Apologética



Islamismo – Parte 07 – Rejeição à teologia cristã


Essa nova religião pretendia ser a verdadeira depositária da mensagem do Deus único, Alá, que foi entregue a judeus e cristãos, mas da qual eles tinham se afastado. Esta declara acreditar na Bíblia (Taurat = Lei, Zabur = Salmos, Injil = Evangelho), alegando que os textos existentes foram adulterados, apesar de não possuírem nenhum tipo de prova disso. Variação de manuscritos das Escrituras ou erros de tradução são maximizados pelos polêmicos muçulmanos, e uma interpretação literal é feita de passagens de linguagem figurada, como forma de justificar a reivindicação de que a Bíblia está corrompida.

Maomé considerou os ensinos do Novo Testamento sobre Jesus, o Filho de Deus na Trindade, e Sua morte substitutiva na cruz, como uma blasfêmia total. Obviamente ele presumiu que isso não era bíblico, mas, sim, um excesso, uma heresia: ...E os cristãos dizem: ‘O Messias é o filho de Deus’. Essas são suas asserções. Erram como erravam os descrentes antes deles. Que Deus os combata (Sura 9:30). São palavras fortes, mas cada muçulmano sente realmente assim acerca da fé cristã.

Os muçulmanos crêem que a Bíblia não é o texto original da Lei, dos Salmos e do Evangelho. Eles sustentam que judeus e cristãos corromperam e mudaram o original, acrescentando os ensinos sobre a divindade de Jesus e sua filiação divina, o conceito de Trindade, a crucificação e a doutrina de expiação. A maior parte da literatura muçulmana contra o Cristianismo ataca violentamente os alicerces da nossa fé.

Será que devemos evitar falar sobre estas questões? Ou devemos tentar esclarecê-las? Se evitarmos falar sobre suas acusações, eles chegarão à conclusão de que os cristãos não têm nenhuma resposta às afirmações muçulmanas; por isso é necessário esclarecer exatamente o que cremos e por que cremos. A Bíblia apresenta uma maneira maravilhosa de fazer isso: Antes santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pe 3.15).

7.1 – VAMOS APRENDER ALGUMAS LIÇÕES IMPORTANTES:

1. O que quer que falemos, qualquer que seja nosso comportamento, façamos tudo na presença de Cristo e sob seu senhorio!

2. Estamos preparados! Não debatemos pontos que não conhecemos. Nós nos informamos de antemão e respondemos inteligentemente, de modo sábio e convencedor. O estudo deste material é muito útil neste aspecto.

3. Respondemos a perguntas reais! Freqüentemente, ao compartilhar o Evangelho com muçulmanos, cristãos respondem às perguntas que pensam que eles têm. Tais perguntas são inúteis para os muçulmanos, porque eles pensam e raciocinam de maneira bem diferente.

4. Ao falarmos com muçulmanos, não nos aproximamos deles como cruzados, guerreiros, mas como testemunhas! Não lutamos com eles nem os intimidamos! O amor de Cristo nos guia. Não os forçamos, mas compartilhamos com eles, esclarecendo ponto por ponto o que os muçulmanos precisam conhecer e entender.

5. As informações aqui constantes sobre o Islã não são armas contra eles! São ferramentas para ajudar a entender o que é o Islã na sua essência. São úteis para ajudar ao leitor, com mansidão e bondade, a demonstrar a um muçulmano a diferença que há entre uma vida segura do favor divino recebido através da morte de Cristo e da incerteza de alguém que não conhece o Senhor.


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