Apologética



Igreja da Unificação – Parte 06 – Principais ensinamentos da Igreja da Unificação


6.1 – A FOTO DO PAI COMO PROTEÇÃO

Dessa forma, para quaisquer pessoas que carreguem minha foto de agora em diante, ela servirá como proteção. Na época do Êxodo Judeu, Deus enviou uma praga sobre as casas dos egípcios que matou seus filhos primogênitos. Todas as casas que tinham o sangue do carneiro nas soleiras das portas foram poupadas daquela tragédia. Portanto, os israelitas foram poupados. Da mesma maneira não é possível que, durante alguma calamidade dos dias modernos, sejam poupados aqueles que carregarem minha foto? Este é o propósito do mundo espiritual (“Mundo Unificado”, p. 8, Mai/Jun 1984).

O que acontece se alguém porta a fotografia de Moon e vem a pecar?

Muitos de vocês provavelmente já tiveram a experiência de estarem carregando uma foto minha e, ao cometerem um pecado, dentro de 3 dias a perderam. Aquela foto não desejou permanecer com vocês sob essas circunstâncias (“Mundo Unificado”, p. 8, Mai/Jun, 1984).

Carregar uma fotografia como meio de proteção é idolatria -1 Jo 5.21.

Não passa de grosseira superstição, pois a verdadeira proteção vem de Deus somente – Sl 91; 125.

Mas quanto custa a um seguidor de Moon essa proteção que ele oferece?

Tal pessoa é obrigada a fazer o Juramento dos Filhos:

6.2 – JURAMENTO DOS FILHOS

1. Como o centro do Cosmos, cumprirei a vontade do Pai (Finalidade da criação), e a responsabilidade dada a mim (para autoperfeição). Tornar me ei um filho (filha) obediente e cheio da bondade para servir ao nosso Pai para sempre no mundo ideal da criação, retornando alegria e glória a Ele. Isto eu prometo.

2. Assumirei completamente a Vontade de Deus de darme toda a criação como minha herança. Ele me deu Sua palavra, Sua personalidade e Seu coração e está ressuscitando a mim, que tinha morrido, fazendo me consigo o Seu verdadeiro filho. Para fazer isto, nosso Pai tem perseverado por 6.000 anos através do caminho sacrificial da cruz. Isto eu prometo.

3. Como um verdadeiro filho (filha) seguirei o padrão de nosso Pai e avançarei intrepidamente ao campo inimigo, até que os tenha julgado completamente com as armas pelas quais Ele tem vencido o Inimigo Satanás por mim através do decorrer da História, semeando suor sobre a terra, lágrimas pelo homem e sangue pelos céus, como um servo, mas com um coração de Pai, a fim de restaurar Seus filhos e o universo, perdidos a Satanás... Isto eu prometo.

4. O indivíduo, família, sociedade, nação, mundo e cosmos, que estão dispostos a servir ao nosso Pai, a fonte de paz, felicidade, liberdade e todos os ideais, realizarão o mundo ideal de um só coração em um só corpo, restaurando sua natureza original. Para fazer isto, tornar me ei um verdadeiro filho (filha), retornando alegria e satisfação ao nosso Pai, e como representante do nosso Pai, transferirei à criação paz, felicidade, liberdade e todos os ideais do mundo do coração. Isto eu prometo.

5. Orgulho me da Soberania única, orgulho me do povo único, orgulho me da terra única, orgulho me da língua e cultura centralizadas em Deus, orgulho me de tornar me o filho (filha) do único Verdadeiro Pai, orgulho-me da família que deverá herdar a tradição única, orgulho-me de ser um trabalhador que está trabalhando para estabelecer o mundo único da criação.

LUTAREI COM A MINHA VIDA

SEREI RESPONSÁVEL PELO CUMPRIMENTO DE MEU

DEVER E MISSÃO

ISTO EU PROMETO E JURO (três vezes)

A Bíblia proíbe o juramento – Lv 5.4; Tg 5.12; mormente quando tal juramento é contrário às normas bíblicas de salvação. Como alguém pode conscientemente jurar cumprirei a vontade do Pai (Moon) (Finalidade da criação), e a responsabilidade dada a mim (para autoperfeifão)?

Autoperfeição, ou perfeição por esforço pessoal, é contrária ao plano da salvação (Ef 2.8-10) a nossas obras de justiça nada valem (Is 64.6). Daí, porque Paulo afirmava: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece (Fp 4.13).

6.3 – A REALIDADE E A NATUREZA DE DEUS

O conceito de salvação na Igreja da Unficação desenvolveu-se sobre a idéia de que a vontade de Deus tem sido sempre estabelecer uma família perfeita no mundo criado. Deus mesmo étido como um Pai perfeito. Mas uma família precisa de uma mãe. Na teologia de Moon, esta posição de mãe é ocupada pelo Espírito Santo.

