Defesa da Fé

Edição 41

Inri Cristo – Mais um falso Cristo


Por Natanael Rinaldi

O alerta de Jesus foi bem explícito e repetitivo em todo o Sermão Profético do capítulo 24 de Mateus, que aponta o surgimento de falsos cristos. Disse¬Jesus: “porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (v. 5).

“Então se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (vv. 23,24).


Os falsos cristos atuais


Não obstante à advertência explícita de Jesus sobre o surgimento de falsos cristos, pessoas há que não se envergonham e saem ao mundo apregoando sua messianidade. E o pior é que sempre encontram seguidores entusiasmados que divulgam a sua existência.


O cristo da Nova Era


“Cristo está agora entre nós. Ele não vem para nos julgar, porém para ajudar a humanidade e para inspirá-la. Ele é Maitreya, o ‘educador do mundo’ e da ‘nossa geração humana’, uma pessoa para a qual existem diversos nomes: o Messias dos Judeus, o quinto Buda dos budistas, o Mahdi dos muçulmanos e o Krishna dos hindus. Agora ele se revelará para nos conduzir a uma nova era. Sua presença nos garante que não haverá uma terceira guerra mundial” (Anúncio publicado em 25 de abril de 1982 no jornal “O Globo”).


O messias da Igreja Messiânica


“Não houve outro caso semelhante a não ser Cristo, que outorgou sua força aos seus 12 discípulos” (Apostila Para Aula de Iniciação, p. 23, aula 4). Mokiti Okada é também conhecido como Meishu-Sama , título que significa ‘portador de luz’.


O cristo da Igreja da Unificação


“Com a plenitude do tempo, Deus enviou Seu mensageiro para resolver as questões fundamentais da vida e do universo. Seu nome é Sun Myung Moon” (Princípio Divino, p.12, publicado pela Associação do Espírito Santo Para a Unificação do Cristianismo Mundial, 2ª edição de 1981)


David Koresh, um cristo pecador


É de espantar! Mas David Koresh, o fanático que levou ao suicídio cerca de cem pessoas em Waco, Texas, EUA, orgulhava-se de ser um cristo pecador. Justificava assim suas noitadas com as esposas dos seus seguidores que, sem protestar abertamente, aceitavam essa idéia absurda de liderança de um cristo pecador.


Quem é Inri Cristo


De túnica branca, manto vermelho, coroa de espinhos na cabeça, o ex-verdureiro Iuri Thais, 49 anos, sentado em um trono, proclama com a voz impostada: “Eu sou Inri Cristo, o filho de Deus, a reencarnação de Jesus, o caminho, a verdade, a vida. Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi, Jesus e eu fomos encarnados pelo espírito do filho de Deus”.

Iuri Thais (nome de registro, é uma variante do sobrenome alemão Theiss) ou Inri Cristo (Jesus Nazareno, Rei dos judeus), como se anuncia, é um dos muitos líderes de fanáticos religiosos do país.

Iuri/Inri, filho de um vendedor de bilhetes de loteria, nasceu em Indaial, cidade catarinense. Fumava três maços de cigarros por dia e vivia em noitadas agitadas. Ele confessa: “Fui um homem pecador até 1969, quando Deus revelou minha identidade e passei a viver do dom de meu Pai. Cometia o pecado da fornicação, não perdia a oportunidade de desfrutar das mulheres que me recebiam em suas alcovas”. Sobre o seu passado, seus discípulos e seguidores afirmam: “Não existe sentido em recordar o passado”. A Polícia Federal, entretanto, já o condenou por falsidade ideológica. “Ele já usou nomes como Iuri Thais, Nostradamus e Inri Cristo” é o que declara a delegada Márcia Braga, do 8º Distrito de Curitiba. (revista Isto É, edição 1437, 16/4/1997, pp. 92-95).


Um cristo pecador


Para justificar seu passado de orgias, entende Inri Cristo que Jesus, que viveu cerca de dois mil anos atrás, também usufruiu um tempo de vida mundana. O período em que isso se deu foi dos doze aos trinta anos. É certo que a Bíblia nada conta abertamente sobre esse período da vida de Jesus, se bem que saibamos que Ele viveu em Nazaré, cidade onde residiu depois que voltou do Egito (Mc 6.1-3).

Declara Inri Cristo:

“Na Bíblia, em João 17.33, (leia-se 16.33, e não como indicado) está escrito: ‘Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tendes confiança, eu venci o mundo’. O que significam as \ palavras desta frase bíblica? Por que disse Cristo que havia vencido o mundo? Não teria ele experimentado os prazeres do mundo: o sexo, a bebida, o matrimônio e até mesmo a paternidade? Por que teria vencido o mundo se antes não tivesse sido dependente, escravo dele?... Como saberia o que sofre uma prostituta se não conhecesse a vida delas, se não conhecesse a prostituição na prática?” (“Inri Cristo – O furacão sobre o Vaticano S.A.”, p. 48, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).


