Defesa da Fé


O Rebe - O novo messias dos judeus


Por Luis Gama e Elvis Brassaroto Aleixo

Desde tempos remotos, a história da religião judaica traz consigo uma cisão que resultou em dois grupos importantes entre os judeus. De um lado, os que seguiam a lei escrita, a Tanak (Bíblia hebraica). Do outro, os seguidores da lei oral (tradições) e do Talmude , com tendência ao misticismo e ao ocultismo, que geraram a Cabalá e o Zohar .

Por conta dessa divisão, surgiu a oposição entre os fariseus (perushim), seguidores do Talmude, e os essênios (issi’im), que exerceram influência na época de Jesus e na Idade Média, sobre os talmudistas e os cabalistas.

Com o passar do tempo, devido à subordinação e às observações cada vez mais radicais na Europa, as oposições judaicas culminaram com o surgimento do movimento ortodoxo que se tornou conhecido como chassidismo, ou hassidismo (judaísmo ortodoxo).

O chassidismo foi fundado em 1740, na Polônia, pelo rabi Yisrael Ben Eliezer, conhecido pelo nome de Baal Shem Tov, que significa: “o senhor de boa fama”. Durante o surgimento do movimento, houve um sério cisma entre os judeus chassídicos e os não-chassídicos.

Uma das ramificações mais relevantes dessa corrente é o Chabad-Lubavitch , filosofia religiosa judaica que ensina a compreensão e o reconhecimento do Criador por meio da ampliação das três qualidades intelectuais: chochmá (“sabedoria”), biná (“entendimento”) e daat (“conhecimento”). O acróstico dessas três palavras hebraicas forma o vocábulo Chabad. Desse movimento, são oriundos os rebes , mais especificamente o rabino Menachem Mendel Schneerson, aclamado, atualmente, como o tão esperado Messias dos judeus. A linhagem dinástica dos líderes de Lubavitch teve início no século 18, com seu fundador, o rabino Shneur Zalman, autor das obras básicas da filosofia Chabad: o Tanya (“ensinamentos”) e o Shulchan Aruch HaRav (“código da lei judaica”).

Lubavitch, “a cidade do amor”, era uma pequena região do condado de Mohilev, na Rússia, e se tornou a residência dos líderes do movimento em 1814, quando o rabi Dovber, filho e sucessor do fundador, estabeleceu-se ali. Por mais de um século (até 1916), perpassando quatro gerações de líderes Chabad-Lubavitch, Lubavitch permaneceu como centro do movimento. Seus líderes ficaram conhecidos como Lubavitcher Rebes.


Sumária biografia do Rebe Menachem Mendel Schneerson


O Rebe Menachem foi o sétimo sucessor do movimento e é conhecido no mundo todo simplesmente como “o Rebe”. Nasceu em Nicolaev, Rússia, em 11 de Nissan de 5662, segundo o calendário judaico, mas, de acordo com o calendário gregoriano, a data do seu nascimento foi 18 de abril de 1902. Filho do rabino Levi Itschac e Chana Schneerson, seu pai foi um renomado cabalista e estudioso do Talmude, sendo, naturalmente, uma grande fonte de influência religiosa para “o Rebe”.

Em 27 de novembro de 1928, “o Rebe” se casou com Chaia Mushka (já falecida), segunda filha do Lubavitcher Rebe anterior, o rabino Iossef Itschac Schneerson. Mais tarde, Rebe Menachem foi para Paris, onde se formou em engenharia naval, na universidade de Sorbonne.

Em 23 de junho de 1941, ele e sua esposa chegaram aos EUA, escapando à ofensiva nazista. Seu sogro, que havia chegado um ano antes, indicou-o para chefiar suas novas organizações recém-fundadas: o setor educativo, a organização social e a editora do movimento: Lubavitch.

Após o falecimento de Iossef, em 10 de Shvat, 5710 (28 de janeiro de 1950), o rabino Rebe Menachem Mendel Shneerson ascendeu à liderança da facção.

Em seu primeiro discurso como “o Rebe”, afirmou que a missão de sua geração era trazer o Mashiach (“messias”). Organizou um corpo de shluchim (“missionários” – emissários de Lubavitch) e os encarregou de estabelecer centros do Chabad-Lubavitch em todo o mundo.

No Brasil, existem mais de vinte instituições e mais de trinta emissários. Hoje, 1.300 instituições, aproximadamente, abrangem mais de 35 países em seis continentes. Nos EUA, funcionam mais de 220 centros. Em Israel, onde os chabadniks (adeptos de chabad) são especialmente estimados, existem, aproximadamente, 150 centros. A cidade de Kfar Chabad, próxima a Tel-Aviv, é a sede do movimento.

