Defesa da Fé

Edição 12

A Renovação Católica Carismática e o Espírito Santo


Esta segunda parte do artigo sobre RCC, tem a finalidade de analisar as contradições da RCC em relação à obra do Espírito Santo. Não serão analisadas todas as doutrinas aceitas pela RCC, mas unicamente aquelas que confrontam com a obra que o Senhor Jesus disse que o Espírito Santo viria fazer na terra.


O Espírito Santo veio como substituto de Cristo


Jesus enviou o Espírito Santo como o seu substituto e representante na terra: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16). “Todavia digo-vos a verdade, convém que eu vá; pois se eu não for, o consolador não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.” (Jo 16.7).

A RCC, no entanto, aceita o Papa como vigário (substituto) de Cristo na terra, usurpando assim o lugar do Espírito Santo: “Um cristão, cuja vida é conduzida pelo Espírito, assim, não porá nunca em questão a obediência devida às diretivas da Igreja ou do sucessor de Pedro, o ‘Cristo visível na terra’”. (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO, Harold J. Hahn, S.J. Maria J. R. Lamego, p. 38).

. A forma hierárquica católica de classificar o papa como o “Cristo visível na terra”, além de torná-lo como usurpador do lugar cabível somente ao Espírito Santo, o verdadeiro substituto de Cristo, conforme nos ensina a Palavra de Deus em João 14.7 e 16. As declarações e atitudes do “sumo pontífice romano” diferem das declarações e atitudes de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade.

Como um movimento que aceita dogmas e ensinamentos contrários ao Espírito Santo, pode ter a operação deste mesmo Espírito em seu meio? Como pode o “Cristo visível na terra” ser idólatra? E fazer declarações totalmente contrárias a do Espírito Santo? A RCC aceitando estes dogmas e ensinos contrários as Sagradas Escrituras não pode ser guiada e abençoada pela direção do Espírito Santo de Deus. Deus, não é Deus de confusão. (I Co 14.33).


O Espírito Santo veio para testemunhar de Cristo como Príncipe e Salvador


“Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados, e nós somos testemunhas destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.” (At 5.31, 32)

O texto bíblico também diz que o Espírito Santo testemunha de Cristo como Salvador, aliás, como suficiente Salvador, que não necessita de assistentes (At 4.12; Hb 7.25); no entanto, a RCC aceita Maria como co-redentora, dizendo que ela intercede pelo pecador. Ora, quem revelou essa suposta verdade a Igreja Católica Romana, será que foi o Espírito Santo? Poderia então o Espírito Santo se contradizer tanto assim? Primeiro diz que há um só mediador (I Tm 2.5) e depois nega essa verdade e revela um outro mediador? Prezado leitor, esse espírito que atua na RCC pode ser qualquer espírito, menos o Espírito Santo de Deus. O dogma dos papas não tem autoridade como o ensinamento do Espírito Santo tem, e não podemos aceitar essa situação que a RCC deixa o Espírito Santo, já que pelas suas práticas, o Espírito Santo tornou-se extremamente contraditório. Ainda que a RCC tente dissimular tal verdade.

Jesus é o único advogado (I Jo 2.1), porque como único Salvador é o defensor da nossa causa; no entanto, a RCC pede a Maria “que rogue pelos pecadores agora e na hora da morte”.

Jesus é o nosso único mediador, em virtude de ser o único Salvador, pois conquistou o direito de mediação pela sua morte expiatória (I Tm 2.4-6); no entanto, a RCC crê na mediação de Maria, e essa história de que Maria liga os homens a Jesus é falsa, pois Jesus é o mediador entre DEUS e os HOMENS, e não entre DEUS e MARIA, que por sua vez seria a mediadora entre Jesus e os homens.

Os católicos carismáticos não podem ser salvos, pois, para que assim ocorra, é necessário que o homem tenha Cristo como único mediador: “Portanto pode salvar perfeitamente os que por Ele (Jesus) se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Portanto, a crença da RCC confronta-se com o verdadeiro testemunho do Espírito.

Acerca de Maria, mãe de Jesus: o que a Bíblia, inspirada pelo Espírito Santo diz sobre ela:


Desposada com José


“Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria desposada com José, antes de se ajuntarem achou-se ter concebido do Espírito Santo.” Mt 1.18

“A uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de Davi: e o nome da virgem era Maria.” (Lc 1.27)


Recebe o anúncio do nascimento de Jesus


“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de Davi: e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava disse: ‘Salve, agraciada; o Senhor é contigo bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe então o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus; e eis que, em teu ventre conceberás e dará à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus, este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço varão? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice, e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”. Lc 1.26-38.


Visita Isabel, sua prima


“E naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel, e aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre. E donde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas”. Lc 1.39-45.


“O Magnficat”


“Disse então Maria: a minha alma engrandece ao Senhor. E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é o seu nome, e a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço obrou valorosamente; dissipou os soberbos no pensamento de seus corações. Depois dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos. Auxiliou a Israel seu servo, recordando-se da sua misericórdia” Lc 1.46-54


Vai a Belém

“E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida” Lc 2.4,5.


Dá a luz a seu primogênito

“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus” Mt 1.25.

