Apologética



Cristadelfianismo – Parte 03 – Resumo da doutrina cristadelfianista


– Declaram que: Deus estava, certo dia, antes da fundação do mundo, pensando. Pensou em todas as coisas que Ele iria criar e como essas coisas se desenrolariam pelos séculos. Esse Deus, embora seja Espírito, tem um corpo físico na dimensão espiritual. O Espírito Santo é a respiração ou o poder de Deus. A palavra era Deus e estava com Deus; não significa que outra pessoa estivesse presente. A palavra falada é Deus e logicamente estava com Deus. Pois, o que pensamos, isto somos; logo, o que Deus pensa ou fala pode ser corretamente chamado de Deus.

– Todos os profetas existiram antes da fundação do mundo, tão-somente porque Deus pensava neles. Então, Deus, com a ajuda dos anjos, ou melhor, por intermédio dos anjos, criou o universo e o mundo. Então Deus criou o homem à imagem e semelhança de si mesmo e dos anjos. Os anjos não podem pecar. O diabo não é uma pessoa, mas o princípio do mal que surge no homem mortal. Os anjos não podem pecar porque não podem morrer. Quando as Escrituras falam de Satanás, estão realmente falando de Deus. Deus pode ser realmente chamado de Satanás ou diabo, pois ele cria e faz o mal.

– Jesus nunca existiu antes de sua concepção. Deus tratou de ensinar-lhe tudo o que devia fazer. O Senhor lhe falou especificamente. Por isso, Jesus pode ser chamado corretamente de a Palavra de Deus, pois recebeu a Palavra.

– Os mortos não existem mais. Há duas classes de pessoas mais uma subclasse. Os responsáveis e os não responsáveis. Os não responsáveis são compostos de todas as crianças que morreram antes da idade da responsabilidade; e todos os que, de alguma maneira, ficaram aquém do conhecimento de Deus, por exemplo, índios e tribos isoladas, deficientes mentais etc. Esses nunca ressuscitarão! Seria como se não tivessem existido. Os responsáveis têm duas subdivisões: os responsáveis salvos e os condenados. Os salvos são compostos daqueles que receberam o Evangelho corretamente e viveram de acordo com o Evangelho. Os responsáveis não salvos são compostos daqueles que conheceram suficientemente para serem julgados, pois rejeitaram o Evangelho. Aqui estão incluídos aqueles que estudam os livros da seita, mas não se comprometem com sua organização.

– Afirmam que não existe inferno ou qualquer condenação. Os mortos responsáveis, mas que foram condenados, ressuscitarão no juízo, apenas para ouvirem que são condenados e, então, voltam a morrer sem nenhuma esperança de outra ressurreição. Entrarão então na segunda morte. Os mortos responsáveis salvos viverão para sempre no paraíso na terra, serão semelhantes aos anjos.

Consideremos essas afirmações do Cristadelfianismo à luz das Escrituras, observando os princípios elementares da hermenêutica, verificando se as afirmações apresentadas pela seita subsistem diante do confronto com as Escrituras.

3.1 – AUTORIDADE BÍBLICA

As seitas precisam de uma base para exigir obediência de seus adeptos. Além de uma submissão cristã, elas exigem lealdade incondicional. Para tanto, usam as Escrituras. O livro “Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo”1 afirma que os mandamentos citados em Deuteronômio 4.39-40 estão relacionados com as doutrinas exaradas em seus capítulos. O estudante ficará constrangido a atribuir a todas as afirmações citadas no livro um selo divino. Será difícil inquirir de seus ensinos ou mesmo confrontá-los com outros ensinos bíblicos.

Resposta Apologética:

Devemos confrontar as afirmações sectárias com a Palavra de Deus. Os crentes que examinam as Escrituras são elogiados, como podemos verificar em Atos 17.11: Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Temos, segundo as Escrituras, o direito de verificar se aquilo que está sendo apregoado é realmente bíblico, ou apenas contém uma camada de verniz sobre um material podre.

Que conceitos defendem os cristadelfos? Resistem diante das Escrituras Sagradas? São suas afirmações coerentes com as Escrituras?