O filme “A última tentação de Cristo”


“Eu perguntei para Inri Cristo sobre as especulações que fazem sobre a história de sua vida, a vida de Cristo, mas precisamente sobre o filme A última tentação de Cristo que estava sendo muito discutido, muito reprimido pelos ‘religiosos’ nos dias em que estas páginas foram escritas e, levando tudo para um lado lógico, ele me respondeu: ‘Há quase dois mil anos, eu fiz tudo aquilo que está sendo mostrado no filme e muito mais’” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 49, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).

Profeticamente, o salmista Davi falou desses difamadores da pessoa de Cristo: “Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; e fui o cântico dos bebedores de bebida forte” (Sl 69.12).

Jesus desafiou seus acusadores, dizendo: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46). “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”(Hb 4.15 – grifo do autor) “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.”(Hb 7.26 – grifo do autor). “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pe 2.22).


Sua chamada


Inri Cristo conta como se deu a sua chamada para ser ‘o cristo’: “Aos dezenove anos, depois de ter sido padeiro, verdureiro, entregador de alimentos, cobrador de ônibus etc... eu estava tranqüilo num lugar, gostando de estar ali, quando, de repente, ouvia aquela voz imperiosa a impor-me alguma tarefa. Obedecendo a ordem, eu tive certas atitudes que jamais teria por conta própria. E eu sempre obedecia sem me preocupar, pois a experiência me mostrou que eram atos benéficos e indispensáveis ao meu caminho, à minha missão e quase sempre eram benéficos também às pessoas que me cercavam. Era a escola onde eu aprendia diretamente com grande sábio, o Senhor da vida, Deus” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 49-50, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).

Os falsos cristos sempre se pronunciam apoiando-se em uma suposta visão para suas missões. Entretanto, diz a Bíblia: “Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei?” (Ez 13.6-7)


Alziro Zarur, o precursor de Inri Cristo


Como sabemos pela Bíblia, João Batista foi o precursor de Jesus, em cumprimento da profecia de Isaías 40.3, que diz: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. Essas palavras foram citadas por João Batista ao identificar-se como o precursor de Jesus. “Naqueles dias apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor... E este João tinha as suas vestes de pêlos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre” (Mt 3.1-4).

Inri Cristo não podia deixar de ter também um precursor. E quem ele foi buscar para essa tarefa? Alziro Zarur. “Nos confirmaram também algo so bre a volta do Cristo: Alziro Zarur, aquele que durante anos falou ao mundo: Preparem-se, Cristo está voltando!, é a reencarnação de João Batista! Disseram-nos também que o próprio Zarur sabia disso!...”

“Coincidência ou não, fomos conversar com Inri Cristo. Perguntei a Inri Cristo: ‘se você é o Cristo, onde está João Batista?’ Ele me respondeu: ‘Ele já veio, cumpriu sua missão e desencarnou antes que o mundo me conhecesse e soubesse que sou o Cristo. Ele fez seu papel: pregou a reencarnação, avisou da minha volta, e tenho certeza que se ele estivesse ainda aqui na terra de carne e osso, ele viria prestar obediência a mim e se reverenciar diante de meu Pai, Senhor e Deus que é em mim. Ele se chamou, neste século, Alziro Zarur!’” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 236, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).

O que Inri Cristo não sabe é que Alziro Zarur ensinava a doutrina de João Batista Roustaing, segundo a qual Jesus Cristo, quando viveu neste mundo, não tinha corpo físico real.

Ensinava Alziro Zarur sobre a natureza de Jesus:

“JESUS não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluidico, apto à longa tangibilidade, formado segundo as leis das esferas superiores, por aplicação e conformação dessas leis aos fluidos ambientes do nosso planeta (“A Saga de Alziro Zarur II”. José de Paiva Neto. 10ª edição, p. 108).

Como vemos, Alziro Zarur falou de Jesus com um corpo fluidico, aparente. Teria então contrariado sua própria opinião anunciando a chegada de um cristo, na pessoa de Inri Cristo, com corpo humano pecaminoso?

O apóstolo João adverte: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2Jo 7). Inri Cristo foi buscar um anticristo para ser seu precursor. Logo, não nos deixa dúvidas de que ele não passa de um falso cristo.