“E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” Lc 2.7.


Encontra Jesus no templo

“Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da páscoa. E tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; e, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiraram a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho , por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhe disse: por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavra que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré , e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas” Lc 2.41-51


Presente no casamento em Caná


“E, no terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não há vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos serventes. Fazei tudo quanto ele vos disser”. Jo 2.1-5


Preocupa-se com o ministério de Jesus


“Chegaram então seus irmãos e sua mãe, e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” Jo 3.31-35.


Junto a cruz


“E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e Maria Madalena. Ora, Jesus vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis ai a tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” Jo `9.25-27


Na companhia dos discípulos


“Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos” Atos 1.14.

Estes dados foram extraídos da Bíblia Sagrada, e isto é tudo que a Bíblia fala sobre Maria, a mãe de Jesus. Qualquer pessoa ou cristão leitor regular da Bíblia, ou que tenha um conhecimento básico das Escrituras, jamais aceitará o ensino sobre Maria, da Igreja Romana, pois se trata de um ensino particular dessa religião. Ao observarmos ainda os três primeiros “Credos” da Igreja, notamos que todos possuem fundamentação na Bíblia, exemplo:

I) a doutrina da Santíssima Trindade (Mt 28.19; I Co 12.4-6; II Co 13.13; Ef 4.4-6)

II) a doutrina da divindade do Senhor Jesus (Mt1.23 comp. Is 7.14; Is 9.6; Jr 23.5, 6; Zc 14.5; Jo 1.1-3; 5.18; 8.58; 10.30-33; 20.28; Rm 9.5; II Co 5.19; Fp 2.6; Cl 2.2,9; II Ts 2.16;I Jo 5.20; Ap 1.7, 8).

As citações bíblicas já não ocorrem, quando a Igreja Romana fala sobre Maria, pois o dogma sobre Maria não encontra base nas Sagradas Escrituras. Exemplo, qual a referência bíblica para:

I) Maria, concebida sem pecado (dogma da imaculada concepção)?

II) Maria, assunta aos céus (dogma da ascensão de Maria) ?

Ou ainda o futuro dogma romano de Maria, a co-redentora? Onde estão as referências da Bíblia Sagrada para tais dogmas acerca de Maria, a mãe de Jesus?

Ainda que os adeptos da RCC deixem de adorar estátuas, enquanto adorarem a Maria e os superiores serão idólatras.

“Mas, quanto... aos idólatras... a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”. (Ap 21.8)


DOGMA DA IGREJA ROMANA

1. MARIA, MÃE DE DEUS

(Concílio de Éfeso, 431)


2. MARIA, SEMPRE VIRGEM

(Ela teria se mantido nessa condição por toda a vida. Dogma aceito no séc. 4)


3. MARIA, IMACULADA

(Foi concebida e nasceu livre do pecado original. Dogma declarado pelo papa Pio IX , em 1854 )


4. MARIA, ASSUNTA AO CÉU

(O corpo de Maria subiu ao céu. Dogma declarado pelo papa Pio XII, em 1950)


ENSINO DA BÍBLIA

1. MARIA, MÃE DE JESUS

(Mt 1.18-25)


2. MARIA TEVE OUTROS FILHOS

(Mc 6.3, 4: 4.31-35)


3. MARIA NASCEU SOB O PECADO

(Lc 1.47; Rm 3.23;5.12)


4. MARIA AGUARDA A RESSURREIÇÃO

(I Ts 4.13-18)


Aqui vemos a diferença da Maria da Bíblia Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo e da Maria criada pela Igreja Romana. Assim a Igreja Romana, na ansiedade de defender e “provar” seus ensinos sobre Maria, tornou-se Mariocêntrica. Vejamos outros exemplos:

I) Existem mais Igrejas Romanas em honra, louvor, adoração e homenagem a Maria, que a Jesus Cristo. No Brasil e no mundo existem mais Igrejas Romanas dedicadas a Maria primeiramente, depois em honra aos santos e finalmente a Jesus.

II) O terço romano: são 50 décimas, e para cada 10 ave-marias um Pai-nosso, assim dá: 50 ave-marias e dez Pai-nossos. Ora-se mais a Maria, que ao Pai.

III) Até na idolatria, ou na confecção de imagens de esculturas, fazem-se mais imagens de Maria, que de Jesus. Os carismáticos romanos colam mais adesivos de Maria em seus veículos, do que de Jesus.

IV) Há mais aparições, sonhos, revelações dos adeptos da Igreja Romana de Maria, que de Jesus.


O Espírito Santo nos ensina a testemunhar que o sacrifício de Cristo foi suficiente


“Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. E o Espírito Santo também no-lo testifica...” (Hb 10.14,15).

A Bíblia nos diz que o sacrifício de Cristo na cruz não será repetido, porque foi suficiente (Hb 9.26,28; 10.10, 12; 7.27); por este motivo Jesus exclamou na cruz: “Está consumado”.

