Apologética



Racionalismo Cristão – Parte 01 – Introdução


Racionalismo Cristão (RC) é um grupo religioso formado do espiritismo kardecista no Brasil. Enquanto no espiritismo kardecista se dá lugar ao curandeirismo, o RC se distingue dele pela não aceitação de qualquer tipo de manifestação sobrenatural no campo das chamadas curas psíquicas. Afirma que não admite o sobrenatural nem o misticismo. De certo modo, o RC não passa de um espiritismo com as práticas e ensinos fundamentais do kardecismo, apenas com nova nomenclatura.

Auto definindo-se, assim declara: Ao Racionalismo Cristão cabe uma grande e sublime missão, ainda que bem árdua e por muitos não compreendida: restabelecer a Verdade e reimplantar os magníficos ensinamentos de Jesus na Terra (“Racionalismo Cristão”. Centro Redentor, 30ª edição,1976).

Tentando justificar o título de cristão, freqüentemente se vale do nome de Cristo para dar consistência de se tratar de um grupo religioso autenticamente cristão. Então lemos mais: O Racionalismo Cristão explica que Cristo não foi um milagreiro; mas apenas utilizou as leis naturais e imutáveis que regem o Universo (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Justificando o título Racionalismo, assim explica a razão desse vocábulo ao lado da palavra Cristão, dizendo: Sempre ensinamos no Racionalismo Cristão que ninguém deve agir na vida sem antes raciocinar, mesmo nas coisas mais insignificantes, nem tomar resoluções, por menores que sejam, sem submeter o assunto e análise do raciocínio (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

Diz mais: Ele assenta seus princípios não na fé; mas no raciocínio, no entendimento racional da vida, procurando emancipar a criatura humana do fanatismo, preconceitos e superstições (“O Que É o Racionalismo Cristão”, folheto).

No estudo do RC iremos verificar a procedência das palavras de Paulo, quando afirma: Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendé-las, porque elas se discernem espiritualmente (1 Co 2.14). Quando o homem natural usa o seu raciocínio para entender as coisas espirituais, estas lhe parecem loucura e então os absurdos surgem como no seu ensino básico de serem Força e Matéria os dois únicos princípios de que se compõe o Universo. Dois únicos princípios – afirmam – Força e Matéria (espírito e corpo), excluindo de suas cogitações a idéia na existência de Deus como o Criador dessa força e matéria (Gn 1.1). A propósito diz o mesmo Paulo em Rm 1.22: Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.


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