Entre as “profecias” do Rebe que mais repercutiram, constam a que apontou a abertura da Cortina de Ferro, com a emigração maciça de judeus soviéticos para Israel e o alerta ao governo israelense para a construção de casas e criação de emprego para esses judeus, vaticínio que, segundo os adeptos desse movimento, ocorreu num momento histórico em que tal possibilidade era impensável.

Sua forma revolucionária de propagar o judaísmo entre os judeus pode ser ilustrada por suas famosas “campanhas das mitsvot” (“campanhas das boas ações”). A mais recente está relacionada à conscientização sobre a iminente vinda do Mashiach (Messias) e à importância de “recepcioná-lo” apropriadamente, principalmente por meio de um estudo intensivo dos assuntos relativos à era messiânica, contidos na Torá, no Talmude e em outras fontes judaicas, como no Código de leis de Maimônides.

No dia 27 de Adar de 5752 (2 de março de 1992), aos 89 anos, sofreu o primeiro derrame, mas não abandonou sua militância. Dois anos depois, o Rebe sofreu seu segundo derrame. No dia 3 de Tamuz de 5754 (12 de junho de 1994), o rabino faleceu.

O movimento Chabad-Lubavitch proclama, agora, em todo o mundo, que o Rebe Menachem está espiritualmente liderando o movimento, sendo considerado o maior líder judaico desta geração.


O advento do Mashiach


O Rebe começa assumir sua imagem messiânica modestamente. No início, ele somente projeta o Messias. Somente depois, ele próprio se elege a este status, como veremos, detalhadamente, mais adiante.

Menachem orientou a maneira segundo a qual seus adeptos, os Lubavitchers, deveriam se preparar para o período messiânico que, segundo ele, era iminente. Suas orientações revelavam profunda devoção e esperança no advento do Mashiach.

A conscientização desse momento crucial era o primeiro passo. Depois, viria o aprofundamento nos conhecimentos sobre a gueulá (redenção), que deveria ser realizada, com primazia, mediante os estudos da Bíblia hebraica (Antigo Testamento), do Talmude e dos escritos de Maimônides. O domínio desse conhecimento permitiria a compreensão correta dos eventos escatológicos que ainda estavam por acontecer.

Menachem traçou um paralelo entre a vinda do Mashiach e a libertação do jugo egípcio. Explicou, em seus textos, que o povo de Israel foi liberto do cativeiro quando clamou por Hashem (Deus) e pediu para ser redimido, portanto, da mesma maneira, os chassidistas deveriam se dirigir a Hashem com orações, suplicando o envio imediato do Mashiach, e manifestar a Hashem (Deus) o amargo sentimento experimentado em cada dia que passam sem a gueulá (redenção).

Outros fatores importantes àquela época, que ainda hoje continuam sendo relevantes, estão relacionados às boas ações. Pois Rebe acreditava que um simples ato positivo do fiel poderia pesar na balança e ser decisivo para o futuro da humanidade. A essas obras, os adeptos precisavam acrescentar a observância das mitsvot (preceitos, mandamentos). Esses preceitos, ou mandamentos, referem-se aos semelhantes e a Deus.

Segundo se entende do discurso do Rebe, todos esses atos religiosos se revestem de um magnetismo capaz de aproximar a vinda do Mashiach.


Como o Mashiach se revelará?


Conforme o Rebe, a revelação do Mashiach e sua manifestação gerariam inúmeras conseqüências. O movimento Chabad-Lubavitch afirma, a partir de suas principais fontes de estudo (Bíblia hebraica, Talmude e Maimônides), que quando Mashiach se revelasse, nós o conheceríamos e sentiríamos a alegria genuína, pois todas as promessas de Deus seriam cumpridas.

O efeito do pecado original, causado pela queda do primeiro homem, Adão, estaria, definitivamente, remediado, e isso promoveria bênçãos que atingiriam toda a humanidade, de maneira geral, e os judeus, de maneira específica.

Conforme o discurso lubavitch, o desfrute por parte da humanidade possui teor bastante idealizado e pacifista, revelando a nostalgia do Éden: não precisaremos trabalhar para ganhar o nosso sustento; não haverá doenças, problemas ou guerras; as armas serão transformadas em ferramentas agrícolas; toda a humanidade estará ocupada praticando o bem uns aos outros e, com isso, a paz verdadeira reinará no mundo; e os gentios procurarão Hashem (Deus) e reconhecerão a verdade absoluta da Torá e do Mashiach.