A RCC prega que a missa é a renovação do sacrifício de Cristo, isto é, que o sacrifício de Cristo na missa é repetido. Quando o padre consagra a hóstia, ela se transforma, segundo a concepção católica, em Jesus Cristo. Como a hóstia do padre é acompanhada do vinho, a hóstia vira o corpo de Cristo, e o vinho vira o seu sangue. Como os dois estão separados, Jesus naquela hora é morto e sacrificado, e por que não dizer, pelo padre? Esta é a doutrina Católica. Os crentes, por sua vez, crêem que o sacrifício de Cristo não é repetido ou renovado, e que a ceia do Senhor é simbólica e memorial, e não real.

O texto bíblico nos diz que o Espírito Santo testifica que o sacrifício de Cristo foi único e impossível de ser repetido; portanto, o Espírito Santo repudia a missa. Isto nos leva a crer que o espírito que se manifesta entre os católicos carismáticos não é o Espírito de Deus. Vejamos testemunhos da RCC:

“Antes eu aceitava simplesmente a Igreja: agora eu agradeço a Deus por ela e oro por ela... Tenho um maior amor pelos sacramentos, principalmente pelas penitências e a eucaristia...” (Limiar da Promessa de Deus, p. 65).

Note, aí, que a penitência e a eucaristia, são dois sacramentos católicos que zombam do sacrifício de Cristo. A penitência porque pretende substituir o sacrifício de Cristo pelo sacrifício humano; a eucaristia, porque pretende repetir o sacrifico de Cristo.

“Praticamente todos os católicos que eu conheço e que estão ligados à RCC apreciam mais a vida sacramental da igreja, principalmente a Sagrada Eucaristia. A maioria deles desejam ir à missa durante a semana, sempre que possível, e tentam fazer isso. Falei com alguns padres que estiveram trabalhando com gente ligada à RCC e eles me disseram que entre eles o número de pessoas que fazem confissões freqüentes é muito maior do que entre os paroquianos em geral...” (A Renovação Carismática e a Experiência Irlandesa, p. 131).

Note, aí, a confissão, que tenta dividir a obra do perdão dos pecados, que é exclusiva de Cristo (I Jo 1.9) com o padre, fazendo do padre um co-redentor. “Muitos passaram a comungar diariamente e outros começaram a freqüentar os sacramentos muito mais do que antes” (O Pentecostes na igreja católica, Frei O’Conner, p. 18)

“De maneira idêntica”, prossegue frei O’Conner, “as devoções tradicionais da igreja assumiram maior significado. Certas pessoas voltaram a usar com freqüência do sacramento da penitência, através da experiência do Batismo no Espírito, outros descobriram um lugar para a devoção à Maria em suas vidas, ao passo que antes haviam ficado indiferentes ou até mesmo com antipatia em relação a ela. Uma das ações mais espetaculares do Espírito Santo tem sido a de estimular a devoção, a presença real na Eucaristia. Vindo em uma hora em que muitos teólogos estão depreciando esta devoção, embora o santo padre tenha reafirmado o seu valor, este é um sinal evidente do caráter católico do movimento”. (Retirado da CONFUSÃO CARISMÁTICA, Stanley Mawhinney).

“A assistência diária à missa tornou-se minha maneira de viver. Através da missa recebo forças de que necessito para testemunhar de Cristo e dos seus ensinamentos”. (Católicos Pentecostais p. 45)

“A maioria de nós recebeu o batismo no Espírito Santo, enquanto estava de joelhos, em oração, diante do santíssimo sacramento” (Católicos Pentecostais, p. 48)

Note, aqui, que eles dizem que o Espírito Santo veio quando estavam adorando a hóstia, supondo ser Jesus ali, e, mesmo que fosse Jesus, seria um Jesus morto, quando o Espírito Santo é contrário à idolatria (adoração à hóstia) e ao espiritismo (adoração de um suposto morto), além de dar testemunho da ressurreição de Cristo e de que Ele vive para sempre, de que Jesus é um Jesus vivo (At 2.32, 33; 5.30-32).

“As devoções naturais, como a de Maria, por exemplo, tornaram-se mais significativas (e eu era um dos que colocava Maria completamente fora de cena, anos atrás). Especialmente a vida sacramental da igreja tem se tornado significativa, particularmente o sacramento da penitência...” (Católicos Pentecostais, p. 114).

“Descobrir um novo grau de significação de todos os sacramentos especialmente na confissão e na eucaristia. Cheguei a entender de maneira mais perfeita a eucaristia como sacrifício e voltei à confissão freqüente, da qual tinha dúvidas sobre seu valor como agente de correção” (Católicos Pentecostais, p. 97)

“... é natural que após a purificação sacramental..., e a recepção de Cristo na Eucaristia, muitos sejam batizados com o Espírito Santo”. (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO, Harold J. Rahn, S.J. Maria J.R. Lamego, p. 199).

“Uma das notas características dos que se entregam ao Espírito Santo é um grande amor a Cristo, um afervoramento na devoção à Eucaristia. A necessidade de vivência eucarística é uma das conseqüências do batismo no Espírito Santo” (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO, Harold J. Rahn, S.J. Maria J.R. Lamego, p. 217).

