Apologética



Fé bahá’Í – Parte 06 – Considerações Finais


O Dr. Walter Martin, fundador do Instituto Cristão de Pesquisas, em sua conclusão sobre a fé bahaí6 declara que embora se tenha originado do islamismo, a fé bahá’í teve o cuidado de revestir-se de uma terminologia ocidental e de imitar o Cristianismo em todos os aspectos possíveis. Com isso, ela se tornou mais atraente para a mente do homem ocidental. Ela tem a preocupação de não entrar em conflito com os postulados básicos do Evangelho, e assim permite que o cristão mantenha uma fé nominal, desde que reconheça o Bahá’u’llah e os princípios da fé mundial Bahá’í. No entanto, deliberadamente procura minar as doutrinas fundamentais do Cristianismo, negando-as frontalmente ou manipulando cuidadosamente a terminologia empregada, de modo a diluir o dogmatismo doutrinário que caracteriza a ortodoxia cristã.

A fé bahá’í possui poucas credenciais para dar autenticidade à sua alegação de que é a religião suprema. Trata-se de um sistema em muitos aspectos, copiado das práticas islâmicas e cristãs. Aproveita-se dos textos sagrados de várias religiões, intitulando-os como livros sagrados da humanidade, tais como: o Bhagavad-Gita, o Antigo Testamento, o Tri-Pitakas, o Novo Testamento, o Alcorão e o Kitáb-i-Aqdas, além de declarar-se como o ponto de encontro das religiões, estudando a biografia dos fundadores das religiões tais como: Khishna, Abraão, Zoroastro, Buda, Moisés, Cristo, Maomé, o Báb e Bahá’u’llah, tudo com o objetivo de defender os ensinamentos de Bahá’u’llah e ‘Abdu’l-Bahá. Isso constituiu uma vantagem para eles, pois muitos conhecem bem essas escrituras, principalmente o Antigo Testamento, Novo Testamento e o Alcorão. Dessa maneira, um bahá’í bem instruído pode citar praticamente quaisquer doutrinas, de forma eclética, com a finalidade de comprovar sua tese básica: a de que todos os homens fazem parte de uma fraternidade que, em nossa era, foi revelada pela manifestação de Bahá’u’llah. Tendo como ideal o comportamento ético, não possuindo, portanto, uma doutrina sobre Deus e seus propósitos para a humanidade; não têm esperança da salvação, mas apenas em seguir ensinamentos éticos, não possuem fundamentação, coerência e base bíblica ou teológica, já que sua crença não passa de um amontoado de crenças de nove grandes religiões. Têm muito em comum com a teosofia, já que ambos dão ênfase há necessidade de porta-voz divino para os dias atuais, proclamando novas verdades para a harmonia universal. Tanto o bahaísmo como a teosofia crêem que todas as religiões são uma só. O bahaísmo tem ainda semelhanças com o espiritismo.

A fé bahá’í rejeita taxativamente as doutrinas centrais da fé cristã, dentre as quais a autoridade da Bíblia, a doutrina da Trindade, a divindade do Senhor Jesus, a doutrina do seu nascimento virginal, a doutrina da expiação vicária, a ressurreição corpórea de Cristo e sua segunda vinda.

O verdadeiro cristão tem pouco em comum com a fé bahá’í. Assim que se determina a verdade sobre a pessoa de Jesus Cristo em oposição à pessoa de Bahá’u’llah, não há mais condições para uma comunhão entre o Cristianismo e o bahaísmo. É claro que temos o mandamento bíblico para nos relacionarmos com todos os homens e proclamar-lhes o dom inefável de Deus em seu Filho Jesus Cristo, mas não pode haver nenhuma comunhão com a fé bahá’í que, em seu âmago, nega a Jesus Cristo, como único caminho (Jo 14.6) e único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele (1 Co 8.5-7). Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1 Jo 4.1). E então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis. Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. Mas vós vedes; eis que de antemão vos tenho dito tudo (Mc 13.21-23) (destaque nosso).

NOTAS

1 O Caos das Seitas. J.K. Van Baalen. IBR-SP. 1970, p. 107.

2 O Caos das Seitas. J. K. Van Baalen. IBR-SP. 1970, p. 107.

3 Faith, Cults and Sects in América (Fé, Crenças e Seitas da América). Richard Mathison. New York. Scribners, 1952, p. 105.

4 Por exemplo, Mani, no terceiro século, afirmou ser o Paracleto ou o Consolador de quem Jesus falou em Jo 14.16. Os muçulmanos do mesmo modo acreditam que seu fundador foi predito na Bíblia. Os mórmons crêem que Ezequiel profetizou a vinda de uma de suas escrituras: O Livro de Mórmon.

5 A palavra grega Parácleto pode ser traduzida por Confortador, Conselheiro, Advogado ou Ajudante.

6 O Império das Seitas. Autor: Walter Martin. A Fé bahá’í. Ed. Betânea. 1992. Vol. 1, pp. 174-175.


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