Apologética



Meninos de Deus – Parte 03 – Sexo


3.1 – INSATISFAÇÃO DE MO E SEU ENSINO

Entendemos ainda pela Bíblia que o profeta verdadeiro promove uma adoração verdadeira e seu ensino se harmoniza com a Bíblia. Nesse particular, qual é o ensino central de David Berg? É o sexo!

A carta de fundação declara: A Família do Amor é uma família real, baseada no amor e na verdade, baseada em Deus e em Jesus Cristo. A Família do Amor é a Igreja do Armagedom, a reunião do povo de Deus, a família eterna de Deus. A Família do Amor é um lugar para todo aquele que ama.

David Berg era casado desde 1944 com Jane, e deste enlace nasceram quatro filhos. Entretanto, tinha um problema conjugal. Sua esposa Jane só permitia sexo com o esposo uma ou duas vezes por ano, pois acreditava que sexo não era importante para os cristãos. Este fato atormentava David Berg. Por volta de 1968, conheceu em sua igreja uma jovem chamada Maria, de 23 anos de idade, com a qual passou a ter relações sexuais.

Com a jovem, 26 anos mais nova do que ele, (é ele quem o diz) Jesus começa a enviar-lhe mensagens apontando-o como tendo um trabalho especial. Ele descobriu um método de evangelismo realmente revolucionário. Começou a utilizar a prostituição como isca para recrutar novos adeptos e como meio de aumentar os proventos econômicos da Família do Amor. Mo afirma: Francamente a cama é um último recurso, quando tudo o mais que o convença de que você e Deus o amam falhou, e ele simplesmente não acreditará se não o ver (“Escrava do amor de Deus.” Moisés David. Meninos de Deus, abril de 1974, no 537, p. 7).

Resposta Apologética:

A Bíblia afirma que nosso corpo é santuário do Espírito Santo (1 Co 6.19), e que por isso devemos usá-lo para glorificar a Deus (1 Co 6.20). Assim, ao contrário dos ensinos de Mo, o filho de Deus deve ficar longe de qualquer forma de prostituição: Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição (1 Ts 4.3).

3.2 – PERVERSÃO

E assim, como diz a Bíblia, um abismo chama outro abismo (Sl 42.7), de passo em passo, todas as formas pervertidas de sexo tomaram lugar, como se descreve:

a. Entre os membros

A prática de sexo é normal entre os membros da Família do Amor, quando por necessidade e feito com amor.

b. Com outros

Há prática de sexo com pessoas de fora, para ganhá-las para Cristo:

23. Ele Vai Pôr No Teu Coração Tanto Amor Por Eles Que Vais Querer Levá-los Para Cama, para lhes mostrares o quanto os amas, quer acredites ou não! (“As P. de Deus.” Moisés David. Meninos de Deus, abril 1976, SD, no 560, p. 3).

c. Adultério com consentimento do marido

Há prática do adultério, com consentimento do marido:

63. Que Amor!Durante todo o Jantar a querida Maria telefonou a David a dizer-lhe que o amava e sentia a sua falta, e ele até falou comigo ao telefone dizendo: ‘Diverte-se filho! Toma conta dela por mim’...! Era enervante!Nunca tinha falado ao telefone com um marido amigável enquanto compartilhava a cama com a sua mulher...! Era uma verdadeira mudança ser aberto e honesto uma vez na vida. Ela disse-me que David dissera que ela era um anjo, e só agora, alguns meses mais tarde, me dou conta de que o que ele disse é verdade! (“As Noites de Maria!” Moisés David. Meninos de Deus, abril 1975, cap. 8 SDA, no 506, p. 7).