Já aos judeus, usufruirão a presença do Templo Sagrado que descerá do céu e se estabelecerá em seu lugar, Jerusalém; todos os judeus da Diáspora voltarão para Israel de uma forma milagrosa, e a Terra Santa se expandirá de maneira sobrenatural para prover espaço a todos; cada judeu se tornará um profeta e terá revelações divinas.

Enfim, todos viveriam eternamente, nos rumos da “redenção final”, que culminará com o objetivo supremo de Deus ao criar o mundo: a revelação da sua existência infinita em nosso mundo físico e finito.

Mas o que é instigante é que o Chabad-Lubavitch apregoa que o Rebe “profetizou” que a hora da “redenção final” chegou, depois de quase dois mil anos de Diáspora, e que não tem a menor dúvida de que a sua profecia sobre a revelação imediata do Mashiach e a subseqüente redenção completa e eterna já está sendo materializada.

Segundo o Rebe, o rei Mashiach não só está presente em nossos dias, em nossa geração, mas também já foi revelado. Para o Rebe, merecemos (e deveríamos divulgar isso) essa decisão; ou seja: Deus escolheu e designou um homem incomparavelmente mais elevado do que todas as pessoas desta geração. E esse homem será juiz, conselheiro e profeta. Irá instruir e aconselhar, sobre assuntos espirituais e mundanos, tantos os judeus quanto todas as pessoas desta geração. A redenção está chegando imediatamente: “Eis que esse [Mashiach] já está aqui”.

Mas quem é esse Mashiach?


O Mashiach está entre nós?


Segundo os estudos talmúdicos de Maimônides e do movimento Chabad-Lubavitch, o Rebe se enquadra em todos os critérios do messiado. O movimento declara que, segundo o Talmude, cada geração concebe um descendente de Judá com potencial para ser o Mashiach, e o Rebe tem, em sua ascendência genealógica, precisamente, 95 gerações até o rei Davi. Seus pré-requisitos principais são: integridade extrema, conhecimento exímio da Torá e diligência exemplar na observância das mitsvot (“mandamentos”), conforme o modelo de seu antepassado, o rei Davi. O que impressiona é que essa adequação do messiado ao Rebe foi recentemente legislada por mais de duzentos rabinos que o reconheceram como Mashiach, sendo, portanto, relevante e digna de uma apreciação mais aproximada.

O rabino Aharon Soloveitchik, o Gaon (erudito da Torá), autoridade amplamente reconhecida no campo da legislação da lei judaica — que não era um Lubavitcher, nem mesmo de origem chassídica — divulgou, alguns anos atrás, em jornais judaicos dos EUA, que, mesmo depois do falecimento do Rebe, de acordo com fontes judias fidedignas, ele ainda pode ser Mashiach.

De acordo com os Lubavitchers, não existiu nenhum outro líder, ao longo das gerações, que tenha afetado tanto o povo judeu e atingido tantas pessoas como o Rebe Menachem. Seus emissários levam a termo suas instruções para expor milhões de judeus à Torá e aproximá-los mais do serviço a Deus. Usando a mais moderna tecnologia a serviço de Deus, o Rebe procurava mostrar que tudo no mundo tem um propósito divino.

O Chabad-Lubavitch, distorcendo textos, elege, convenientemente, alguns excertos do Rambam (Maimônides) e, conseqüentemente, contradiz a si mesmo, revelando certa discrepância sobre qual seria, de fato, a principal fonte de autoridade para eles: “Os textos do Rambam são a única fonte, na lei judaica, sobre a identidade de Mashiach e sobre os critérios que ele precisa preencher”. Mas, como vimos, o Rambam não é a única fonte, pois ainda tentam se valer do Antigo Testamento, do Talmude, da Cabala, do Zohar e, principalmente, dos escritos do próprio Rebe.

De qualquer forma, o Rebe, inegavelmente, buscou, com certa freqüência, amparo nos texto do Rambam: “No final das leis dos reis, o Rambam escreve: ‘O rei Mashiach se erguerá e todo aquele que não crer nele ou que não aguarda sua chegada está não somente negando os outros profetas, mas a Torá e também o Moshé Rabeinu’”. Com isso, o Rebe torna equivalente a autoridade profética do Massiach à dos profetas da Tanak, o que é, na verdade, o primeiro movimento geralmente presente na biografia dos muitos líderes religiosos (judaicos e cristãos) que se apresentaram ao mundo como detentor da nova revelação, isto é, impuseram-se como representantes supremos da voz divina no mundo.