A “Teologia da Unificação” advoga que Deus possui qualidades tanto masculinas como femininas, que se centralizam no fato universal da polaridade, e no registro bíblico (Gn 1.27) (“A Teologia da Unificação”, p. 59).

Contudo, somente um pai não pode ter filhos. Deve haver uma Verdadeira Mãe com o Verdadeiro Pai, a fim de darem nascimento aos filhos decaídos como filhos do bem. Ela é o Espírito Santo. E por isso queJesus disse a Nicodemos que quem não nascer de novo pelo Espírito Santo não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.5).

Há muitos que recebem revelações indicando que o Espírito Santo é um Espírito feminino; isto é porque ela veio como a Verdadeira Mãe, isto é, a segunda Eva. Outrossim, já que o Espírito Santo é um Espírito feminino, não podemos nos tornar “noivas”de Jesus a menos que recebamos o Espírito Santo. Assim o Espírito Santo é o Espírito feminino, que consola e guia os corações do povo (1 Co 12.3) (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora: Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição 1978, p. 162).

Rebatendo o ensino de ser o Espírito Santo um espírito feminino, à luz da Bíblia Sagrada afirmamos ser o Espírito Santo conhecido também como o Consolador, que ficaria no lugar de Jesus, cumprindo sua promessa de Jo 14.26: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

Neste versículo (Jo 14.26), a palavra esse é a palavra em grego eKeinos que significa aquela pessoa masculina. Em João 16.7, temos Jesus chamando o Espírito Santo com a palavra grega auton que significa ele, pronome pessoal masculino singular, quando disse: Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-to (auton) enviarei. Em português, o pronome pessoal ele (caso reto) é o objeto direto o (caso oblíquo). Usa-se lo em vez de o quando o verbo ou o pronome antes dele termina em r ou s, sendo estas letras r ou s eliminadas. Jesus chamou o Espírito Santo Ele mostrando que Espírito Santo é masculino e não um espírito feminino como o Princípio Divino ensina. Com isto, a afirmação de o Espírito Santo ser um espírito feminino e negada a deidade absoluta de Jesus, como veremos adiante, cai por terra, na teologia da Unificação, a doutrina cristã da Trindade. Para justificar seu ensino de que o Espírito Santo é um espírito feminino, ensina a teologia da unificação que:

Durante a maior parte do período monárquico, os israelitas parecem ter adorado tanto a Javé, como a Sua noiva chamada Asherah, a rainha do céu (“Teologia da Unificação”, p. 64).

Se os israelitas adoravam tanto a Javé como sua noiva chamada Astarte, fizeram-no por desvio religioso a tal adoração foi condenada por Deus (1 Rs 11.5-7).

6.4 – O PRIMEIRO ADÃO

Quando Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Eden, Ele teve a intenção de que eles se casassem e, por intermédio de sexo normal, estabelecessem a família perfeita na terra. O plano divino foi frustrado por Eva, pois ela deixou-se seduzir por Satanás, mantendo com ele relações sexuais, nascendo de tal união Caim:

Todas as coisas foram criadas para receber o domínio de Deus através do amor. Por isto, o amor é a fonte da vida e a essência da felicidade; o amor é o ideal de toda a criação. Desta forma, quanto mais amor uma pessoa recebe de Deus, tanto mais bela aquela pessoa se torna. Assim, era muito natural que Eva se mostrasse muito bela aos olhos de Lúcifer. Além disto, quando Eva está suscetível à sua tentação, Lúcifer foi fortemente estimulado por um impulso de amor para com Eva. Neste ponto Lúcifer atreveu-se a seduzir Eva, com o risco de sua vida. Lúcifer, que deixou sua posição devido ao excessivo desejo, e Eva, que desejava que seus olhos fossem abertos, como os de Deus, através de um relacionamento recíproco antes que estivesse preparada para aquilo, formaram uma base recíproca e tiveram relação sexual através da ação de dar e receber (Gn 3.5-6) (“Prineípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 61).

Depois de fornicar com a serpente (Lúcifer) Eva manteve relações sexuais com Adão, da qual nasceu Abel:

Tanto Caim como Abel eram o fruto da queda de Eva. Conseqüentemente, esta questão devia ser decidida de acordo com o curso da queda de Eva, que foi a origem da queda. A queda de Eva consistiu em duas espécies de casos de amor ilícito. O primeiro foi a queda espiritual por meio do amor com o arcanjo. O segundo foi a queda física por meio do amor com Adão (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 185).

Assim, Moon e seus seguidores justificam a presença do mal no mundo. Por esta razão, Moon interpreta a queda em duas etapas a queda espiritual e a queda física.

6.5 – A QUEDA ESPIRITUAL E A QUEDA FÍSICA

Já que Deus criou o homem no espírito e na carne, a queda também se realizou no espírito e na carne. A queda através do relacionamento de sangue entre o anjo e Eva foi a queda espiritual, enquanto aquela através do relacionamento de sangue entre Eva eAdão foi a queda fisica (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 60).

