Defesa da Fé


Como aproveitar o fim do mundo?


“Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7)


Por Elvis Brassaroto Aleixo

Bacharel em teologia pela FWM-ICP, licenciado em letras pelo UniAnchieta e mestre em crítica literária pela UNICAMP


Comunicado alarmista! Em virtude do fim do mundo, previsto para o dia 21 de dezembro deste ano, segundo o calendário Maia, estamos iniciando um concurso cultural com prazo limitadíssimo. Envie para o nosso site uma resposta à pergunta: “O que você vai fazer até o mundo acabar?”. As respostas mais divertidas vão virar comercial de TV. Mas é bom você correr, pois o mundo está acabando!

Com essas palavras, a emissora Rede Globo de Televisão satiriza a expectativa criada há alguns meses sobre as profecias maias, que, supostamente, preveem o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012. Inegavelmente, a equipe envolvida nesta produção foi muito criativa ao aproveitar um assunto tão instigante para inspirar mais um de seus seriados. A série, que já ganhou um site oficial, dispõe até de um cronômetro em contagem regressiva com os dizeres: “Faltam x dias e x horas para o fim do mundo!”.

Independente do caráter cômico que o assunto assumiu nesses dias, o fato é que, se agora há quem brinque com esse tema, quando as interpretações das profecias maias ganharam visibilidade por meio de documentários ao redor do mundo, o ambiente não foi de tanta descontração. As profecias chegaram a inspirar até um “filme catástrofe” – 2012. Para se ter uma ideia do tempo em que esse burburinho consta nos meios de comunicação, o filme 2012 foi produzido em 2009 e teve suas filmagens iniciadas em agosto de 2008, portanto, há mais de quatro anos.

Segundo é possível depreender do site oficial do filme, “o enredo faz referências ao maianismo, ao calendário de contagem longa e ao fenômeno 2012 em um retrato de eventos cataclísmicos que se desenrola no referido ano. Na trama, devido a bombardeamentos de erupções solares, o núcleo da Terra começa a aquecer a um ritmo sem precedentes, provocando o deslocamento da crosta terrestre. Isso resulta em vários tipos de cenários apocalípticos, que vão desde a Califórnia caindo no Oceano Pacífico à erupção do supervulcão de Yellowstone, grandes terremotos e vários megatsunamis ao longo de cada costa na Terra, mergulhando o mundo em caos”.

Sensacionalismos à parte, o fato é que este tema tem muito a ver com a teologia e, por derivação, também com a heresiologia, pois o assunto envolve vidências, interpretações de profecias e marcações de data para o fim do mundo.

Ora, todos aqueles que conhecem um pouco sobre o “mundo das seitas” sabem que este é um dos pontos fracos de muitos movimentos heréticos que não resistiram e, em algum momento da história, arriscaram marcar a data para o retorno de Cristo e um consequente armagedom, muitas vezes baseadas em cálculos mirabolantes e, em outras ocasiões, apenas manipulando as pessoas em redor, visando atrair fiéis por meio do medo da condenação de um Deus irado em meio a um apocalipse iminente.

Assim, uma explanação sobre o referido assunto guarda muita relação com a proposta editorial de Defesa da Fé. Ou será que algum leitor dúvida que, no dia 21/12/2012, haverá pessoas preocupadas com o fim do mundo? Isso já aconteceu muitas outras vezes, como veremos a seguir.


O fim do mundo segundo algumas culturas


Foram muitas as culturas que, ao longo dos séculos, desenvolveram mitologias que construíram em uma crença sobre como se daria o fim do mundo. Além dos maias, tão comentados nesses dias, os gregos, os astecas, os iorubás e tantos outros não se silenciaram sobre o assunto. Vejamos, panoramicamente, como culturas tão diversas enxergaram esse fenômeno.

O fim segundo os gregos

A narrativa mais remota que alude ao fim do mundo no contexto da mitologia grega foi registrada por Ovídio, na obra Metamorfose, onde o autor conta que Zeus promoveu um colóquio com os deuses para destruir a raça humana, por causa da depravação dos mortais. A ideia era criar uma raça nova, de melhor caráter e que, sobretudo, reverenciasse os deuses. Para levar seu plano a efeito, Zeus, auxiliado por Netuno, seu irmão, manda um dilúvio sobre a terra. Todos os seres humanos sucumbem, exceto Pirra, que era devota dos deuses, e Deucalião, parente de Prometeu, ambos preservados por terem se escondido no monte Parnasus. Dessas duas pessoas nasceria o povo grego.

