Defesa da Fé

Edição 21

Cultura Racional


Nem Cultura, Nem Racional


Por Natanael Rinaldi

O fundador


A Cultura Racional (CR) e seu fundador são identificados nas suas publicações como sendo um “uno indivisível”. O fundador da Cultura Racional – Manoel Jacintho Coelho – torna bem patente sua importância em todas as doutrinas pregadas pela seita.

Quando nos propomos a falar sobre Cultura Racional (CR) não podemos nos esquecer de que Manoel Jacintho Coelho é Cultura Racional e Cultura Racional é Manoel Jacintho Coelho. Ambos se confundem, se entrelaçam, fazem parte do uno e indivisível (JR – Jornal Racional – 9/85 – o negrito é nosso).

Nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, e no dia do seu nascimento os jornais noticiaram a queda de um meteoro no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, mas foi um erro da imprensa. Tratou-se, na verdade, de um corpo de massa cósmica que ao longe parecia uma estrela, e que, depois de penetrar paredes, entrou no corpo de um bebê que nascia naquele instante (UD – Universo em Desencanto – 8/894.149; JR – 11/12/84).

Segundo a CR, essa criança cresceu e, 32 anos depois, confirmava seus dotes cósmicos ao receber do mundo racional uma série de mensagens que se caracterizaria numa coleção intitulada Universo em Desencanto. Surgiram, assim, por meio de Manoel Jacintho Coelho (MJC), o mestre, os fundamentos da CR.

O Sr. Manoel é o único ser desta galáxia terrestre que nasceu com o raciocínio plenamente desenvolvido e com a missão de trazer à humanidade o conhecimento de si mesma, de todos e de tudo, através do desenvolvimento do raciocínio (JR – 9/85, p. 3).

É um homem humilde dos mais humildes, simples dos mais simples e tolerante dos mais tolerantes, sem vaidades e sem ambições, julga a matéria como ela é... Somente pensa no bem de todos e somente trabalha noite e dia para a salvação de todos (UD – 83.148).

Não parece ser tão humilde assim o Sr. MJC como as publicações acima apontam, pois reclama para seu nome importância especial. Afirmam seus seguidores que alguns arriscam dizer que MJC é um deus ou um todo-poderoso, alguns dizem ser ele um santo. O que quer dizer Manoel? Manoel, em hebraico, quer dizer: ‘Deus está na Terra’. E em outras línguas quer dizer: ‘O Salvador’ (UD – 55.98).

Em segundo lugar identifica-se como o que veio trazer paz à terra, assumindo a posição de Jesus que é chamado o “Príncipe da Paz” em Is 9.6. Dele se diz: Carioca, com a cor dos nativos, a cor de bronze, a cor da união de todas as raças, que veio trazer paz, o amor, a fraternidade e a concórdia entre todos universalmente (JR – 82, p. 2).

Depois dos exemplos expostos, não é de se estranhar que o Sr. MJC se coloque na posição de Jesus Cristo, nosso Salvador pelas reivindicações que faz de si mesmo. Alega que seu nome – Manoel – assemelha-se a Emanuel; Deus está na Terra; Deus conosco. Como sabemos pela leitura da Bíblia, Emanuel é um nome aplicado exclusivamente a nosso Senhor Jesus Cristo (Isaías 7.14; cf. Mateus 1.21-23).

Da forma como a Bíblia descreve o surgimento da estrela anunciando o nascimento de Jesus em Belém (Mt 2.1-11), o nascimento de Manoel Jacintho Coelho foi sobrenatural, pois na ocasião se deu a queda de um meteoro pousando sobre sua casa. Para um leitor atento da Bíblia a linguagem usada pela CR com relação ao mestre MJC não é estranha. Jesus no sermão profético anunciou o surgimento de falsos cristos, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos (Mt 24.5).


