Defesa da Fé

Edição 08

Congregação Cristã no Brasil. Seita ou movimento contraditório? (Parte II)


Por Josué Giamarco e Alberto Alves da Fonseca

Análise doutrinária


Já analisou o que um adepto da CCB costuma pregar? Que falam eles quando descobrem algum novo convertido ou mesmo um membro de alguma igreja genuinamente evangélica?Já parou para meditar no que consiste o "evangelho" da CCB? Nesta matéria estaremos analisando os principais argumentos e crendices da CCB.


1. Só existe salvação na CCB


A maioria dos adeptos da CCB defende tenazmente a ideia errônea de que a salvação só é possível na sua própria igreja: a "gloriosa Congregação". Desenvolveram inconscientemente a doutrina da auto-salvação, ou da religião salvífica, e consequentemente, por tabela, o monopólio da salvação, com todos os direitos reservados à CCB, uma espécie de "copyright”.

Essa doutrina, estranha às Escrituras Sagradas, faz que o adepto da CCB sinta-se seguro psicologicamente em matéria de religião. O adepto pode até praticar coisas ilícitas, viver as obras da carne (exceto adultério) e outras coisas mais, sentindo-se seguro unicamente pelo fato de ser membro da CCB – "a verdadeira graça”. Essa crença lhe garante um estado mental de segurança.

Historicamente a doutrina da predestinação Salvo uma vez, salvo para sempre parece ressurgir com ímpeto e bastante maquiada na CCB. Assim, para o adepto da CCB, confiante na segurança psicológica que sua organização lhe outorga (curiosamente este processo se dá com os adeptos da STV, Mormonismo etc) não questiona absolutamente nada: aceita tudo com humildade serviçal, acatando outros ensinos errôneos e obedecendo incondicionalmente ao ensino do "Ministério Espiritual": "a Palavra de Deus ensinada à sua Igreja não é para ser discutida, porém obedecida: só assim se honra ao Senhor." 16 Dessa forma, nem o pensar básico, que é a pergunta razoável que se poderia fazer: “se só na CCB existe salvação, então a graça de Deus teria se manifestada somente em 1910? Ou, para ser mais exato, somente em 20 de abril de 1910 em Santo Antônio da Platina, no Paraná no Brasil?" nem essa pergunta, simples e natural, o adepto da CCB consegue formular, devido ao medo da “mão de Deus" e à explicação acima exposta.


Não preciso da CCB para ser salvo


E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4.12).

Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. (I Tm 2.5).

"Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6).

Nenhuma necessidade haveria de citarmos esses versículos: porém, o que parece lógico e natural para nós não o é para os adeptos da CCB. A presença da ideia da religião salvífica é tão enraizada na vida dos adeptos da CCB, que, apesar de eles admitirem a salvação em Jesus, não a conseguem dissociar da CCB, como se, para ter Jesus, necessariamente tivessem de ser da CCB, ou fosse impossível conhecer Jesus sem a CCB. É por causa desse tipo de doutrina que a CCB está longe de ser uma igreja evangélica. A coluna principal da reforma é: solo Jesus"". Não existe a ideia da organização ou instituição salvadora."


2. O estudo da Bíblia


Sem dúvida o Espírito Santo opera poderosamente na vida de sua Igreja. Pedro obedeceu ao Espírito Santo (At 10.19,21); os cristãos são batizados em seu nome (Mt 28.19); O Espírito Santo ensina (Jo 14.26); fala (Ap 2.7,11,17); guia (Rm 8.14; Gl 5.18); clama (Gl 4.6); convence (Jo 16.7.8); regenera (Jo 3.6: Tt 3.5); testifica (Jo 15.26; Rm 8.16); escolhe obreiros (At 13.2; 20.28); julga (At 15.28); advoga (Jo 14.16; At 5.32); envia missionários (At 13.2-4); convida (Ap 22.17); intercede (Rm 8.26); impede (At 16.6-7); contende (Gn 6.3). Sabemos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Ele é eterno, onipotente, onisciente e onipresente, igual ao Pai e ao Filho (Mt 28.19). A fé ortodoxa nos ensina a crer no Espírito Santo e a nos submeter à sua direção, e é exatamente essa crença no Espírito Santo que nos leva a nos preparar, examinar, meditar nas Sagradas Escrituras, que é a Palavra de Deus escrita, e não o contrário. O radicalismo da CCB ao proibir o estudo sistemático das Escrituras, alegando a contínua direção do Espírito Santo, está baseado em Lc 12.12 e Jo 14.16-17. Esses versículos foram anunciados por Jesus, a fim de encorajar os cristãos, e jamais proibir o estudo das Escrituras Sagradas. O Consolador viria para consolar seus discípulos, confortando-os, pois Jesus dizia que eles não ficariam sozinhos e não precisariam temer os homens, mas confiar somente em Deus, pois o Senhor estaria com eles todo o tempo. O Espírito Santo estaria orientando e ajudando, dirigindo-lhes a vida, mas isso não significa que deveriam parar de fazer tudo, para que o Consolador o fizesse por eles. Se assim fosse, a orquestra da CCB não deveria ensaiar os hinos que tocam, pois o Espírito Santo os faria tocar sem precisar ensaiar ou aprender música, mas isso a "irmandade" não faz, e por que não faz? Não acreditam na direção contínua do Espírito Santo? que o homem não deve se preparar, e que o Espírito Santo faz tudo?

Essa postura da CCB é muito perigosa, porque desvirtua um dos propósitos de Deus, que é o exame de sua Palavra. "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." (Sl 1.12); "E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". (Mt 13.52).

É comum, após a apresentação de argumentos e versículos da Palavra de Deus, que desmontam a crença dos adeptos da CCB, eles dizerem: "essa interpretação é da carne" e "a letra mata, mas o Espírito vivifica". Para sustentar esses argumentos, os mais "esclarecidos" da CCB citam Eclesiastes 12.12 e II Corintios 3.6.

Eclesiastes 12.12 diz: "E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne", assim a hermenêutica da CCB, ou como eles afirmam: "dirigidos pelo Espírito Santo", entende que estudar a Bíblia é coisa da carne. Isso, porém não é o que o texto sagrado expressa. Salomão diz apenas que não há limites em escrever, fazer livros, e o muito estudo, que estudo? Estudos humanos, coisas deste mundo, são algo cansativo: enfado da carne (Ec 1.17-18). O estudo da Palavra de Deus, porém, é luz que ilumina nosso caminho (Sl 119.105). O próprio Salomão diz: "Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos, e vive, e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração" (Pv 7.1-3).

II Coríntios 3.6: "O qual nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra, mas do Espírito: porque a letra mata, e o Espírito vivifica", com esse versículo a "irmandade" faz seu brado de guerra: "a letra mata, mas o Espírito vivifica". Farei aqui a mais rudimentar pergunta: "você já viu a letra matar alguém?" Se esse versículo significasse o que querem os adeptos da CCB, como seria bem-aventurado quem medita na Palavra de Deus de dia e de noite? (Sl 1). O mais impressionante é que Deus diz que sua Palavra é vida. Os adeptos da CCB dizem que é morte. Já ouvi adeptos da CCB dizerem que quem estuda muito a Bíblia fica louco, opinião compartilhada pelos antigos clérigos católicos.

O que diz então II Co 3.6? Diz que a letra, aqui, é a lei, a lei de Moisés dada por Deus. Por essa lei todos nós estávamos condenados à morte, porque pela lei ninguém se justifica: a lei mata, condena, pune, mas a graça, o Espírito, o Senhor Jesus Cristo vivifica, porque não somos justificados pelas obras da lei, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo (Ef 2.8-9, I Pd 1.18-25).