A concepção de Jesus segundo Inri Cristo


Inri Cristo tem pai e mãe humanos. Se ele é a reencarnação de Jesus, Jesus também deveria ter pai e mãe humanos. Entretanto, o relato bíblico declara que Maria concebeu pela virtude do Espírito Santo. Pronuncia-se ele irreverentemente dizendo, “Seria esta mulher chamada Maria tão diferente, tão fértil ao ponto de captar um espermatozóide no ar e contraí-lo para seu ventre, seu corpo e dali se dar todo o processo de fecundação?” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 244, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991)

“Seria possível naquela época uma mulher engravidar sem ser possuída, sexualmente, por um homem?” (idem, p. 248).

Como, então, explica Inri Cristo a gravidez de Maria? Declara ele: “‘Quanto à virgindade, é exatamente conforme Lucas 1.34, Maria não conhecia varão. A obra do Espírito Santo foi tomar posse dos corpos de José e de Maria e os conduzir a se juntarem em estado de sonambulismo. Depois, não lembrando de nada, Maria não conhecia homem, pois guardou sua virgindade de coração e assim ficou virgem antes, durante e depois do parto” (idem, p. 249)

“Quando Inri cita o sonambulismo, como causa da ignorância de José e de Maria sobre a noite na qual mantiveram contato físico, é um fato negado por muitos ‘cristãos’, mas confirmado pela Bíblia que esses mesmos ‘cristãos’ dizem seguir” (Idem, p. 251)

Se Inri Cristo fosse um teólogo modernista, diríamos que sua afirmação estapafúrdia era resultado de sua empáfia como teólogo. Mas não é esse o caso, pois, como relata de si próprio, exerceu apenas atividades braçais. Lemos na Bíblia que o nascimento de Jesus foi um ato milagroso, como apontado em Mt 1.18-25 e Lc 1.26-38. José, ao ver Maria grávida, intentou deixá-la secretamente, quando foi avisado pelo anjo que o que nela estava gerado era do Espírito Santo. Maria, surpresa ao ser visitada pelo anjo Gabriel, perguntou: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E o anjo repetiu as palavras ditas a José, que desceria sobre ela o Espírito Santo e que a virtude do Altíssimo a cobriria e o Santo que dela nasceria seria chamado Filho de Deus”.

Ora, se Inri Cristo afirma que usa a mesma Bíblia que os católicos, declarando: “Como já disse, a Bíblia que estou usando é a mesma comercializada pelo Vaticano” (Idem, p. 251), então por que não aceita a posição de José, que intentou deixar Maria quando viu que ela estava grávida? Além de fantasiar-se de Cristo, torna-se blasfemo ao falar de um suposto relacionamento sexual, por meio de sonambulismo, entre Maria e José.


Inri Cristo, um cristo reencarnado


Inri Cristo afirma que “quem nega a reencarnação nada compreendeu da lei de DEUS nem das Sagradas Escrituras ou então é desonesto..” e “leva consigo seus seguidores no caminho do erro, da perdição e do inferno, onde haverá pranto e ranger de dentes”

Ora, Allan Kardec ensina que é indefinido o número de reencarnações até que, por fim, o espírito se torne um espírito puro (“Livro dos espíritos”, pp. 83-84, citado em “Allan Kardec obras completas”, 2ª edição, edição especial da OPUS EDITORA, 1985).

Antes de ser tornar Jesus, Iuri Thais passou por várias reencarnações. Declara ter sido Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi e, por fim, Jesus. Como ele pode declarar ter passado por todas essas reencarnações se o próprio Allan Kardec ensina que não se tem lembrança das vidas passadas? Vejamos o que ensina Allan Karde:

“Após a morte, tem o espírito do homem consciência das existências que precederam o período da humanidade? Não, pois que somente neste último período é que começa para ele a vida de espírito” (“O livro dos espíritos”, p. 167, idem).

Se o próprio Allan Kardec, que é o codificador da doutrina da reencarnação, nega a possibilidade de lembrança das vidas passadas e Iuri Thais se declara ser reencarnacionista, como pode ele discordar da própria doutrina que proclama acreditar, insurgindo-se contra o mentor da mesma ao admitir que se lembra de tudo o que ocorreu em suas vidas passadas: a partir de Adão, cerca de quatro mil anos depois, até se tornar o “cristo”. Logo se vê que Inri Cristo não é o que proclama ser.

Por outro lado, se ele admite o inferno de pranto e ranger de dentes, como pode aceitar a reencarnação ao mesmo tempo, sendo que essas duas doutrinas se repelem? O rico, no Hades, queria sair de lá para ir ao Paraíso, onde se encontrava Lázaro, consolado. Jesus, no entanto, declarou a impossibilidade de mudança de lugar depois da morte (Lc 16.22-25). Se Iuri Thais julga ser Cristo (aqui falamos do Verdadeiro Cristo), não deveria, no entanto, rebelar-se contra o seu próprio ensino de dois mil anos atrás.


