Apologética



Igreja da Unificação – Parte 05 – Princípio divino


Na Igreja da Unificação os escritos e ensinamentos de Moon têm prioridade sobre a Bíblia. E a Bíblia usada na Igreja da Unificação? Sim.

Mas até que ponto ela constitui fonte de autoridade? Até que a missão de Moon junto às igrejas evangélicas esteja cumprida. Citam a Bíblia para provar que o livro “Princípio Divino” possa ser aceito. Depois, podem dispensar a Bíblia, pois embora a Bíblia seja um livro de texto que ensina a verdade, não é a própria verdade.

Talvez desagrade a crentes religiosos, especialmente cristãos, aprenderem que deve surgir uma nova expressão da verdade. Acreditam que a Bíblia que agora têm é perfeita e absoluta em si mesma. A verdade, logicamente, é única, eterna, imutável e absoluta. A Bíblia, porém, não é a própria verdade, senão um livro de texto que ensina a verdade. Naturalmente, a qualidade do ensinamento e o método e a amplitude da verdade dada devem variar de acordo com cada idade, pois a verdade é dada a povos de épocas diferentes, cujos níveis espirituais e intelectuais são diferentes. Portanto, não devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes (cf. Parte 1, Capítulo III, Seção V) (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la Edição 1978, p. 7).

Por que os moonistas estudam a Bíblia?

Nós estudamos a Bíblia para confirmar nossa crença através do conhecimento da verdade (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a Edição 1978, p. 6).

A que deve ser comparada a Bíblia? O que se deve fazer quando aparece Uma luz mais brilhante?

A escritura pode ser comparada a uma lâmpada que alumia a verdade. Sua missão é espalhar a luz da verdade. Quando uma luz mais brilhante aparece, extingue-se a missão da antiga. Todas as religiões de hoje falharam em conduzir a presente geração do vale escuro da morte para o brilho da vida, de forma que deve agora surgir uma nova verdade, que possa espalhar uma nova luz (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a Edição 1978, p. 7).

Qual o grau de inspiração do “Princípio Divino”?

O que queremos dizer ao afirmar que o “Princípio Divino” é inspirado?Acreditamos que Deus revelou ao Reverendo Moon a essência basilar de sua doutrina, que tem sido demonstrada e aperfeiçoada através de colóquios com os primeiros discípulos. Destarte, o livro abrange tanto a essência do Princípio Divino, como os fatos que o demonstram (“Teologia da Unificação”, p. 55).

Se o “Princípio Divino” tem a mesma Inspiração da Bíblia, qual será o fim da Bíblia? Perderá sua utilidade?

...o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu... (Mt 24.29).

Naturalmente, aqui a luz do sol significa a luz das palavras de Jesus, e a luz da lua significa a luz do Espírito Santo, que veio como o Espírito de verdade (Jo 16.13). Por isto, o fato de que o sol e a lua perderam sua luz significa que as Palavras do Novo Testamento faladas por Jesus e o Espírito Santo, perderão a sua luz (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Associação do Espírito Santo para Unificação do Cristianismo Mundial 1a Edição, 1978, p. 91).

Fica claro, pois, que, longe de serem as crenças da Igreja da Unficação baseadas inteiramente na Bíblia, tais crenças, na verdade, são alicerçadas nas revelações de Moon. Como outros grupos religiosos falsos, a Bíblia é citada apenas para apoiar suas crenças e práticas obtidas de fonte extra bíblica. Daí porque não é surpresa encontrarmos doutrinas inteiramente opostas ao ensino geral da Bíblia.

As afirmações de Moon sobre a Bíblia estão em completo desacordo com a Bíblia. As Escrituras testificam: Seca se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente (Sl 40.8). Jesus disse: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar (Mt 24.35). A idéia de que as palavras de Jesus poderão, de algum modo, perder o seu brilho é inteiramente estranha aos ensinamentos da Bíblia. Além disso, a Bíblia ensina que há pesada condenação para aqueles que acrescentarem ao que as Escrituras revelam: Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando (Dt 4.2), veja também (Pv. 30.5 6; Ap 22.18 19). Além disso, as Escrituras deixam claro o seguinte: Amados, procurando eu escrever vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive pôr necessidade escrever vos e exortar vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 3).

As declarações de Moon não podem ser aceitas:

Como poderiam as Palavras do Novo Testamento vir a perder a sua luz? Assim como as Palavras do Velho Testamento perderam sua luz quando Jesus e o Espírito Santo vieram, com novas Palavras, afim de realizar as Palavras do Velho Testamento, assim também as Palavras do Novo Testamento que Jesus deu ao povo em seu Primeiro Advento perderão sua luz quando Cristo vier novamente com a nova Palavra a fim de realizar as Palavras do Novo Testamento, fazendo um novo céu e uma nova terra (Ap. 21.1; cf. Parte I, Capítulo III, Seção V, 1). Aqui, o fato de perderem as palavras a sua luz significa que o período de sua missão terminou, com a chegada da nova idade (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1ª Edição, 1978, p. 91).

Qualquer assim chamada revelação que contradiz o que previamente foi revelado é culpada por acrescentar à Palavra de Deus e será descartada. O livro “Princípio Divino” está nesta categoria.

O livro “Princípio Divino” está dividido em duas partes, assemelhando-se à Bíblia que também tem duas divisões – o Antigo e o Novo Testamento. A primeira parte do livro “Princípio Divino” assemelha-se a um livro de teologia sistemática, apresentando os seguintes títulos:

1. O Princípio da Criação;

2. A Queda do Homem;

3. A Consumação da História Humana;

4. O Advento do Messias;

5. Ressurreição;

6. Predestinação;

7. Cristologia.

Na segunda parte, os títulos dos capítulos são mais estranhos e pouco familiares:

1. A Idade Providencial para o funcionamento da Restauração;

2. A Providência da Restauração Centralizada na Família de Moisés a Jesus;

3. A Formação e a extensão de cada Idade na História da Providência;

4. A Idade Providencial da Restauração e a Idade do Prolongamento da Restauração do Ponto de Vista da Identidade de Tempo Providencial;

5. O Período de Preparação para o Segundo Advento do Messias;

6. O Segundo Advento.

Quando se pensa que a nova verdade de Moon exposta no livro “Princípio Divino, Introdução Gera” fosse a última verdade, eis que lemos no mesmo:

O “Princípio Divino” revelado neste livro é apenas parte desta Nova Verdade. Nós registramos aqui o que os discípulos de Sun Myung Moon até agora ouviram e testemunharam. Nós acreditamos com alegre expectativa que, com o passar do tempo, partes mais profundas da verdade serão continuamente reveladas. E nossa oração mais sincera, que a luz da verdade rapidamente encha toda a terra (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial 1a edição, 1978, p.12).

A Bíblia é mais categórica em afirmar ser a verdade última: Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho (Hb 1.1), que por sua vez afirmou em João 14.6 ser a verdade imutável, confira: Disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Em João 1.9 se lê que: Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Jesus diz: Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (Jo 5.39). A Bíblia é, pois, suficiente (2 Tm 3.16-17). A própria Bíblia se chama a palavra fiel; 1 Timóteo 1.15 diz: Esta é uma palavra fiel, e digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.


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