Ora, esse assunto está explicado no próprio capítulo 3 de II Coríntios: "O qual nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra, mas do Espirito; porque a letra mata, e o Espirito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.” (II Co 3.6-9).

Esses dois versículos usados indevidamente pelos adeptos da CCB possuem profundo significado, menos o que a "irmandade" insiste em dar; aliás, os adeptos da CCB só dão essa interpretação incrivelmente errada, porque insistem em não estudar a Palavra de Deus. Essa é a ironia do problema.

Vejamos agora a ordenança de Deus ao povo no Antigo Testamento:

E ESTAS PALAVRAS, QUE HOJE TE ORDENO, ESTARÃO NO TEU CORAÇÃO; E AS INTIMARÁS A TEUS FILHOS E DELAS FALARÁS ASSENTADO EM TUA CASA, E ANDANDO PELO CAMINHO, E DEITANDO-TE E LEVANTANDO-TE, TAMBÉM AS ATARÁS POR SINAL NA TUA MÃO E TE SERÃO POR TESTEIRAS ENTRE OS TEUS OLHOS, E AS ESCREVERÁS NOS UMBRAIS DE TUA CASA, E NAS TUAS PORTAS (Dt 6.6-9).

Agora o conselho de Paulo a Timóteo:

PERSISTE EM LER, EXORTAR E ENSINARÁ ATE QUE EU VÁ (I Tm 4.13).

QUANDO VIERES, TRAZE A CAPA QUE DEIXEI A TROAS EM CASA DE CARPO, E OS LIVROS, PRINCIPALMENTE OS PERGAMINHOS (II Tm 4.13). Além de muitos outros textos que elucidam tal assunto, como: Pv 9.9; Sl 119.9-16; Sl 19.7-8; Sl 1.1-2.

Assim, não é de Deus o ensino de que não se deve estudar ou examinar a Bíblia. Certamente por trás dessa ojeriza que tem a CCB ao estudo da Palavra de Deus exista algo mais: falta de conhecimento bíblico total, o que leva a essa atitude ou grande interesse do "Ministério Espiritual" em manter seus adeptos ignorantes. No primeiro caso, sabemos que os anciães da CCB não conhecem a Bíblia, e até mesmo gostam de dizer que não a sabem, para dar a impressão de que tudo que falam provem do Espírito Santo. No segundo caso, se seus adeptos começarem a examinar as Escrituras, certamente descobrirão que estão muito longe dos "Pontos De Doutrina e Da Fé Que Uma Vez Foi Dada Aos Santos" e certamente questionarão o sistema. Ironicamente, no panfleto Louis Francescon – Aspectos De Uma Vida Preciosa – I.E. de A. diz: "... Louis Francescon ... dedicou-se a cuidadoso estudo das Sagradas Escrituras. Atraído pelas maravilhas reveladas na Palavra do Senhor, a quem muito amava..." e "Amigo sincero da Bíblia, Louis Francescon era admirador entusiasta do grande ministério confiado às Sociedades Bíblicas que operam em todo o mundo. Prova disso foi o desejo expresso pouco tempo antes de findar sua carreira terrena; em seu funeral, não se desejavam nem coroas, nem flores. Que o dinheiro a ser gasto para esse fim revertesse em benefício da Sociedade Bíblica Americana. Tal aconteceu, realmente. Flores e coroas transformaram-se em possibilidade gloriosa para que muitas almas pudessem conhecer a verdade divina, revelada na Palavra do Senhor. Recebendo tão significativa oferta, a Sociedade Bíblica Americana, de que a SBB é congênere, remeteu, à família Francescon, enternecido agradecimento."

Assim, com essa estranha doutrina de condenar o estudo da Palavra de Deus, a CCB fica contrária à Bíblia e ao exemplo de seu próprio fundador Louis Francescon.


3. 0 batismo


A CCB não reconhece o batismo efetuado por ministros do Evangelho de outras denominações, mesmo que seja por imersão, e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19).

Não condenamos a fórmula adorada pela CCB para batizar seus adeptos. É verdade que não concordamos com a maneira ou forma pela qual ela ministra o batismo nas águas às pessoas, sem preparo algum, todavia não desmerecemos tal batismo, mas reconhecemos que sua validade depende mais do batizado.

O grande problema são os argumentos levantados pela CCB, para não reconhecer o batismo de outras denominações. Analisemos os argumentos:

a) O batismo de outras comunidades cristãs evangélicas está errado, porque utilizam a expressão "eu te batizo". A CCB entende que ao dizer "eu te batizo" é a carne que opera, o homem, colocando-se na frente de Deus.

b) O batismo só é válido se efetuado com esta fórmula: "Em nome do Senhor Jesus te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo".

c) O batismo da CCB purifica o homem do pecado.

O primeiro argumento da CCB é de uma pobreza imensa: ora, qual é a diferença entre a expressão "eu te batizo" e a da CCB "te batizo”? Na primeira expressão o sujeito está explícito; na segunda o sujeito está oculto. A diferença é essa: ou a CCB pensa que no ato batismal não é o homem que batiza, mas Deus? Claro que é o homem o oficiador do batismo. Não se trata da presença sobrenatural para o efetuar. Imagine você: se um homicida, na hora de matar, alguém disser: "te mato", e atirar. Será que o juiz não o condenará pelo falo de ele ter dito "te mato", pensando com isso não ter sido ele? Parece que a CCB, além de não conhecer a Bíblia, desconhece também a língua portuguesa. Além do mais, se, pelo falo de utilizar a expressão "eu te batizo", estivermos aborrecendo a Deus, então João Batista teria ofendido a Deus, pois ele dizia: "eu vos batizo com água...". Será que a CCB acha que João Batista era carnal e se recolocava na frente de Deus?

O segundo argumento da CCB acerca da fórmula batismal é desprovido de autoridade, porque as igrejas cristãs evangélicas expressam no ato do batismo que o estão efetuando sob a autoridade do Senhor Jesus, de acordo com sua ordenança, ou seja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Agora a CCB cria uma fórmula batismal e a quer impor aos outros. A menção do batismo em nome de Jesus (At 2.38; 8.16; 10.48; 19.5) encontra-se em passagens bíblicas que não tratam da fórmula batismal, e, sim, de atos ou eventos de batismo. A prova disso é que em Atos 2.28 diz: "Em nome de Jesus Cristo"; Atos 8.16 diz: "Em nome do Senhor Jesus"; Atos 10.48 diz: "Em nome de Jesus Cristo"; e em Atos 19.5 se lê: "Em nome do Senhor Jesus". Se essas passagens revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois qualquer fórmula é padronizada. Aquelas pessoas eram batizadas na autoridade do nome de Jesus, mesmo porque não é possível que Pedro, dez dias depois da ordem de Jesus, em Mateus 28.19, agisse de modo tão diferente, alterando a fórmula batismal.

O terceiro argumento sobre o batismo nas águas, com efeito salvífico, no livreto da CCB – Resumo da Convenção – realizada em fevereiro de 1936 - página 7, estabelece acerca do batismo: "Este Sacramento se exerce por imersão, conforme declara no cap.2, ver.12, aos Colossenses, praticado pela Igreja primitiva: "EM NOME DE JESUS CRISTO", Atos 2, ver.38, e de acordo ao Santo Mandamento:

EM NOME DO PAI, E DO FILHO E DO ESPIRITO SANTO S. Mat. 28, ver.19.".