A queda através da relação de sangue entre o anjo Lúcifer e Eva foi a queda espiritual e a relação de sangue entre Eva e Adão foi a queda física. Contato entre um espírito e um homem terrestre – afirma o “Princípio Divino” – é perfeitamente normal, não sendo diferente daquele entre dois seres humanos.

Como podia haver um relacionamento sexual entre o anjo e o homem? Sentimentos e sensações são sentidos e correspondidos no mundo invisível ou espiritual. O contato entre um espírito e um homem terrestre (que tem um espírito) não é muito diferente daquele entre dois seres humanos terrestres. Por isto, a união sexual entre um ser humano e um anjo é de fato possível (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 60).

Contrariando o ensino fantasioso do “Princípio Divino” de que a queda chamada de espiritual se deu como resultado da relação de sexo entre a serpente e Eva, o texto de Gênesis 4.1 afirma: E conheceu Adão e Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem. E logo no v.2, lemos: E deu à luz mais a seu irmão Abel; e foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Logo, Caim e Abel eram filhos do casamento de Adão e Eva. Nega assim o “Princípio Divino” a verdade bíblica de que a queda se deu por uma desobediência (Rm 5.9). Considerando como um mito a descrição de Gn 2.15-17 e Gn 3.23-24.

A causa da expulsão de Adão e Eva do Paraíso é atribuída à simples desobediência ao mandamento divino, ao prometido desafio a Deus, ao orgulho, à rebelião, à busca atrevida do conhecimento, ao desejo do homem de se tornar divino, ou a um ato de luxúria. A interpretação sexual da Queda é uma das muitas perspectivas advogadas por comentaristas rabínicos, escritores do Apocalipse, sectários cristãos primitivos, e diversos estudiosos modernos da Bíblia. Existem também numerosos indícios, a partir dos antigos padres da igreja grega, sugerindo que a explicação sexual do pecado de Adão estava razoavelmente difundida, durante o período de formação do movimento cristão (“Teologia da Unificação”, p. 129).

Esse ensino da teologia da unificação liga intimamente o pecado às relações sexuais. Esta é, sem dúvida, uma razão porque os casamentos na Igreja da Unificação são arranjados e abençoados por Moon, seguindo-se depois do casamento um período de abstinência sexual entre os cônjuges.

O homem pensa no paraíso que existiu e no que há de vir. Assim, a Bíblia combina o mito de uma era dourada no passado com a esperança messiânica de uma era de milênio no futuro. Seguindo a via da tragédia e do heroísmo, o homem transita do Eden original, no qual se desconhece a liberdade, para um paraíso em que há um conhecimento da liberdade. O paraíso será alcançado por meio da criatividade humana. Dessa forma, a revelação cristã é em primeiro lugar, e principalmente, uma mensagem do reino de Deus, o fim dos tempos, um novo céu e uma nova Terra (“Teologia da Unificação”, p. 113).

Afirmar crer na Bíblia e atribuir a descrição da queda como um mito em Gênesis 2.15-17 a 3.1-8 é invalidar a Palavra de Deus (2 Pe 3.16).

6.6 – O SEGUNDO ADÃO

Ninguém que se diga cristão pode ignorar os dois temas mais importantes da Teologia cristã que são a Pessoa e obra de Jesus Cristo. O moonismo nega as seguintes verdades bíblicas com relação à Pessoa e obra de Jesus Cristo.

a) Nega o nascimento virginal de Jesus: A teologia da unificação ensina da forma mais blasfema como se deu o nascimento de Jesus:

Assim que a jovem ouve que tinha sido escolhida para dar à luz ao Filho de Deus, ela “foi apressada e entrou na casa de Zacarias” (Lc 1.39-40). Ao se entregar ao velho sacerdote, Maria provara ser verdadeiramente uma serva do Senhor. Tal atitude de entrega completa, muito longe de ser considerada imoral no mundo antigo, revelava o mais elevado grau de dedicação espiritual. Ao se unir com o sacerdote, Maria “achou graça diante de Deus” (Lc 1.30). E conclui o Dr. Weatherhead: a união do sacerdote Zacarias – como nos rituais do tradicional matrimônio sagrado – com Maria, a jovem absolutamente devota, dará a solução que endossa a evidência fornecida pelas Escrituras, em se rejeitando a hipótese do parto virginal (“Teologia da Unificação”, p. 235).

Tal ensino acima contraria abertamente o que está escrito em Mateus 1.18-20, 25 e Lucas 1.34-35.

b) Nega a suficiência da obra redentora de Cristo na cruz: Moon e seus seguidores ensinam que o segundo Adão – Jesus Cristo – foi enviado para completar aquilo que o primeiro Adão não conseguiu, isto é, levantar na terra uma família perfeita centralizada em Deus por intermédio do casamento e da procriação (Gn 1.26-28). Em outras palavras, o segundo Adão deveria casar-se com uma segunda Eva e produzir uma raça perfeita e isto aconteceria se Jesus se tivesse casado. Mas tal não aconteceu por causa da morte de Jesus na cruz, que não era o propósito de Deus e isso se deu por ter Ele sido traído por João Batista. Logo a redenção na cruz não pode ser completa e assim Jesus só pôde realizar uma parte da redenção da queda espiritual, mas não a redenção da queda física.

Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucificação de Jesus! (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 11).

Biblicamente podemos afirmar que podemos ser completamente salvos pelo sangue de Jesus (Mt 26.26-28; 1 Pe 1.18-19; 2.24; Ap 1.5; 5.9-10; 1 Jo 1.7-9; 2.12).

Não foi a morte de cruz originalmente predestinada por Deus, como ensina o “Princípio Divino”, em sua página 112.

Se a crucificação de Jesus originalmente tivesse sido a predestinação de Deus, como poderia ele ter orado, até três vezes, para que o cálice da morte passasse dele? (Mt26.39). De fato, ele orou assim desesperadamente porque ele sabia muito bem que a história de aflição seria prolongada até a época do Senhor do Segundo Advento, se a descrença do povo viesse a impedir a realização do Reino do Céu na Terra, que Deus tinha se esforçado tanto por estabelecer (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora

Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo As profecias do Antigo Testamento predisseram a crucificação de Jesus como lemos em Isaías 53.4 6,12 comparado com Lc 22.37; Mt 20.28; At 2.23. Principalmente esta última diz: A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, o crucificastes e matastes pelas mãos dos injustos. Jesus orou para que o cálice da morte passasse dele e nisso mostrou apenas a humildade que possuía.

Se Jesus quisesse, conforme suas próprias palavras a Pedro, poderia evitar ser morto, pois teria a seu dispor mais de 12 legiões de anjos (Mt 26.51 54), mas como se cumpririam as Escrituras? A crucificação de Jesus não foi resultado de um erro no plano de Deus, mas foi o cumprimento de tudo que Deus planejou (At 2.23). Uma das palavras de Jesus na cruz foi Está consumado (Jo 19.30). O que diz Moon a respeito?

Em outro lugar, quando Jesus pronunciou suas últimas palavras na cruz, dizendo: “Está consumado” (Jo 19.30), ele não queria dizer que a finalidade total da providência da salvação tinha sido atingida através da cruz. Sabendo que a descrença do povo já era, àquela altura, inalterável, Jesus escolheu o caminho da cruz afim de estabelecer pelo menos o fundamento da providência da salvação espiritual, deixando a providência da salvação fisica para o tempo do Segundo Advento. Portanto, com as palavras “está consumado”Jesus queria dizer que ele havia terminado o estabelecimento da base para a providência da salvação espiritual através da cruz, que era a providência secundária da salvação (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 116).

A Bíblia desconhece qualquer conceito de redenção parcial em termos de corpo e espírito (1 Co 6.19-20; Hb 7.25; 10.14). O plano de Deus centraliza-se na cruz (1 Co 1.18-25).

c) Nega a ressurreição física de Jesus: Os seguidores de Moon crêem que Jesus ressuscitou como espírito glorificado e porque ressuscitou espiritualmente só pode realizar a salvação espiritual e não a salvação física.

Devemos, a seguir, considerar a interpretação do “Princípio Divino” quanto à maneira da ressurreição. Como a maioria dos protestantes liberais, os unificacionistas crêem que a ressurreição de Jesus foi espiritual, e não física. A ressurreição da carne contradiz nossa perspectiva científica moderna (“Teologia da Unificação”, p. 204).

Continua o livro da “Teologia da Unificação”:

Os quatro evangelhos, entretanto, inserem as histórias do sepulcro vazio. Estas não sugeririam que, Jesus ressuscitou fisicamente?Aqueles que insistem na ressurreição física fiam-se tenazmente à tradição do sepulcro vazio (“Teologia da Unificação”, p. 205).

Não se pejam os moonistas de afirmar que o sepulcro vazio, como declara Lc 24.3, não passa de uma lenda:

Muitos estudiosos do Novo Testamento consideram lenda o sepulcro vazio. Como exemplo, tomemos o estudo realizado por Guignebert. Ele afìrma que as fontes do Novo Testamento são “um mosaico artificialmente composto de fragmentos contraditórios” (“Teologia da Unificação”, p. 205).

Perdido e sem saber como negar a ressurreição física de Jesus, Moon declara uma hipótese:

Talvez Jesus fora retirado da cruz antes da morte. Essa estranha idéia assume três formas. Os cristãos docetas acreditavam que, sendo divino, Jesus não poderia sofrer ou morrer. Assim, ele apenas pareceu ser crucificado, ou alguém tomou seu lugar na cruz; por exemplo, Simão de Cirene. Essa é uma visão antiga, e disseminada na Arábia; parece que Maomé deu crédito a ela (“Teologia da Unificação”, p. 207).

