Apologética



Tabernáculo da Fé – Parte 06 – Fórmula batismal apenas no nome de Jesus


No final de Mt 28.19 Jesus deu o seguinte mandamento: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Entretanto, no livro de Atos lemos: Arrependei-vas, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados; e recebereis o dam do Espírito Santo (At 2.38). O Tabernáculo da Fé interpreta essa aparente discrepãncia para sustentar sua negação da posição trinitária. Eles dizem que a declaração de Mt 28.19 apóia os três nomes de Cristo que é designado por Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, estabelecem que a fórmula correta do batismo é encontrada em At 2.38. Citam mais as seguintes passagens: Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus (At 8.16); E mandou que fossem batizados em nome do Senhor (At 10.48); E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus (At 19.5), como prova de que a Igreja Primitiva batizava apenas em nome de Jesus.

Resposta Apologética:

Analisemos as passagens citadas:

At 2.38 “...seja batizado em nome de Jesus Cristo...”

At 8.16 “...sido batizados em nome do Senhor Jesus...”

At 10.48 “...batizados em nome do Senhor.”

At 19.5 “...batizados em nome do Senhor Jesus.”

O que se observa da leitura atenta dos versículos citados? Que não se trata de uma fórmula batismal porque não são uniformes as expressões, variando de em nome de Jesus Cristo (At 2.38), para em nome do Senhor Jesus (At 8.16) e em nome do Senhor (At 10.48). Muito razoável é afirmar que, então, a narrativa de At 2.38, indicada como batismo em nome de Jesus Cristo, esteja se referindo como pela autoridade de Jesus, como se lê em At 3.16; 16.18, na qual a autoridade de Jesus é invocada. Não se trata de fórmula que acompanha tais contecimentos, desde que em At 19.13 a invocação do nome de Jesus por exorcistas nada significasse porque os que o fizeram não tinham realmente a autoridade de Jesus. Em outras palavras, o batismo foi ordenado e levado a efeito sob a divina autoridade do Filho, empregando-se a fórmula de Mateus 28.19.

Não bastasse o apoio irrestrito à Bíblia Sagrada que torna irrebatível o nosso entendimento, acresce observar o costume da Igreja Primitiva encontrado no livro Os Ensinos dos Doze Apóstolos que diz:

Agora, concernente ao batismo, batizai desta maneira: depois de ensinar todas estas coisas, batizai em nome do Pai e do Filho a do Espírito Santo.

Em outra parte do livro já citado se diz que:

O bispo ou presbítero deve batizar desta maneira conforme ao que nos ordenou o Senhor, dizendo: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Cipriano (a.D. 200), falando de At 2.38 diz: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, disse:

Pedro menciona aqui o nome de Jesus Cristo, não para omitir o do Pai, mas para que o Filho não deixe de ser unido com o Pai. Finalmente, depois da ressurreição, os apóstolos são enviados pelo Senhor às nações, a fim de batizarem os gentios em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


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