Nesta declaração a CCB classifica o batismo como sacramento. Entende-se sacramento como um sinal exterior que concede a graça de Deus à alma. Atribuiu-se-lhe um valor "ex opere perato", ou por natureza, como atos de magia infalível. A palavra sacramento não é bíblica. A Bíblia só se refere a ordenanças de Jesus; aliás, duas, sendo uma delas o batismo, e a segunda: ceia do Senhor. São ordenanças simbólicas, sem nenhum poder sobrenatural de comunicar alguma graça especial (At 8.37; 2.41,42; Rm 6.3,4; 1 Co 11.23-26). O batismo não muda a natureza do pecador. Muitos anciãos da CCB, no momento do batismo, dentro do tanque batismal, convidam as pessoas para se batizar para purificação dos seus pecados. Grande parte dos adeptos da CCB acredita que o batismo purifica o homem do pecado. Ora, quem regenera é o Espírito Santo, quando a pessoa se arrepende dos pecados e crê em Jesus (Tt 3.5-7; I Pd 1.18-19). O batismo não lava pecado e sim o sangue de Cristo (I Jo 1.7; Ap 1.5; 5.9-10). A salvação é pela fé (Mc 16.15,16; Jo 3.16-36; At 16.30,31). O Senhor Jesus foi batizado nas águas e nunca cometeu pecado (Mt 3.13-17; Hb 4.15; I Jo 3.5), pelo contrário, Jesus "é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29; Hb 9.26-28; I Jo 1.7).

Assim, uma das razões por que a CCB não possui registro de membros ou cartões de membros é porque seria impossível tê-lo regularmente. Imagina-se uma pessoa convidada a participar de um culto de batismo, que entra pela primeira vez num templo da CCB, ignorando completamente o Evangelho e ainda preso aos seus vícios e mazelas? Naquela noite, ''se o Senhor mandar", essa pessoa entra nas água batismais sem saber o que está fazendo, e, como não entendeu o passo que deu, nunca mais volta, como alguém que tivesse tomado um banho numa piscina.

Por que isso? Por causa da crença de que o batismo é um sacramento, o que significa que tem efeito salvífico, nos mesmos moldes da Igreja Católica, que afirma: "o batismo faz o cristão". Os católicos levam crianças recém-nascidas à pia batismal, dado que, se morrer sem o batismo, irá para o limbo, morrendo como pagão. A CCB adota o mesmo ensino da Igreja Católica: o de que o batismo necessário para salvação, interpretando João 3.3.5, "nascer da água” como sendo o batismo nas figuras. A palavra "água" de João 3.5 é simbolicamente comparada à Palavra de Deus (Efésios 5.26; Tg 1.18; I Pd 1.23). O ladrão da cruz salvou-se sem o batismo (Lc 23.43)


Quem pode ser batizado

a) Em Mc 1.15; 16.15 está escrito que é preciso crer em Jesus após ter ouvido o evangelho, para depois receber o batismo;

b) Em Atos 2.38 e Mc 1.15 lemos que é preciso primeiramente passar pela experiência do arrependimento, antes de passar pelas águas batismais. Essa experiência o próprio fundador da CCB diz ter tido;

c) Em Mt 28.19 vemos que é preciso tornar-se discípulo de Jesus, antes de receber o batismo. O discípulo conhece seu mestre e seus ensinos;

d) Atos 9 mostra-nos a experiência de Paulo:

- a experiência da conversão – (visão na estrada de Damasco);

- abandono do pecado, da velha vida (deixou de perseguir a Igreja);

- união com um novo tipo de pessoas, interesse por esse novo povo, os filhos de comunhão com Deus, na oração. Paulo aprendeu a orar antes de receber o batismo nas águas.

e) No caso do eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes (Atos 8.26-40) vemos que ele era um estudante das Escrituras, isto é, ele já possuía algum conhecimento bíblico, de tal modo que havia subido para adorar o Deus de Israel.

f) Já, no caso de Cornélio, que está registrado em Atos 10.1-48, o próprio apóstolo Pedro dá a resposta: "Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam balizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?" (Atos 10.47b);

g) O Carcereiro de Filipos, (Atos 16.17-33). Aqui vemos o carcereiro se converter, após a pregação de Paulo (Atos 16.32). Interessante é que o comportamento do carcereiro mudou. Observe no versículo 33: "ele lavou-lhe os vergões", de Paulo e Silas, e foi batizado.

h) É bem verdade que nos casos acima que citamos, as pessoas foram logo batizadas. Obviamente elas tiveram essa poderosa conversão que já analisamos, porém não devemos-nos esquecer de que naquela época, por exemplo, como é o caso do carcereiro de Filipos, não havia igreja naquela cidade, não havia um pastor para ensinar aquele homem, Paulo não sabia quando voltaria àquela cidade novamente. Tudo isto levou várias vezes o apóstolo a batizar imediatamente após a conversão. Ainda hoje existem algumas exceções na obra de Deus, que levam o ministro de Deus a efetuar o batismo imediatamente. Não havendo nenhuma razão, então é muito importante que o novo convertido conheça primeiro a doutrina do Senhor, antes de ser batizado. Um dos motivos que nos leva a não batizar criança é exatamente isto: ela não pode entender a Palavra de Deus, ela não sabe o que significa tal ato, mas a partir do momento em que a pessoa aprende a doutrina de Jesus, então ela está habilitada a se batizar.

Voltamos no entanto a explicar: se a pessoa realmente recebe a Cristo e produz os frutos dignos de arrependimento, nada impede de ela ser batizada, mas batizar qualquer pessoa, muitas vezes, na primeira vez que a pessoa entra em um templo, está fora do ensinamento bíblico, pois Jesus disse: “Portanto ide, ensina, todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Infelizmente a Congregação faz exatamente o contrário da ordenança do Senhor, não obedecendo: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo! (Mt 28.19), pois os anciãos da CCB invertem a ordem – batizam primeiro as pessoas, para depois torná-las discípulos de Jesus. Qual o resultado disso? Dezenas de pessoas batizadas na CCB, nunca deixaram de fumar e de beber, e nunca experimentaram o poder do perdão dos pecados; aliás, se fizermos uma pesquisa, é bem provável que mais de 60% da irmandade não possui o gozo da salvação, e não anda e age como devem proceder os discípulos do Senhor Jesus. São muito religiosos, cheios de tradição, costumes e "supostas bênçãos", mas de espiritualidade e conhecimento bíblico nada têm, e isso não sou eu quem jugo: está aí toda a CCB, para qualquer pessoa ver e confirmar essa realidade.


4. O uso do véu


O uso do vestuário no culto, tal como véu, chapéu, roupas etc., depende de cada cultura, pois "os costumes se alteraram e as exigências também": porém, em nenhum momento discordamos dos costumes locais de cada comunidade, respeitamos a todos, mas não podemos aceitar a ideia de que tais costumes, sendo praticados, santifiquem mais o cristão, ou que esteja ele em situação espiritual superior à do outro pela sua prática. Assim sendo, se a CCB tivesse adotado a prática de suas mulheres usarem o véu, mas não condenasse as que não usam, nada teríamos a dizer.

A atitude discriminatória dos adeptos da CCB faz que analisemos a questão em pauta.

Diz o Resumo dos Ensinos da CCB, de março de 1948: " Sempre que a mulher orar ou profetizar deve estar com a cabeça coberta; é necessário estar atenta para em nenhum caso ofender a Palavra de Deus. Esta não se contradiz; a sabedoria do Senhor não nos deixou um estatuto imperfeito". (pag. 16).

A palavra grega para "véu" é "peribaion" e significa "jogar em volta". Ela aparece apenas duas vezes no Novo Testamento grego (I Co 11.15; Hb 1.15).

Paulo trata aqui do símbolo da posição da mulher na sociedade, de sua submissão ao marido, de sua posição na hierarquia dos poderes e posições. Como podemos observar, o assunto em pauta é a submissão, e não o véu, como querem os adeptos da CCB.