O fim segundo os maias

Alguns pesquisadores de civilizações antigas defendem que a data 21 de dezembro de 2012 (com alguma variação) teria sido considerada pelos maias de maneira especial. Conforme explica Anthony Aveni, especialista nesta civilização e arqueoastrônomo da Universidade Colgate, em Hamilton, Nova York, esta “é a época em que o maior ciclo do calendário maia – 1.872.000 dias ou 5.125,37 anos – acaba e um novo ciclo começa”. Ainda segundo ele, no auge do império, os maias inventaram um extenso calendário circular, chamado “A grande contagem”, segundo o qual a era atual se encerraria neste ano.

Na verdade, para a cultura maia, 21/12/2012 não marcaria o fim do mundo, mas, sim, o fim de um ciclo e o início de um novo, que ninguém sabe ao que se refere, algo que está em harmonia com a crença maia, uma vez que acreditavam que o mundo consistia de ciclos infinitos que acabavam e recomeçavam.

Parece ser consenso entre os pesquisadores que, em uma das profecias maias, há uma referência à chegada de um senhor dos céus, coincidindo com o encerramento de um ciclo numérico, que acreditam ser o final do ciclo que se encerra neste ano. Contudo, não há clareza sobre a que ciclo numérico os maias estariam aludindo, bem como não é declarado quem seria este “senhor dos céus”.

O fim segundo os astecas

Para os astecas, o fim do mundo era algo muito presente, uma vez que acreditavam que isso poderia ocorrer em míseros ciclos de 52 anos. Associavam o fim do mundo ao “fim do sol”. Segundo esta antiga civilização, o mundo já teria acabado várias vezes, sempre havendo recriações. Acreditavam que o primeiro sol fora destruído por um jaguar (terceiro maior animal na família dos felídeos) e que este teria engolido a humanidade. O segundo sol fora extinto pelo deus do vento, que transformara a humanidade em macacos. O terceiro sol fora apagado pelo deus da chuva, o qual teria submetido à humanidade a um imenso dilúvio. Nossa geração apenas não teria sido destruída devido a cerimônias ritualísticas que envolviam sacrifícios de pessoas.


O fim do mundo segundo as diversas religiões


Entendemos que as religiões atuam como uma das expressões culturais mais fortes em algumas regiões do mundo. Entretanto, algumas delas cruzam fronteiras e não podem ser tomadas como um patrimônio cultural exclusivo de alguma raça. Sendo assim, entendemos ser mais didático tratar separadamente sobre como algumas grandes religiões prenunciaram o fim do mundo ao longo dos séculos. Vejamos.

O fim segundo o hinduísmo

Assim como os maias, os hindus também acreditam numa ideia cíclica de existência, apontando para diversos inícios e vários fins de mundo. Em cada fim de ciclo, haveria um caos estarrecedor, causado por uma batalha entre forças opostas, culminando com a aurora de um novo ciclo. A iminência do fim de um ciclo, tal como descrito nos Puranas (obras sagradas do hinduísmo), aconteceria sempre por causa da degradação do ser humano.

O fim segundo o judaísmo

Há que se tomar cuidado porque existem muitas correntes no judaísmo e, assim, apresentamos aqui apenas um dos entendimentos.

Para alguns judeus, o fim do mundo, também conhecido como acharit hayamim, seria precedido de uma grande desordem mundial em todas as esferas da vida humana. Segundo o calendário judaico, 2012 seria o ano 5773, desde a criação. Alguns judeus acreditam que o mundo duraria apenas 6000 anos, numa alusão aos seis dias da criação descritos em Gênesis. Assim, restariam 227 anos para o término desse tempo, o que corresponderia a 30 de setembro de 2239 em nosso calendário.

Nesse contexto, entre outros acontecimentos, o fim desta era dar-se-ia em meio a importantes fatos, como: a reunião dos judeus exilados na terra geográfica de Israel (sionismo); a derrota de todos os inimigos de Israel; a construção do terceiro templo de Jerusalém e a restauração dos sacrifícios e serviços nele; e a ressurreição dos mortos. O próximo milênio, chamado Olam Haba (“mundo futuro”) seria uma era de santidade, paz mundial e vida espiritual.

