Apologética



Fé bahá’Í – Parte 02 – Consequências dos Ensinos de Báb


Os ensinos de Báb provocaram violenta reação do clero islâmico, que perseguiu tenazmente aquele pequeno grupo, alegando ser aquela seita um perigo para a religião islâmica e para o Estado persa, além do temor de perder o poder e a influência entre o povo. Báb foi um dos mais penosos espinhos na carne da ortodoxia islâmica, a ponto de acabar sendo assassinado por fanáticos muçulmanos em 1850, com a idade de 31 anos. Segundo os registros históricos da fé bahá’í, o Báb foi sentenciado à morte e executado em 9 de junho de 1850. A história desse acontecimento é cercada por muitos milagres.

A morte de Báb não destruiu seus ensinos nem a nova fé. Báb havia profetizado que a unidade do gênero humano era inevitável, e que, depois de algum tempo chegaria o Prometido, que seria um Manifestante do único e verdadeiro Deus vivo, e iria unificar todos os seguidores.

Assim, com a morte de Báb, seus seguidores entenderam que essa grande profecia cumpriu-se na pessoa de Mirzá Husayn Ali, mais conhecido como Bahá’u’llah. Em 21 de abril de 1863, Bahá’u’llah declarou ao mundo que era aquele de quem o Báb havia falado 13 anos antes, o escolhido de Deus, o prometido de todos os profetas. Inicialmente, Bahá’u’llah conseguiu convencer a maioria dos babis (como os seguidores de Báb eram conhecidos na época). Contudo, seu irmão, Mirzá Uahya, abandonou-o e se juntou aos inimigos da nova religião. Depois de perseguido, encarcerado e despojado, foi exilado para Bagdá, no atual Iraque. A intriga feita pelo seu próprio irmão deixou Bahá’u’llah muito triste, sentimento que o levou a abandonar sua casa, partindo para as montanhas do Curdistão.

Depois de passar dois anos numa caverna em prece e meditação, voltou a Bagdá e com alegria foi recebido por seus discípulos. O constante crescimento de fiéis e simpatizantes levou mais uma vez o clero muçulmano a reagir e com o governo procuraram enviá-lo o mais longe possível, e ele foi exilado para a capital do império otomano, Istambul.

As mesmas perseguições continuavam, e a influência e o fascínio que Bahá’u’llah provocava entre os muçulmanos eram tão grandes que ele foi expulso para uma cidade de menor importância, Adrianópolis. Finalmente, Bahá’u’llah foi exilado para Akko, em Israel. Nessa cidade, ele sofreu terríveis perseguições e privações, e em meio às muitas dificuldades e sofrimentos da prisão em Akko, Bahá’u’llah envia suas famosas Epístolas para os mais poderosos reis e governantes da época, exortando-os a ouvirem sua mensagem e obedecer aos mandamentos de Deus.

Bahá’u’llah ficou grande parte de sua vida preso, e após conseguir a liberdade, passou o restante da vida em um lugar fora da cidade de Akko, onde veio a morrer em 29 de maio de 1892, aos 75 anos de idade. Com sua morte, seu filho Abbas Shohi Effendi, intitulado de ‘Abdu’l-Bahá, o servo de Bahá, teve a missão de levar a mensagem da nova fé, espalhando-a para diversas partes do mundo. Um dos centros mundiais da fé bahá’i fica no Monte Carmelo, na atual cidade de Haifa, em Israel.


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