Defesa da Fé

Edição 13

Igreja Seicho-No-Ie (SNI)


Por Natanael Rinaldi

Um movimento otimista vindo do Japão


A Seicho-No-Ie (SNI) é conhecida por suas doutrinas otimistas. É o que se denomina de pensamento positivo. Esta manifestação religiosa é originária do Japão. Procuram demonstrar os seus seguidores que vai tudo bem, não importando se realmente não estão boas as coisas. Deve-se admitir que tudo está bem e começar o dia sem ignorar os problemas que eventualmente estejam existindo. Aconselham a começar o dia dizendo exatamente o seguinte: “Eu sou filho de Deus! tenho saúde! que bela manhã! vai acontecer algo de bom!” Diga isso vinte vezes na mente ou em palavras antes de se levantar. Em seguida, faça imediatamente o Shinsokan ajoelhado na cama. Esse simples método abrirá infinitas possibilidades para você.” (Acendedor 5l, 1973, p. 5). Shinsokan é uma oração, uma prece meditativa, uma prática espiritual praticada pelos adeptos da SNI.


Objetivo


Dando sua versão sobre o próprio movimento, a SNI assim se identifica: “Este movimento é de uma ideologia iluminadora baseada no ensinamento, divulgado pelo professor Masaharu Taniguchi, de o homem ser Filho de Deus, perfeito e originariamente isento do pecado.” (Acendedor 02, janeiro de 1966, p.28).

Diz ainda que a SNI é um “Movimento filosófico religioso iniciado no Japão em 1 de março de 1930. É conhecido como o “Movimento de Iluminação da Humanidade.”


História Masaharu Taniguchi


O fundador da SNI nasceu na vila de Karasuhara, no município de Kobe, Japão, no dia 22 de novembro de l893. Como é comum em quase todos os fundadores de movimentos religiosos, teve a primeira revelação do seu chamado religioso em 13 de dezembro de 1929, quando começou a escrever uma revista com o próprio título do atual grupo religioso, e com o lançamento do primeiro número da revista, em 1º de março de 1930, deu-se a fundação desse movimento religioso no Japão. A palavra japonesa Seicho-No-Ie (lê-se: “seitiô-no-iê”) quer dizer “lar do Progredir Infinito”. A obra principal da sua filosofia se encontra no livro A VERDADE DA VIDA.


Taniguchi comparado a Jesus Cristo


A admiração que os adeptos da SNI têm pelo seu fundador é tal que fazem dele um ser onipresente, igual a Jesus (Mt 18.20; 28.20), dizendo: “em todas as partes, assim como Jesus está vivo eternamente em todas as partes considero o Dr. Taniguchi não como um ser carnal, mas um ser espiritual que foi enviado por Deus para nos transmitir a Verdade, para libertar realmente o ser humano das garras do materialismo. Ele está” (Acendedor 07, de abril de 1967). Embora seja tal declaração fantástica sobre Taniguchi, o certo é que ele faleceu em 17 de junho de 1985, em Nakasaki, Japão, aos 92 anos de idade, e, até onde sabemos, seus seguidores não falam de sua ressurreição dos mortos, ao passo que Jesus que ressuscitou dos mortos e está vivo no céu (Ap. 1.17,18). Nessa cidade se localiza a sede mundial da SNI.


Seicho Taniguchi


O sucessor e atual supremo presidente mundial é Seicho Taniguchi, que nasceu em 23 de outubro de 1920, em Hiroshima, Japão. Casou-se com a filha do fundador Emiko Taniguchi, tornando-se assim membro da família Taniguchi.


Fundação no Brasil


A SNI chegou ao Brasil através da revista, em 1930, data da publicação da primeira revista Seicho-No-Ie e foi organizada em 1º de agosto de 1952. Aqui no Brasil foi registrada com o título de IGREJA SEICHO-NO-IE DO BRASIL, cuja sede nacional se localiza no Jabaquara, na cidade de São Paulo. “Os primeiros conhecedores da Seicho- No-Ie no Brasil foram os irmãos Daijiro Matsuda e Miyoshi Matsuda (Principal Orador na América Latina)” (Acendedor 04, julho de l966).


Fonte de autoridade religiosa


Leiamos a seguinte declaração: “A Seicho-No-Ie não é nenhuma seita religiosa e, com o sentido de dar vida a todas religiões, faz conferências baseadas em escrituras do Budismo, em textos da antigüidade japonesa, e, também, na Bíblia” (A Verdade da Vida, volume I, p. 13).