Como não poderia deixar de ser, excetuando-se a fixação da data, este entendimento se assemelha muito ao que apregoa o cristianismo evangélico.

O fim segundo o budismo

Tratar sobre os muitos conceitos no budismo é, sem dúvida, caminhar sobre uma areia movediça, tamanha variedade de posicionamentos. Aqui, expomos apenas dois deles. O primeiro não pensaria o fim do mundo como o fim da matéria, mas como os seres humanos distantes da Lei Universal (Dharma). Nesse sentido, o fim do mundo poderia ser associado ao desconhecimento das pessoas acerca do caminho para a iluminação por meio do Dharma. O segundo pensaria o fim do mundo como matéria, incluindo os seres humanos. Este “fim”, na verdade, seria uma mutação e ocorreria conforme o ciclo de transformação; ou seja, formação, vida, destruição e vacuidade. Segundo esse entendimento, o mundo experimenta um movimento eterno e contínuo de refacção.

O fim segundo o islamismo

Para o Alcorão, o fim do mundo é caracterizado com o juízo final, também chamado de Quiyamah. Conforme algumas tradições muçulmanas, o evento se daria numa época de grande avanço tecnológico e com a humanidade assolada por práticas pecaminosas. Haveria uma batalha entre Jesus (Issa) e o anticristo (Dajjal), que seria caracterizado por ser estrábico e cego da vista direita, tendo a inscrição Káfir na testa, que significa “descrente”. Segundo tal crença, este sinal poderá ser identificado somente por muçulmanos fiéis, ainda que, eventualmente, sejam analfabetos. Além disso, o final seria marcado por eventos cósmicos, abalos sísmicos, catástrofes climáticas e geológicas. E a separação entre aqueles que vão desfrutar a vida eterna no paraíso e os que vão queimar para sempre no inferno.


O fim do mundo na virada do ano 1000


Todos sabemos que os finais de milênio, costumeiramente, afloram algumas superstições e tradições religiosas devido ao fato de a teologia judaico-cristão prever acontecimentos escatológicos que, de alguma forma, se relacionam ao conceito de milenarismo. Guardadas as devidas distinções entre as várias correntes interpretativas, o milenarismo, como o próprio nome aponta, consiste na divisão de um ou mais fragmentos de tempo em períodos de mil anos. Assim, o milenarismo remete ao final de um ciclo para o início de outro.

Sobre o ambiente neste período de transição milenar, Esequias Soares, reconhecido apologista cristão, explica: “Quando se aproximou o ano 1000 a.D., tanto os clérigos como os leigos estavam confiantes em que o Senhor Jesus estabeleceria o Juízo Final antes do ano 1000, e, portanto, a data escolhida para a segunda vinda de Cristo foi a meia-noite de 31 de dezembro de 999 a.D. Era o assunto cotidiano da Europa daqueles dias. Era usada uma expressão própria nos términos de diálogos ou de cartas: appropinquante mundi termino, que significa ‘com o fim do mundo que se aproxima’. Muitos doavam e vendiam seus bens, passando a viver nas colinas. Milhares iniciaram peregrinações para Jerusalém. O ano 1000, todavia, chegou, foi-se e nada dessas coisas aconteceu. Todos voltaram às suas atividades, reiniciando tudo. Foi um prejuízo incalculável para a sociedade”.

Insistentemente, quando o ano 1000 frustrou as expectativas de muitos religiosos, deu-se um jeito de estender essa esperança até 1033, sob a alegação de que este ano se conformaria à ideia de mil anos após a morte de Cristo, que se deu aos 33 anos. Assim, o fim do mundo ocorreria mil anos após a morte e não após o nascimento de Cristo.


O fim do mundo na virada do ano 2000


É lógico que, antes de chegarmos ao ano 2000, muitos se levantaram apregoando o fim do mundo. No final do século 19 e início do século 20, por exemplo, surgiram muitos grupos com ênfase na escatologia, entre os quais se situam as testemunhas de Jeová, os mórmons e os adventistas do sétimo dia. Pensando detidamente sobre os últimos duzentos anos, resgatamos aqui algumas previsões apocalípticas fracassadas. Várias delas multiplicadas em dezenas de sites na Ínternet.

