Apologética



Budismo – Parte 03 – As escolas budistas


Logo após a morte de Sidarta, surgiram discussões entre seus seguidores acerca da interpretação de alguns assuntos. Destas controvérsias originaram-se dois movimentos: o Theravada, mais conservador, e o Mahayana, mais liberal. À medida que o budismo se espalhou para além das fronteiras da Índia, apareceram outras variedades.

Theravada significa ensino dos anciãos e seus adeptos se orgulham de guardar os ensinos originais de Sidarta como se encontram nos escritos budistas primitivos. Os theravandins, nome dado aos seus seguidores, receberam o apelido de pequeno veículo (hinayana) porque crêem que a salvação é privilégio apenas dos verdadeiros crentes e não de toda a humanidade. Enfatizam a autodisciplina e a iluminação como as chaves fundamentais para a erradicação das causas da reencarnação e do sofrimento – o desejo e a ignorância. A base para a salvação é o auto-esforço do indivíduo, que se obtém sem qualquer ajuda divina.7

A Escola Mahayana, que significa grande veículo, afirma que a salvação é destinada a todos os homens, e não apenas a alguns privilegiados. Apregoa a salvação por meio da ajuda de um Bodhisattva, alguém que troca o privilégio de se tornar um buda ou iluminado e assim alcança o nirvana, por um voto solene de ajudar a outras pessoas, em sucessivas reencarnações, não só atingir a salvação como também em sua vida diária.8

O zen-budismo é uma derivação da escola Mahayana, muito popular no Ocidente, inclusive no Brasil, onde exerce atração especial sobre pessoas ligadas ao meio cultural. Foi fundado na China em 520 a.D. por um monge indiano. Por volta de 1200 a.D. alcançou o Japão de onde veio para o Ocidente. O zen se volta contra o devocionalismo e os costumes religiosos tradicionais. Despreza todo o intelectualismo e se apega a princípios budistas para esvaziar a mente, a fim de prepará-la para a iluminação, por meio da qual o homem desperta para a percepção do coração-Buda: a identidade essencial de todas as coisas. Um de seus ensinos fundamentais é a meditação extensiva na posição de lótus (pernas cruzadas, um pé tocando no tornozelo da outra perna), e o objetivo é chegar a um estado de paz conhecido como satori.9

Outras formas de budismo incluem o Lamaísmo, o Vajrayana e as seitas japonesas. O lamaísmo, predominante no Tibete, tem no Dalai-Lama e no Panchea-Lama seus principais representantes. O Vajrayana é uma espécie de ocultismo budista, preconiza que, para chegar ao auto-esvaziamento e à identificação com o absoluto, é preciso usar as técnicas do mantra (recitação sagrada), do mudra (gestos físicos sagrados) e da mandala (o círculo de meditação). Seus adeptos acreditam que estas práticas levam a uma experiência com o divino.

Das seitas budistas japonesas encontram-se presentes no Brasil as Jodoshu (Terra Pura), Shingonshu (Verdadeira Palavra), Sotoshu (Escola Zen), Nichiren Shoshu (ou Soka Gakkai).10


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