Outra hipótese inventada pelos moonistas:

Outra possibilidade é que José de Arimatéia tenha reconsiderado sua opinião, quanto a ter o cadáver de um criminoso e condenado no sepulcro de sua família, e desse modo, transferiu o corpo sem notificar aos discípulos (“Teologia da Unificação”, p. 207).

A ressurreição de Jesus é doutrina fundamental do Evangelho (1 Co 15.14-17) e se Ele não ressuscitou corporalmente, estamos todos perdidos.

Entretanto, podemos afirmar, à luz da Bíblia, que Cristo ressuscitou corporalmente.

1) A promessa de Jesus que iria ressuscitar corporalmente – Jo 2.19-22;

2) O túmulo vazio – Lc 24.1-3;

3) As aparições de Jesus durante 40 dias após a sua ressurreição – Lc 24.36-39; Jo 20.19, 25-28;

4) O testemunho dos anjos a respeito – Lc 24.4-6;

5) Quarenta anos depois de ressuscitado apareceu a João na Ilha de Patmos – Ap 1.17-19.

d) Nega a deidade absoluta de Jesus:

Da mesma maneira, Jesus, sendo um só corpo com Deus, pode ser chamado um segundo Deus (imagem de Deus), mas de modo algum pode ser o próprio Deus. É verdade que aquele que vê a Jesus vê a Deus (Jo 14.9-10); mas ele não disse isto para indicar que ele era o próprio Deus (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 159).

Continua o “Princípio Divino” declarando:

Como foi demonstrado acima Jesus, como homem que cumpriu a finalidade da criação, é um só corpo com Deus. Portanto, à luz de sua deidade, ele pode muito bem ser chamado Deus. Não obstante, ele de modo algum pode ser o próprio Deus (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 159).

Qual a origem do ensino cristão da deidade absoluta de Cristo? Estão os cristãos baseados na Bíblia ou em ensinos politeístas pagãos?

Ademais, os judeus e os politeístas pagãos acreditavam haver muitos seres sobrenaturais, além de Deus, o criador. Portanto, não foi dificil para os gentios cristãos transformarem Jesus em um deus a ser cultuado. Por volta da metade do segundo século, essa deficação de Jesus estava disseminada (“Teologia da Unificação”, p. 222).

Não é assim que pensam os cristãos, mas buscam apoio para sua posição do ensino da deidade de Jesus na Bíblia, como segue:

Jesus, embora humilde:

a) Exigiu fé nele igual a fé em Deus Pai – Jo 14.1;

b) Exigiu como conseqüência igual honra – Jo 5.23;

c) Aceitou adoração – Mt 8.2; 14.33; 15.25; 28.9-17;

d) Os anjos são ordenados a adorá-lo – Hb 1.6;

e) Perdoou pecados – Mc 2.1-11;

f) É chamado Deus – Jo 1.1; 20.28.

e) Nega a segunda vinda de Cristo como descrita em Atos 1.9-11:

Da mesma maneira, já que temos encarado a Bíblia do ponto de vista que o Senhor deve vir sobre as nuvens, interpretando literalmente que a Bíblia diz isto, a Bíblia se nos tem apresentado somente desse modo, até o presente. Contudo, visto que é absolutamente incompreensível ao intelecto do homem moderno que o Senhor venha sobre as nuvens, é necessário considerarmos a Bíblia em detalhe uma segunda vez, de um ponto de vista diferente, a fim de entender o verdadeiro significado daquilo que a Bíblia diz literalmente (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 375).

Desde que a Bíblia afirma que muitas coisas reveladas por Deus na sua Palavra são loucuras para o homem natural (1 Co 2.14), não é de admirar que Moon não entenda as declarações bíblicas sobre a maneira da segunda vinda de Jesus (Mt 24.29-31; 1 Ts 4.16-17). A primeira vez que Jesus veio foi para realizar a obra de redenção (Hb 9.28), mas virá a segunda vez (Dn 7.13) de maneira como subiu ressuscitado corporalmente para o céu (At 1.9-11).

6. 7 – O SENHOR DO SEGUNDO ADVENTO

Porque o plano de Deus para a completa redenção do homem não foi cumprido por Jesus, depois de passados quase dois mil anos, Ele está retornando à Terra a fim de estabelecer o ideal de Deus de uma família perfeita sobre a face da Terra:

Desse modo, se o propósito da criação original de Deus deve realizar-se, é necessário que um novo Adão e Eva desempenhem um papel central como representantes de Deus (“Teologia da Unificação”, p. 92).

O propósito original de Deus para o homem, segundo o “Princípio Divino”, era desfrutar de três bênçãos:

A Teologia da Unificação defende que após ter criado Adão e Eva, Deus lhes deu três bênçãos: 1 (frutificai, 2) multiplicai e povoai a terra, 3) subjugai a terra e dominai toda a criação (Gn 1.28). Essas três bênçãos significam o propósito original de Deus, ainda válido para toda a humanidade. Entretanto, tal interpretação do papel do homem parece ser uma pregação peculiar do “Princípio Divino” (“Teologia da Unificação”, p. 92).