Segue-se a descrição do Rambam, a propósito de o líder judeu que se qualifica como sendo o justo e oportuno rei Mashiach: “Se surgir da casa de Davi um rei que for instruído na Torá e dedicado à observância dos Mandamentos, como é prescrito pela lei escrita e oral, como Davi, seu ancestral, e ele compelir todos de Israel a andarem no caminho da Torá, revigorar as brechas em sua observância e travar as guerras de Deus, poderemos, então, presumir que ele seja o Mashiach. Se ele o fizer e for bem-sucedido e vitorioso sobre as nações em volta dele, e construir o templo em seu lugar e reunir os dispersos, então, definitivamente, ele é o Mashiach. E ele aperfeiçoará o mundo para servir a Deus com um propósito”.


O Rebe Mashiach por ele mesmo


Em sua obra volumada, Likutei Sichot, o Rebe se afirma como o líder de nossa geração e, depois, diz: “O líder de nossa geração é o justo Mashiach”. Assegura que “todas as datas previstas para a redenção já decorreram, como nos informou o líder de nossa geração”. “Moshé [Moisés] disse isso quando foi enviado por Deus para redimir os judeus da escravidão egípcia. Ele suplicou que Deus enviasse imediatamente o redentor final, Mashiach, ‘que nos conduzirá à era messiânica final de paz e de bem”.

Em numerosas ocasiões, ao se referir à redenção, o Rebe disse que a verdadeira e completa redenção ocorreria por meio do justo Mashiach, que viria na atualidade, imediatamente.

A palavra que emprega em hebraico para “imediatamente” é miyad, e esclarece que se trata de um acrônimo para os nomes dos três últimos líderes do grupo Chabad. Diz que a palavra principia na seqüência do Rebe mais próximo de nós, isto é, ele próprio:


Letra consonantal / Rebe correspondente

M / Mashiach, Menachem é seu nome (o nome do último Rebe)

Y / Yossef Yitschak, o Rebe anterior, o sexto Rebe do grupo Chabad

D / DovBer, o segundo nome do quinto Rebe do grupo Chabad

Acrônimo – MiYaD


Existiram sete Rebes de Chabad. Cada líder regeu não somente sobre os chassidim de Chabad, mas sobre toda a sua geração. Em 10 de Shvat de 5711 (28 de janeiro de 1950), dia em que o Rebe aceitou oficialmente a liderança, ele proferiu seu primeiro discurso chassídico e, como é de praxe, o discurso conteve, em sua mensagem, a missão e o propósito do Rebe para sua geração.

Em sua prédica, nos informa que Moshé (Moisés) foi a sétima geração de Avraham (Abraão). Nessa geração, o mundo experimentou uma revelação sem precedentes da divindade no Monte Sinai, quando a nação judia recebeu a Torá. Assim, a nossa geração é, também, a sétima geração dos Rebes de Chabad e, como tal, traz a revelação da divindade à sua mais completa fruição, um mundo perfeito com somente o bem existindo. Somos a última geração do exílio e a primeira geração da redenção.

Seu discurso foi aceito e reverenciado pelos chassidim que, durante muito tempo, cantaram “longa vida ao nosso mestre, nosso professor, nosso Rebe, rei Mashiach, para todo o sempre”, diariamente, na presença do Rebe.

Logicamente, Menachem abraçou os louvores sem reservas ou constrangimentos. Uma vez tendo ingressado no estágio de Mashiach definitivo, não poderia haver retrocesso. Então, os chassidim passaram a aguardar a completude do processo, quando todos se reuniriam no Templo Sagrado, em Jerusalém.

Diante de tudo isso, o leitor deve estar pensando: “Mas o tal Rebe (Messias) foi entronizado e nada de diferente ocorreu no mundo! De que forma o movimento Lubavitch explica isso?”.

Como não poderia ser diferente, o Rebe elabora uma resposta que se conforma perfeitamente à sua realidade: “No primeiro estágio dos dias de Mashiach não haverá uma mudança na ordem natural do mundo, com a exceção de que o povo judeu não mais estará sujeito às nações do mundo”. E conclui: “Isso se aplica a nós, hoje. No mundo todo os judeus podem manter livremente a Torá, e todos os países do mundo permitem que os judeus exerçam o seu direito de liberdade religiosa. Encontramo-nos no primeiro estágio dos dias de Mashiach [...] temos de aguardar ativamente o segundo estágio, quando veremos milagres que saem da ordem natural das coisas”. Mas, diante disso, surge outra problemática: como explicar o advento do Massiach, se ele está morto?