Comparado a Deus


Não satisfeito em se identificar como sendo Jesus, ele vai mais além e reivindica sua condição de Deus, Pai. As publicações afirmam dele:

– Ele é muito mais que um pai. O Pai eterno que está aqui para mostrar a luz.

– E ele, com extrema paciência de Deus que é...

– Ele veio para ser pai! O Pai das gerações, por estarem ligadas a ele, através do desenvolvimento do raciocínio.

–Dirigindo-se a um grupo de turistas que visitava o local de sua residência, no Rio de Janeiro, entregou-lhes uma mensagem para o ano de 1984, nos seguintes termos: “Agora que vieram fazendo todo o sacrifício, enfrentando tudo, para homenagear o ‘Verdadeiro Deus’, todos irão melhorar de situação e de saúde e terão sua recompensa pelo esforço e sacrifício feitos durante essas longas viagens. Serão beneficiados e protegidos pelo Verdadeiro Deus, que é o Racional Superior que vos fala” (“Mensagens para o ano de 1984” – Zero Hora – 1/1/1984). (JR – 7,8/95)

Sem temor coloca-se na mesma posição do Pai Celestial, pois:

a) diz ser muito mais que um pai: o “Pai Eterno”;

b) alega que é o verdadeiro Deus.

Essas pretensões são condenadas pela Palavra de Deus (Nm 23.19; Os 13.4; Rm 4.22-23; 1 Jo 2.18). Dizendo-se Deus, não dispensa essa honra. De si mesmo é dito: Por esta razão, algumas pessoas chegaram e chegam aos seus pés, ajoelhando-se, beijando- lhe as mãos e os pés, sussurrando com lágrimas nos olhos: O Senhor é Deus (JR – 1/86, p. 5).

Como pode um homem de quem se diz ter o raciocínio plenamente desenvolvido não ter consciência de sua condição de homem, pecador (1 Jo 1.8, 10), e aceitar a adoração que só Deus merece? (2 Ts 2.4) Este foi o desejo de Satanás: tornar-se Deus, e por isso foi lançado fora do céu (Is 14.12-14; Ez 28.14-16).


Cultura racional


Origem

A CR foi fundada no antigo Distrito Federal, em 1935, no Méier, na rua Lopes da Cruz, 89, num centro espírita denominado Tenda Espírita Francisco de Assis (UD – 8, 31.48). Embora fundada naquele ano, somente passou a ser divulgada a partir de 1970. O fundador recebeu a ordem de fechar o centro espírita porque havia chegado ao mundo uma Nova Era: a era do racional (UD – 8, 31-48).


finalidade

A Cultura Racional é a cultura do desenvolvimento do raciocínio, do mundo que deu origem a este em que habitamos, por isso não é religião, seita ou doutrina, nem tampou co é ciência, filosofia, nem espiritismo. E também não precisa de igreja, sinagoga, mesquita ou casa de pregação. Esta cultura não ataca, não defende, não humilha, é a favor de todos. Interessa a toda a humanidade, pois é o conhecimento de onde viemos e para onde vamos, como viemos e como vamos, por que viemos e por que vamos (JR – 11, 12/82, p. 18).(sublinhado é nosso)

Essa seita adota a mesma estratégia do espiritismo, da maçonaria, da Ordem Rosa-cruz e de outras tantas organizações em negar sua condição de entidade religiosa. Sua finalidade – afirma – é apenas filosófica que procura responder às perguntas: de onde viemos e para onde vamos; como viemos e como vamos; por que viemos e por que vamos. Para chegar a esse conhecimento, basta ler os livros intitulados Universo em Desencanto. Isso dá origem a um movimento de leitores em torno dos livros publicados por MJC.

Embora pretenda ser ecumênica, a CR não se omite de citar freqüen temente a frase: A CR é a verdade das verdades: Logo recebi a prova luminosa de que a Cultura Racional é o caminho da verdade das verdades, o único capaz de trazer libertação a todos os seres da terra e do espaço (JR – 10/78, p. 7 – o negrito é nosso).