O que significa para os moonistas a salvação?

Muito embora essa concepção seja bem verdadeira, o “Princípio Divino” enfatiza que a salvação também siginifica a restauração da família (“Teologia da Unificação”, p. 93).

Se o homem tivesse cumprido essa tríplice responsabilidade na terra (crescei, multiplicai e dominai a terra), o homem depois da morte, habitaria pela eternidade no Reino do Céu.

6.8 – SUN MYUNG MOON – O SENHOR DO SEGUNDO ADVENTO

Desde que o senhor do segundo advento não devia vir nas nuvens do céu, mas nascer em algum lugar da terra, este lugar não seria outro senão a Coréia.

Por conseguinte, a nação do Oriente em que Cristo voltará só poderia ser a Coréia. Demonstremos agora, de vários pontos de vista baseados no “Princípio”, que a Coréia deve ser a nação que pode receber o Senhor do Segundo Advento (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição 1978, p. 389).

Face ao fracasso de Jesus, segundo os moonistas, o Rev. Moon deve sofrer mais do que Jesus sofreu na cruz:

Por causa da rejeição do Cristianismo, ele teve que sofrer mais que Jesus, ou mais que qualquer outro homem já tivesse sofrido. Mas, por outro lado, Deus pôs Nosso Pai na prisão para protegê-lo da inevitável guerra, provocada pela falha do Cristianismo, a fim de que ele não fosse morto (“Mundo Unificado”, p. 29 – Jan/fev. 1984).

Moon não tem nenhuma credencial messiânica e deve ser considerado falso profeta, sobre os quais Jesus adverte: Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos (Mt 7.15-16).

Não há nenhum ensino bíblico de que o Messias nascerá fisicamente para sofrer mais do que Jesus. Jesus é o único Messias. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Outro Messias é tanto antibíblico quanto desnecessário.

6.9 – JOÃO BATISTA

Moon crê que a causa da crucificação de Jesus foi a falha de João Batista. João foi enviado para abrir o caminho para Jesus chegar ao povo daquela época, mas falhou porque perdeu a fé.

Todavia João Batista, que nasceu com a missão de preparar seu caminho (Jo 1.23; Lc 1.76) falhou em cumprir sua missão (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 262).

Se João tivesse seguido Jesus, após batizá-lo, e o apoiado com suficiente fervor, então todo o Israel poderia ter-se voltado para Jesus. Que grande impacto não surtiria, se suas forças tivessem se unido! Mas João, o principal precursor de Jesus, falhou na missão que Deus lhe dera: preparar Israel para o Messias. Em vez de dar testemunho direto da condição messiânica de Jesus, Batista na verdade tornou mais difícil a aceitação do povo (“Teologia da Unificação”, p. 175).

O que fez João Batista sem intenção?

João Batista, por exemplo, obstruiu sem intenção os planos divinos. Em vez de se unir com Jesus, continuou seu caminho independente. Assim, falhou em ser o mensageiro e o defensor de Jesus. O ”Princípio Divino” nos diz que, por João não estabelecer um fundamento adequado à Nova Era de Deus, como o principal precursor do Messias, o próprio Jesus teve de suportar os ataques de Satanás ao longo de quarenta dias de jejum e oração no deserto (“Teologia da Unificação”, p. 191).

Assim, segundo o moonismo, a traição de João Batista motivou o povo a abandonar Jesus e finalmente resultou na sua morte. Aqui chega a oportunidade de:

6. 10 – ABOLIÇÃO DO INFERNO E SALVAÇÃO UNIVERSAL – INCLUSIVE DO DIABO

Se os corações dos pais de famílias decaídas se entristecem pela infelicidade de um só que seja dos seus filhos, quanto mais isto assim com Deus, o Pai Celeste! Em 2 Pedro 3.9 encontramos: “...o Senhor é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. Por conseguinte, o Inferno não pode permanecer para sempre no mundo ideal, que deve realizar-se de acordo com a vontade de Deus. Até mesmo as forças de Satanás testificaram sobre o fato de ser, Jesus o filho de Deus (Mt 8.29). Quando chegarem os últimos Dias, até mesmo os maus espíritos descerão aos homens terrenos do mesmo nível, e, cooperando com eles, tomarão parte no cumprimento da vontade de Deus. Finalmente, depois de um devido período de tempo, a finalidade unificada da criação será alcançada.

O objetivo final da providência divina de restauração é salvar toda a humanidade. Portanto, é a intenção de Deus abolir o Inferno completamente, depois do término do período necessário para o pagamento completo de toda a indenização. Se o Inferno permanecesse eternamente no mundo da criação, mesmo depois da realização do propósito do bem de Deus, o resultado disto seria a contradição de um Deus imperfeito, sem mencionar a resultante imperfeição em seu ideal da criação e em sua providência da restauração (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 144).