Os propagandistas da Seicho-No-Ie afirmam que não pregam uma religião, mas apenas uma filosofia, embora tenham todas as características de uma religião. Assim, a Seicho- No-Ie possui: igrejas, ritos, preces e preceitos. Logo, trata-se de uma religião e, como veremos por meio de seus ensinos, é uma religião falsa sem apoio bíblico.


Emblema


Como identidade visual, a SNI utiliza o emblema do sol, símbolo do xintoísmo; da lua, símbolo do budismo; e da estrela, símbolo do cristianismo. É a união de três religiões: o xintoísmo, o budismo e o cristianismo. É uma religião sincretista. Observemos que a SNI se utiliza, para os seus ensinos de: a) escrituras do budismo, b) textos da antigüidade Japonesa e c) a Bíblia. Freqüentemente a Bíblia é citada fora do seu contexto, como declara Pedro. “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” (II Pe 3.16) Outros textos sobre a autoridade da Bíblia como autoridade única: Pv 30.5,6; Ap 22.18,19; Jr 23.29-31).


Evangelho de João Batista


A SNI não estando familiarizada com o Novo Testamento, declara que o evangelho de João foi escrito por João Batista quando, na verdade, foi escrito por João, o evangelista, autor de mais três epístolas e do Apocalipse.

Assim se expressa a SNI: “O evangelho de João Batista é uma obra literária mais espiritual entre os evangelhos de Jesus Cristo”. “... devemos ler o evangelho de João Batista milhares e milhares de vezes, até sentirmo-nos a vida de Jesus Cristo” (Acendedor 01, de julho de1965, p. 20). Indo mais além, a SNI declara: “... o evangelho de São João ensina a mesma filosofia da ‘Seicho-No-Ie’” (Acendedor 02, de janeiro de 1966, p. 30).


Publicações


As publicações pelas quais divulgam seus ensinamentos são as seguintes:

Livro Principal – A VERDADE DA VIDA, com mais de 40 volumes. Esse livro pode ser considerado sua ‘bíblia’.

Sutras Sagradas: Louvor aos Apóstolos da Missão Sagrada

Chuva de Néctar da Verdade

Palavras do Anjo

Contínua Chuva de Néctar da Verdade

revistas Sagradas

Fonte de Luz (substituiu a revista ACENDEDOR)

Pomba Branca (para mulheres)

O Mundo Ideal

O Querubim (jornal para crianças)

Shinsokan e Outras Orações

Calendário de Seminários

Periodicamente são ministrados seminários nas denominadas academias localizadas em:

Academia Sul-americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna (SP);

Academia de Treinamento Espiritual de Santa Tecla (RS);

Academia de Treinamento Espiritual de Santa Fé (BA).


Ensinos


Diz a SNI

“Jesus fez jejum e outras práticas ascéticas durante quarenta dias e quarenta noites à beira do rio Jordão para alcançar a Verdade...” “A semente do Homem Filho de Deus foi conseguida a custo através de jejum e outros sacrifícios” ( Acendedor 09, de novembro de 1967, p. 49).


Diz a Bíblia

Em João 1.9 Jesus declara ser Ele “a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina a todo o homem”. Jesus declarou ser “o caminho; a verdade e a vida” e não que praticou ascetismo para alcançar a verdade (Jo 14.6). Disse que “quem o segue não anda em trevas, mas tem a luz da vida” (Jo 8.12).


Diz a SNI

“Jesus não propagou uma religião estreita. Ele disse que o homem é filho do Deus único e pode orar de onde e como quiser. Assim como Jesus disse, surgiu o ensinamento da Seicho-no-Ie que faz adorar o único Deus através de todas as religiões” (Acendedor 08, de junho de l967, p.50).


Diz a Bíblia

Jesus é o único caminho (Jo 14.6), ele afirmou que existem apenas duas portas e dois caminhos. Um desses caminhos leva à vida, o outro leva à perdição (Mt 7.13,14). Conseqüentemente, é impossível admitir que Jesus tivesse ensinado adorar o Deus único através de todas as religiões, porque nem todas as religiões são monoteístas, sendo algumas delas politeístas e panteístas, como é o caso da Seicho-No-Ie que ensina: “A mão é uma, porém dela saem cinco dedos, cada qual com diferentes funções. Do mesmo modo, de um Deus único manifestam-se vários deuses com suas respectivas funções” (Acendedor 52, p. 25, de 1973). Isso é politeísmo.


