Apologética



Budismo – Parte 01 – Buda, sua história


Budismo é a denominação dada aos ensinamentos de Buda. O termo Buda é um título, não um nome próprio, significa aquele que sabe ou aquele que despertou, deriva-se de Bodhati, que significa ele desperta-se ou compreende, e se aplica a alguém que atingiu um nível superior de entendimento e a plenitude da condição humana. Foi aplicado, e ainda o é, a várias pessoas excepcionais que se supõe ter alcançado um grau, um tal grau de elevação moral e espiritual que se transformaram em mestres de sabedoria no Oriente, onde se seguem preceitos budistas. Porém, o mais fulgente dos budas a também o real fundador do budismo foi um homem que os seus seguidores atribuem ser um possuidor de personalidade excepcional, chamado Sidarta Gautama.

Não há dúvida de que Sidarta Gautama foi um personagem histórico. Entretanto, a história de sua vida está cercada de lendas,1 que é quase impossível discernir entre realidade e os mitos. Sidarta Gautama nasceu em 560 a.C., em Kapilavastu, na parte noroeste da Índia, no atual Nepal. Seu pai era o rajá (governador) de um pequeno principado. De acordo com uma lenda posterior, o Buda já passara por diversas encarnações anteriores, tendo escolhido o período da História e o local de nascimento adequados para a divulgação de seus ensinamentos. Para sua mãe, ele escolheu a virtuosa Maya, que já havia demonstrado sua pureza em existências anteriores em cem mil reencarnações! Uma noite, Maya, que havia feito voto de castidade, sonhou que um elefante branco entrara em seu ventre. Dez meses depois, ela deu à luz a seu filho, cujo nascimento foi marcado por acontecimentos sobrenaturais, Maya morreu dez dias mais tarde, e ele passou a ser criado por sua tia que se tornou a segunda esposa de seu pai. Sidarta foi levado logo que nasceu a um templo para ser apresentado aos sacerdotes. Nesta ocasião, um velho sábio, chamado Ansita, que havia se retirado para uma vida de meditação longe da cidade, aparece a toma o menino nas mãos e profetiza: este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus sofrimentos. O pai, preferindo e primeira opção, para evitar qualquer coisa que lhe pudesse influenciar contrariamente, pois queria que seu filho lhe sucedesse, passa a criar o menino longe da miséria e do sofrimento. Para isso, seu pai fez com que vivesse cercado dos mais sofisticados luxos e riquezas. Ele possuía um harém de belas dançarinas. Aos 16 anos, casou-se com sua prima, a Yasodhara, que lhe deu seu único filho, Rahula, e ele continuava confinado ao palácio e aos prazeres desenvolvendo-se intelectual e fisicamente, alheio aos problemas da população de seu país. Um dia, estimulado por comentários que ouvia sobre a dura vida fora dos portões do palácio, comunicou a seu pai que desejava ver o mundo, apesar da proibição. Ajudado por um de seus servos, ele escapou e cruzou altos muros do colossal palácio.2 Ali se encontrou de supetão com a velhice, a enfermidade e a morte. Quando lhe informaram que estes eram o destino comum a todos os homens, Sidarta ficou profundamente perturbado.

Algum tempo depois, numa quarta viagem que empreendeu, Sidarta encontrou um mendigo, contente e alegre. Isto lhe convenceu de que os prazeres e atrações desta vida eram todos vãos e inúteis. Ansioso por alcançar o verdadeiro conhecimento, Sidarta, aos 29 anos, deixa sua esposa e filho, passando a dedicar-se à ioga e depois ao ascetismo, sem sucesso. Em desespero, resolveu empregar suas energias em alcançar a santidade através da meditação. Aos 39 anos, imerso em contemplação, permanecendo sete dias debaixo de uma figueira, ele finalmente atingiu o mais alto nível da consciência de Deus, conhecido como nirvana, tornando-se o Buda iluminado ou despertado. A figueira sob cujas sombras Sidarta teve esta experiência veio a ser conhecida como árvore Bodhi ou Bo (árvore da iluminação).

Enquanto o Buda relutava em ir seus conhecimentos aos demais por temer que eles não compreenderiam, o deus Bahma Sahampi apareceu-lhe e o incentivou a divulgar seus ensinamentos. Logo se formou ao seu redor um grupo de discípulos desiludidos com o Hinduísmo que o seguia por todos os lados. Sidarta peregrinou cerca de 44 anos pela Índia, vivendo como monge mendicante e espalhando sua doutrina. Cabe aqui lembrar que Buda morreu voluntariamente, aos 80 anos, acreditando que sua missão já estava cumprida.


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