Segundo o Dr. Russell Norman Champlin, em seu comentário de I Co 11.15: Paulo continua aqui a escrever sobre a lição que a "natureza" nos ensina. No caso dos homens, a natureza, segundo era refletida nos costumes sociais de diversas nações, nem sempre se mostrou favorável ao uso de cabelos curtos pelos homens. Porém, no caso de mulheres, havia um consenso universal acerca do que a natureza ensina quanto aos cabelos. Ora, compete ao cristianismo respeitar a natureza, e não desconsiderá-la, como sucede ao fanatismo. As mulheres só usavam cabelos curtos como sinal de luto, como castigo devido ao adultério, etc., embora as prostitutas costumassem rapar o cabelo, talvez como sinal distintivo de sua profissão, tal como hoje geralmente usam certas vestes corno sinal distintivo.

No entanto, hoje em dia uma prostituta não mais pode ser distinguida pela maneira como cuida de seus cabelos, porquanto tornou generalizado o uso de cabelos curtos e penteados de inúmeras maneiras. No entanto, pode ser identificada por suas calças compridas e blusas exageradamente curtas e apertadas, como também pela sua aparência em geral. E isso significa que ela se vestirá ao máximo, desde uma bolsa e uma sombrinha estilizadas, mesmo que não esteja chovendo. Esses são os sinais através dos quais ela faz propaganda. Nos dias de Paulo, as prostitutas se davam a conhecer usando cabelos curtos. Ela fazia o que era contrário à natureza a fim de atrair os homens a afagos que também são contrários à natureza. Ora, o apóstolo dos gentios não queria que as mulheres crentes imitassem as prostitutas".

A importância do uso do véu na antiga nação israelita mostra-se numa interessante narrativa do Talmude Babilônico Yoma, Fl 47:1, que diz: "As mulheres judias costumavam considerar uma imodéstia permitir que outros lhes vissem os cabelos. Por essa razão cuidavam, tanto quanto possível, em esconde-los sob uma cobertura. Certa mulher, cujo nome era Kimchith, tinha sete filhos; e todos ministraram como sumo sacerdotes. Os sábios lhe perguntaram certa feita: Que fizeste, que és mulher tão digna? E ela respondeu: Todas os dias os caibros de minha casa nunca viram as madeixas de meus cabelos; isto é, nunca foram vistos por qualquer pessoa, nem mesmo no interior de minha casa" (extraído do Talmude Bab. Yoma. Fl 47:1).

Encerrando o assunto sobre a conduta da mulher, fica nítida e perfeitamente compreensível a necessidade de melhor analisarmos os textos bíblicos na sua originalidade. Muitas comunidades ainda não conseguiram entender que era costume nas cidades gregas e orientais as mulheres cobrirem a cabeça, em público, salvo as mulheres devassas. Muitas denominações hoje não sabem que a cidade de Corinto estava infestada de prostitutas, que se entregavam nos templos pagãos e infelizmente algumas mulheres cristãs, prevalecendo-se da liberdade recém achada em Cristo. Afoitavas punham de lado a cobertura nas reuniões da igreja, o que horrorizava sem dúvida alguma as outras mulheres mais modestas. Dizia-lhes o apóstolo Paulo que não afrontassem a opinião pública com relação ao que é considerado conveniente à decência feminil.

Hoje sabemos que perfeitamente que homens e mulheres tem o mesmo valor à vista de Deus. Há, porém, naturalmente, certas distinções entre ambos os sexos, sem as quais a sociedade não poderia existir. Mulheres cristãs, que vivem em sociedade pagã, devem ser cautelosas em suas inovações, para não trazer descrédito à sua religião. Geralmente vai mal quando as mulheres querem parecer homens.

Cabe a cada pessoa utilizar seu penteado de maneira que não venha provocar dissenções. É importante também que cada pessoa procure se apresentar de melhor forma possível, sem precisar invadir a vida particular de outra.

Finalizamos manifestando o respeito aos que querem usar véu, cabelo crescido etc., mas novamente lembramos que esses costumes não devem ser utilizados como regra de salvação. Quem está acostumado a tais práticas que continuem nelas: porém, não as imponha a ninguém, visto que nenhuma denominação evangélica é capaz de cumprir o ensinamento de Paulo na íntegra, salvo as igrejas orientais, onde esses costumes fazem parte da sociedade.


5. Saudação


A apóstolo Paulo saúda os crentes em suas cartas da seguinte maneira: "Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". (Rm 1.7); "Graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo". (I Co 1.3); “Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo". (II Co 1.2); "Graça e paz da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo". (Gl 1.3); "A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo". (Ef 1.2); "Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo". (Fl 1.2); “Aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos, Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo". (Cl 1.2); "Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo". (I Ts 1.1b); "Graça e paz a vós da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo”. (II Ts 1.2); “a Timóteo meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai e da de Cristo Jesus, nosso Senhor”. (I Tm 1.2); "A Timóteo, meu amado filho: graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da de Cristo Jesus, Senhor nosso". (II Tm 1.2); "A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador". (Tt 1.4); "Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo " . (Fm 1.3).

Já Tiago saúda os crentes em sua epístola da seguinte maneira: "Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde". (Tg 1.1).

Pedro saúda assim: "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos seja multiplicada" (I Pe. 1.2); e em sua segunda epístola ele saúda assim: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor. (II Pe 1.2).

Judas saúda assim: "Misericórdia, e paz, e caridade vos sejam multiplicadas". (Jd 1.2).

Grande número de evangélicos saúdam-se com a expressão "a paz do Senhor", em hebraico "Shalom Adonay'', diferentemente da saudação da CCB: "Shalom El".

Enquanto “Adonay" é um termo usado especificamente ao Deus de Israel, El-Deus é um termo genérico. Dependerá sempre do contexto para sabermos se El-Deus se refere ao Deus de Israel ou a uma divindade falsa qualquer.

Se formos seguir a atitude preconceituosa dos adeptos da CCB, a saudação adorada por eles seria passível de questionamento, o que não ocorre pelo faro de os evangélicos, de maneira geral, respeitarem os costumes de outras igrejas.

A CCB nos acusa de saudar com “a paz do Senhor". Citam para justificar esse conceito a seguinte expressão: "devemos saudar com a paz de Deus, e nunca com a paz do Senhor, porque existem muitos senhores mas Deus é um só".

Essa acusação da CCB se desfaz em pó com somente um versículo que Paulo escreveu na primeira carta aos Coríntios 8.5 e 6, que diz: "Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores). Todavia para nós há um só Deus, Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele".

Prezado leitor, francamente esse conceito da CCB é no mínimo ridículo. Não discordamos da CCB por ter adorado a forma "paz de Deus" para cumprimentar. Simplesmente não podemos aceitar atitude discriminatória de seus adeptos, que pensam que, por saudarem com a forma que eles adotaram, estarão num estado espiritual mais elevado, condenando todas as demais saudações. O grande problema da "irmandade" é que eles não sabem, e não sabem que não sabem.

A CCB não consegue entender que quando saudamos com a paz do Senhor estamos saudando com a paz do nosso grande Senhor Jesus Cristo. Disse Jesus: ”Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-lo dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". (Jo. 14.27).


6. O ósculo santo


A CCB insiste em adotar costumes orientais, muitos deles registrados na Bíblia, como é o caso do ósculo santo, pensando com isso estar em posição espiritual superior à dos outros.