O Jesus que pode batizar com o Espírito Santo (Ap 3.1) é o mesmo que disse: “... fui morto, mas eis que aqui estou vivo pelos séculos dos séculos” (Ap 1.18), e não é um “Jesus” que morre toda a semana na Missa. O “Jesus” dos católicos carismáticos é outro “Jesus”, e o “Espírito Santo” também é outro: “Porque se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes...” (II Co 11.4)


O Espírito Santo nos ensina a batizar os verdadeiros crentes no corpo de Cristo através da experiência da salvação


O Batismo no corpo de Cristo é diferente do batismo no Espírito Santo, e diz respeito à experiência de salvação (I Co 12.13). A experiência de salvação ocorre quando a pessoa manifesta o arrependimento dos pecados, reconhecendo sua total incapacidade de contribuir na sua salvação, e, única e exclusivamente pela fé, aceita a Jesus Cristo como único e todo-suficiente Salvador. Nesse momento, a pessoa é salva e recebe de Deus a certeza desta salvação. Para que alguém seja batizado no Espírito Santo, necessita ter sido salvo anteriormente. A salvação é a condição prévia; no entanto os católicos carismáticos querem ser batizados no Espírito Santo sem passar pela experiência de salvação, o que é impossível.

O batismo no Espírito Santo não prejudica tanto as doutrinas católicas quanto a salvação; daí, sua rejeição à sua experiência de salvação; por outro lado, o batismo no Espírito Santo sem salvação é falso. Vejamos o que diz a RCC: “Tal linguagem muitas vezes deixa os católicos pouco à vontade. Isso se aproxima muito da insistência evangélica e fundamentalista em uma ‘experiência de salvação’ para que seja confortadora para muitos. Algum esclarecimento seria uma grande ajuda neste caso. Em primeiro lugar, como católicos, nós não podemos aceitar a idéia de a salvação de alguém depender de uma experiência. E também não concordamos que tal experiência seja necessária...” (LIMIAR DA PROMESSA DE DEUS, James Byrne, p. 33).

O frei O’Conner alega que a experiência de salvação é ilegítima e diz que ela “provém em última análise, do conceito de Lutero sobre a fé. Ela se refere a uma experiência do poder salvador de Cristo. Ela dá ao homem o conhecimento de que ele está salvo. Muitos sustentam que ninguém pode ser salvo, a não ser que passe por esta experiência, e outros acrescentam que quem a recebeu não pode se perder. Essa experiência é muito precisa e consciente. Quem nela crê divide o mundo entre os salvos e os não-salvos. Não vacilam em citar quais os seus conhecidos que estão salvos, e quais os que não estão, e também perguntam sem hesitar a um estranho: ‘Irmão, você foi salvo?” (Retirado da CONFUSÃO CARISMÁTICA de Stanley Mawhinney).

Frei O’Conner prossegue: “Enquanto a teologia Católica nunca deu muita atenção à idéia de uma ‘experiência de salvação’... entretanto a doutrina que afirma ser esta a única maneira pela qual a graça de Cristo pode ser recebida, que ela é necessária à salvação, e que ela dá ao homem uma certeza sobre o seu estado de graça, e até mesmo sobre sua salvação final, além de não concordar com as Escrituras (?), esta é contradição com uma firme e unânime tradição, e com o ensino formal do Concílio de Trento” (Retirado da CONFUSÃO CARISMÁTICA de Stanley Mawhinney).

“Nós recebemos o Espírito Santo no sacramento do Batismo” (LIMIAR DA PROMESSA DE DEUS, James Byrne, p. 9).

Se os católicos recebem o Espírito Santo no batismo, que necessidade haveria de nascer novamente do Espírito?

Sobre a experiência de salvação, temos na Bíblia o exemplo de Paulo (At 9), e muitos versículos que falam, como Efésios 2.8,9.

Sobre a certeza de salvação, temos, por exemplo: Romanos 8.1; João 5.24; I João 5.12,13.

Paulo diz: “... mas para nós, que somos salvos...” (I Co 1.18); “que nos salvou...” (II Tm 1.9).

Sobre a certeza de perseverar até o fim, temos: Filipenses 1.6; 1.21; Romanos 8.38,39; I Timóteo 4.18; I Co 1.8. A Bíblia diz: “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifeste que não são dos nossos”. (I Jo 2.19)

O catolicismo pretende um ecumenismo pentecostal, isto é, unir todas as igrejas evangélicas pentecostais com os católicos “pentecostais”, pois assim será um passo em direção à pretensa volta dos protestantes ao catolicismo. O fator de união seria o batismo no Espírito Santo. John Bertolucci, sacerdote católico, disse: “Mas saibam que o Senhor está fazendo uma coisa nova: Ele está derramando o Seu Espírito sobre toda a carne... sobre todas as denominações... sobre todos e isto é... o Ecumenismo do Senhor” (O MOVIMENTO ECUMÊNICO À LUZ DAS SANTAS ESCRITURAS, Homer Duncar, Imprensa Batista Regular, p. 37)

Jesus, no entanto, nunca pretendeu que o batismo no Espírito Santo fosse uma experiência de unidade. Ele disse que o batismo no Espírito Santo seria receber poder para testemunhar (At 1.8). Quando ele disse que seria para toda a carne, estava se referindo a judeus e gentios. No Antigo Testamento, a missão de pregar era só para os judeus. No Novo Testamento, os gentios crentes também deveriam pregar o evangelho, e a maior prova disso aconteceria quando o Espírito Santo caísse sobre eles, dando-lhes poder para TESTEMUNHAR.