As seitas advogam autoridade própria para apregoar seus ensinos. As Escrituras atribuem autoridade àqueles que são verdadeiramente constituídos para proclamar o Evangelho (1 Co 12.28). Contudo, esses homens autorizados não podem ultrapassar o Evangelho original. Vejamos a Palavra de Deus em Gálatas 1.8: Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. Há uma nítida distinção entre pregar o Evangelho e pregar um outro evangelho. A autoridade eclesiástica resume-se na administração cristã. Quanto ao Evangelho, as diretrizes são claras, não devemos ensinar outras coisas, muito menos distorcer o que já está estabelecido na Palavra de Deus.

3.2 – DEUS – SUA NATUREZA E OS SEUS SEMELHANTES

Logo no primeiro capítulo do livro: “Princípios Bíblicos” de Duncan Heaster, publicado por The Christadelphians, 1999, encontramos uma afirmação problemática a respeito da natureza de Deus. Se Deus não é um ser corpóreo (físico), então é impossível para Ele ter um filho que seja a “imagem da Sua pessoa”.2 Alguns versículos são arranjados para dar fundamento às suas afirmações. Afirmam que Deus somente poderia ser uma pessoa e ter uma natureza se possuísse um corpo físico.3 Essa mesma natureza será finalmente compartilhada com o homem, assim como foi compartilhada com Cristo depois da ressurreição: Se nós queremos nos associar com o propósito de Deus e tornarmo-nos como Deus para não morrer mais, vivendo sempre em completa perfeição moral, então devemos nos relacionar com o Seu Nome. A forma de fazer isso é ser batizado no Nome, isto é, Yahweh Elohim.4 Poderíamos ser como Deus? Exatamente isto é o que está sendo oferecido nesta citação das afirmações cristadelfianas.

Além disso, afirmam que outros também participam da natureza divina e, portanto, não podem morrer. Os anjos compartilham o nome de Deus Elohim. Se os anjos compartilham também o poder e o nome de Deus, também podem ser chamados de Deus, é a conclusão a que chegam. Finalmente, se os anjos nos criaram também estampamos sua imagem, e assim prosseguem: O fato de que os anjos nos criaram à sua imagem significa que eles têm a mesma aparência corpórea que nós temos. Logo, eles são muito reais, tangíveis, seres corpóreos, compartilhando a mesma natureza de Deus.5

Que conceito foi formulado para a palavra natureza? Natureza, aqui, refere-se àquilo que alguém é fundamentalmente, devido à sua estrutura física. Na Bíblia não há duas naturezas; pelo próprio significado da palavra não é possível ter estas duas naturezas simultaneamente.6 Uma vez que Jesus morreu, Ele não tinha natureza divina. Somente após sua ressurreição deixou de ter uma natureza caída e tornou-se superior aos anjos. Foi exatamente essa natureza humana caída que levou Jesus à morte.

A natureza dos anjos é contraposta às aparições de anjos do Antigo Testamento. Se os anjos foram realmente vistos e isso foi divinamente registrado no Antigo Testamento, então certamente os anjos têm uma forma física e material. Isso é evidenciado, afirmam, pelas aparições, como ocorreu nos dias de Abraão. A evidência é ainda confirmada quando as Escrituras registram chamarem aqueles anjos de homens (Gênesis 19.1, 5, 8).7 Outro aspecto que mencionam é a impecabilidade dos anjos: Tendo a natureza de Deus, os anjos não podem morrer. Entendendo que o pecado traz a morte, é lógico que eles não podem pecar.8 Finalmente, afirmam que todos os anjos são santos, nem sequer um deles caiu em pecado. Essas afirmações colocam os anjos em uma posição divina, intocável. Sem dúvida alguma, os anjos seriam deuses, segundo as implicações dessas heresias.

Enquanto as Testemunhas de Jeová afirmam que Jesus foi (antes da encarnação) e, novamente, (em sua ressurreição – deve-se lembrar que as Testemunhas de Jeová afirmam que Jesus não ressuscitou corporalmente, mas somente em espírito) um anjo; os cristadelfos afirmam que Jesus, antes de sua concepção, não existia, enquanto na terra era inferior aos anjos em sua natureza e como pessoa. Somente após sua ressurreição recebeu uma posição exaltada. Pois, afirmam, tomou a natureza de Deus.

