ariel, Jerusalém, ou Lareira de Deus, numa época ainda muito futura, “acrescentai ano a ano”. Ele, então, parece ter sido levado em visão a testemunhar uma destruição semelhante das cidades de José, “e ela será para mim verdadeira Lareira de Deus”. Ele, então, descreve como seriam cercados e como os baluartes seriam levantados contra eles. Seriam abatidos e falariam do chão, sua fala seria fraca debaixo da terra; sua voz como a de um fantasma, do solo, murmuraria desde o pó. É óbvio que a única maneira porque um povo morto poderia “falar do chão” ou a sua voz sair afogada “do pó”, seria pela palavra escrita, o que foi feito por este povo através do “Livro de Mórmon”. Este livro tem, realmente, um espírito familiar, pois contém as palavras dos profetas do Deus de Israel (“Uma Obra Maravilhosa e um Assombro”, edição 1966 – p. 64, LeGrand Richards).

Resposta Apologética:

Em qualquer lugar da Bíblia em que se menciona espíritos familiares se refere à mediunidade ou à comunicação de supostos espíritos de mortos com os vivos. Isto é condenado pela Bíblia como uma prática ligada à feitiçaria.

Em Is 8.19, lemos: Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á os mortos? (“Bíblia Apologética” – pp. 788-789).

Ainda lemos em Deuteronômio 18.9-12:

Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

Declaram os Mórmons:

Depois que os meus descendentes e os descendentes de meus irmãos houverem degenerado, caindo na incredulidade, e sido afligidos pelos gentios, sim depois que o Senhor os houver cercado com o seu arraial e sitiado com baluartes e levantado fortalezas contra eles; e depois de haverem sido lançados no pó até deixarem de existir, as palavras dos justos ainda serão escritas e as orações dos fiéis, ouvidas; e todos os que caíram na incredulidade não serão esquecidos. Pois os que forem destruídos falar-lhes-ão da terra e sua fala será fraca desde o pó e a sua voz será como a de alguém que evoca espíritos; pois o Senhor Deus dar-lhe-á poder para sussurrar a respeito deles, como se fosse da terra; e sua fala sussurrará desde o pó (2 Nefi 26.15 “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 116).

Os mórmons se referem ao espírito familiar como o meio de ter sido produzido o “Livro de Mórmon”. Como pode ser admitido se a expressão espírito familiar é comum para referir-se aos demônios? Tem o “Livro de Mórmon” contato com espíritos demoníacos? Ora, como ter em tão alta consideração o “Livro de Mórmon”, sabendo-se ditado por espíritos familiares.

Que contém um registro de um povo decaído e a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo aos gentios e também aos judeus (“Doutrina e Convênio” 20.9 – edição 1997 – p. 38).

HISTÓRIA DA ORIGEM DO LIVRO DOS MÓRMONS

Joseph Smith conta que estava em seu quarto quando todo ele foi iluminado pela presença inesperada de um anjo que se identificou como Moroni. Isso está na origem do “Livro de Mórmon” de Joseph Smith.

Disse que havia um livro depositado, escrito sobre placas de ouro, dando conta dos antigos habitantes deste continente, assim como a origem de sua procedência. Disse também, que nele se encerrava a plenitude do Evangelho eterno como foi entregue pelo Salvador aos antigos habitantes.

Disse mais, que havia duas pedras em arcos de prata – e estas pedras presas a um peitoral constituíam o que é chamado o Urim e Tumim – depositadas com as placas; e que a posse e uso dessas pedras era o que constituía os videntes nos tempos antigos ou primitivos; e que Deus as tinha preparado com o objetivo de traduzir o livro (“A Pérola de Grande Valor” – Joseph Smith Jr. 2.34-35, edição 1952 p. 60).

Resposta Apologética:

Embora se leia acerca do livro como contendo a plenitude do evangelho eterno, as principais doutrinas atualmente ensinadas pelos mórmons não constam do livro.