Diz a SNI

“O homem é o próprio Deus e por isso possui tudo dentro de si” (Acendedor 55, p.8 1973). Outra declaração comprometedora: “Deus é o todo em tudo.” (Acendedor, 9 novembro de 1967,p. 6) Isso é panteísmo, ensino segundo o qual tudo é Deus. O panteísmo pregado pela SNI é visto ainda na seguinte declaração: “A maior entre todas as descobertas é a descoberta do verdadeiro ‘eu’ .O ‘verdadeiro eu’ é o Deus onipotente”” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 10). “ Filho de Deus não significa ser ele menos do que Deus” (Acendedor 9, novembro de 1967, p. 7).


Diz a Biblia

A Bíblia condena tanto o politeísmo, como também o panteísmo. Apresenta o conceito de um Deus pessoal que criou o universo (Gn 1.1). Embora esteja presente em todos os lugares, dado que é onipresente (Jr 23.23,24), tem sua existência separada das obras por Ele criadas ou da própria natureza. Ele transcende a sua criação e não se mistura com a natureza (At 17.24-29). Lemos ainda em Isaías 43.10 “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Ainda lemos em Deuteronômio 5.7: “Não terás outros deuses diante de mim”. “Assim diz o Senhor, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o Senhor que faço todas as cousas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra” (Is 44.24).


Diz a SNI

“Todos os homens são filhos de Deus, assim Jesus não é o filho unigênito. E, nenhum homem consciente iria abrandar a própria cólera fazendo sofrer e matando o seu filho único pelos pecados cometidos por outras pessoas. Ademais, Deus, que é perfeito amor, não iria fazer isto” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 13).


Diz a Bíblia

Os homens tornam-se filhos de Deus quando aceitam Jesus como seu Salvador pessoal. “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome.” (Jo 1.12). Quando lemos essas palavras de Taniguchi, entendemos que ele é apenas um homem natural e, como tal, não entende das coisas de Deus (I Co 2.14).


Diz a SNI

“Quem nasceu de Deus, Deus será”. É o Verbo que se faz carne, e habitou entre nós. E vimos a sua glória, como a glória do unigênito do pai, cheio de graça e de verdade”. “Aqui diz: ‘o verbo se fez carne e habitou em nós. Preste atenção na aplicação do plural. O verbo não habitou somente em Jesus Cristo. Todos nós somos unigênitos de Deus. Há muitos unigênitos. Quem não compreende o que é unigênito, vive iludido, é como um filho pródigo que parte para uma viagem sem destino.”(Acendedor, 02, de janeiro de 1966, p. 34)


Diz a Bíblia

Em João 1.1 encontramos uma declaração solene da divindade absoluta de Jesus. Diz o texto: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. O texto, formado por três sentenças, não deixa dúvidas sobre três aspectos da pessoa de Jesus. Quando lemos: l) “No princípio era o Verbo...” encontramos uma declaração sobre a eternidade de Jesus. O Verbo sempre existiu co-eternamente com Deus, o Pai (Mq 5.2; Jo 8.58); 2) “ o Verbo estava com Deus...”. Esta cláusula fala da distinção de pessoas. O Verbo co-existia lado a lado, frente a frente com Deus, o Pai; e por fim: 3) “o Verbo era Deus.” O que indica que o Verbo era, em sua natureza divina, o que Deus era: Deus. O texto de João 1.14 não diz que o verbo se fez carne e habitou “em nós”, porém, que habitou entre nós. “E o Verbo se fez se fez carne, e habitou entre nós...” Jesus habitou entre nós – repetindo - e não em nós. Não temos a natureza de Jesus, mas temos comunhão com Jesus (1 Jo 1.3).


Diz a SNI

“Quem considera a ressurreição de Jesus como um mero aparecimento de seu corpo astral perante os discípulos, não conhece o profundo significado da mesma” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 19). “Jesus se ressuscitou em espírito. O verdadeiro significado da ressurreição de Jesus após a morte na cruz é: ressuscitar no fundo do subconsciente de toda a humanidade a convicção de que o homem é filho de Deus, após anular a consciência do ‘filho do pecado’ através do sofrimento de Jesus. Não é a ressurreição de somente uma pessoa, mas a ressurreição de toda humanidade” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 20).