As afirmações de que Deus tenha um corpo físico, ou um corpo de uma dimensão espiritual limitado, são encontradas em algumas seitas. Os mórmons afirmam que Deus tem um corpo semelhante ao corpo humano. As Testemunhas de Jeová afirmam que Deus está limitado ao trono, tudo o que faz fora do trono é através de uma força ativa, o espírito santo, grafado com letras minúsculas.

Resposta Apologética:

A natureza de Deus segundo as Escrituras é totalmente diferente daquilo apregoado pelas seitas citadas. O Catecismo de Westminster nos traz um excelente conceito sobre Deus: Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade, e verdade. Os nomes aplicados a Deus, Rafa, Nissi, Shalom, Raah, Tsidkenu, Jireh, Shammah, demonstram algumas maneiras de Deus relacionar-se com seu povo. Esses qualitativos demonstram a infinitude da Pessoa de Deus. Deus não está subordinado a informantes ou canais de informação, seja através de um espírito onipresente ou uma sabedoria paliativa. Definitivamente não! As Escrituras esboçam um Deus infinito, anunciando desde o princípio o que há de acontecer (Is 46.10). Sendo único Deus (Dt 6.4) não compartilha sua divindade com outros deuses (Is 44.8), sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus (1 Co 8.4).

3.3 – ANJOS

Contudo, afirmam que o termo Elohim é também aplicado aos anjos. A base que usam para tal afirmação é dizer que a palavra Elohim significa poderosos, podendo ser aplicado aos anjos. Concluem então que quando as Escrituras mencionam Deus relacionado com criação, devemos subtender que se referem realmente aos anjos, conforme lemos a seguir: A palavra hebraica traduzida ‘Deus’ aqui é ‘Elohim’, que significa ‘Poderosos’; com referência aos Anjos. O fato de que os Anjos nos criaram à sua imagem significa que eles têm a mesma aparência corpórea que nós temos. Logo, eles são muito reais, tangíveis, seres corpóreos, compartilhando a mesma natureza de Deus.9 Precisam fazer essa afirmação para apresentar todo um aglomerado de heresias, que de outro modo seria conflitante.

Fazem com que os anjos pareçam infalíveis e imortais, participando de uma natureza divina. Não há lugar, em sua ‘teologia’, para a existência de demônios ou mesmo do diabo. Afirmam que os demônios ou o diabo são apenas a inclinação ao pecado e no máximo o próprio pecado. Todos os anjos são infalíveis, segundo suas afirmações.

Resposta Apologética:

As Escrituras definem claramente a posição dos anjos em relação a Deus. A natureza dos anjos é contrastada com Deus em diversas passagens da Bíblia. Hebreus 1.5 enfatiza claramente o contraste entre anjos e o Filho de Deus: pois a qual dos anjos disse jamais. E o versículo seis demonstra a divindade exclusiva do Filho: e todos os anjos de Deus o adorem. Como as Escrituras demonstram em dezenas de outras passagens, a plena natureza de Deus não é compartilhada com outras criaturas. Sendo o Filho o único que manifesta verdadeiramente o Pai.

3.4 – DIABO

Também as Escrituras apontam para o diabo como agenciador do mal. Ainda que o homem tenha sua responsabilidade em suas decisões (Tg 1.14-15), temos um inimigo externo, uma pessoa real e atuante. O apóstolo Pedro alertou os cristãos quanto às dificuldades causadas por este inimigo real (1 Pe 5.8). A evidência da realidade desses demônios pode ser demonstrada através da personalidade apresentada nos endemoninhados, nos registros bíblicos (Mt 12.26-27). Como pessoa real, esta pessoa foi julgada (Jo 16.11) e será executada em breve (Rm 16.20).

Resposta Apologética:

Resumindo as questões levantadas pelos cristadelfos sobre a natureza de Deus e dos anjos, podemos apresentar a seguinte conclusão:

1. Deus é completamente distinto de toda e qualquer criação. Isto significa que não podemos usar quaisquer parâmetros de comparação entre criação e criador.