Bem, é comum ouvirmos dizer que “para tudo existe um jeito, menos para a morte”. Mas como estamos tratando de elementos do campo místico, ou seja, do próprio “messias”, a morte não é problema.


O ocultamento do Mashiach


O grupo Chabad-Lubavitch ensina que, antes da revelação final do Mashiach, haveria um período em que ele não seria mais visto — como se estivesse falecido — mas, na verdade, ele ainda estaria vivo.

O sagrado Zohar explica que a Torá contém provas da eternidade do verdadeiro líder, Mashiach: “E Davi, meu servo, será para sempre o líder deles [...] Seu trono é estabelecido para sempre”. Assim, Maimônides legisla, no primeiro capítulo das leis dos reis: “O reinado dos reis da casa de Davi dura para sempre (seus filhos depois deles reinarão um após o outro)”.

As obras de outro místico da Torá, o rabino Yitschak Luria (Ari HaCadosh), comentam que, antes do Mashiach se revelar completamente, ele estará oculto de maneira semelhante à de Moshé (Moisés) quando subiu ao Monte Sinai para receber a Torá. O povo se iludiu ao pensar que ele havia morrido, mas, na verdade, estava vivo e, mais tarde, desceu e nos deu a Torá.

Em seu famoso livro, Sfat Emet, o Guerer Rebe (em 1900, aproximadamente) diz que a “chegada do descendente de Davi é em separado e que a redenção é separada. Moshé Rabeinu [Moisés] veio ao Egito antes da redenção e poderá ser assim na futura redenção, como está explicado em Midrashim (Talmude). Da mesma maneira que o primeiro redentor foi revelado e, depois, oculto, assim também o redentor final. O primeiro redentor, ‘Moshé, veio e informou aos judeus sobre a notícia da redenção, que Deus se lembraria deles e os tiraria do Egito. Isso significa que o redentor veio e foi revelado, ainda que não tivesse executado nenhuma ação redentora e as condições do exílio estivessem em pleno vigor”. A respeito do livro de Daniel (12.12), Rashi comenta: “Chegará um tempo em que nosso rei Mashiach estará oculto após ter sido revelado e, depois, voltará a se revelar [de novo]”.

Segundo o grupo chassídico, isso pode ser explicado pela presente situação em que nos encontramos. O Rebe está entre nós, exatamente como antes, no entanto, aos nossos olhos está oculto. Estamos aguardando sua revelação final.

Ora, tudo isso torna o Messias chassídico muito rarefeito. Sabemos que os judeus rejeitaram o Cristo porque não compreenderam o plano de redenção. Jesus, em sua primeira vinda, veio libertar o mundo de seu cativeiro espiritual, enquanto os judeus esperavam, ansiosamente, por uma libertação política, pois estavam sob a égide romana. Por isso, a crença na legitimidade do messiado de Jesus era condicional: Ele não podia morrer, tinha de exercer seu papel revolucionário: “Os que passavam, blasfemavam dele, meneando a cabeça, e dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz. Da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, anciãos e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou as outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! desça agora da cruz, e creremos nele” (Mt 27.39-42).

Assim, “os que passavam”, “os principais sacerdotes”, “os escribas”, “os anciãos” e “os fariseus” creriam no Messias pregado pelo cristianismo se Ele descesse da cruz. Naquele momento, esse era o qualificativo que esperavam de Cristo, mas Ele não o fez! Cristo bebeu seu cálice até a última gota, por isso pôde exclamar: “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 19.30). O Messias dos cristãos estava morto e já não era digno de crédito nem por parte dos judeus, nem por parte de seus próprios discípulos, que se frustraram e voltaram à sua vida cotidiana. Mas a história não acabou aqui. Cristo ressuscitou ao terceiro dia e, segundo a biografia narrada por Mateus, os judeus subornaram os soldados romanos para que manipulassem esse fato: “E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até o dia de hoje” (Mt 28.15).

Hoje, entretanto, uma das maiores organizações do judaísmo ortodoxo do mundo crê e prega um Messias morto, que foi velado e enterrado, e não tem qualquer dificuldade em elaborar sofisticadas explicações para essa derrocada. É simples: Ele foi “ocultado” e, novamente, há de se revelar, dizem os rabinos chassídicos!

