Apologética



Cristadelfianismo – Parte 05 – O que as Escrituras declaram a repeito de Jesus?


5.1 – NÃO TEVE PRINCÍPIO. É DEUS

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1). Ele sempre existiu e estava com Deus, no princípio Ele era, isto é, já estava presente. Não criado ou feito. Sua eternidade é testemunhada até mesmo pelo Antigo Testamento: E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5.2). Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou (Jo 8.58).

5.2 – SUA NATUREZA É DIVINA

Foi chamado no Antigo Testamento de Emanuel, isto é, Deus conosco, profetizado em Is 7.14 e cumprido em Jesus, conforme lemos em Mt 1.23: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL (EMANUEL traduzido é: – Deus conosco). Existia primeiramente nos céus: Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz (Fp 2.6-8). A Bíblia ensina enfaticamente Sua encarnação: e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1.14). E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está no mundo (1 Jo 4.3).

5.3 – É INERENTEMENTE SANTO

O sacrifício de Cristo foi plenamente santo, Ele não tinha uma natureza pecaminosa que era subjugada pelo Espírito. Mas uma natureza santa dirigida pelo Espírito. Nunca foi tentado pela sua própria natureza. Mas o adversário o questionou e provou, como as demais adversidades da vida, externamente (Mt 4.1). A Epístola aos Hebreus tem como tema central a superioridade da obra de Cristo sobre todos os trabalhos efetuados no Templo, inclusive a administração sacerdotal.

Diferente dos sacerdotes que tinham de oferecer sacrifícios primeiramente pelos seus pecados e depois pelo povo, Jesus sempre foi separado dos pecadores. Conforme lemos em Hb 7.22-28: De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. E, na verdade, aqueles [levitas] foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre. Além disso, têm outros conceitos heréticos. São, portanto, semelhantes em muitos pontos às Testemunhas de Jeová, aos unitaristas e aos arianos.

NOTAS

1 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 1 – Índia, 1999.

2 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 2 – Índia, 1999.

3 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 6 – Índia, 1999.

4 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 6,7 – Índia, 1999.

5, 6 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 8 – Índia, 1999.

7 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 9 – Índia, 1999.

8 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 10 – Índia, 1999.

9 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 8 – Índia, 1999.

10 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 153, 155, 156 – Índia, 1999.

11 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 50 – Índia, 1999.

12 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 62 – Índia, 1999.

13 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 51 – Índia, 1999.

14 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 51 – Índia, 1999.

15 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 147 – Índia, 1999.

16 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 149 – Índia, 1999.

17 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p. 164- Índia, 1999.

18 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p.150 – Índia, 1999.

19 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p.151 – Índia, 1999.

20 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p.155 – Índia, 1999.

21 Princípios Bíblicos – Um Manual de Estudo. Duncan Heastern. Printland Publishers, p.167 - Índia, 1999.


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