Em seguida, vai mais além ao afirmar: A Cultura Racional não é uma religião, talvez seja A Religião no sentido alto do termo. Já disse uma vez: a palavra religião vem de religar, reunir, repor, recolocar o homem à Força Suprema. Nesse sentido, talvez se possa entender a Cultura Racional não como uma religião particular (com clero particular, com uma liturgia); não é. Pode ser A Religião, o Conhecimento que religa o homem à natureza; reúne o homem à sua origem, tendo em vista o seu fim (JR – 4/86, p. 3 – grifo nosso). Diz mais: Não existem duas verdades. A verdade é uma só: É Racio nal (JR – 11/75, p.10 – grifo nosso).

Ao declarar numa publicação que não é organização religiosa e noutra alega ser “A Religião” faz-nos parecer lobo vestido de ovelha, como apontou Jesus em Mt 7.15-16 – A CR se veste de ovelha, mas na verdade é lobo. Usurpa assim a posição ímpar de Jesus – “o único caminho, a verdade e a vida.” (Jo 14.6). Propõe-se a religar o homem a Deus através da literatura da coleção Universo em Desencanto, enquanto que o caminho correto, segundo as Escrituras, é Jesus (1 Co 3.11;1 Tm 2.5; Hb 7.25).


Características

Os adeptos usam roupagem toda branca (calça e camiseta) com o símbolo do grupo (um portal) e postam-se nas esquinas e praças com cavaletes, onde expõem gravuras explicando a origem do mundo, conforme consta no livro Universo em Desencanto.

Andam normalmente em grupos, com instrumentos musicais, denominando-se caravaneiros. Seu período de trabalho é quase sempre aos domingos pela manhã.

Para justificar sua roupa branca e o livro que divulgam, fazem algo nada comum à seita: citam a Bíblia, no livro de Apocalipse 22.14 (só que de modo truncado), ... felizes daqueles que estão lavando os seus mantos para vestirem-se de branco e terem a felicidade de entrar pela porta da cidade... com palmas nas mãos e um livro...

A transcrição correta do versículo diz: Bem-aventurados aqueles que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. O texto bíblico afirma que a pureza dos vestidos é por terem sido lavados no sangue de Jesus e não pela leitura dos livros UD, como também não consta a expressão um livro (Ef 1.7; 1 Pe 1.18-19; 1 Jo 1.7; Ap 1.5).


Universo em desencanto


Universo em Desencanto é uma coleção de livros lançada pela CR que se apresenta como uma “bíblia” para eles. Os adeptos explicam o sentido do vocábulo desencanto, afirmando que significa cada um no seu canto, cada um no seu lugar – o Mundo Racional. Buscam com isso dar solução a tudo e a todos os problemas – cada ser no seu canto (UD – 871.133; 13.12; 13.13).

Como resultado da pesquisa no livro Universo em Desencanto, afirmamos que se trata de obra de origem mediúnica (ou espírita), que pretende narrar ao leitor a origem da Terra, as etapas de sua formação ou degene rescência e propor remédio para os males presentes e futuros.

Justificamos nossa afirmação de que UD é uma obra de origem espírita por ter seu fundamento em uma sede espírita. Veja algumas afirmações que mostram a origem do UD: A Umbanda não parou – aqui está a continuação da umbanda e de todo o mundo espiritual (quando fala aqui, ele se refere ao livro UD).

Esse conhecimento de Cultura Racional nasceu da umbanda. É a continuação da umbanda e de todo o espiritismo filosófico e científico e de toda a ciência filosófica e científica... Foi o primeiro passo para se encontrar a meta final, que é o princípio e o fim de tudo e da vida humana e por isso o espiritismo não parou (JR – 9/85).