Diz a Bíblia

Lendo em I Corintíos 15. 1-6, 14-17, podemos ver que a ressurreição corporal de Jesus é assunto muito importante. Não se trata de uma ressurreição espiritual, pois, não tendo Jesus pecado, não precisava ressuscitar espiritualmente, que é um sentido figurado de quem, sendo pecador, nasce de novo, ou se torna nova criatura, quando aceita a Cristo como Salvador (II Co 5.17; Ef 2.1-3; Cl 3.1-5 ). Jesus ressuscitou corporalmente dentre os mortos. “No primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvido do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.” (Lc 24.1-3). O restante de Lucas 24 (versículos 36-43) declara que essa ressurreição de Jesus foi corporal. Ainda quando Tomé duvidou da ressurreição física de Jesus, Jesus permitiu que Tomé lhe tocasse: “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.25-28). Isso é ensino fundamental da Bíblia.


Diz a SNI

“Sakia Muni (Buda) e Jesus foram os máximos entre os mestres” (Acendedor 02, janeiro de 1966, p. 33)


Diz a Bíblia

Jesus afirmou que o sofrimento humano era conseqüência do pecado, usando o seu direito de livre arbítrio (Gn 2.16,17; 3.1-9; Rm 5.12) e para eliminar o sofrimento do homem morreu por nós no Calvário (Mt 16.21-23; 26.26-28) Buda foi considerado o “despertado” ou “iluminado” porque descobriu a razão do sofrimento humano. Admitiu que sua “iluminação” se deu quando definiu que o sofrimento humano era resultado do desejo humano.


Sobre os milagres


Salvo da morte


São atribuídos milagres à leitura das publicações, notadamente as sutras sagradas e a Shinsokan. Lemos de alguns milagres atribuídos a tais publicações:

“Durante a guerra também houve um soldado que foi salvo pelo KANRO NO HOOU, que contém as palavras da Verdade. A bala inimiga dirigida para ele acertou e ficou retida no KANRO NO HOOU, que carregava consigo e ele saiu ileso” (Acendedor 52, de 1973, p. 37).


Sono de crianças


“Fazer a criança dormir ouvindo a leitura do KANRO NO HOOU, que fala sobre o “homem-filho de Deus e Perfeito”, é também um bom método” (Acendedor 5l, 1973, p. 21). Mosquitos e Percevejos são beneficiados pela Shinsokan

“O Sr. Endo, pela leitura do livro A VERDADE DA VIDA e a sutra sagrada KANRO NO HOOU, compreendeu a Verdade de que o homem é filho de Deus e que todos os seres vivos são irmãos. E concentrando o pensamento em Deus, que é a origem do filho de Deus, os mosquitos, que são seus irmãos, ficaram fazendo o shinsokan em harmonia com ele, sem lhe sugar o sangue” (Acendedor 52, 1973, p. 35).

“... o homem é filho de Deus, e irmão de todos os seres, até os percevejos, que parecem ter nascido para sugar o homem, passam a não ferir mais o homem” (O Acendedor 52, p.34-36, -1973).

Jesus profetizou o surgimento de falsos profetas e falsos cristos que fariam sinais e prodígios que, se possível, enganariam até os escolhidos: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24). Uma pergunta fica a ser respondida pelos adeptos da SNI: quando um mosquito ou percevejo suga o seu sangue, terá ele coragem de matar seu irmão?


O câncer não existe


Na seção “Perguntas e Respostas”, lemos:

“P. Tive câncer de mama, e a mama esquerda foi retirada. Realizei tratamentos radioterápicos e quimioterápicos, mas o câncer tornou a manifestar-se no mesmo local.”... “Eu acredito na Seicho-No-Ie, pratico a Meditação Shinsokan, realizo o culto aos antepassados, faço a oração do perdão e leio as sutras sagradas. Apesar de tudo, por que houve a recidiva do câncer? Desde a primeira cirurgia, tenho praticado o que a Seicho-No-Ie ensina. R. A Seicho-No-Ie ensina que o homem é filho de Deus, o câncer não existe originariamente, o câncer manifestado é projeção da mente. Por que um filho de Deus originariamente saudável manifesta doenças? A causa está na mente e nos atos condizentes com seu estado mental.”... “As práticas religiosas da Seicho-no-Ie não são realizadas com o fim de curar doenças. O seu ponto fundamental é agradecer aos antepassados, aos pais, aos irmãos, a todas as pessoas, a todas as coisas e a todos os fatos” ( Fonte de Luz, 277, janeiro de 1993 ).