E David Berg continua:

26. O Senhor Mostrou-me Como Ele Literalmente Compartilhava Sua Esposa, a Igreja, com o mundo, para provar o Seu Amor.

Bom, isto é verdade, não é? Ele está sempre a fazer isto, dê-lhe o nome que lhe derem. Porque não também na cama – qual é a diferença? Se Ele está a compartilhar a sua Esposa, a Igreja, com o mundo para manifestar o Seu amor por ele, estar-Lhe-á ela a ser infiel? Não! Está a provar o seu amor por Ele, em que a usa para os conquistar. – Epa, isto dava cá um título mais chocante! (“As P. de Deus.” Moisés David. Meninos de Deus, abril de 1976. SD, no 560, p. 3).

d. A prática do homossexualismo

Love is love! If god gives you love, puts love in your heart, in the heart of a man for another man, how could that be evil, when love comes from god? Look at David and Jonathan: David says, I am distressed for the my brother, Jonathan: very pleasant hast thou been unto me: thy love to me was wonderfull, passing the love of women –

2 Sm 1.26 – what did he mean? (“Homos – A Question of Sodomy?” Moises David. Children of God, julho de 1978, p. 6).

(Tradução): Se Deus põe amor em seu coração, no coração de um homem por outro homem, como pode isso ser considerado mal, desde que o amor vem de Deus! Olhe para David e Jonathan. David disse: Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas: quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres.

e. A prática da masturbação

Nas Escrituras não se encontra precedente nenhum condenando as práticas sexuais de um indivíduo que queira se satisfazer através da masturbação, e por isso consideramos uma prática permissível se for feita com moderação e em privado, de maneira a não ser algo ofensivo para as outras pessoas (“Declaração de Princípios e Normas”, publicada pelos Serviços Mundiais em nome do grupo de comunidades missionárias independentes conhecido como A Família, 1992, p. 1).

f. A prática de sexo entre crianças

Children should be taught that their sexual parts are just as good as the rest of their body and that sexual activities, feelings and pleasures are no more evil than eating or any other physical functions or exercise! (“The History of Davidito.” Sara Davidito. World Services, janeiro de 1982, p. 444).

(Tradução): As crianças deveriam ser ensinadas que suas partes sexuais são tão boas quanto as demais parte do corpo e que as atividades sexuais, sentimentos e prazeres, são tão normais quanto sentir necessidade de comer ou qualquer função física ou exercício.

g. A prática de sexo grupal

Mo encoraja o serviço de comunhão que deve ser seguido por sexo grupal (“The Real Meaning of the Lord’s Supper.” Moises David. Children of God. no 781, ML). Afirma que é bom envolver crianças. Muitos membros da Família do Amor escrevem aos seus parentes falando do seu trabalho de ganhar almas e outras práticas tradicionais, como Nós tivemos um serviço de comunhão, o que, na verdade, era uma orgia sexual.

h. A prática de incesto

Foi revelado publicamente seu longo incesto com sua filha Faith. A instrução dada à Família do Amor é que os familiares devem praticar sexo com seus filhos (“The Davil Hates Sex”, ML 999).

i. Nudismo

O nudismo é incentivado em suas colônias, desde que não seja percebido pelos vizinhos, para não haver problemas com a polícia. O ensino de Mo é que somente os pecadores devem andar vestidos:

Você sabe, Adão e Eva só chegaram ao conhecimento da nudez após eles sentirem terem pecado em seus corações. A visão errada e pecaminosa das coisas! Antes disso, com corações puros e limpos a uma visão celestial, eles não tinham consciência que estavam nus!Eles nunca fizeram nada mais!...

Somente homens pecaminosos precisam estar vestidos! Somente o pecado traz a necessidade de uma realidade formal.

Salvação do pecado traz libertação, abertura. Isto significa ser livre da obrigação de andar vestido?

Na liberdade total e numa sociedade livre e sem pecado criada por Deus num mundo espiritual, o que há para esconder? Por que esconder sua mais bonita criação de todas? O corpo humano! Isto seria esconder hipocrisia se lá seremos descobertos num paraíso feliz de completa realidade desvestida e real nudez e honestidade!

O que você prefere? A mentira enganadora deste mundo ou a liberdade de Deus, honesta e bela criação?