Não discordamos da CCB pelo falo de homem beijar homem e mulher beijar mulher, apesar de esse costume não ser nada elegante no mundo ocidental, especificamente o de homem beijar homem; todavia respeitamos seus costumes, mas jamais aceitaremos suas imposições arbitrárias, de que, pelo fato de homens beijarem homens e mulheres beijarem mulheres, estão na verdadeira comunhão fraternal e são mais perfeitos que os demais, fazendo disto uma doutrina. Isso é simplesmente um grande absurdo. A maioria dos povos ocidentais não observa o ósculo como cumprimento, mas, sim, um leve aperto de mãos. É por isso que nossas igrejas utilizam um cordial aperto de mão entre todos (homens e mulheres). Não pensamos que pelo fato de saudarmos assim estamos em situação espiritual superior: simplesmente respeitamos os costumes de cada país, pois sabemos que em nossa sociedade o beijo entre os do mesmo sexo, principalmente no caso de homem com homem, não é bem visto. Muitas vezes é interpretado como distúrbio sexual. Daí o motivo de evitarmos tal saudação aqui em nosso meio. Como diz a Palavra de Deus: "Abstende-vos (evitai, fugir) de toda a aparência do mal". (I Ts 5.22).

A seguir alguns versículos comentados por Russell Norman Champlin, sobre o ósculo: Atos 20:37 – "E levantou-se um grande pranto entre todos, e lançando-se ao pescoço de Paulo, beijjavam-no". O ósculo santo aparece aqui novamente. Quanto aqueles primeiros cristãos se amavam uns aos outros. E, em puro afeto, não se envergonhavam de demonstrar tal emoção! Cada um dos crentes se despediu de Paulo com um abraço e um ósculo, o que era natural dentro da expressão cultural dos hebreus, como também dos habitantes da Ásia Menor. (Ver Gên. 33:4; 45:14 e 46:29). Esses costumes evidentemente faziam parte da primitiva cultura cristã, segundo podemos depreender de trechos bíblicos como Rm 16.16; I Co 16:20; II Co 13:12; I Ts. 5:26 e I Pe 5:14. O ósculo santo era usado como meio de saudação afetuosa, e não meramente como um gesto de despedida.

... era costumeiro, entre as nações orientais, particularmente entre os persas, que os amigos e parentes se osculassem quando se despediam, como também quando se encontravam; ver o trecho de Rute 1:9,14 (John Gill, in loc. Ver também Xenofonte, Cyropaedia 1.1 cap 20, acerca desse costume).

"Até hoje, no oriente, os parentes e amigos, ao se encontrarem ou ao se despedirem, abraçam-se uns aos outros e se osculam na mão, na face ou no ombro. Entre os gregos e os romanos, não era incomum se oscularem na cabeça”. (William Jenks, in loc)

Rm 16:16 Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as Igrejas de Cristo vos saúdam"". - Temos aqui uma referência ao ""ósculo santo"". Quanto a referências neotestamentárias a essa prática primitiva, além desta passagem, ver os trechos de Atos 20:37; I Tes 5:26; I Co 16:20; II Cor 13:12 e Fil 4:21, dentre as quais, esta última referencia, que provavelmente também faz alusão a essa prática. Fora dos escritos de Paulo, há alusão ao “ósculo santo” em I Pe 5:14."

O ósculo era uma maneira comum de saudar no oriente, muito antes do estabelecimento do cristianismo. Tem servido igualmente como parte da expressão judaica em suas saudações, tanto nas despedidas como também na forma de demonstração geral de afeto. (Ver Gen 29:11 e 33:4). Também parece ter sido um sinal de homenagem entre os israelitas. (Ver I Sam 10:1). O ósculo dado aos ungidos de Deus, por semelhante modo, parece ter-se revestido de significação religiosa, o que também se verifica entre as culturas pagãs. (Ver, por exemplo, I Reis 19:18 e Os 13:2, onde os ídolos são representados como estátuas beijadas, como uma espécie de homenagem religiosa a eles prestada). O ósculo, por conseguinte, era uma expressão de saudação e respeito, sendo tão comum nas antigas culturas orientais como são comuns o aperto de mãos ou o abraço nas culturas ocidentais. Em várias culturas latinas ou latino-americanas, como o Brasil, particularmente entre as mulheres, continua sendo uma forma de saudação, despida de qualquer significação religiosa.

Seria mesmo de esperar que esse costume fosse preservado na igreja cristã, como expressão de amizade e de afeto mútuo. Nos primeiros tempos do cristianismo, o ósculo santo era simplesmente uma parte das saudações, quando os crentes se reuniam em seus cultos públicos, porém não demorou muito para que fosse transferido para a própria liturgia, primeiramente como um sinal de despedida, após a oração afinal, que encerrava cada reunião e finalmente como parte do rito da Ceia do Senhor. Justino Mártir (M. Apl. 1, op. 65) relata-nos como o ósculo santo era usado nas despedidas e na celebração da Ceia do Senhor, e como o ósculo santo fazia parte dos cultos religiosos dos cristãos. Justino Mártir viveu mais ou menos em torno de 150 d.C. o que nos permite observar que essa prática do “ósculo santo", pelo menos em alguns segmentos da igreja cristã, havia perdurado por século e tanto. A prática do ósculo santo, como parte integrante da liturgia cristã, é mencionada nas Constituições Apostólicas (século III d.C.) significando que houve lugares onde essa prática subsistiu por nada menos de três séculos. Na Igreja Ortodoxa Grega, que representa uma boa parcela da cristandade atual, essa prática tem sido preservada até hoje, sendo praticada quando nas festividades religiosas.

Vários autores defendem, com boas razões, a tese de que o ósculo santo, entre os crentes primitivos, não se limitava a ser praticada entre "mulheres com mulheres" e "homens com homens". Os costumes orientais, entretanto, indicam que o ósculo santo era aplicado ou na testa ou na mão, na palma ou nas costas da mão, e nunca nos lábios. Tertuliano (150 d.C), também o denominava de "ósculo da paz", e Clemente de Alexandria denominava-o de “ósculo místico” (século III d.C.).

Além do seu emprego durante as festividades religiosas, conforme se verifica na Igreja Ortodoxa Grega até hoje, vários grupos cristãos menores têm mantido essa prática de uma maneira ou de outra, tal como sucede entre os chamados dunkers. (irmãos Batistas Alemães). Alguns eruditos bíblicos insistem em que essa prática é obrigatória, como uma ordem e uma prática apostólica. Outros insistem em que se trata meramente de uma ordem e de uma prática própria dos tempos apostólicos, que expressava amizade e afeição mútua, crendo que essa afeição mútua, por haver sido preservada na Igreja cristã, tornou desnecessária a continuação do símbolo antigo, pois, em nossas culturas modernas, o aperto de mãos e o abraço teriam o mesmo simbolismo que tinha o ósculo, no oriente.

Em algumas culturas, como a dos Estados Unidos da América do Norte, seria reputado algo inteiramente impróprio um homem oscular a outro homem, quanto mais oscular uma mulher que não fosse a sua esposa ou sua irmã carnal, dentro da comunidade evangélica ou da sociedade em geral. Na Índia, homens costumam andar de mãos dadas, como também sucede entre as mulheres, sem implicar a ideia de homossexualismo. Na América do Norte e também no Brasil por exemplo, um homem andar de mãos dadas com outro seria considerado algo escandaloso, dando a entender alguma intenção sexual pervertida. Da mesma maneira o ósculo é considerado aberração, sobretudo quando praticada entre homens. Por essa razão é que alguns grupos evangélicos tem achado melhor, em algumas culturas, evitar essa forma de demonstração de afeto, substituindo o ósculo pelo mero aperto de mãos.