Quantas mortes têm provocado esse ensino. Leva os doentes com câncer a negar a realidade da enfermidade durante o período em que ainda se poderiam tomar providências médicas que viessem contribuir para a saúde do paciente. Deixam os adeptos da SNI de reconhecer a existência da enfermidade, apenas quando estão nos caixões mortuários e já não podem gritar: “Não estou doente! Não estou doente, pois a doença não existe. Apenas uma miragem da nossa mente”.


Outros ensinos peculiares


Sobre a Voz do Arcanjo


Masaharu Taniguchi declara que seu ensino fundamental foi recebido através de um anjo, na hierarquia de Querubim.

Disse o anjo: “Tendo assim pregado o Anjo, torna o Querubim a indagar: “’Mestre, esclarecei a natureza real do homem’”.

Responde o Anjo:

O homem não é matéria,

não é corpo carnal,

não é cérebro,

não é célula nervosa,

não é glóbulo sanguíneo,

Nem é o conjunto de tudo isso”.

“Há quem diga: ‘Pecador! Pecador! ’

Deus não cria pecador algum,

Por isso, neste mundo não existe um pecador sequer.”

“Ao lerdes a SEICHO-NO-IE e conhecerdes a Verdade, se sois curados de doenças, é porque houve a destruição daquele sonho inicial” (As Sutras da Seicho-No-Ie).


Sobre a ineficácia da morte de Cristo


Esse mesmo Querubim declarou mais o seguinte: “Pecado, doença e morte, porque não são criações de Deus, são irrealidades, são falsidades, embora usem a máscara da Realidade. Vim para arrancar essa máscara e mostrar a irrealidade do pecado, da doença e da morte. No passado, veio Sakyamuni com essa mesma finalidade; Jesus Cristo também veio com essa finalidade. Se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam mesmo a Cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo” (Sutras Sagradas, p. 5l).


O que a Bíblia diz


a) Paulo, escrevendo sua carta aos Gálatas, admoesta que tenhamos cuidado com as mensagens trazidas por anjos, notadamente, na hierarquia de Querubim, quando sua mensagem não se ajusta ao Evangelho genuíno de Jesus Cristo. Diz ele: “Mas ainda que... um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gl 1.8)

b) O evangelho pregado por Paulo, acerca do qual disse ser o poder de Deus para a salvação de todo o que crer, (Rm 1.16) é revelado com as seguintes palavras: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” Ora, se lemos que Jesus morreu por causa dos nossos pecados e o Querubim da SNI revelou a Masaharu Taniguchi que o pecado não existe, que necessidade haveria de Cristo ter vindo ao mundo para morrer por nossos pecados se eles não existem?

Nisso está o erro fundamental da SNI. Procura negar a queda do homem, admitindo como ensino central que o homem é filho de Deus, incapaz de pecar, e conseqüentemente nunca se deve dizer que o homem é pecador. Sabemos que o diabo é o pai da mentira, declaração essa feita por Jesus (Jo 8.44). Se um ensino religioso enfatiza não existir pecado, está ensinando uma mentira religiosa: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 Jo 1.8). É enfática também a declaração de Paulo sobre o pecado: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). “Porque o salário do pecado é a morte”. (Rm 6.23).

c) o homem foi criado com duas naturezas: uma material e outra espiritual. Então, não se pode negar que o homem é matéria, é uma realidade, originalmente isento de pecado, dado que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, e Deus viu que tudo quanto tinha feito era muito bom: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). E depois de ter concluído toda a obra da criação diz o texto bíblico: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...” (Gn 1.31). Essa declaração é reiterada em Eclesiastes 7.29: “Vede, isto tão- somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções”.

d) Não se deve, porém, negar que o homem, abusando de sua liberdade de escolha, optou por desobedecer a Deus, comendo do fruto proibido e assim tornou-se pecador. É o que lemos em Romanos 5.12: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”.

Como aceitar declarações estapafúrdias negando a realidade do pecado? Será que os líderes da SNI não lêem jornais? O que dizer dos noticiários sobre abortos provocados, infidelidade conjugal, latrocínios, seqüestros, acidentes, guerras, etc.?

Dizem: “Muitos cristãos pregam que o homem é filho do pecado, mas será isto verdade?” (Acendedor 03, abril de 1966, p.36).