Mais uma declaração provando ser a CR de origem mediúnica e conseqüentemente também a coleção UD: Nos outros centros espíritas há Cultura Racional. No centro espírita Marinheiro, em São Paulo, foi nomeado pelos Orixás o Sr. Diomar como presidente do centro e Guia Espiritual de Umbanda... Então nomearam o Sr. Diomar como Guia Espiritual de exu, porque é uma pessoa que está mais ou menos ligada à Energia Cósmica, tendo em mãos o livro que faz a ligação com o Mundo Racional, para encaminhar a humanidade ao encontro de seus irmãos de origem, o Mundo Racional (JR – 5/78, p. 13 – grifo nosso).

Como se observa, a maior difusão do livro se dá em centros espíritas e terreiros de Umbanda. Embora procurem disfarçar o título das entidades com que se comunicam, na verdade, esses seres chamados do mundo racional não são outros senão os mesmos a que os espíritas dão o nome de espíritos de mortos mas que, na verdade, são espíritos demoníacos. Em Apocalipse 12.9 se diz: E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo. Essa fraude diabólica tanto mais notória se faz quando se pode discernir que a CR e os habitantes do mundo racional nada mais são que demônios que povoam os ares (Ef 2.2; 6.12; 2 Ts 2.9-10). Sendo demoníaca sua origem, é condenada por Deus (Dt 18.9-12; Is 8.19-20).


As origens do planeta Terra


A coleção UD descreve a origem do planeta Terra ou da humanidade de modo bastante irracional e infantil. Dizem: A verdadeira origem da humanidade – Este mundo em que habitamos surgiu do mundo racional, numa deformação de sua origem. No mundo racional existia um pedaço de planície que não estava pronto para entrar em progresso e uns tanto que, fazendo uso da vontade, por conta própria, precipitaram o resultado: esse pedaço, por não estar pronto, começou a descer e descendo sempre, até chegar e ficar o mundo como está (Álbum, p. 1).

Quando tais declarações são confrontadas com a Bíblia, podemos descobrir a infantilidade e a irracionalidade de tais ensinos. Deus é o Criador do universo como apontam os textos de (Gn 1.1; Hb 11.3; Ap 4.10-11). Depois de criado é dito que Deus viu que tudo quanto tinha feito era muito bom (Gn 1.31). Entretanto, o homem, usando de seu livre-arbítrio tomou do fruto da árvore da qual Deus lhe dissera para não comer (Gn 2.16-17; 3.1-5) e assim trouxe a maldição sobre a terra criada que se estendeu a toda a humanidade (Gn 3.17; Rm 3.23; 5.12).


A preexistência do homem


A CR tem uma maneira singular de explicar a preexistência do homem admitindo a evolução. Afirma que:

O princípio foi de monstros.

De monstros para selvagens.

De selvagens para bicho racional.

De bicho racional para ser humano (Álbum, p. 13).

Dizem as Escrituras que a criação não passou por evolução. Os seres inferiores foram criados cada qual dentro de sua espécie: “E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.”(Gn 1.24-25). Da mesma forma o homem que foi criado perfeito por Deus (Ec 7.29).


As etapas de transformação do homem


Como se não bastasse a forma como explicam nossa evolução, a CR tem uma explicação nada racional para a involução ou retrocesso da humanidade. Dizem que, se não evoluirmos por meio da leitura dos livros UD, desceremos ainda mais na escala da degradação, chegando à seguinte situação:

– Daqui (ser humano) se transforma para a classe inferior que é a do irracional. Transmuta-se numa infinidade de classes de macaco;

– de macaco já se transforma em outra classe – um cachorro;

– de cachorro já se transforma em outra classe – de cobras;

– de cobra já se transforma em jacaré;

– de jacaré já se transforma em porco;

– de porco já se transforma num sapo;

– de sapo já se transforma em burro;

– de burro já se transforma num boi;

– de um boi já se transforma em carrapato;

– de um carrapato já se transforma em barata;

– de barata se transforma num rato;

– de um rato se transforma numa mosca;

– de uma mosca se transforma em urubu;

– de urubu se transforma em lesma;

– de lesma se transforma em galinha;

– de galinha já se transforma em minhoca;

– de minhoca se transforma em borboleta;

– de borboleta se transforma em javali;

– de javali se transforma em gambá;

– de gambá se transforma em porco-espinho;

– de porco-espinho se transforma numa onça.