O batismo no Espírito Santo não une católicos e evangélicos, fazendo-os esquecer as diferenças doutrinárias; ao contrário, o verdadeiro batismo no Espírito Santo, que dá ousadia para pregar (At 18.28) contra o erro doutrinário, distancia-os ainda mais. Um crente verdadeiramente batizado no Espírito Santo deveria denunciar com ousadia a idolatria católica. O verdadeiro fogo do Espírito Santo não une, mas separa a verdade da mentira: “Vim lançar fogo à terra ... Cuidai vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão” (Lc 12.49, 51).

Jesus nunca pretendeu que o batismo no Espírito Santo fosse uma experiência de unidade. A experiência que unia os cristãos era a salvação ou o batismo no corpo de Cristo, ou batismo no Salvador, quando o homem deixava de estar em Adão e passava a estar em Cristo: “Pois por um só Espírito fomos nós todos batizados em um só corpo, quer judeus quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos foi dado beber de um só Espírito”. (I Co 12.13).

Os católicos carismáticos, no entanto, rejeitam a experiência de salvação; logo não pode haver unidade entre nós e eles. Pode haver unidade entre evangélicos pentecostais e tradicionais, pois ambos crêem na experiência de salvação, mas nunca entre crentes e católicos. Além do mais, o batismo no Espírito Santo dos católicos, sem a prévia experiência de salvação, é um embuste.


O Espírito Santo leva o homem a falar em mistérios com Deus


Através das línguas, os crentes pentecostais falam em mistérios com Deus: “Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios.” (I Co 14.2).

O texto sagrado diz que as línguas não é para falar aos homens, mas a Deus. No entanto “as línguas” da RCC servem para eles falarem com Maria. Isto porque, na prática eles não consideram Maria humana, mas uma espécie de “divindade”. Além disso, Maria morreu, e seu espírito está no céu. Se as “línguas” da RCC servem para comunicação com os mortos, eles são espíritas.

Vejamos o testemunho da RCC: “em certa reunião de oração em South Bend, um padre que estava assistindo à sua primeira reunião, perguntou a um homem que estava perto dele, onde ele havia aprendido grego. A resposta foi a seguinte: “Que grego”? O padre disse então ao grupo que ouvira distintamente o homem repetir as primeiras sentenças da “Ave Maria” em grego, durante sua oração”. (Católicos Pentecostais, p. 225, 226).


Pode um Católico Romano ser batizado no Espírito Santo?


A resposta é não! Um católico praticante de suas doutrinas não pode ser salvo, e conseqüentemente não pode ser batizado no Espírito Santo. Além disso, o batismo no Espírito Santo depende da intercessão de Cristo (Jo 14.16) e Jesus só intercede pelos que o têm por único mediador:

“Porquanto, pode salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

E as “línguas” que os católicos carismáticos falam?

Se o “batismo no Espírito Santo” dos católicos carismáticos é falso, as “línguas” também o são. Vejamos as explicações para as “línguas” dos “carismáticos”:


Algumas são demoníacas.


São comuns os casos de católicos carismáticos que, ao entrarem em igrejas evangélicas, manifestam-se com possessões demoníacas; aliás, isso não é de admirar, pois os católicos carismáticos são idólatras, principalmente de “Maria” e da hóstia, e a idolatria é culto aos demônios: “Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus ...” (I Co 10.20)

Quando na missa se adora a hóstia, não se adora a Jesus, mas a demônios. Os coríntios, antes de serem crentes, eram idólatras e possuíam manifestações demoníacas semelhantes aos dons espirituais como se comportavam com aquelas manifestações: “Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós sabeis que quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados” (I Co 12.1,2).

Sobre a manifestação demoníaca de línguas entre os idólatras pagãos, temos: “Os historiadores das religiões da Grécia descrevem devotos, arrebatados pela histeria emocional, tremendo e caindo prostrados ao solo, balbuciando línguas extáticas. Platão registra tais cenas. Também Virgílio, que viveu e escreveu antes de Cristo” (A CATÁSTROFE CORINTIANA, Jorge E. Gardiner, p. 24). Eis aí a clara imitação satânica da obra divina.

O catolicismo carismático expressa que não importa se as línguas que eles falam são da mesma origem das línguas pagãs, isto é, demoníacas: o importante é falar as línguas, seja lá qual for a origem:

“Deixemos para os estudiosos e exegetas determinarem se a glossolalia (falar línguas) deveria ser classificada como alguém murmurando em êxtase, ou como uma linguagem ininteligível. Deixemos para os estudiosos e exegetas determinar se a glossolalia descrita em Atos ou I Coríntios é um fenômeno relacionado com a linguagem em êxtase de outras religiões orientais, ou da religião helenística, ou mesmo se é um novo fenômeno ou uma nova experiência” (Católicos Pentecostais, p. 245)

O catolicismo carismático crê nos dons espirituais extra-bíblicos, que são, sem dúvida, demoníacos, pois o Espírito Santo se limita ao que ele escreveu na Bíblia. Ora, se houvesse dons extra-bíblicos, como saberíamos a disciplina espiritual para eles, pois os dons bíblicos têm seu uso disciplinado nas Escrituras, e esses não têm em lugar nenhum.