Resposta Apologética:

1- A Bíblia Fala Sobre Sexo

A Bíblia nos ensina que:

a) O casamento foi instituído por Deus (Gn 2.18-24), e confirmado por Jesus (Mt 19.1-6). E o casamento é uma figura da união de Cristo com sua Igreja (Ef 5.22-23);

b) O sexo no casamento é lícito, e cada cônjuge deve satisfazer-se sexualmente com seu parceiro (Pv 5.1-18; 1 Tm 2.15; 5.14), e este deve ser, como tal honrado: Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará (Hb 13.4).

c) O incesto é condenado. A Bíblia declara: Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor (Lv 18.6), e também: A nudez de uma mulher e de sua filha não descobrirá; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; parentas são; maldade é (Lv 18.18);

d) O adultério é condenado. Quando, no relato da criação, o Senhor criou a mulher, afirmou: E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que seja idônea para ele (Gn 2.18).

O Senhor criou uma esposa para o homem, este não deveria ter outra além desta, o homem não deveria tomar outra mulher além da sua nem se deitar com a mulher de seu próximo (Ex 20.14; Lv 18.18-20), pois o adultério era passível de morte (Lv 20.10), e o Senhor Jesus não só repetiu o mandamento, como foi além disto, afirmando que o olhar para a mulher com intenção impura no coração já caracterizava o adultério (Mt 5.27-28);

e) O homossexualismo e o lesbianismo são condenados: ainda citando o versículo de Gn 2.18, o Senhor criou o homem para a mulher e a mulher para o homem, em todos os lugares na Bíblia onde o homossexualismo é citado, é tratado como abominação a Deus.

Com respeito ao texto de 1 Sm 1.26 usado pelos Meninos de Deus, vale destacar o comentário exegético do rabino Henry 1. Sobel à revista Ultimato, de setembro/outubro de 1998: ...a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (Isaque gostava de Esaú, Gn 25.28), no sentido de amizade (‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em 1 Sm 16.21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6.5), e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’, Lv 19.18). Em todos esses casos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística – e não por falso pudor - que a maioria das traduções bíblicas cita 1 Sm 1.26 assim: ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’. Uma análise exegética correta do texto nos leva a essa conclusão.

Em Levítico a Bíblia declara: Com Homem Não Te Deitarás como se fosse mulher; abominação é (Lv 18.22). E não há outra forma de interpretação deste texto. No Novo Testamento, encontramos o apóstolo Paulo afirmando: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus (1 Co 6.9).

Não é por falta de conhecimento bíblico que Mo introduz toda sorte de práticas sexuais em sua doutrina, ele mesmo reconhece a proibição bíblica, pois em sua obra “Homos, a question of sodomy?” (Moisés David, Family of love, junho de 1978, p. 6), ele afirma:

1) Sodomia foi o pecado das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18; 19.5-7);

2) A lei proibia a sodomia (Dt 23.17), e o pecado de sodomia era como maldição (1 Rs 14.24; 15.12; 23.46) e suas casas eram destruídas (2 Rs 23.7);

3) É declarado abertamente como pecado resultante o afastamento de Deus:

Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o use natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o use natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro (Rm 1.26-27).

f) A poligamia é condenada, a Bíblia declara: E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, para fazê-la sua rival, descobrindo a sua nudez diante dela em sua vida (Lv 18.18). Também registra o alto preço pago por Salomão pela sua poligamia (1 Rs 11.4). Jesus cita o relato de criação da mulher e a instituição do matrimônio como fundamento para o casamento monogâmico (Mt 19.4-6).

2 - A Posição da Bíblia Sobre o Nudismo

A Bíblia ensina que:

a) Ao se cobrirem com folhas de figueiras depois de terem pecado, Deus achou por bem cobri-los decentemente (Gn 3.21);

b) O gadareno, antes da sua libertação, andava nu. Só depois que Jesus o libertou é que ele passou a se vestir decentemente (Mc 5.15; Mt 8.27).


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