Como aceitar como corretas estas afirmações, “Não pronuncies: ‘Pecadores, pecadores’. Todos são filhos de Deus. Não existe nenhum pecador.” (Acendedor, novembro de 1967, p. 4l).

Com toda esse cabedal de ensinamentos contrários ao cristianismo histórico e ortodoxo, afirmam que a SEICHO-NO-IE é um movimento de iluminação espiritual dizendo: “Acredito piamente de que este pensamento de iluminação da Seicho-No-Ie é a Verdade absoluta que realmente salva o homem e toda a humanidade. Esta mesma Verdade foi pregada pelo Jesus Cristo há dois mil anos atrás” (Acendedor 02, de janeiro de 1966). Jesus jamais ensinou que o homem não fosse pecador. Ensinou que nós, seres humanos, deveríamos orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas...” (Mt 6.12), o que significa que todos pecamos. Disse mais que o mal está no coração do homem e é isso que contamina o homem (Mt 15.18,19). Disse que o homem, sendo mau, sabe dar boas dádivas aos filhos (Lc 11.13). Ensinou que sua missão seria a de salvar os pecadores (Lc 19.10). Várias de suas parábolas ilustram essa situação comum a todos os homens. Em Lucas 15 encontramos três parábolas (a da ovelha perdida, a da dracma perdida e a do Filho Pródigo) todas ilustradoras dessa condição comum a todos nós, pecadores. Depois de tantos ensinos contrários a Bíblia, jactam-se de representar o verdadeiro cristianismo.


Identifica-se com o Cristianismo?


A Seicho-No-Ie afirma que representa o autêntico ensinamento de Jesus, dizendo: “As pessoas que seguem o cristianismo deverão ultrapassar as formalidades e deslumbrar diante da Verdade da ‘Seicho-No-Ie’ que explica a realidade dos ensinamentos de Jesus Cristo, abrindo os olhos para o real cristianismo” (Acendedor 03 de abril de 1966, p. 38).

Imagine que explicam “a realidade dos ensinamentos de Jesus Cristo, abrindo os olhos para o real cristianismo”, quando o evangelho trazido por Jesus anuncia a necessidade absoluta de arrependimento: “Se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lc 13.3). Partindo de Jerusalém — disse Jesus — seus seguidores deveriam ir a todo o mundo pregar o arrependimento e a remissão dos pecados (Lc 24.44-49). Este mesmo ensino foi reiterado pelos escritores do Novo Testamento ( Rm 5.8; I Co 15.1-6; I Pe 2.24).


Culto aos Antepassados


“As doenças dos ossos, sobretudo as da coluna, têm como causa o problema de relacionamento com os antepassados. Assim sendo... deve efetuar culto aos antepassados com sincera dedicação.” “É fundamental que o culto aos antepassados seja feito com sincero sentimento de gratidão” (Fonte de Luz 278, fevereiro de 1993, p. 37).

Recomenda a SNI: “Cultuemos também os filhos ou netos que morreram precocemente, oferecendo-lhes diariamente a leitura da Sutra Sagrada, Chuva de Néctar da Verdade ou Palavras do Anjo. Se possível, devemos determinar um horário fixo para, diante dos espíritos dos antepassados (em frente a um oratório), evocá-los...” ( Fonte de Luz 286, outubro de 1993, p. 9). A SNI recomenda então o seguinte: “Quando a família for constituída por um casal e filhos, deve-se evocar os antepassados de quatro famílias: primeiramente, evocam-se os antepassados das famílias do pai e da mãe do marido: ‘Ó almas dos antepassados da Família.......’; ‘Ó almas dos antepassados da Família....’ A seguir, evocam-se os antepassados das famílias do pai e da mãe da esposa. Depois, deve- se pronunciar, um por um, o nome dos parentes falecidos há menos de 50 anos. Deve-se, então, chamando pelo nome essas pessoas falecidas, dizer: ‘Ó alma de fulano de tal’” (Fonte de Luz 286, outubro de 1993, p. 10).