Diz a RCC: “Não estás dizendo que somente os dons alistados em I Coríntios são carismas. Todos os outros dons do Espírito em sua igreja são carismáticos do mesmo modo” (Católicos Pentecostais, p. 206).

Uma coisa importante de lembrar aqui é que os crentes evangélicos que presenciam católicos carismáticos falarem em “línguas” afirmam que as “línguas” dos CC são diferentes daquelas faladas pelos pentecostais evangélicos.

A origem das “línguas” dos carismáticos é a mesma dos espíritas. Os espíritas também falam “línguas”. Sobre os espíritas, a Bíblia diz: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que CHILREIAM E MURMURAM...” (Is 8.19)

Todo católico é espírita! O católico faz missa de sétimo dia pelo morto; o católico ora pelos mortos; quando um católico ora a um santo ou a Maria, está orando a espíritos de pessoas que já morreram; quando um católico adora a um “Cristo” morto da missa, está adorando um suposto morto etc.

Dentre as profecias dos adeptos da RCC, algumas são de “Maria”, isto é, como se Maria estivesse falando em pessoa, isto é, encarnado. O católico carismático crê nas supostas ou demoníacas aparições de “Maria”.

Sobre a influência da psicologia na RCC, basta ver os seus temas, tais como “curas dos traumas”, “mágoa”, “conflitos interiores” etc. Geralmente vão para a RCC não as pessoas que se acham pecadoras e buscam salvação, mas as que se consideram “traumatizadas” e buscam uma terapia psicológica. Além disso, muitos grupos da RCC praticam o famigerado “dormir no Espírito”, em que numa espécie de hipnotismo, as pessoas dormem e acordam “aliviados”, numa verdadeira artimanha psicológica. A Bíblia nada fala sobre esta falsa experiência. Alguns grupos da RCC também falam sobre esta falsa experiência. Alguns grupos da RCC, também praticam regressão hipnótica, em que a pessoa é hipnotizada: volta a sua mente a anos passados, para detectar o acontecimento passado que causou “traumas”.

Se os CC fossem nascidos de novo, não precisariam disso, pois “Aquele que está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo” (II Co 5.17). Importa lembrar que muitos líderes carismáticos, principalmente aqueles vindo do exterior, a fim de liderar a RCC, são PSICÓLOGOS! O jesuíta Harol Hanh, por exemplo, tem dado curso de temas de Psicologia em várias partes do Brasil.


Algumas são mera imitação


Em minha cidade este é o modelo que predomina. Uma pessoa, na frente, fala em “línguas” e manda que os outros repitam ou tentem repetir o que ele está falando.

Conheço muitas pessoas que se desiludiram com a RCC, quando perceberam que tudo não passava de mera imitação. Conheço um grupo de crentes, ex-católicos carismáticos, que me disseram que as “línguas” que eles falavam, quando eram da RCC, era mera imitação ou repetição, mas que agora, como crentes falam verdadeiramente na língua do Espírito Santo.

Sobre a repetição, diz Jorge E. Gardiner, no seu livro A CATÁSTROFE CORINTIANA, p. 59: “Dêem-me um grupo de pessoas que façam o que eu lhes mandar: cantar, relaxar, antecipar e fazer gestos certos e será apenas uma questão de tempo até que algum comece a falar extaticamente!”.


Algumas são misticismos


A RCC não foi um movimento espontâneo, como alguém poderia pensar, mas foi planejado pelo catolicismo.

O movimento ecumênico havia surtido efeito entre os anglicanos e luteranos. A igreja Romana, porém, percebeu o grande crescimento do movimento pentecostal, que precisava barrar. A Igreja Católica, então, planejou o movimento carismático, em que o jesuíta O’Conner foi incumbido por Roma para tal missa. A RCC foi planejada nos cursilhos da cristandade. Até mesmo o lugar foi planejado, isto é, o lugar para começar o movimento. A RCC escolheu então um ambiente sugestivo para despertar o misticismo. Sobre o lugar diz a própria RCC: “Naquele monte venta muito; uma brisa forte vem do rio, açoita as pernas dos estudantes e assanha os cabelos, principalmente no outono. Nessa época o poeta e o místico PODEM SENTIR NO PRÓPRIO AR o Espírito que vem ‘como vento impetuoso’ e que ‘sopra onde quer’” (CATÓLICOS PENTECOSTAIS, p. 15).

O misticismo pode ser responsável pela “produção” de “línguas”, mas poucas vezes. O seu uso maior é como apoio aos outros métodos católicos carismáticos de “produzir” as “línguas”. Por exemplo, quando se usa a repetição, a pessoa nota facilmente que foi ela quem falou, e não foi obra do Espírito Santo; no entanto, o misticismo produzido fanatiza a pessoa, cegando-a para a verdade e realidade.