Então, “revelação” e “ocultação” são palavras-chave para a sustentação do argumento do gruo Chabad-Lubavitch. Então, surgem mais especulações. Agora, numéricas e esotéricas. Essas palavras, em hebraico, possuem exatamente o mesmo valor numérico (guematria) da data em que o Rebe desapareceu (o terceiro dia do mês de tamuz). Todavia, a questão que não quer calar é: quando e como, então, dar-se-á a revelação final?

O movimento Chabad-Lubavitch diz que, como a hora mais escura ocorre antes do amanhecer, muito em breve teremos o mérito da revelação final, não só do Mashiach, mas também de um mundo cheio de divindade revelada.


As fontes enganosas do chassidismo


A utilização do Talmude, da Cabala, do Maiomônides e dos textos do próprio Rebe Menachem, como fontes de informação sobre a pessoa do Mashiach, não é autêntica, segundo os padrões da própria Bíblia hebraica. Todas essas consultas deveriam ser consideradas somente a partir da utilização da Tanak, o Antigo Testamento, e não antes, pois ela é a fonte fidedigna e primária de informação e não os demais livros. Mas isso geraria grande problema de hermenêutica aos lubavitchers, pois suas teses seriam interditadas, visto que o Rebe Menachem não cumpriu uma série de profecias registradas pelas mãos dos profetas.

O fato é que o Chabad-Lubavitch escolheu o caminho errado: o da Tradição. A sede milenar dos judeus pelo advento do Messias gera sintomas dignos de compaixão. O fato é que muitos falsos messias se levantaram entre eles e tiveram suas vozes ouvidas, pois representavam uma centelha de esperança. Perde-se as contas da quantidade de candidatos ao messiado judaico que emergiu ao longo dos séculos, e esse sintoma, guardando as devidas proporções, foi herdado pelo cristianismo.

Não é sem razões que a maioria das facções cristãs vaticinou a vinda ou a presença de Cristo entre nós, mas Jesus alertou: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.23,24). E consideremos que, em todos os casos, tanto entre os judeus como entre os cristãos, não houve ocorrência de sinais e prodígios tão persuasivos!

Outro fator a ser considerado, preponderante para nós, cristãos, é que Jesus Cristo (judeu) não aceitou as tradições dos antigos (lei oral) como fonte confiável de ensinamento, dizendo, antes, que as tradições invalidavam a Palavra de Deus. Semelhante comportamento foi verificável em seus discípulos (judeus), que não se subordinaram às tradições: “Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição” (Mc 7.6-9).

Tanto os fariseus como os saduceus conheciam, minuciosamente, o Antigo Testamento, incluindo as profecias sobre o Messias, entretanto, “reinterpretavam misticamente” todos os versos por meio da tradição, por isso não puderam reconhecer o Messias Jesus: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo 5.39). Mas, ainda hoje, os judeus insistem em negligenciar esse exame, por isso está ocorrendo com eles o que Jesus já havia predito: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (Jo 5.43).

Porque os judeus do chassidismo aceitaram o Rebe, aguardam, agora, o que denominam de a “revelação final”. A Bíblia hebraica descreve muito bem esse advento, mas se esse tão esperado evento ocorrer ainda nesta geração, não será o Rebe Menachem aquele a quem esses judeus contemplarão. Absolutamente! Também não haverá alegria imediata, pois os judeus do chassidismo reconhecerão as cicatrizes daquele que foi traspassado por amor a eles e ao mundo (Jo 3.16), mas eles e o mundo insistem em não aceitar esse fato (Lc 23.18).

Quando a verdadeira “revelação final” acontecer, sobrarão as lágrimas, o remorso e o desespero do reconhecimento amargo:

Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido. E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte; a família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte. Todas as mais famílias remanescentes, cada família à parte, e suas mulheres à parte” (Zc 12.10-14).


Apresentadas em suas respectivas ordens, o quadro abaixo traz as profecias messiânicas da Bíblia hebraica cumpridas em Jesus Cristo.