A Bíblia adverte que para os desobedientes ao Evangelho de Jesus haverá eterna perdição (2 Ts 1.7-9) e não são poucos os que ouvem o Evangelho e o rejeitam (Mc 16.15-16), pois o caminho largo e espaçoso conduz à perdição: Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (Mt 7.13-14). Não é esta a vontade de Deus, senão que todos sejam salvos, mas nem todos querem a salvação (Is 55.6-7; 2 Co 6.2). Por outro lado, a posição do diabo e seus anjos é irreversível a seu lugar já está preparado (Mt 25.41-46; Ap 20.10).

6.11- CONTATOS COM ESPÍRITOS DO MUNDO ESPIRITUAL – ESPIRITISMO

A maioria das doutrinas ensinadas por Moon é decorrente de suas atividades mediúnicas. Conforme relata a história de sua infância, tem ele manifestado tendências clarividentes e dentre elas a de ter tido um encontro com Jesus quando tinha 12 anos de idade. Essa capacidade foi melhorando e atualmente ele fala diretamente com o mundo dos espíritos dos ancestrais, declarando ter já falado com Moisés, Abraão a outros. A Igreja da Unificação iniciada na Coréia do Sul conserva as tradições das religiões orientais, dentre as quais está a crença de que os espíritos maus e bons dirigem os acontecimentos diários do mundo físico.

A “Teologia da Unificação” enfatiza também a multiplicidade de espíritos que afetam nosso mundo, e influenciam o destino humano. Além do espírito de Deus, o Pai, e o de Jesus, existe uma multidão de benevolentes espíritos dos ancestrais, e de anjos que fazem contato com a Terra, e procuram dirigir as vidas dos homens (“Teologia da Unificação”, p. 241).

Como Moon chegou a saber que Cristo não veio para morrer na cruz?

Esclarecemos o fato de que Jesus não veio para morrer, mas se perguntarmos diretamente a Jesus através de comunicação espiritual, podemos ver o fato até mais claramente. Se um relacionamento direto for impossível, devemos procurar o testemunho de alguém com tal dom, afim determos aquela fé que nos dardo direito de ser a “esposa” afim de receber o Messias (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 117).

Compare a declaração acima com Mateus 16.21 23, quando Jesus avisava os discípulos da sua próxima ida a Jerusalém onde seria rejeitado e por fim morto, para em seguida ressuscitar. Pedro passou a repreendê lo, quando então Jesus declarou abertamente, ...para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo...

Afirma ainda a Teologia da Unificação que os espíritos desencarnados acorrem à Terra para cooperar com a realização do propósito de Deus:

Em um momento de grande importância no trabalho providencial de Deus, os espíritos desencarnados acorrem à Terra para cooperar com a realização do propósito divino. Ao fazerem isso, têm possibilidade de concretizar rápidos progressos em seu próprio desenvolvimento (“Teologia da Unificação”, p. 322).

Um cristão esclarecido pela Bíblia aceitaria tal cooperação de espíritos desencarnados, que, embora assim se pense, não passam de espíritos enganadores? A resposta é não! E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras (2 Co 11.14 15; confira com Is 8.19 20).

Ensina o “Princípio Divino”, que o corpo físico de João Batista substituía o de Elias, por Ter Jesus chamado João Batista de Elias, porém, nós entendemos que não pessoalmente, mas ministerialmente. O ministério de João Batista era idêntico ao de Elias, mas João Batista não era Elias reencarnado (Jo 1.21).

Jesus assim falou porque Elias desceu sobre João Batista e cooperou com ele para cumprir a missão que ele deixou inacabada na terra, alcançando assim a finalidade da ressurreição através da segunda vinda. Desta forma, o corpo físico de João Batista substituía o de Elias, quando visto do ponto de vista de sua missão (Princípio Divino, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1ª edição, 1978, p. 138).

A luz da Bíblia, quem são esses espíritos dos ancestrais que procuram ajudar aos homens terrenos? Por proibir o contato dos vivos com os mortos (Lv 19.31; 20.6 27; Dt 18.10 12; Is 8.1920) só podemos admitir que se tratem das potestades do ar (Ef 2.2; 6.12) que operam nos filhos da desobediência. Jesus os tratou como espírito imundo (Lc 4.33 35; 8.28 29).

6.12 – DIVISÃO ENTRE O COMUNISMO E A DEMOCRACIA

Quem lê os escritos da Igreja da Unificação tem a impressão de que é uma sociedade anticomunista. Moon distingue apenas dois grupos de pessoas: os comunistas e os cristãos. Ensina Moon que a terceira grande ameaça (a primeira e a segunda guerras mundiais) foi o nascimento da Rússia, com sua ideologia anticristã. Para fundamentação do “Princípio Divino”, cita a divisão entre o comunismo e o ocidente, em termos de relações tipo Caim-Abel. É assim que lemos:

De acordo com o “Princípio Divino”, a divisão entre comunismo e ocidente, e o conflito dentro da natureza humana individual, podem ser ambos explicados em termos de relações tipo Caim-Abel. Em Gênesis, os dois irmãos Caim e Abel ao invés de se unirem numa irmandade, entraram em conflito, e Caim assassinou Abel. Uma vez que Abel tinha um relacionamento com Deus (Deus aceitava suas ofertas), e não com Caim diretamente, este por sua vez, deveria vir a ter com Deus, conhecendo-O fraternalmente. Assim, através do amor por seu irmão e, na época, era da responsabilidade de Abel facilitar tal coisa (“UM” – Mar/Abr – 1981, p. 25).