Observações a respeito das falsas línguas


Existem manifestações de “línguas” entre os mórmons (que não crêem na divindade do Espírito Santo); espíritas; os da religião Islâmica; os protestantes desviados ou modernistas (que não crêem na Trindade, nem na divindade de Cristo, nem no nascimento virginal de Cristo, nem na Bíblia como Palavra de Deus, nem em salvação pela fé etc.); pagãos; as religiões orientais; os da seita “Jesus Somente” (que dizem que o Espírito Santo, e não Jesus é o Salvador, pois ensinam que só os batizados no Espírito Santo, que falam em línguas, estão salvos; não crêem na Trindade; não crêem no batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; alguns deles não crêem no evangelho de Mateus), etc.

A atual RCC não é a primeira “renovação carismática” na Igreja Católica. Na idade média, os flagelantes saíam às ruas nus, açoitando-se até o sangue descer, dizendo que o fim do mundo chegava e falando “línguas”. Os flagelantes eram católicos: “Aos bandos promíscuos de moços, crianças e velhos de ambos os sexos, muitas vezes todos nus, percorriam as cidades clamando, cantando, urrando em LINGUAGEM ADOIDADA E DESCONEXA, penitenciando-se com açoites, e daí o seu nome de flagelantes” (Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos, Editora Caminho de Damasco, Dr. Aníbal Pereira Reis, p. 12).

A Bíblia já previa uma imitação da obra do Espírito Santo. Fogo, na Bíblia, é símbolo de Espírito Santo. Vejamos na Bíblia um sinal de imitação da obra do Espírito Santo na simbologia do antigo testamento: “Mas Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor, quando ofereceram fogo estranho...” (Nm 3.4). O óleo também é símbolo do Espírito, e na Bíblia se diz: “... nem fareis outro (óleo) de semelhante composição...” (Êx 30.32).

Deus proibia a imitação do óleo sagrado para unções. Jesus previu: “Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão sinais (as línguas são sinais) e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).

Notemos que “Cristo” quer dizer “ungido”, no caso, “ungido com o Espírito Santo”. Falsos cristos são falsos ungidos com o Espírito Santo.

Jesus ainda disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.22, 23).

As manifestações de “línguas” da RCC parecem-nos existir, só para confundir os pentecostais evangélicos.


Condições de Batismo no Espírito e a RCC


A Bíblia dá as condições do batismo no Espírito Santo: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo... e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38).

A RCC, contrariando a Bíblia, diz que não é necessário arrependimento de pecados para receber o batismo no Espírito: “Falando claro, poderíamos perguntar a nós mesmos: Quero entregar a minha vida a Cristo? Será que eu o amo? Esta pergunta é muito existencial, não SIGNIFICANDO QUE É UMA OCASIÃO DE CHORAR SOBRE OS ERROS PASSADOS” (Católicos Pentecostais, p. 271).


A falsa propaganda do Ecumenismo Pentecostal


Vejamos o que diz a RCC: “Um dos efeitos admiráveis da experiência carismática que observei foi o de muitos padres e freiras que estavam a ponto de abandonar a Igreja, mas que, por meio deste movimento de oração, sentiram-se revigorados, acharam nele o que estavam procurando. Tinham ficado desapontados com a Igreja... e agora encontraram uma maneira de se dedicarem de todo o coração...” (A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA E A EXPERIÊNCIA IRLANDESA, p. 131).

“Ao contrário de fazer com que as pessoas se afastem da Igreja em todos os seus aspectos, eles sempre afirmam que ela os ajudou a se tornarem mais católicos no sentido TRADICIONAL dessa palavra” (citação de um bispo católico na “CONFUSÃO CARISMÄTICA” de Stanley Mawhiney).

“Para nós é uma característica geral do batismo no Espírito Santo o fato de aumentar a nossa fé na Igreja Católica Romana e em seu ensino e práticas verdadeiras” (CONFORME O ESPÍRITO NOS CONDUZ, Kevin e Dorothy Ranagan, p. 142).

“Enquanto estiver AUMENTANDO o número de fiéis dentro da Igreja e mostrado maior AMOR E RESPEITO POR ELA, é um bom sinal” (citação de um arcebispo na “CONFUSÃO CARISMÁTICA” de Stanley Mawhinney).

“Tem aumentado muito a AFEIÇÃO DE SEUS MEMBROS pela igreja, Eles possuem uma apreciação mais viva e uma reverência pelas INSTITUIÇÕES DA IGREJA. Eles gostam da presença dos padres em seus cultos como uma GARANTIA contra fazer algo que seja INCOMPATÍVEL com os ENSINAMENTOS E PRÁTICAS DA IGREJA. Muitos começam a comungar diariamente e outros começaram a freqüentar muito mais os sacramentos do que antes” (O PENTECOSTES NA IGREJA CATÓLICA, p. 18).

“O Movimento Pentecostal não separou: excluiu os católicos de sua igreja. Ao contrário renovou o seu amor pela igreja e edificou uma fé viva na comunidade católica” (Católicos Pentecostais, p. 73).

Lutero dizia que era maldita a união que sacrificasse a verdade. O apóstolo João concorda com ele, pois o amor de João não invalidava a verdade: “... eu amo em verdade” (III Jo 1).