Contrapondo tais conceitos absurdos com o título pomposo de racionalidade, a Bíblia declara que o homem logo após a sua criação já era um ser altamente desenvolvido podendo dar nome a cada um dos animais criados “E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo...”( Gn 2-20) O ensino da CR é reencarnacionista hinduísta, que admite a metempsicose. A metempsicose admite a regressão à condição de animal inferior caso o ser humano não evolua na encarnação anterior. Retorna como animal inferior. É por isso que na Índia não se admite a alimentação de animais e se protegem insetos nocivos e animais como o rato como se fosse um ser humano em fase de carma negativo.


Os remédios para os males presentes e futuros


Enquanto falamos em salvação os adeptos da CR falam em imunização racional. Para não chegar à situação final da onça, na escala descendente exposta na obra Universo em Desencanto, a solução é encontrar a imunização racional. E, para chegar à imunização, só há uma solução: a leitura freqüente dos respectivos livros UD. Daí o homem pode evoluir:

– de ser humano para Aparelho Racional;

– de Aparelho Racional para Racional;

– de Racional, passam para o grau de Supremacia Racional;

– e do grau de Supremacia Ra cio nal, passam para o Racional Pu ro, limpo e perfeito, no seu verdadei ro mundo de origem (Álbum, p. 1).


A máquina do raciocínio

A humanidade tem três máquinas dentro da cabeça. A primeira máquina, a máquina da imaginação; a segunda máquina, a do pensamento; e a terceira, a do raciocínio (JR – 10, 12/84).

É assim que a CR define o raciocínio. A partir de 1935, o mundo entrou no terceiro milênio, no ano em que surgiu a CR.

Assim, no primeiro milênio a natureza sintonizava com a energia magnética desenvolvendo a imaginação; no segundo milênio com a energia elétrica desenvolvendo o pensamento e agora entramos no terceiro milênio, onde a sintonização é feita por meio de Energia Racional desenvolvendo o raciocínio... As energias elétrica e magnética funcionaram em conjunto durante dois milênios (JR – 7, 8/85, p. 3).

O raciocínio é o ponto vital da vida eterna. Nele estão todos os recursos para a solução das causas do sofrimento da humanidade (JR – 11, 12/82, p. 26).

Você leitor entendeu a linguagem “racional” da entidade? É próprio citar Romanos 1.22: Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos ( Romanos 1.22).


A ligação com o mundo racional

Segundo a CR, a ligação com o mundo racional é feita através de uma parte do cérebro humano, que estava paralisada por estarmos ligados à energia deformada (elétrica e magnética). Essa parte do cérebro humano chama-se glândula pineal ou hipófise, conhecida como a glândula do raciocínio.

Para abreviar a ligação de todos ao seu verdadeiro mundo de origem – o Mundo Racional – é preciso soltar o embrião magnético a que estava preso o raciocínio, tolhido de funcionar por não ter chegado ainda a sua época, o seu tempo, a sua fase.


dizem eles:


A glândula pineal, quando desenvolvida pela energia própria do desenvolvimento que é a energia racional, defende a criatura de qualquer categoria de enfermidade, pois gera no sangue uma espécie definida de leucócitos ou anticorpos que torna impossível a vida dos agentes patogênicos. A energia racional elimina a causa dos males, imunizando a pessoa dos efeitos negativos das energias elétrica e magnética, tornando a criatura que a desenvolveu apta a se comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar ou distância sem uso de palavras (JR – jul./ago./1985; 5/1986; 9/1983).