6.13 – OS DOIS LADRÕES

Estabelece Moon um segundo paralelo entre os dois ladrões ao lado da cruz de Jesus:

Satanás se infiltrou na comunidade cristã e no mundo livre. Muito embora ambos os mundos (comunista e democrático) sejam antagônicos a mim, eu tenho trabalhado para restaurá-los, eu estabeleci muitas atividades. Nós temos nos ocupado dez vezes mais com o mundo cristão do que com a Igreja da Unficação em si.

Agora eu estou carregando a cruz da batalha na Corte. Esta crucificação tem um caráter de assassinato. Contudo, todo o Cristianismo está se unindo para salvar-me desta crucificação. Este é um fenômeno novo ocorrendo no mundo. Quando Jesus estava morrendo na cruz, havia dois ladrões, um à sua esquerda e outro à sua direita. O da esquerda acusou Jesus, enquanto o da direita simpatizou com ele. Hoje nós podemos dizer que o mundo comunista representa o ladrão da esquerda enquanto o mundo livre representa o da direita. Mesmo os termos “ala esquerda” e “ala direita” têm sua origem na época da crucificação de Jesus. O mundo comunista acusa seus inimigos, incluindo a mim e ao próprio Deus, porque eles dizem que Deus não existe. O mundo livre reconhece Deus, dessa forma e que é necessário que ele faça agora é apoiar-me a unir-se a mim.

Entre aqueles do lado direito estão os Moonies dizendo: “Reverendo Moon é nossa esperança e ele é o único que tem a solução para o comunismo”. Agindo assim, vocês estarão totalmente unidos a mim. Por causa desta união, Deus pode desafiar Satanás (“UM” – Maio/Junho, 1984, p.7).

6.14 – A SALVAÇÃO PELAS OBRAS

Moon ensina que se pode pagar a dívida de mal, fazendo atos de indenização. O que significa indenização?

O significado de indenização: – corrigir as coisas que foram feitas erradas. Nós, para pagarmos indenização, temos de pagar o que fizemos de errado. Se nós temos 100% de indenização, Deus tem de ajudar. Para pagarmos indenização é muito importante o período: uma semana, um ano, dez anos etc. Deus quer restaurar toda a humanidade, para podermos pagar logo a nossa indenização Deus quer nos ajudar (“UM” de junho de 1981, p. 8).

O homem caiu (Gn 2.15-17; 3.1-6), mas sozinho não consegue restaurar-se. Para restaurar-se, deve caminhar ao contrário do que andou até agora.

Vejamos agora como se dá o pagamento da nossa dívida:

O “Princípio Divino” afirma que o homem pode tranformar essa situação somente através da indenização. O que isso significa? No mundo secular, a indenização refere-se ao pagamento de uma dívida. Tornamo-nos livres quando pagamos par completo o que devemos. Ou, para usar a tradicional linguagem cristã, expiamos os nossos pecados por meio de atos de penitência específicos. Por isso, durante muitos séculos, a Igreja desenvolveu um elaborado sistema de penitência, através do qual os homens poderiam separar-se de Satanás, e alcançar a reconciliação com Deus (“Teologia da Unificação”, p. 276).

Como lemos acima, expiando os nossos pecados por meio de atos de penitência específicos, que podem ser: jejum, banhos frios, levantando cedo, levantando fundos por meio de vendas de papel para cartas, flores e outras quinquilharias de porta em porta, até 16 horas por dias.

Se não pudermos pagar 100% do que devemos, 95% ficarão por conta de Deus e nós pagaremos apenas os 5% restantes.

Não existe, de fato, nenhuma maneira de o homem expiar, por si mesmo, a flagrante ingratidão que tem dirigido ao seu Criador. No entanto, Deus anseia por uma reconciliação, tanto quanto o homem; assim, Ele misericordiosamente aceita uma compensação simbólica por tudo que tem sofrido. Se nos dermos para Deus, ainda que tenhamos saldado apenas 5% do custo total da redenção, Ele contribuirá, com alegria, nos restantes 95% – por assim dizer (“Teologia da Unificação”, pp. 279-280).

A Bíblia declara que nosso esforço em saldar o nosso débito para com Deus nada vale (Is 64.6) somos salvos pela fé na pessoa de Cristo, o qual é suficiente para nos salvar completamente. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8-9; confira com Hb 7.25; 10.14).


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