Apologética



Nova Era – Parte 16 – A verdadeira Nova Era: O reinado de Jesus Cristo


Os adeptos do MNE não gostam muito do Apocalipse e de sua descrição do final dos tempos, especialmente aqueles capítulos que se referem à segunda vinda de Jesus. Apocalipse 19 está nesta categoria.

O líder do MNE, David Spangler, estava ouvindo uma preleção em Phoenix, Arizona, quando o palestrante falava do Apocalipse e se referiu à segunda vinda de Jesus, como algo iminente. De repente, David Spangler se levantou e gritou para o auditório: Não, nunca o que você está dizendo acontecerá. Enquanto todos olhavam para trás para ver quem dissera aquelas palavras, o preletor continuou: E quem impedirá que isso aconteça? David respondeu: Eu, e retirou-se.

Em Apocalipse 19, Jesus é visto como o Rei dos reis e Senhor dos senhores que estará voltando em glória, majestade e poder para julgar os que o têm rejeitado e escarnecido. No lugar do Cristo bíblico, a Nova Era tem apresentado um Jesus cósmico conhecido como Lord Maitreya, cuja aparição política foi feita em 25 de abril de 1982, por intermédio de anúncios em jornais de páginas inteiras.

Assim se expressa Lauro Trevisan:

Diz o Apocalipse de São João, quase no final: ‘Vi um novo céu e uma nova terra, pois, o primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe. Aquarius é a nova Jerusalém, cujo nome significa herança de paz (“Aquarius, A Nova Era Chegou”, Lauro Trevisan, p. 113).

A nova Jerusalém descrita na Bíblia não é a época em que estamos entrando anunciada pelos líderes da Nova Era. A nova Jerusalém terá lugar depois da segunda vinda de Cristo (Ap 21.1-4) e Cristo não veio ainda em glória como menciona a Bíblia (At 1.9-11).

A esperança do glorioso reinado de Cristo está solidamente registrada na Bíblia desde o Gênesis ao Apocalipse.

O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos (Gn 49.10).

Como se lê, o rei virá da tribo de Judá e reinará como rei ou em concerto com Davi indicado em 2 Samuel 7.16, tendo uma dinastia que dominaria eternamente sobre o povo.

Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião (Sl 2.6). Deus, o Pai, está anunciando a instalação do Filho como rei em Jerusalém.

Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 110.1).

Os inimigos do rei Jesus serão submetidos aos seus pés e Jesus governará sobre eles:

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído (Dn 7.13-14).

Quando passamos para o Novo Testamento encontramos que, antes de Jesus nascer, um anjo apareceu a Maria e lhe fez saber:

Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim (Lc 1.32-33).

Depois de Jesus nascer em Belém, alguns magos foram a Jerusalém e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo (Mt 2.2). Quando encontraram o menino O adoraram (Mt 2.11).

Durante três anos de ministério, Jesus proclamou aos homens as boas-novas do Reino (Mt 9.35). Fez também muitas parábolas para ajudar a seus ouvintes a entender mais acerca da natureza ou Reino. Sem dúvida, o Reino era parte especial dos seus discursos. Foi rejeitado, julgado diante de Pilatos. Os soldados O ridicularizaram e vestiram-no de escarlate e lhe puseram uma cana nas mãos e coroa na cabeça. E, sobre a cruz a inscrição Jesus Nazareno Rei dos Judeus (Mt 27.27-31).

16.1 – A VISÃO DE PATMOS

O apóstolo João, na sua velhice, foi exilado pelo imperador Domiciano, perto do ano 90 a.D., a lá obteve uma visão do futuro (Ap 1.10), principalmente da segunda vinda de Cristo, na qual Ele aparece como Rei e Senhor dos senhores, com glória, majestade e poder.

E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores (Ap 19.11-16).

Apocalipse 19.14 diz que Os exércitos do céu O seguiam.

Os exércitos do céu, naturalmente, incluem os anjos (Dt 33.2; S1 68.17) e os seres humanos glorificados (Ap 17.14). Observemos que esse exército não está vestido de roupa de guerra, e sim de linho fino branco e resplandecente (Ap 19.14). Isto porque nenhum membro do exército de Cristo entrará na batalha. Ninguém terá de levantar sequer um dedo, porque a batalha será ganha pela espada que sai da boca do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Cristo sozinho será o vencedor.


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