1. A doutrina da preexistência dos homens;

2. A doutrina do batismo pelos mortos;

3. A doutrina do casamento celestial;

4. A doutrina dos três graus de glória;

5. A doutrina da divindade prometida aos homens;

6. A doutrina do inferno temporário;

7. A doutrina da progressão eterna;

8. A doutrina de que Deus é um homem exaltado;

9. A doutrina de que Deus tem um corpo de carne e ossos:

10. A doutrina da pluralidade de deuses.

A PÁGINA DE ABERTURA DO LIVRO CONTÉM A SEGUINTE DECLARAÇÃO:

O

LIVRO DE MÓRMON

Um relato tirado das placas de Nefi e escrita pela

MÃO DE MÓRMON

SOBRE PLACAS

Este livro é, portanto, um resumo dos anais do povo de Nefi e dos lamanitas. Escrito aos lamanitas, que são remanescentes da casa de Israel, e também aos judeus e gentios. Escrito por mandamento, e também pelo espírito de profecia e de revelação. Escrito, selado e escondido no Senhor para que não fosse destruído; para ser trazido à luz novamente pelo dom e poder de Deus, para ser interpretado, em seu devido tempo, por intermédio dos gentios, e ser interpretado pelo dom de Deus.

Contém ainda um resumo tirado do livro de “Éter”, que é um registro do povo de Jared, que foi disperso na ocasião em que o Senhor confundiu a língua dos povos, quando estes construíram uma torre para chegar ao céu. Destina-se a mostrar aos remanescentes da casa de Israel quão grandes coisas o Senhor fez aos seus antepassados, e para que possam conhecer as Alianças do Senhor, e saibam que não foram rejeitados para sempre. E também para convencer ao judeu e ao gentio de que JESUS é o Cristo, o DEUS ETERNO, manifestando-se a todas as nações. E agora, se há faltas, são erros dos homens; não condeneis, portanto, as coisas de Deus, para que apareçais sem mancha ante o tribunal de Cristo.

TRADUZIDOS DAS PLACAS ORIGINAIS POR

JOSEPH SMITH JR.

EDIÇÃO PORTUGUESA

PUBLICADA POR

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

SÃO PAULO – BRASIL

1981.

O “Livro de Mórmon” é um registro sagrado de algumas pessoas que viveram nos continentes americanos entre aproximadamente 2000 a.C. e 400 a.D. Contém a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo (veja “Doutrina e Convênios” 20.9; 42.12; 135.3). O “Livro de Mórmon” fala sobre a visita de Jesus Cristo ao povo das Américas, logo após sua ressurreição (“Princípios do Evangelho”, edição 1995 – p. 53. Editora A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Resposta Apologética:

Como vimos, a declaração E agora, se há faltas, são erros dos homens, admite a existência de erros humanos... Pode ser realmente o livro mais perfeito? Mas, não é só isso. Declara mais:

Não obstante, nada escrevo nas placas, salvo o que considero Sagrado. E agora, se erro, também os antigos erraram; não que outros homens me sirvam de desculpa, mas por causa da fraqueza que há em mim, segundo a carne, quero desculpar-me (1 Nefi 19.6 – “Livro de Mórmon”, edição 1997 – p. 49).

TESTE PARA SE CONHECER A VERACIDADE

DO LIVRO DE MÓRMON

Se todas as razões apresentadas contra o “Livro de Mórmon” não convencerem seus leitores da sua veracidade, há um recurso de que se valem que se tornará a prova por excelência – O Ardor no Peito. Deixemos que os mórmons o apresentem:

E, quando receberdes estas coisas, peço-vos que perguntais a Deus, o Pai eterno, em nome de Cristo, se estas coisas são verdadeiras; e, se perguntardes com um coração sincero e com boa intenção, tendo fé em Cristo, Ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo. (MORÔNI 10.4 – “Livro de Mórmon”, edição 1951 – pp. 337-338).

Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que estás certo (“Doutrina e Convênios”, seção 9. 6- edição 1997 – p. 17).

Resposta Apologética:

Os que não recebem o ardor no peito, depois de orarem neste sentido, só têm uma alternativa: admitirem que não são sinceros. Se você orar para saber se o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, é verdadeiro, ore a Deus da forma recomendada pelos mórmons. Se não receber o ardor no peito, então admita que não foi sincero. O mesmo pode ser feito com os livros de Ellen Gould White (“O Grande Conflito”), “Princípio Divino” (Rev. Moon) etc.

O teste mórmon para comprovar a autenticidade do “Livro de Mórmon” por suas mentes e sentimentos não tem base bíblica. A mente do homem foi corrompida pelo pecado e, conseqüentemente é enganosa (Jr 17.9; Rm 1.28; Ef 4.17; Tt 1.15). O certo é proceder como os cristãos bereanos que foram às Escrituras para comprovar se o que Paulo pregava tinha apoio bíblico (At 17.11).


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