Nenhuma delas está relacionada ou teve cumprimento em Rebe Menachem


Profecia da Bíblia / Assunto / Cumprimento

Miquéias 5.2 / Nascido em Belém / Lucas 2.4,5,7

Daniel 9.25 / Época de seu nascimento / Lucas 2.1,2

Isaías 7.14 / Nascido de uma virgem / Lucas 1.26,27,30,31

Jeremias 31.15 / Matança das crianças / Mateus 2.16,18

Oséias 11.1 / Fuga para o Egito / Mateus 2.14,15

Isaías 40.3-5 / Preparação do caminho / Lucas 3.3-6

Malaquias 3.1 / Precedido pelo precursor / Lucas 7.24,27

Malaquias 4.5,6 / Precedido por Elias / Mateus 11.13,14

Isaías 9.1,2 / Ministério na Galiléia / Mateus 4.13-16

Salmo 78.2-4 / Falando em parábolas / Mateus 13.34,35

Isaías 53.3 / Rejeitado pelo seu próprio povo, os judeus / João 1.11

Lucas 23.18

Salmo 110.4 / Sacerdote da ordem de Melquisedeque / Hebreus 5.5,6

Zacarias 9.9 / Entrada triunfal / Marcos 11.7,9,11

Salmo 8.2 / Amado pelas crianças / Mateus 21.15,16

Isaías 53.1 / Não creram nele / João 12.37,38

Salmo 41.9 / Traído por um amigo íntimo / Lucas 22.47,48

Zacarias 11.12 / Traído por trinta moedas de prata / Mateus 26.14,15

Salmo 35.11 / Acusado por falsas testemunhas / Marcos 14.57,58

Isaías 53.7 / Silêncio sobre as acusações / Marcos 15.4,5

Isaías 50.6 / Cuspido e esbofeteado / Mateus 26.67

Salmo 35.19 / Odiado sem razão / João 15.24,25

Isaías 53.5 / Sacrifício vicário / Romanos 5.6,8

Isaías 53.12 / Crucificado com malfeitores / Marcos 15.27,28

Zacarias 12.10 / Transpassado pelas mãos e pelos pés / João 20.27

Salmo 22.7,8 / Ridicularizado e zombado / Lucas 23.35

Salmo 69.9 / Foi injuriado / Romanos 15.3

Salmo 109.4 / Oração pelos inimigos / Lucas 23.34

Salmo 22.17,18 / Soldados repartem suas vestes / Mateus 27.35,36

Salmo 22.1 / Abandonado por Deus / Mateus 27.46

Salmo 34.20 / Nenhum osso quebrado / João 19.32,33,36

Zacarias 12.10 / Seu lado foi aberto / João 19.34

Isaías 53.9 / Sepultado com os ricos / Mateus 27.57-60

Salmo 16.10; 49.15 / Ressuscitado / Marcos 16.6,7

Salmo 68.18 / Ascensão à direta do Pai / Marcos 16.19; 1Coríntios 15.4


Fonte: Bíblia de Estudo das Profecias


Notas:

1 O Talmude é uma compilação (que data de 499 d.C.) das leis e tradições judaicas, consistindo-se em 63 tratados de assuntos legais, éticos e históricos. O judaísmo ortodoxo e o judaísmo conservador baseiam suas leis, geralmente, nas decisões encontradas no Talmude, que é um detalhamento e comentário das tradições judaicas a partir das leis compiladas por Moisés na Torá, em geral, e na Mishná, no detalhe. O Mishná foi redigido pelos mestres chamados Tannaím ou Tanaítas, termo que deriva da palavra hebraica que significa “ensinar” ou “transmitir” (uma tradição). Os Tanaítas viveram entre os século 1o e 3o d.C. A primeira codificação é atribuída ao rabi Akivá (50–130), e a segunda, ao rabi Meír (entre 130 e 160 d.C.).

2 A Cabala é uma doutrina esotérica que diz respeito a Deus e ao Universo. Segundo afirmam, a Cabala chegou até nós como uma revelação para eleger os santos de um passado remoto. E é preservada apenas por alguns privilegiados. Grande parte das formas de Cabala ensina que cada letra, palavra, número e acento da Escritura contêm um sentido escondido. Ensina, também, os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos. Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XX. Geralmente, usam outros termos para se referirem aos sistemas esotéricos e místicos dos judeus que viveram antes do século 12. Outros estudiosos consideram essa distinção arbitrária. Nesse ponto de vista, a Cabala do pós-século 12 é vista como a fase seguinte de uma linha contínua de desenvolvimento que surgiu dos mesmos elementos e raízes. Dessa forma, tais estudiosos julgam apropriado o uso do termo Cabala para se referir ao misticismo judeu desde o século 1o da era comum. O judaísmo ortodoxo discorda com ambas as escolas filosóficas, e rejeitam também a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.

3 O Zohar (do hebraico ??? “esplendor”) é considerado o mais importante texto da Cabala. Trata-se de comentários sobre a Torá, escrito em aramaico e em hebraico, nos quais são tratadas a natureza de Deus e as considerações sobre a origem e a estrutura do Universo, a natureza das almas, do pecado, da redenção, da bondade e da maldade, além de diversos outros tópicos relacionados.