A negação da ressurreição corporal de Jesus


Para Inri Cristo se tornou mais fácil afirmar ser a reencarnação de Jesus do que admitir a sua ressurreição. Se admitisse a ressurreição do verdadeiro Jesus, que viveu há dois mil, não poderia ele arvorar-se em ser ele reencarnado. Os argumentos de Inri Cristo contra a ressurreição de Jesus são os seguintes:

“Na realidade, enquanto os soldados procuravam abrigos para se proteger durante a tempestade que o Senhor Deus propiciou com este intuito, Ele mandou servos fiéis recolherem o corpo de seu Filho, cobri-lo com novos lençóis e escondê-lo numa sepultura anônima, a fim de que cessasse a ultrajante sessão de escárnios e deboches que continuaram mesmo depois da crucificação e conseqüente desencarnação. Após este evento, o Filho de Deus reapareceu unicamente em espírito e por este motivo entrava nas casas sem abrir as portas ou incorporando num corpo alheio como apareceu aos discípulos de Emaús ou a Maria Madalena, incorporado no jardineiro... E como teria se efetuado a viagem e a sobrevivência sendo que no espaço sideral não tem comida para nutrir um corpo humano, não tem ar para respirar e a temperatura confina com o zero absoluto, ou seja, duzentos e setenta e três graus negativos? Por acaso Deus teria mantido o Filho congelado quase dois mil anos no espaço até a reutilização?” (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S. A.”, p. 233, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).

Tamanhas aberrações só podem ser produto do homem natural, que não compreende as coisas do Espírito de Deus (1Co 2.14). Admitir crer na Bíblia, fazer citações bíblicas e depois chegar à absurda conclusão de que uma tempestade propiciou aos discípulos esconder o corpo de Jesus numa sepultura anônima é interpretar, não à base das Escrituras, mas, sim, do raciocínio humano. Qualquer leitor da Bíblia sabe que o corpo de Jesus foi entregue a José de Arimatéia, que o enterrou em um sepulcro de sua propriedade. “Eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo... Este, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto” (Lc 23.50,52,53).

As mulheres que foram ao sepulcro derramar especiarias sobre o corpo de Jesus ouviram os anjos dizer: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite” (Lc 24.5-7). Mais tarde, Jesus se encontra com os discípulos e eles pensam que Jesus era um espírito ou fantasma, sendo tranqüilizados pelo Filho de Deus, que disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; o que ele tomou, e comeu diante deles”(Lc 24.39-43).

É tão importante para os cristãos crer na ressurreição corporal de Jesus que Paulo chega a afirmar que a fé sem a aceitação da ressurreição corporal de Cristo é nula, sem valor, vã. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.14). Se Inri Cristo fosse realmente o Jesus dos evangelhos, que viveu dois mil anos atrás, traria ele uma marca inconfundível em seu corpo. As mesmas marcas que Tomé reclamou para crer na ressurreição corporal de Jesus – as marcas em suas mãos e pés (Jo 20.25-28). Estas, porém, Inri Cristo não tem.


Inri Cristo perdoa pecados


Como se costuma dizer, quem faz um cesto faz um cento. Embora seja um pecador que teve vida moralmente suja, conforme sua própria confissão, Inri Cristo, porém, tem a petulância de afirmar que perdoa pecados.

“E só Inri Cristo, o filho de Deus, tem poder de perdoar pecados, porém Inri mesmo advertiu no tempo que se chamava Jesus: ‘Orai e vigiai que ninguém vos engane porque muitos virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos, até os eleitos se possível fosse”’ (“Inri Cristo – o furacão sobre o Vaticano S.A.”, p. 64, Pedro Lusz - Schade Editora, 1991).

Jesus advertiu aos seus ouvintes sobre falsos profetas exatamente como Inri Cristo, pecador confesso, que enganariam pessoas incautas, afirmando, de forma blasfema, que perdoam pecados. Perdão de pecados é atribuição exclusiva de Deus: “Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” (Is 43.25) E Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Jo 1.1,14), perdoou pecados, dizendo ao paralítico: “Filho, perdoados estão os teus pecados”.

Contestado pelos presentes como declarando blasfêmia, Jesus imediatamente curou o paralítico, dizendo: “Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão os teus pecados perdoados; ou dizer-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico). A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa” (Mc 2.5-11). Porventura alguém já ouviu falar que Inri Cristo fez um paralítico andar? Logo, falta-lhe autoridade para sua declaração blasfema de que tem poder de perdoar pecados.