Pela Bíblia nos inteiramos de que os mortos não se comunicam com os vivos. “A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” ( Is 8.19,20). Têm os mortos consciência do que ocorre em torno deles no lugar onde estão: os cristãos ficam com Cristo no céu (II Co 5.6-8; Fp 1.21-23); os descrentes ficam no Hades até o dia do Juízo Final, quando de lá sairão para o lago de fogo ou Geena (Lc 16.22-25; Ap 20.11-15). Nada sabem do que ocorre na terra (Hb 9.27). Devemos ter respeito pelos nossos parentes enquanto vivos, mas não há possibilidade de que eles nos ajudem ou prejudiquem depois da morte.


Carma


Ensinam: “Se uma criança nasce com algum problema, a causa não está somente na criança, mas também no carma dos pais. Os espíritos procuram eliminar os pecados através dos sofrimentos.” (Fonte de Luz 284, agosto de 1993, p. 36).

“... efetue diariamente o culto aos antepassados, acreditando que com isso o seu carma do passado se extinguirá” (Fonte de Luz, 278, fevereiro de 1993, p. 37).

Queremos que nossos filhos e netos mostrem respeito e admiração por nós enquanto vivemos, mas nada valem homenagens prestadas após a nossa morte. (Ef 6.2,3; Pv 23.22; I Tm 5.4). Devemos prestar culto a Deus e a Jesus Cristo, Seu Filho (Ap 5.11-13).


Pessoas más não existem


Ensinam: “E então poderemos perceber que neste mundo criado por Deus jamais existem pessoas más.” (Acendedor 31, abril de 1973, p. 9)

Dizer isso é ignorar a história dos grandes criminosos como Nero, Hitler, Stalin e outros que se notabilizaram pelas suas crueldades. Parece incrível! Diante de tanta maldade humana hoje existente, e muito mais à medida que a vinda de Cristo se avizinha que ouse alguém afirmar que não existem pessoas más. Isso é ridículo! “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus; todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nenhum só.” (Rm 3.10-12; Mt 24.12,37-39; II Tm 3.1-6).


Satanás (ou diabo) e inferno não existem


Ensina a SNI:

“P. ‘Na doutrina da Seicho-no-Ie existe Satanás, diabo ou inferno?”

“R. ‘Satanás ou diabo e inferno não são existências verdadeiras, porque Deus não os criou.”...”Como poderia Deus criar o diabo ou o inferno? Ele não faria isso.” (Fonte de Luz 275, novembro de 1992, p. 39).

Na realidade, quando Deus criou o mundo e todas as coisas, Ele viu que tudo quanto tinha feito era muito bom (Gn 1.31), mas, o homem, por livre arbítrio, escolheu, deu ouvidos à voz da serpente e caíu em pecado. Pelo pecado a morte passou a todos os homens porque todos pecaram (Rm 5.12). A solução para o pecado do homem veio com Jesus Cristo, que, sendo Deus (Jo 1.1) se fez homem (Jo 1.14) e para nos livrar da condenação morreu por nós trazendo-nos a salvação (Tt 2.11-14).

O homem é responsável por aceitar ou recusar a salvação gratuita na pessoa de Jesus Cristo. Quem crer em Cristo e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16.15,16). Jesus falou do céu (Jo 14.2,3), mas também falou do inferno como lugar preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). No entanto, o homem, ao ir para o inferno, vai para um lugar que não lhe foi destinado: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”... “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mt 25.4l, 46). Como lemos o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos. Se o homem vai para lá é por vontade pessoal.

A ironia da SNI é tanta, que, zombando do inferno, assim se pronuncia: “Quem prega: ‘Pecadores, vós caireis no inferno’, ele próprio cairá no inferno”(Acendedor 06, fevereiro de 1967, p. 38). Ora, como alguém cairá num lugar, que, segundo a SNI, não existe? Deus não criou um diabo, mas criou um querubim de grande poder e ele se ensoberbeceu e sofreu a queda, pela qual se tornou Satanás (Is 14.12-14; Ez 28.14-16).


Consideração final


A SNI é um movimento que procura estar bem com todas as religiões mundiais. Isso se observa a partir das citações contidas em suas publicações, que freqüentemente fazem citações da Bíblia e de outros livros de religiões orientais.

“A Seicho-No-Ie e o cristianismo originariamente são unos, e a sua ideologia básica é a Verdade do homem FILHO DE DEUS, originalmente perfeito, donde surgem todos os bens reinantes.”... “É neste ponto que a Seicho-No-Ie e o Cristianismo se unem perfeitamente” (Acendedor 05, de outubro de 1966).

O leitor diria que essa última declaração corresponde à verdade? A resposta só pode ser uma: NÃO!

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