Apologética



Maçonaria – Parte 10 – Deus


A maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de diversas crenças, logo tem em seu meio diversos deuses. A maçonaria não desconsidera a crença em um Deus apenas, ao contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo. E assim que declara o “Dicionário da Maçonaria”, já citado, no verbete Profano, onde se indicam os principais requisitos para alguém se tornar maçom, e na página 365, artigo 8, declara: Crer num Ser Supremo. Logo, um ateu não pode ser maçom.

G.A.D.U (Grande Arquiteto do Universo)

Embora a maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome: G.A.D.U. – Nome pelo qual na maçonaria se designa Alá, Logos, Osíris, Brahma etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.

O deus da maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicos, judeus etc. Logo, ele não pode ser o mesmo deus.

Resposta Apologética:

O Deus da Bíblia adorado pelos cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do único Deus verdadeiro. Seus nomes são vários: Adonay – Senhor (Is 6.1), Elohim – Deus (Gn 1.1), Yahweh – Jeová, Iavé ou Senhor (Êx 3.14), EI Olam – Deus Eterno (Gn 21.33), El Elyon -Deus Altíssimo (Gn 14.19-20), EI Shaday – Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1).

O deus do bramanismo é Brahma, que é impessoal, monístico (nem unitário, nem trinitário) ou politeísta. O budismo é politeísta (crendo em Buda como deus e há centenas de outros deuses bons e maus) ou simplesmente ateísta, afirmando que não há Deus. O deus do mormonismo é um homem exaltado, entronizado nos mais altos céus e que partiu da condição de homem (Adão) até atingir à divindade (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, p. 336, 1975).

Então, o que a maçonaria na verdade quer dizer é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do G.A.D.U.

O que a maçonaria faz é uma confusão imensa de seus conceitos. Primeiro diz que não interfere nos princípios religiosos de cada seguidor; depois ensina o único nome pelo qual se deve chamar a Deus; e em seguida exige uma crença em um ser superior, ensinando que se alguém clama por deuses de diferentes nomes é somente porque não os conhece melhor devido à ignorância espiritual.

A maçonaria se propõe, então, a remover essas trevas revelando que, embora imperfeitos, todos os homens são dignos de adorar o único e verdadeiro Deus. É difícil entender, de uma vez por todas, quem é essa divindade de que trata a maçonaria, porém já está claro que não é o Deus da Bíblia. O leitor dos ensinamentos de Albert Pike sobre Deus, nos mais altos graus da maçonaria, reconhece isso claramente.

A maçonaria se refere à sua divindade usando nomes para deuses considerados abomináveis à Bíblia. A maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos, mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.

No grau do Real Arco do Rito de York, o maçom reconhece que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, que até os três primeiros graus se chamou G.A.D.U. Nesse mesmo Arco Rito de York, a maçonaria une Yahweh a divindades pagãs como Baal, On e Osíris.

Cada sílaba da palavra jabulon representa um deus. Segundo Coil é uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito). Ja – representa Javé; Bul ou Baal – representa o antigo deus cananita, deus nacional dos fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (2 Rs 1.2-4); e On representa Osíris, o misterioso deus egípcio. Ora, se a maçonaria começou com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão, então ela se desviou há muito tempo, pois a Bíblia diz que o tal Templo foi construído para que nele o nome de um Deus específico e único permanecesse, o que exclui os demais deuses (1 Rs 9.3; 2 Cr 7.16).

COMPARANDO G.A.D.U A DEUS

A Bíblia diz que Deus não aceita outros deuses com Ele (Is 44.6, 8; 45.5). A Bíblia diz que Deus é maior do que os falsos profetas adorados pelos homens (2 Cr 2.5). A crença maçônica é henoteísta (crença em que o adorador adora a um só Deus, mas admite a existência de outros). Porque grande é o Senhor, e mui digno de louvor, e mais temível é do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; porém o Senhor fez os céus (1 Cr 16.25-26). O Senhor teu Deus temerás, e a ele servirás; a pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós. Porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do Senhor teu Deus se não ascenda contra ti, e te destrua de sobre a face da terra (Dt 6.13-15).

O REI SALOMÃO E DEUS

Para justificar essa união híbrida entre o Verdadeiro Deus e outros falsos deuses, a maçonaria menciona Salomão: O rei Salomão se caracterizou por certo espírito eclético. Conforme várias passagens bíblicas, os hebreus também tributavam honras semelhantes a outros deuses, a ponto de os profetas os censurarem e o próprio rei Salomão não era monoteísta ortodoxo (1 Rs 11.5,7), talvez por respeito aos países vizinhos, muitos deles seus aliados, bem como várias tribos que estavam a seu governo.

A maçonaria excluiu, intencionalmente, o versículo 6 de 1 Rs 11, pois lá se confirma que: Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Embora no seu reinado não houvesse divisão, tal aconteceu no reinado de seu filho Roboão, justamente por causa da apostasia de Salomão.


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