Organizações religiosas


A organização que patrocina a divulgação do novo cristo denomina-se MEPIC – “Movimento eclético pró Inri Cristo e consolidação do reino de Deus sobre a Terra”. Outra organização é a SOUST – “Suprema ordem universal da Santíssima Trindade”.


Invasões aos templos católicos


A já citada edição da revista Isto É faz menção das bravatas de Inri Cristo querendo imitar a atitude severa de Jesus quando este entrou no templo de Jerusalém e derrubou as mesas dos cambistas (Jo 2.13-17).

“Na década de 70, peregrinou por várias cidades brasileiras. Declara: ‘Estive também em Paris e Roma, levando ‘a Palavra de Deus’. Ao todo, diz ter visitado 27 países. Em outubro de 1981, invadiu a catedral de Caxias do Sul (RS), durante a missa das dez. No altar, dedo em riste, bradou: ‘Saiam daqui, ladrões mentirosos, adoradores de ídolos, vendilhões de falsos sacramentos. Eu sou o cristo’. Subiu no altar e pegou o crucifixo. ‘Tentei arrancar o bonequinho da cruz e destruí-lo. Seria um gesto libertário, mas não consegui concluí-lo porque a estátua era de ferro’ – diz.

“Em Belém, no Pará, no dia 28 de fevereiro de 1982, Inri invadiu uma igreja para ‘consumar o ato libertário’ de declarar proscrita a Igreja Católica e fundar a Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade. Arrancou a estátua de Cristo da cruz e a quebrou. O ‘ato libertário’ terminou em um tremendo quebra-pau. O relato é do próprio Inri: ‘No momento do confronto, o Senhor disse: É a hora da violência, pega a vela, bate na cabeça dele, senão ele também vai subir no altar, e no altar, meu filho, só tu podes subir! Bati com a vela na cabeça do sacerdote, que tentou me derrubar ao puxar meu pé. A cadeira postada sobre o altar foi arremessada para me derrubar’”.


O papa e a CNBB


Inri ataca os inimigos sem piedade. Rotula o papa João Paulo II de a ‘besta de Roma’ e a CNBB de “Confederação Nacional dos Bestas do Brasil”. Batizou o demônio de Kajowo, composto com as iniciais de Karol Joseph Wojtyla, nome de batismo do papa.


Chico Xavier


Ataca com a mesma fúria o médium Chico Xavier. E fala do médium: “Ele diz incorporar Emanuel, o meu nome profano”. E mais: “Não sei até quando esse lobo de peruca, com pele de cordeiro, continuará a enganar muita gente”.


Apóstolos atuais de Inri


Inri tem apóstolos, homens e mulheres, que vivem com ele no alojamento da Igreja. E quanto a Inri, declaram: “Nós não cremos, nós sabemos que ele é a reencarnação do filho de Deus”


Os 144 mil


Embora apóie o presidente Fernando Henrique Cardoso, discorda da venda da Vale do Rio Doce. Diz: “Sou contra a venda da terra dessa empresa e de qualquer terra de Deus. Eles podem entregá-la para os exploradores. Eu a recuperarei junto com todas as terras do Senhor, após a hecatombe nuclear que irá purificar o mundo. Sobrarão apenas 144 mil escolhidos de Deus para a formação de seu Reino” (edição da revista Isto É em referência neste texto, pp. 92,95).

Que as testemunhas de Jeová não saibam disso, pois já colocaram no céu 135.245 da classe dos ungidos, restando apenas 8.755 na terra (A Sentinela, 1/01/00, p. 20), enquanto Inri Cristo espera sobrar 144 mil da hecatombe nuclear para começar o seu reino na terra.


“Em nenhum outro há salvação”


Nem tudo o que o amanuense Pedro Lusz escreveu estava errado. Até que há uma opinião muito oportuna que convém citar aqui, no término deste artigo. Disse ele: “O direito de um ser humano de conhecer a verdade é sagrado. O direito de alguém escolher, questionar buscar por si mesmo os caminhos do bem também é sagrado. Foi o próprio Cristo que disse ser ele o Libertador. Disse também que, ao conhecer a verdade, um homem seria livre. Então gostem ou não os seguidores de Inri Cristo do que afirmamos à luz da Bíblia, não importa, a meta é dar-lhes o meio com os quais poderão se aproximar do Cristo verdadeiro mencionado nos evangelhos e alcançar a verdade que está em Jesus Cristo, obtendo a vida eterna do verdadeiro Jesus”.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).

Inri Cristo é um falso cristo!

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