O centro divino, oculto dentro da cabeça de cada indivíduo em contato com o mundo de onde ele veio, o mundo racional, esclarece o problema mundial, que sempre afligiu a humanidade: a sua origem – de onde viemos e como voltar para lá (JR – 1/86; P. 4).


Recomendam a leitura do livro ud para atingir a imunização racional:


Como fazer para atingir o estado de imunização racional? Vivem no mundo com as entranhas fracas de tanto pensar e no momento que lêem, o pensamento encontra- se tão abatido, que acabam de ler e nada sabem explicar a contento, precisando ler constantemente para ir refazendo a saúde, fortalecendo a mente e guardando o que lêem para terem em si o saber e saberem esclarecer os demais (UD volume 8, p. 67, pergunta 127; JR – 6/78, p. 4).


Ligação ou ilusão?


Essa salvação ou imunização pelo desenvolvimento do cérebro através da leitura dos livros Universo em Desencanto é, fora de dúvida, outro evangelho (Gl 1.8-9; 2 Co 11.4). Lemos ainda em 1 Coríntios 2.14: O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. A Cultura Racional trocou o plano de salvação apontado na Bíblia pelo desenvolvimento do cérebro ou do raciocínio, quando a salvação está na pessoa augusta de Jesus Cristo (Jo 3.16; 5.24; 5.8; 1 Co 15.3-6).

A propósito, diz ainda Paulo: Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são. Para que nenhuma carne se glorie perante Ele (1 Co 1.25-29).


Discos voadores


A CR tem profunda intimidade com discos voadores e seres extraterrestres. Em seus folhetos, programas de rádio e no Jornal Racional, são comuns as citações a espaçonaves e seres intergalácticos.

Bem-aventurados estes OVNIs, Perfeitas Energias do Consciente Supremo, cuja pureza não fará pairar nenhuma dúvida sobre o resgate das sementes deformadas, pois é chegado o tempo de curar a lesão responsável pela amnésia e a inconsciência dos entes para com sua base de origem (JR – 9/78, p. 11 – o negrito é nosso).

É só desenvolvendo o raciocínio que a humanidade pode entrar em contato com esses habitantes do mundo racional, que muitos tratam de discos voadores, porque a fase natural da natureza é a fase racional. E nesses livros, que são deles, todos entrarão em contato com eles, pelo desenvolvimento do raciocínio. Lendo e relendo o raciocínio é o que basta para desenvolver o racio cínio (JR - 11, 12/82).

Em primeiro lugar, a Bíblia não menciona coisa alguma sobre a existência de seres em outros planetas, denominados habitantes do mundo racional. Em Gênesis 1.14-18 lê-se que as estrelas e céus foram criados para sinais, estações, dias e noites, não como lugar de habitação de qualquer espécie de seres. Deuteronômio 4.32 diz que Deus não tem aliança com outros seres no Universo fora do homem, que Ele mesmo criou. O único planeta habitado, mencionado na Bíblia, é o planeta Terra (Is 45.12).

Em segundo lugar, a Bíblia ensina que a vinda de Cristo foi planejada e ordenada desde a fundação do mundo, a fim de que fosse efetivada no tempo próprio (At 2.22-23; Gl 4.4-6). Tendo Jesus morrido pelos pecados da humanidade, diz a Bíblia que ele não morre mais. Seu trabalho de salvação está completo, terminado (Rm 6.9; Hb 9.22; 10.12). Entretanto, ao morrer pelo pecado do homem foi absolutamente necessário que ele também se fizesse homem, para que pudesse representar legitimamente a humanidade (Fp 2.5-8; Hb 2.17-18; 4.15). O problema dos seres racionais extraterrestres que deram margem à degenerescência, se de fato existirem, exigiria que Jesus nascesse no mundo racional, possuísse uma natureza idêntica à deles e por fim morresse por eles, para redimi-los como fez com a raça humana. Tal não aconteceu porque Jesus não morre mais, é imortal (Hb 2.17-18; Rm 6.9).