Sobre a RCC, diz o Pastor Robinson, da ABU: “O pentecostalismo católico não gosta de estudar e discutir doutrinas (‘isso divide’), usando como padrões o companheirismo na mesma experiência e o ‘amor’, em vez das Escrituras. E agora?... Isto nos mostra que o critério é a unidade pela unidade, a fraternidade pela fraternidade, o amor, as ‘línguas’ pela ‘línguas’ e nada pelas Escrituras. A Bíblia já não seria, então, o critério normativo de verdade, de julgamento e de discernimento... A ingenuidade de muitos, a falta de conhecimento doutrinário, a falta de coragem para ficar firme e proclamar as Escrituras como única regra de fé e prática, a falta de postura para dizer NÃO, a busca de um ‘amor’ e de uma ‘fraternidade’ são alguns versículos usados por Satanás para selar tal espúrio ‘Ecumenismo’... Todos, de espírito aberto, devemos proclamar, unidos, a mensagem do Calvário, de Bíblia em punho, buscando o Consolador. Alerta para que falsos pentecostalismos não soterrem as verdadeiras bênçãos...” (ESSE CRENTE CHATO, p. 89,91 e 92)

Nós, crentes, devemos amar os católicos, mas não invalidar a verdade, pois os católicos, não sendo crentes, precisam retificar algumas de suas crenças. Alguns citam casos isolados de católicos carismáticos que se tornaram crentes; no entanto os tais se esquecem de que crentes nominais e sem convicção, se tornaram católicos carismáticos. Procure na RCC e você vai encontrar. Vejamos um exemplo desse tipo, contado pela RCC: “Antes do ofertório da Missa, Tom Bettler (protestante nominal), um concluinte de Notre Dame, fez sua profissão de fé e foi oficialmente recebido na Igreja Católica, tendo recebido sua primeira comunhão. Uma razão maior do que todas para celebrarmos!” (Católicos Pentecostais, p. 71).

A RCC, com a aprovação do “papa”, está desenvolvendo o programa de “evangelização 2000”, onde pretende, na afirmação dela mesma, fazer os católicos que se tornaram protestantes voltar à Igreja Romana, bem como “converter” os protestantes ao catolicismo.

A RCC são os “jesuítas” do século XX. A missão dos jesuítas era semelhante à da RCC, só que os jesuítas usavam força e coação. Vejamos o juramento dos antigos Jesuítas: “Prometo e declaro que farei e ensinarei a guerra lenta e secreta contra os hereges (protestantes)... tudo farei para extirpá-los da face da terra, não pouparei idade, nem sexo, nem cor... farei arruinar, extirpar, estrangular e queimar vivos esses hereges. FAREI ARRANCAR seus estômagos e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de suas crianças contra a parede a fim de extirpar a raça...” (CONGREGACIONAL DE RELATÓRIOS, p. 3.362).

A RCC diz que o “santo” da Idade Média que falou em “línguas” foi o jesuíta Francisco Xavier. O objetivo da RCC é fazer que os pentecostais se distraiam e alegrem-se com ela, enquanto ela “traga” o protestantismo e procura tornar sem base firme a segurança doutrinária evangélica. Os crentes precisam outra vez levantar a Bíblia como estandarte, estudá-la, proclamá-la e defender a fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos (Jd 3).

Concluímos este trabalho com as palavras do pentecostal Miguel Vaz: “Estamos recebendo o que seu remetente qualifica de ‘denúncia’ da existência de uma igreja católica romana que se diz carismática... Segundo a correspondência, essa igreja se diz possuidora dos dons espirituais... O missivista, porém, diz estranhar que os seguidores desta seita (?) continuem praticando a idolatria, adoração de imagens, celebrando missas, além de não demonstrarem qualquer vizinhança com a transformação de vida que caracteriza os verdadeiros convertidos... um evangelho assim disseminado não é aquele que Paulo qualifica de ‘poder de Deus para a salvação’. Serve, e atrevemo-nos a dizer, mais de perdição do que da salvação... tem razão o missivista, quando se abisma diante de ‘católicos pentecostais’, que ele diz conhecer de perto e constatar a sua teórica profissão de fé. Não se pode conceber que o evangelho seja tão elástico a ponto de abranger favoravelmente este tipo de DESCALABRO... é uma doutrina ESPÚRIA, PREJUDICIAL, COLIDENTE com o verdadeiro ensino e com as experiências dos crentes fundamentalistas... o evangelho é segurança, é esperança, é certeza da proteção divina. É poder contra as artimanhas do inimigo e, sobretudo é o abandono total das coisas que favorecem a sua atuação na vida do homem. Uma igreja que se diz carismática e que não promove a santificação dos seus membros, um ‘evangelho’ que não proporciona esperança de vida eterna devem ficar inteiramente fora de cogitação; por ser uma igreja que não convence; por ser um evangelho inútil, conflitante, inócuo, sem substância, sem conteúdo. Um evangelho conivente e tolerante com todas as doutrinas diabólicas, com a idolatria e com as vaidades que o mundo oferece. DESSA ‘IGREJA’ E DESSE ‘EVANGELHO’ ESTÃO LIVRES AQUELES QUE ENTREGARAM DE FATO SUAS VIDAS NAS MÃOS DE JESUS” (O MOVIMENTO DA PAZ, Setembro de 1987, p. 2).

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