2. Os anjos são criaturas. Portanto, se distinguem de Deus. E não encontramos nenhuma citação bíblica que informe que os anjos sejam deuses.

3. Deus não é o idealizador do mal. Sua lei é santa, justa e boa (Rm 7.12) e habita em luz inacessível (1 Tm 2.16). As Escrituras afirmam que Ele mesmo não pode ser tentado (Tg 1.13) e não imagina o mal para outros. Não podemos admitir que o bem e o mal habitem na pessoa de Deus. Isaías 45.7 cita que Deus criou o mal. Mas o mal aqui (hebraico ra’) é amplo e inclui coisas que para o homem sejam más, dificuldades advindas do pecado, rebelião; castigos advindos da desobediência; punições devido a negligências às normas morais e espirituais.

4. O mal existe, está impregnado na humanidade caída, sem Deus. Mas o mal existe de uma forma majoritária. O primeiro mentor a executor foi chamado de Satanás (adversário) e diabo (enganador). Encontramos em Jó (1.6-12) um diálogo entre Deus e um ser contrastado com os anjos obedientes, Satanás.

3.5 – O ESPÍRITO DE DEUS

Semelhantemente às Testemunhas de Jeová, os cristadelfos afirmam que o Espírito de Deus é sua respiração, poder e palavra. Usam os seguintes textos: Jó 26.13; e Jó 33.6. Em muitas passagens onde o Espírito de Deus está descrito como atuando, agindo em relação à criação ou mesmo à natureza humana, os cristadelfos usam como base para afirmar que o Espírito Santo não é uma Pessoa, mas apenas uma força ativa, impulso ou poder de Deus.

É notável a sutileza desse movimento. Para eclipsar o conceito bíblico de Deus convidar Outro igual para criar, afirmam que os anjos participaram da criação do universo e principalmente do homem, a ponto de dizerem que a palavra Deus naquele versículo significa anjos e não a pessoa de Deus. Contudo, quando surgem dificuldades quando as Escrituras dizem que o Espírito Santo estava presente na criação, afirmam então que era o poder de Deus que estava em foco, omitindo sutilmente a presença dos anjos.

Resposta Apologética:

Usar as Escrituras segundo a conveniência doutrinária é uma dissimulação, faz perder a autoridade das Escrituras. O poder de Deus está estreitamente envolvido com a atuação do Espírito Santo; assim como a salvação está indivisível da pessoa de Jesus Cristo.

Se as seitas (Cristadelfianismo, Testemunhas de Jeová, Unitaristas, Unicistas, e outras) confundem os símbolos do Espírito Santo com a natureza do Espírito Santo, por que não repetem o mesmo erro em relação a Jesus? Jesus é muitas vezes chamado de pão da vida, água viva, rocha, penha, árvore da vida, caminho, verdade, vida, leão da tribo de Judá, cordeiro, cordeiro morto etc. Por que as seitas não confundem os símbolos de Cristo com Cristo? As seitas são convenientes, argumentam ou deixam de argumentar conforme suas afirmações sejam carentes de justificativas.

O Espírito Santo é divino conforme demonstrado pelas Escrituras. Ele é eterno, onipresente, onisciente, onipotente (Hb 9.14; Sl 139.7-10; Lc 1.35; 1 Co 2.10-11). Também lhe são atribuídas obras divinas, como criação, regeneração, ressurreição etc. A personalidade é demonstrada pela posse da inteligência, sentimento e vontade. O fato de o Espírito Santo poder ser um com Deus e ao mesmo tempo ser distinto de Deus é parte do grande mistério da Trindade.

3.6 – EXEGESE DE JOÃO 1.1-3

As Escrituras devem ser estudadas através de uma perspectiva exegética – analisando o que o texto deseja realmente transmitir. Contudo, encontramos a metodologia “eisegética” nas afirmações das seitas, isto é, embutem no texto significação que não é possível ser vista.

