Apologética



Cristadelfianismo – Parte 01 – Um pouco de sua história


Acredita na Trindade? – Não, responde o estranho, um tanto religioso.

No tormento eterno? Não.

Na destruição da Terra ? Não.

Em ir para o céu? Não.

No dízimo? Não.

Em ir à guerra? Não, no que toca a nós, não.

Você é Testemunha de Jeová? Não.

Qual é a sua religião? Sou cristadelfo.

Inicialmente você poderia concluir que o seu interlocutor fosse uma Testemunha de Jeová. Contudo, é cristadelfo. Como as demais seitas pseudocristãs, os cristadelfos afirmam basear suas respostas a tais perguntas estritamente nas Escrituras. Como veremos na consideração deste artigo, as heresias dos cristadelfos são encontradas em diversas seitas, entre elas os Unitaristas e as Testemunhas de Jeová.

O nome cristadelfo significa irmãos de Cristo, e foi adotado pelo seu fundador, o Dr. John Thomas, formado em medicina. Em 1832, o Dr. Thomas, em viagem da Inglaterra para os Estados Unidos, sofreu um naufrágio. Diante dessa situação ele fez um voto de servir a Deus, se sua vida fosse salva. No cumprimento deste voto, passou a associar-se a um movimento chamado: Discípulos de Cristo. Esse grupo foi fundado por Thomas Campbell (1763-1854). Dois anos depois se afastou desse grupo devido a divergências doutrinárias quanto ao batismo, devotando todo seu tempo para fazer considerações pessoais sobre o que considerava ser o Cristianismo.

Entre 1844 a 1847, desenvolveu seu corpo doutrinário. Formou dois grupos de seguidores, um nos Estados Unidos e outro na Grã-Bretanha. Em 1848, seu grupo teve a fundação oficializada. Após sua morte, em 1871, um associado íntimo, Robert Roberts, tomou a liderança até à sua morte em 1898. Em 1890, ocorreu uma polêmica entre Roberts e J. J. Andrew, em relação a uma questão chamada responsabilidade na responsabilidade. O cisma produziu dois grupos: aqueles que afirmavam que somente os que estão em Cristo ressuscitarão, chamados de grupo da emenda; e o outro grupo conhecido como sem emenda, o qual dizia que, no Juízo Final, tanto justos como ímpios serão ressuscitados, os primeiros para a vida eterna e os demais para receberem o juízo e serem extintos. O cristadelfianismo tem até hoje estas duas ramificações básicas. Contudo, em 1923, um proeminente cristadelfo declarou: Há pelo menos doze fraternidades que chamam a si mesmas de cristadelfos, cada qual recusando associação com as demais onze.


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