"... todas as igrejas de Cristo vos saúdam...” São aqui mencionadas todas as igrejas que Paulo havia visitado ultimamente, e que tinham alguma familiaridade com congregações cristãs de outros lugares, através das narrativas feitas pelo apóstolo dos gentios. Havia um laço comum de simpatia entre todas as igrejas cristãs primitivas, não estando elas ainda divididas em denominações, como sucede entre os crentes evangélicos de nossos dias, cujas denominações se distinguem por obedecer a porções diversas do novo pacto. Assim sendo, nos dias de Paulo, todas as igrejas podiam saudar-se espiritualmente entre si, embora não estivessem localizadas tão próximas umas das outras de modo que pudessem praticar a saudação do ósculo santo.


O Uso do beijo como ósculo santo”"

O manual de procedimentos (ou Pontos de Doutrina e Fé), página7, estabelece: "O ósculo santo deve ser dado de coração na despedida do serviço ou em caso de viagem, todavia sempre entre irmãos ou entre irmãs de per si." Com tal declaração a CCB faz distinção entre sexos, e se perguntarmos por que essa distinção? a resposta é óbvia, "por causa da malícia". Logo, o ósculo ou beijo é apenas uma forma de saudação, e não ósculo ou beijo santo. Se fosse realmente santo, não haveria distinção de sexo. Paulo declara em Gálatas 3.27-28: "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu, nem grego; não há servo, nem livre; não há macho, nem fêmea..."

Se somos um em Cristo e se não há diferença de sexo: "nem macho, nem fêmea", então o ósculo ou beijo para ser santo, deveria ser liberado entre irmãos de ambos os sexos, indistintamente. Mas, o que ocorre? Os homens beijam os homens e as mulheres beijam as mulheres. Ademais, embora o beijo seja simbolo do amor, pode servir para encobrir a maldade do coração. Exemplo temos em II Samuel 20.9-10 e Lucas 22.47. Por isso, o mesmo escritor em Hebreus 13.1 admoesta: “Permaneça o amor fraternal". Pode existir amor fraternal sem ósculo? Pode existir ósculo sem amor fraternal? A resposta sempre será: sim. Entre possuir ósculo sem amor fraternal e amor fraternal sem ósculo, é preferível ficar com amor fraternal sem ósculo. De modo que, na CCB existe sim ósculo, mas não ósculo santo como se apregoa.


7. O dízimo


Ensinam os anciãos da CCB, e seus adeptos vivem alardeando que dízimo é da lei e que maldito e hipócrita é quem dá e quem recebe. A Bíblia ensina que o dízimo é santo: a CCB ensina que é profano. A Bíblia ensina que o dízimo é do Senhor (Lv 27.30); a CCB ensina que o dízimo é para os ladrões. Jesus não condenou a prática do dízimo (Mt 23.33); condenou, sim, os hipócritas que desprezavam os principais preceitos da Lei de Deus, mas não condenou o dízimo praticado até pelo pai dos crentes, Abraão. (Gn 14.20). O autor da epístola aos Hebreus falou sobre a prática do dízimo na dispensação (Hb 7.8-9).

Veremos agora o dízimo antes da Lei Gn 14:18-29; 28.20-11; o dízimo na Lei Lv 27.30-34; Ml 3.8-10; o dízimo na Graça Mt 23.33, Hb 7.8-9.

Quem começou a dar o dízimo foi o pai dos crentes, Abraão (Gn 14.20-22). No Novo Testamento o Senhor Jesus disse que a nossa justiça deveria exceder a dos escribas e fariseus, e estes davam o dízimo até das mínimas coisas. Não damos o dízimo para alcançar a salvação, mas porque já estamos salvos, pela fé na obra de Cristo, e o dízimo é uma forma bíblica de contribuir. A Palavra de Deus nos diz: “Dai pois a César o que é de César; e a Deus o que é de Deus" (Lc 20.25). A CCB dá a César o que é de César, mas quando é para dar a Deus inventa muitos argumentos e obstáculos. Assim eles demonstram ser mais fiéis a César (Governo) do que a Deus. O dízimo é um sinal, uma prova de que você não é dono, mas devedor. Obviamente, jamais deveremos admitir ou apoiar os que procuram obrigar o povo de Deus a contribuir (II Co 9.7). Não apoiamos isso, pois acreditamos que quem estuda as Escrituras certamente entenderá que não deve faltar alimento na casa de Deus e, movido, pelo Espírito Santo, com singeleza de coração, irá descobrir as virtudes provenientes da forma genuinamente bíblica de contribuir: o dízimo.

Segundo o ensino "Resumo dos Ensinos da CCB", pág. 17,18 "...a lei dada por Deus a Moisés está dividida em três partes ou três leis: civil, moral e cerimonial. A lei cerimonial com suas ordenanças foi cumprida..." "e como consequência o dízimo, como parte dessa lei cerimonial, foi abolido. Não mais pertence às exigências que devem ser atendidas pelos cristãos”.

Não há base bíblica para a divisão da lei em três partes. É apenas artificial tal divisão. A lei dada por Deus a Moisés é um todo, uma unidade (Gálatas 3.10,11). Essa lei findou na cruz (Cl 2:14-17); entretanto, para as pessoas pouco afeitas ao estudo da Bíblia, é difícil descobrir que o dízimo foi dado antes. O dízimo se prova dentro do Novo Testamento, ou melhor dizendo, dentro da nova aliança (Hb 8. 6-13). Vejamos:

a) O dízimo de Abraão é relatado era em Gênesis 14.18-20 e repetido em Hebreus 7.4-6. É a primeira vez que aparece a palavra dízimo na Bíblia. A lei foi só dada 430 anos depois de Abraão (Gl 3:6-9). Não havia mandamento para o dízimo. O dízimo nasceu da espontaneidade de Abraão. Se nasceu voluntariamente de Abraão 430 anos antes da lei, certamente que o dízimo não pertencia à lei. Um paralelo entre Abraão e o cristão; Melquisedeque e Jesus nos ajudam a entender melhor a questão do dízimo: Abraão é chamado pai da fé (Rrn 4:16; Gl 3:7-9); logo, os cristãos de todo o mundo são filhos de Abraão. Melquisedeque, por sua vez, é um tipo de Jesus Cristo (Hb 7:1-3). O sacerdócio de Cristo tem que ver com o sacerdócio de Melquisedeque e é um sacerdócio eterno (Hb 7.24). Abraão reconhece a superioridade de Melquisedeque, e dá-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.20). Melquisedeque não recusa: aceita e dá sua bênção. Assim, o crente (filho de Abraão) recebe a bênção de Cristo (Melquisedeque). A lei já passou (Rm 6.14,10.4; Ef 2.11-14).

b) A Segunda razão para o pagamento do dízimo está no parecer de Jesus em Mateus 23.23. O Senhor Jesus ensina o mais importante da lei - “o juízo, a misericórdia e a fé. Estas coisas devem ser praticadas, sem a omissão do dízimo da hortelã, coentro e cominho". É certo que Jesus não era contrário ao dízimo, mas a favor dele. Alega-se que Jesus estava se dirigindo aos fariseus hipócritas, e não aos discípulos. É verdade, mas perguntamos: Qual crente pode dispensar a prática da justiça, da misericórdia e da fé? Pode existir cristão sem fé? (Rm 10.17; Ef 2.8-10; Hb 11.6).

Mas se por um lado a CCB condena agressivamente o sistema de contribuição – o dízimo – e a coleta pública, por outro, estabelece vários tipos de contribuição que vão pesar mais do que o dízimo bíblico. Publicamente não fazem coletas, de modo que a pessoa que entra pela primeira vez tem a impressão de que na CCB não se fala em dinheiro. Funciona tudo como no jeovismo, que faz convites ao povo em geral e imprimem nos seus folhetos: "NAO SE FAZ COLETA". O certo é que já a fizeram de porta em porta, quando venderam suas revistas.