Por último, a Bíblia declara que os últimos dias seriam caracterizados por sinais e prodígios de mentira, e os discos voadores poderiam muito bem ser parte desses sinais de que fala a Bíblia (2 Ts 2.9-11; Lc 21.11). Em Efésios 2.2 diz-se que Satanás é o príncipe das potestades do ar. No original grego, o vocábulo potestades (exousia) é um substantivo coletivo, significando o inteiro império de espíritos maus, e o vocábulo ar (aer) significa mundo atmosférico, circundando a Terra. Se a atmosfera é uma região de poderes demoníacos, de acordo com o texto podemos facilmente entender que podem existir poderes demoníacos nos tais discos voadores – caso existam. A teoria de que os discos voadores podem ter origem satânica tem mais consistência, à luz da Bíblia, do que a crença em seres do mundo racional procurando entrar em contato conosco, mormente porque suas mensagens se contradizem ao Evangelho de Cristo. Não ignoramos ser possível aos demônios forjar milagres e manipular a matéria, tomando forma humana, de objetos, de seres etc. (Êx 7.9-12; 19-22; 8.17-19). Não seria de se estranhar que fizessem uma pedra grande parecer um disco voador.

Mas qual a verdadeira questão por trás da crença nos discos voadores e a quem interessaria? Imagine que, por ocasião do arrebatamento, os cristãos resgatados venham a ser identificados como sementes deformadas que, a fim de curar a lesão, tenham sido transportados para uma região desconhecida – a base de origem – preservando-se na Terra os racionalmente desenvolvidos (veja citação acima: JR – 9/78). Tal colocação, além de discriminatória não se alinha às pretensões diabólicas de manter cegos os homens à realidade da iminente volta de Cristo, bem como à constatação deste fato, uma vez efetivado?


Jesus Cristo


Jesus Cristo é a pedra angular do Cristianismo (1 Co 3.11; Tt 4.11-12). A fé, a esperança, o amor, enfim, a vida do verdadeiro cristão está firmada em Cristo. Vemos em Cristo nosso Senhor, Salvador, o Amor. Não se fala em Cristianismo sem considerar o soberano poder de Jesus Cristo.

A maneira como MJC vê Cristo é completamente diferente da nossa. Qualquer cristão sincero repudiaria seu ponto de vista. Veja o que ele responde à pergunta:


Quem foi Cristo, o que é que o senhor me diz de Cristo?


Como a Cultura Racional vê Cristo? Resposta de MJC: Cristo foi um filósofo do seu tempo, igual a uma infinidade de filósofos que existiram no nosso mundo, como Buda, Alá, Maomé, como Jeová e outros tantos. Cada um criou sua filosofia diferente uma da outra.

É impressionante o conceito herético que MJC tem de Cristo falando dele como filósofo. Prova que o desconhece por inteiro. Ademais, Alá é o nome do deus do islamismo que, mesmo na crença islâmica, nunca esteve na Terra, só mesmo na cabeça “iluminada” de MJC. Quanto a Jeová, é um nome que se aplica às três pessoas da Santíssima Trindade (Mt 28.19 comp. Sl 83.18; Jr 23.5-6; 2 Co 3.17-18). Pelo fato de ele citar Jeová e Cristo, subentende-se que estava se referindo ao Pai, que nunca viveu neste mundo, humanamente falando.

Comparar Jesus com filósofos, sejam eles quais forem, é outro grande absurdo para quem crê nas Escrituras Sagradas. A Bíblia diz que as palavras de Cristo jamais passarão (Mt 24.35), o que, seguramente, é demais para um filósofo. Poderia um filósofo possuir títulos de Isaías 9.6? “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Errando-se na identidade de Jesus, erra-se no principal: perde-se a vida eterna (Jo 6.68).

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