Como as demais seitas, os cristadelfos precisam embutir no texto em tela conceitos que de fato não são encontrados ali. Este termo (o Verbo) não pode se referir diretamente a uma pessoa, porque uma pessoa não pode estar ‘com Deus’ e ainda ser Deus ao mesmo tempo. O plano de salvação de Deus através de Cristo é que era o verbo. Em que sentido então o Verbo era Deus? Fundamentalmente nós somos nossos planos e pensamentos. Como Deus pensa, assim Ele é. Deste modo, a palavra ou pensamento de Deus é Deus: O Verbo era Deus. Finalmente, afirmam: O verbo ou palavra é que foi descrito como fazendo todas as coisas, e não Cristo pessoalmente.

Embora os cristãos devam buscar o crescimento espiritual e a manifestação do fruto do Espírito, na escalada cristã há realmente muitas dificuldades. Contudo, Jesus nunca teve conflitos pessoais ou internos. Ele foi realmente tentado, mas não em seu coração. Sofreu na carne as pressões externas. O capítulo quatro do Evangelho de Mateus registra detalhadamente o percurso da tentação de Jesus. Verificamos claramente a presença de duas pessoas no diálogo. Jesus, de um lado, e um outro ser, o diabo.

3.7 – O DIABO E DEUS

Desde Gênesis encontramos a presença maligna de Satanás sendo apresentado como instigador do pecado. Os cristadelfos tomam o relato no Jardim do Éden como figurativo. Vamos ver que não existe, literalmente, uma pessoa fazendo isto (instigando o pecado), mas que dentro de nós existe... Este homem do pecado dentro de nós é o maligno bíblico, a semente da serpente.13 Afirmam que não houve uma pessoa, um anjo caído que propôs a Eva uma transgressão da lei de Deus. Eles consideram o diabo como sendo a personificação do pecado. Lamentavelmente, veremos que os cristadelfos também afirmam que a palavra Satanás ou diabo pode ser aplicada a Deus. No livro “Princípios Bíblicos”, na página 135, lemos: Como a palavra ‘satanás’ apenas significa um adversário, uma boa pessoa, mesmo o próprio Deus pode ser chamado um satanás : Além de atribuírem o caráter de Satanás como originado em Deus, atribuem também a Jesus a natureza pecaminosa, como podemos verificar no livro acima citado em sua página 137, que diz: Foi somente porque Jesus teve a nossa natureza humana – o ‘demônio’ dentro dele – que nós podemos ter a esperança da salvação (Hb 2.14-18; 4.15). Ao vencer os desejos da sua própria natureza, o demônio que se lê na Bíblia, Jesus foi capaz de destruir o demônio na cruz. Tais conceitos foram considerados no tópico anterior.

3.8 – MORTE E INCONSCIÊNCIA

Crêem que todos os verdadeiros crentes serão recompensados na mesma hora, ou seja, perante o trono do juízo. Segue-se que todos mortos estão em estado de inconsciência, até o momento da ressurreição. Semelhante aos adventistas e Testemunhas de Jeová, crêem na inconsciência da alma e também são aniquilacionistas.14

Partem do princípio de que o homem seja apenas um corpo material. Tudo, afirmam, está restrito à existência do corpo. Um grave exemplo dessa afirmativa encontramos na página 81: A única diferença entre a humanidade e os animais é que o homem é mentalmente superior a eles; ele é criado à imagem física de Deus... Com respeito à nossa natureza fundamental e à natureza da nossa morte, não há diferença entre o homem e os animais. As implicações dessas afirmações são críticas. Afirmam que os homens irresponsáveis diante de Deus morrem como um animal, isto é, apenas deixam de existir.

A alma é o próprio ser, conforme afirmam. O espírito é a força vital dentro dele, o fôlego de vida. Para tanto precisam ‘esticar’ o espírito de Deus: quele espírito é absorvido pelo espírito de Deus que é tudo à nossa volta; então, na morte ‘o espírito volta a Deus’.

Resposta Apologética:

As Escrituras demonstram claramente que há vários aspectos envolvidos na palavra morte. Segundo o contexto, encontramos a morte física, social e espiritual. A morte física refere-se à cessação das funções biológicas. A morte social aplica-se ao isolamento da sociedade. E a morte espiritual aplica-se à separação da comunhão com Deus.


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