A previsão adventista – 1844

Tudo começou com William Miller, que predisse que Cristo voltaria em 1843 (data que, depois, foi alterada para 22 de outubro de 1844). Miller admitiu seu erro. No entanto, a profetisa dos adventistas, Ellen G. White, que, repetidas vezes, endossara a profecia de Miller, insistiu em que Cristo havia retornado de fato, mas não à terra. Em vez disso, Jesus havia entrado no santo dos santos no céu, para fazer expiação por todos quantos se mostrassem merecedores dos seus benefícios.

A previsão jeovista – 1914

Pela data, em pleno início da 1a Guerra Mundial, podemos imaginar o impacto de uma profecia apocalíptica nesse contexto. Russell, fundador das testemunhas de Jeová, pregou que a segunda vinda de Cristo tinha ocorrido invisivelmente em outubro de 1874, que o Senhor estava verdadeiramente presente, e que, em 1914, os fiéis (os 144 mil) seriam trasladados ao céu e os ímpios, destruídos. O armagedom, que começara em 1874, culminaria em 1914, com a derrubada geral dos governantes da terra e o fim do mundo. Nada disso aconteceu e o mundo ainda passaria, décadas à frente, por outra grande guerra.

Segundo o discurso mais recente dos jeovistas, na revista Sentinela, setembro de 2011: “O armagedom destruirá apenas as pessoas más e incorrigíveis. Haverá ‘uma grande multidão de sobreviventes’”.

Mas, nem sempre o discurso foi assim tão ameno. Em décadas passadas, o ingresso na religião era condição inegociável para sobreviver a esse período apocalíptico. A propósito, esse grupo fixou a data para o armagedom inúmeras vezes: 1873, 1874, 1889, 1914, 1918, 1925, 1941, 1975... Quanta decepção!

A previsão mórmon – 1891

Joseph Smith, fundador da religião mórmon, afirmou, em 1833, que o mundo enfrentaria uma série de desastres naturais que dizimariam os infiéis (não mórmons), deixando-os seguros em seu refúgio de Sião, em Missouri. Em vez disso, os mórmons emigraram para Utah. Depois, em 1835, Smith disse que Deus havia dito a ele que Jesus retornaria em 56 anos, o que também não ocorreu.

A previsão de Heaven’s Gate – 1997

Quando o cometa Hale-Bopp apareceu, em 1997, surgiram rumores de que uma nave alienígena estava seguindo o cometa. Apesar da negação da existência de tal nave, os rumores foram divulgados amplamente e inspiraram a criação de uma seita chamada “Heaven’s Gate” (“Portais do Céu”), que acreditava que o mundo acabaria logo. Infelizmente, no dia 26 de março de 1997, o mundo acabou para 39 membros do culto, que foram levados a um rancho no meio do deserto e cometeram suicídio, por acreditarem que suas almas seriam levadas pelos alienígenas.

A previsão de Nostradamus – 1999

A escrita metafórica e obscura de Nostradamus intrigou estudiosos por mais de 400 anos. Seus escritos foram traduzidos e reescritos em inúmeras versões. Uma de suas frases mais famosas afirma: “No ano 1999, no sétimo mês, do céu virá o grande rei do terror”. Muitos devotos das previsões de Nostradamus ficaram preocupados, já que ele tinha grande fama, e acreditavam que esta era a sua previsão do fim do mundo.

A previsão do Bug do milênio – 2000

Segundo alguns especialistas, na virada do último milênio, muitos computadores não conseguiriam identificar a diferença entre o ano 2000 e o ano 1.900. Ninguém tinha certeza do que isso significaria, mas muitos sugeriam que problemas catastróficos poderiam ocorrer, desde blecautes enormes a um holocausto nuclear. A venda de armas cresceu muito e várias pessoas se prepararam para viver após a catástrofe. Mesmo com todos os problemas previstos, o ano novo começou normalmente, com alguns pequenos problemas em computadores isolados. Isso ocorreu há apenas 12 anos!


O que a ciência tem a dizer sobre o fim do mundo


Diante de tantos pareceres no âmbito religioso, também apresentamos aqui alguns dos posicionamentos mais aceitos no meio científico sobre o fim do mundo. É certo que os cientistas não são taxativos em relação aos “prazos de validade” do mundo, mas vários deles defendem que o fim do mundo virá, sem dúvida. A seguir, expomos, em poucas linhas, as teses mais difundidas.

A tese da guerra nuclear considera que os arsenais atômicos existentes hoje possuem um poder de destruição para aniquilar o nosso Planeta dez vezes.