Assim também, na CCB há as seguintes ofertas:

1. OFERTA DA PIEDADE: É uma contribuição para os pobres da CCB;

2. OFERTA PARA COMPRA DE TERRENOS: Aquisições de propriedades;

3. OFERTA PARA FINS DE VIAGEM: Destina-se ao custo das viagens dos anciãos;

4. OFERTA PARA CONSERVAÇAO DE PREDIOS: Trata-se de contribuição para reformas de prédios e afins;

5. OFERTA DE VOTOS: Quando alguém testemunha em resultado de uma bênção recebida, dá a sua contribuição como o católico, quando faz promessa aos santos. Como se recolhem todas essas ofertas, se não são feitas publicamente? Tudo é colocado na mão do porteiro, logo na entrada da casa de oração, onde os envelopes indicam o destino que se deve dar ao dinheiro. É assim que se fazem contribuições mais numerosas e mais pesadas do que o dízimo, mas de modo oculto para os de fora. O que é a coleta? Coleta é o ato de coletar dízimos e ofertas (I Co 16.1-3). Deve ser feita de modo claro, como se lê em Lucas 21.1-4, e não as escondidas, uma vez que, em oculto, se dá esmolas (Mt 6.2-4). “Quando, pois, deres esmolas, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens, Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola seja dada ocultamente, e teu Pai, que vê em secreto te recompensará publicamente".


8. Só ancião é diácono


É outra invenção da CCB. À luz da Palavra de Deus, a CCB não é uma igreja completa: seu ministério não está completo, e um ministério só é completo quando está de acordo com a Palavra de Deus; portanto, biblicamente, a CCB é uma igreja com ministério incompleto.

Quanto às passagens que dizem respeito ao ministério da igreja: Ef 4.11; Atos 6; Tt 1.5; Hb 13.7-17, certamente os membros da CCB as desprezaram, ou então, ignorantemente, dirão que essas passagens são espirituais, e não materiais. Só que quando se refere somente a anciãos e diáconos aí tornam-se misteriosamente materiais.


Uma igreja defeituosa e pré-fabricada

Aqui está a estranha formação da CCB, estra'nha por não existir na Bíblia esta espécie de hierarquia religiosa

- Ancião e Diácono;

- Cooperador de Adultos;

- Cooperador de Jovens;

- Encarregado de Orquestra;

- Porteiro;

- Músicos;

- A irmandade em geral

É óbvio que existem outras funções. Essas seriam as mais conhecidas. A CCB odeia a palavra "pastor". Seus adeptos alimentam ódio mortal aos "pastores". Para eles todo o pastor é ladrão. Essa doutrina aprenderam com os anciãos: seus mestres. Eles ensinam que todos os pastores são do diabo, e adoram chamá-los de ladrão. Para dar consistência no ensino, declaram existir um só pastor: Jesus Cristo, baseando seus ensinamentos no Evangelho de São João 10.16 e no Salmo 23. A CCB não consegue entender a Palavra de Deus. Seus líderes continuam cheios de preconceitos. É claro que uma pessoa normal jamais aceitaria essas ideias por vias normais, mas acabam se rendendo pelo cansaço e pelo misticismo. O que leva hoje muitas pessoas a se escravizarem debaixo desse sistema religioso, sem questioná-lo em hipótese alguma, é a maneira sagaz de seus líderes e adeptos manejarem a Palavra de Deusa fazendo-se porta-vozes do Espírito Santo, infalíveis, supostos detentores da verdade eterna. Quem questiona qualquer ensino da CCB, dizem eles, questiona a Deus, de forma que não se pode discordar ou questionar na CCB. Todos são guiados sem vontade própria a obedecer mente à palavra dos anciões.

O ancião "ensina" que todo o pastor é ladrão. A irmandade inteira sai repetindo o uso assunto, como se fosse um eco do ancião. A irmandade não pensa, não analisa, não busca apoio bíblico, não ora, mas fidedignamente sai como robôs imitando as palavras dos anciões, como fazem as chamadas "Testemunhas de Jeová".

Para a CCB o correto é o cargo de "ancião". Ancião, bispo, presbítero, superintendente possuem o mesmo significado. A CCB condena a palavra presbítero mas ainda não descobriu que ancião é a forma hebraica para presbítero, ou bispo, no grego.

A CCB é tão contraditória que comete deslizes impensáveis, no parágrafo número 10 das doutrinas da CCB, diz: "Nós cremos que o Senhor Jesus Cristo tomou sobre Si as nossas enfermidades. Está alguém entre vós doente? Chame os PRESBÍTEROS da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados (Mateus, 8:17; Tiago 5:14,15)". Ora, se para os crentes da CCB somente a palavra ancião está certa, por que colocaram em seu texto essa passagem bíblica? Veja como eles caem em suas próprias armadilhas.


A manutenção dos obreiros (I CO 9:4-14)

Este texto é uma defesa de Paulo sobre o sustento dos obreiros. Os que pensam doutro modo ficam sem argumentos ante a clareza e objetividade com que o apóstolo trata o assunto. Vejamos o texto na íntegra: "Os dízimos eram destinados aos levitas e sacerdotes (Nm 18:21-24; Hb 7.5), para que houvesse sempre mantimento na Casa de Deus (Ml 3.10). Os filhos de Levi e os ministros do altar, por sua vez, pagaram os dízimos dos dízimos recebidos (Nm 18.26).

Paulo, como os demais judeus, tinha uma profissão alternativa: fazedor de tendas (Atos 18.3). Desse oficio provinha o necessário para o seu sustento, pois temia escandalizar os irmãos e não queria correr o risco de ser interpretado como aventureiro, em Corinto.

A Bíblia ensina ainda que o obreiro é digno do seu salário (I Co 9: 4-14; I Tm 5:18). Paulo ainda recomenda que o obreiro não se envolva com negócios estranhos ao seu ministério pastoral (II Tm 2:4). O mesmo decidiu a novel Igreja de Jerusalém (Atos 6:4). O mesmo pode ser dito do ministério público de Jesus (Mc 1:18; Jo 12:6; 13:29). Paulo mesmo não recusou o seu sustento (II Co 11:8; Gl 6:6). Viver do Evangelho, em I Coríntios 9.14, significa tirar o seu sustento do ministério que exerce como pastor.


9. Pregação do evangelho


''Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” Mt 26.18

Jesus não ordenou para que seus discípulos esperassem, até que alguém sentisse que deveria aceitar o Evangelho. Jesus jamais disse ao pecador: "Se sentires e fores ao templo serás salvo”. Ao contrário, Ele disse à igreja: “Ide por todo o mundo; pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). A CCB ignora este versículo, pois se existe um versículo que mais a incomoda sobre o assunto de evangelismo, tal versículo, é este. Se não obedecemos a esse mandamento, pecamos contra a Palavra do Senhor Jesus Cristo, mas a CCB, além de não obedecer ao mandamento, escarnece dos que obedecem à ordem de Cristo.

A CCB defende que não se deve sair para evangelizar, utilizando-se novamente de versículos bíblicos fora do contexto. Eis aqui os versículos citados pela CCB: Mateus 6.5; Mateus 7.6; Mateus 12.18-21. Apegados a estes versículos a CCB busca desesperadamente justificar sua recusa ao "ide" do Senhor Jesus.