A tese da imersão considera o enchimento dos oceanos, que estão avançando cada vez mais, devido ao derretimento das geleiras, e poderiam deixar a terra inabitável, totalmente emersa.

A tese do resfriamento global, segundo a qual o sol perderia seu calor, e isso causaria a extinção da vida na terra. Outra possibilidade seria a erupção de megavulcões ou de diversos vulcões simultaneamente, que emitiriam densas fumaças que bloqueariam a luz do sol por diversos anos no planeta.

A tese do aquecimento global, segundo a qual a elevação da temperatura, devido à concentração de dióxido de carbono na atmosfera, tornaria a vida na terra insuportável.

A tese da colisão cósmica, segundo a qual a terra colidiria com algum corpo celeste suficientemente grande para dizimar todas as vidas do Planeta. Segundo diversos estudos na área da astronomia, há, aproximadamente, dois mil asteroides com cerca de 2 km de diâmetro que podem colidir com a terra a qualquer momento. Se a consideração levar em conta somente os asteroides do tamanho de um campo de futebol, o número chega a 100 mil. Conforme cálculos, o matemático Oswald de Souza, em reportagem exibida no Globo Repórter de 1993, “as probabilidades de um desses asteroides se chocarem com a Terra são trezentas e onze vezes maior do que as de alguém acertar na Sena marcando um único cartão”.


Como aproveitar o fim do mundo?


O único livro que tem autoridade para responder a essa pergunta com propriedade e inerrância é a Bíblia. Jesus, em seu sermão apocalíptico, em Mateus 24.1-51, muito falou sobre os sinais que precederiam os tempos do fim. Sobre isso, também deixou muito claro: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).

Ao comentar sobre a dissolução da terra, por meio do fogo, o que chamamos de conflagração, o apóstolo Pedro deixa claro como devemos viver neste mundo: “Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (2Pe 3.11,12).

Não temos condições de abordar, neste artigo, explicações sobre a conflagração mencionada por Pedro, até porque precisaríamos considerar aqui algumas possibilidades de interpretação, mas queremos enfatizar, neste encerramento, como devemos, na condição de cristãos, “aproveitar” não exatamente o fim do mundo, mas os nossos dias neste mundo.

Devemos viver os nossos dias andando na luz, para não sermos apanhados pelas trevas (Jo 12.35).

Devemos viver os nossos dias andando em Espírito e não cumprindo a cobiça da carne (Ef 5.16).

Devemos viver os nossos dias andando por fé e não por vista (2Co 5.7).

Devemos viver os nossos dias andando em temor durante todo o tempo de nossa peregrinação (1Pe 1.17).

Devemos viver nossos dias sendo santos, porque é santo o Deus que nos chamou (1Pe 1.15 ).

Devemos viver os nossos dias inconformados com este mundo (Rm 12.1).

Devemos viver nossos dias combatendo o bom combate e guardando a fé (2Tm 4.7).

Devemos viver os nossos dias fitando os olhos no autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2).

Devemos viver os nossos dias jamais nos esquecendo de que somos estrangeiros nesta terra (Hb 11.13).

Enfim, como Pedro escreve, devemos aproveitar os nossos dias vivendo em amor, como Deus nos amou, vivendo em santidade e piedade, aguardando ardentemente a vinda de Deus.


Referenciamento:


DUBY, Georges. O ano mil. Lisboa: Edições 70, 1980.

MOONEY, Ângela Rodriguez. Do caos ao começo: mitos do dilúvio e do fim do mundo na sociedade grega e yudyana. Disponível em: http://www.academia.edu/185395/Do_Caos_ao_Comeco_Mitos_do_Diluvio_e_do_Fim_do_Mundo_na_sociedade_grega_e_yudyana Acesso em 05.out.2012.

RUSSEL, Charles Taze. O plano divino das idades. Associação dos Estudantes da Bíblia “Aurora”, 1885.

SILVA, Esequias Soares da. Como responder às testemunhas de Jeová: comentário exegético e explicativo. São Paulo: Candeia, 1995.

A criação e o fim do mundo em diversas culturas. Disponível em: http://ahduvido.com.br/a-criacao-e-o-fim-do-mundo-em-diversas-culturas Acesso em 04.out.2005

WHITE, Ellen Gould. O ritual do santuário. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1983.

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