É comum ouvirmos da irmandade que os crentes vão à praça pública, para se aparecer, escandalizando a Palavra de Deus. Muitos não citam nada da Bíblia para defender essa ideia; outros, porém, citam os versículos acima mencionados. É importante o leitor saber que a Igreja cresceu porque todo o novo cristão bem como todos os membros, cheios do Espírito Santo, saíam para todas as partes anunciando, pregando o Evangelho. Dizer que quando alguém vai a algum lugar público para anunciar o evangelho, o faz para aparecer, é atitude desprovida de qualquer realidade bíblica e não bíblica. Será que quando Estêvão pregava fazia isto para aparecer? E Paulo? Será que na Grécia ele fazia isto para se aparecer? Será que no dia de Pentecoste, quando Pedro ficou de pé e pregou publicamente, fez isso para aparecer? (At 2.14-36). Será que Paulo, quando pregou na cadeia de Filipos, fez isso para aparecer (At 16.25-34), e quando ele pregou no areópago para os filósofos: fez isso para aparecer? (At 17.22-31). Será que homens de Deus imitariam esse exemplo só para aparecer? Pense bem nisto, leitor: se esse estranho argumento da CCB é proveniente de Deus.

Outro argumento da CCB é que devemos pregar ou anunciar o evangelho somente quando sentirmos, ou melhor, quando o Espírito Santo mandar. Esse argumento da "irmandade" é muito interessante porque eles só sentem que devem "anunciar", ou o Espirito Santo só fala para eles "anunciarem", quando coincidentemente alguém aceita a Jesus em alguma igreja evangélica: aí ele vem anunciar a "Gloriosa Congregação". Estranho, porque antes que a pessoa se converta, ninguém sente, e o Espírito Santo não manda ninguém! Mas ao contrário: quando descobre que alguém aceitou a Jesus em alguma igreja evangélica, aí imediatamente sentem a chamada! Você acha isso normal?

Prezado leitor, sinceramente espero ainda que algum dia a CCB se desperte e aprenda o que é fazer a obra de Deus, e como é importante nos esforçarmos para divulgá-la. Vejamos o ensinamento da Palavra de Deus:

“E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por jerusalém". (Lc 24.47).

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (Atos 1.8).

”De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e todos os dias na praça com os que apresentavam" (At 17.17).

”E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos ter lugar para oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram" (At 16.13).

"E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos (At 21.5).

Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E assim quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma"" (Rm 1.14-15)."

Porque se anuncio o evangelho não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho (I Co 9.16).

”'Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não está misturada com a fé naqueles que a ouviram". (Hb 4.2). Ainda podemos citar Lc 13:23; 14:21-23; 13:26; Mc 1:15-20; Mt 8:1 e muitos outros exemplos na Palavra de Deus.

Para concluirmos, observe o testemunho do fundador da CCB, Louis Francescon: "No mesmo ano, ouvi o Evangelho por meio da pregação do irmão Miguel Nardi. Em Dezembro de 1891 tive do Senhor a compreensão do novo nascimento". (CCB - História da Obra de Deus, revelada pelo Espírito Santo, no século atual - IV edição - pág. 07 – 1977).

Veja, leitor: os adeptos da "Gloriosa Congregação" entram em conflito com o ensinamento de Jesus, dos apóstolos e de seu fundador. Não pouparam nem o próprio fundador, mas, como se não bastasse isso, observe a seguir os hinos que eles cantam em seus cultos.

Pelo que pudemos observar os adeptos da CCB, estão em desacordo com seus próprios ensinamentos, ou então talvez estejam tao acostumados a ler sem pensar, que não podem ver mais nada, pois estão totalmente debaixo de um certo "misticismo religioso": o medo de fazer qualquer observação acerca de qualquer ponto doutrinário destoante da Bíblia, pois temem a desgraça que lhe trará a mão de Deus. É comum os "sossegados" e os "rebeldes" receberem orações praticamente “diabólicas", além da conhecida expressão: "cuidado com a mão de Deus".

Um certo adepto da CCB, lendo esse comentário, disse-me que os hinos não estão mandando ninguém pregar fora do templo, pois os hinos não dizem que é para ir às praças, ruas etc. Segundo dizia ele, a igreja é o lugar onde devemos ouvir a Palavra; porém, para a infelicidade dele, não é isso que diz o hino 209, do binário Louvores e Súplicas a Deus, cujo título é "Levemos a mensagem com amor", pois na estrofe 2 diz expressamente o hino: "...por terra, pelo ar e pelo mar, o evangelho vamos proclamar..." Só não enxerga essa realidade quem não quer ver, pois acredito que no mar e no ar não existe templo, salvo se a Congregação inventar algum, talvez um navio-templo ou avião-templo, quem sabe?

Finalizamos este pequeno comentário fazendo o seguinte alerta: Será que a CCB ao invés de criticar a pregação do evangelho fora do templo, não deveria imitar o Senhor Jesus, a Igreja primitiva, os apóstolos e todos os verdadeiros discípulos de Cristo, que sem se intimidar levaram as boas novas para todo o mundo? Será que não lhes seria mais glorioso entrar na seara e trabalhar? Para nós, uma única palavra do Salvador Jesus Cristo vale mais do que todos os argumentos infundados da CCB, ou seja: "IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA.” (Mt 28.18). Ver At 17.17; 20.20.


10. Oração somente de joelhos


Como atentar ao conselho de Paulo I Tessalonicenses 5:17: "Orai sem cessar"?

Se a oração deve necessariamente ser de joelhos, ter-se-ia que passar o dia de joelhos?Dizem os adeptos da CCB que somos fariseus porque oramos de pé.

É verdade que o texto de Lucas 18.11 declara que o fariseu estando em pé, orava e sua oração não foi ouvida. Mas no versículo 13 declara que o publicano achava-se também em pé e sua oração foi ouvida, versículo 14. Logo, não é a posição do corpo que influiu na resposta a oração, mas a situação do coração (Is 1.15-16; 9.1-2).


A Bíblia aponta várias posições para oração:

- Oração com olhos abertos e em pé – Gn 18:22; Jo 11:41-42;

- Oração sentado – At 2:1-4;

- Oração de cócoras – I Reis 18:42;

- Oração no ventre do peixe – Jn 2.1-3;

- Oração deitado na cama – Is 38.2-3.

Assim não há posição exala para a oração. Podemos orar sempre e em todo lugar. Efésios 6.18; I Tessalonicenses 5.17 e I Timóteo 2.8.


Peculiaridades próprias da Congregação Cristã no Brasil

- Não tem mecanismos formais para comunicação, exceto uma circular bimestral que anuncia as datas e locais dos próximos batismos, não distribuem folhetos, revistas, jornais;

- Tem um único manual de procedimento intitulado "Reuniões e Ensinamentos" datado de 25, 26 e 27 de março de 1948 e "Pontos de Doutrina e da Fé Que Uma Vez Foi dada aos Santos" (VII edição);

- Nega possuir hierarquia;

- Não possui registros de membros;

- Não faz coletas públicas nas reuniões;

- O membro da CCB vai ao templo em média três vezes por semana;

- A Ceia do Senhor é celebrada anualmente com um só pão e partido com a mão e também com um só cálice;

- Proibição taxativa de assistir cultos em outras igrejas;

- Cerimônias de casamento não se realizam no templo. O crente da CCB deve também abster-se de participar de festas de casamentos de pessoas não pertencentes à CCB, sob a alegação participar de coisas sacrificadas aos ídolos;

- Cerimônias fúnebres são proibidas nos templos;

- Proibidos os cultos de vigília de fim de ano

- Pedidos de oração por estranhos só são atendidos se o Espirito Santo determinar;

- Uso imoderado de bebidas alcoólicas;

- Blasfêmia contra o espírito Santo é a prática de adultério;

- Proibição de os próprios crentes fotografarem durante os cultos. Só permitido por estranhos;

- Sono da alma no intervalo entre a morte e a ressurreição.

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