4 Fariseu (do hebraico ??????) é o nome dado a um grupo de judeus devotos à Tora. Os fariseus surgiram no século 2o a.C. Opositores dos saduceus, criaram uma lei oral em conjunto com a lei escrita e instituíram a sinagoga. Com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., e a queda do poder dos saduceus, a influência dos fariseus cresceu na comunidade judaica e, por conta disso, tornaram-se os precursores do judaísmo rabínico.

5 Os essênios (Issi'im) ou essénios, na grafia portuguesa européia, constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religiosos e políticos, como os Zadoquitas. Eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Vestiam-se sempre de branco. A comida era sujeita a rígidas regras de purificação. Davam extrema atenção ao asseio e se banhavam muito. Obedeciam a todas as leis de Moisés e dos profetas. Não tinham escravos nem amos. A hierarquia era estabelecida de acordo com os graus de “pureza espiritual” dos irmãos, com os sacerdotes no topo.

6 O judaísmo chassídico ou hassídico (do hebraico ??????, “piedosos” ou “devotos” ) é um movimento pietista dentro do judaísmo que existiu praticamente em todas as eras da longa história judaica. Hoje, no entanto, esse termo é aplicado para denominar a tendência que se desenvolveu com Baal Shem Tov na primeira metade do século 18.

7 www.beitlubavitch.org.br – “O que é chassidismo?”

8 Chabad-Lubavitch, também conhecido como Chabad (do hebraico ???, acrônimo de “???? Chochmah- ???? Binah – ??? Da'at”, “sabedoria”, “entendimento”, “conhecimento”), ou Lubavitch (do hebraico ??????????, vindo do russo, “cidade do amor fraternal”) é uma ramificação do hassidismo e uma das maiores organizações judaicas ortodoxas no mundo. Fundado pelo rabi Shneur Zalman, de Liadi, no século 18, o movimento Lubavitch é guiado por líderes conhecidos como Rebes.

9 Composição em que o conjunto das letras iniciais (e, por vezes, as mediais ou finais) dos versos compõe verticalmente uma palavra ou frase.

10 Rebe ou Rebbe (do hebraico ???, “rebbi”) é um título dado aos rabinos no judaísmo ortodoxo, particularmente no hassidismo.

11 www.beitlubavitch.org.br – “Quem é o Rebe?”

12 www.beitlubavitch.org.br – “O chassidismo Chabad-Lubavitch”.

13 Moshe ben Maimon (em hebraico: ??? ??? ?? ??????, em árabe: ??????????, Mussa bin Maimun ibn Abdallah al-Kurtubi al-Israili) também conhecido como Moses Maimônides e Rambam (???? ?), foi um filósofo, religioso, codificador rabínico e médico, nascido em Córdoba, na Espanha (Al-Andalus), em 30 de março de 1138 (ainda sob domínio muçulmano), e morto no Egito, em 13 de dezembro de 1204. Em 1177, era reconhecido como líder e, entre suas ocupações, somavam-se a de juiz e administrador. Tornou-se médico e conselheiro do Vizir al-Fadil, a quem Saladino deixou o cargo quando conquistou o Egito, tendo sua reputação ganhado reconhecimento internacional. Comunidades judaicas de várias partes do mundo lhe escreviam por causa de sua sabedoria na lei judaica. Maimônides escreveu dez trabalhos de medicina em árabe e vários trabalhos de teor religioso, nos quais reflete sua visão filosófica sobre o judaísmo. É o codificador dos treze princípios fundamentais do judaísmo. Morreu em 1204, em Fostat, e foi enterrado em Tiberíades,em Israel. Sua grande popularidade lhe rendeu a frase elogiosa que diz: “De Moshê (o legislador) até Moshê (Ben Maimon) não há outro como Moshê”.

14 www.admatai.org

15 A palavra diáspora pode ser utilizada num sentido mais lato ou mais restrito. Em termos gerais, pode significar a dispersão de um determinado povo pelo mundo; em sentido restrito, refere-se apenas ao povo judeu. A palavra tem origem na língua grega e se referia, originalmente, à migração e à colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e do Mediterrâneo, de 800 a 600 antes de Cristo. Associada ao destino do povo hebreu, a palavra foi utilizada na tradução da Septuaginta (em grego) da Bíblia, onde se apresenta como uma maldição: “Serás disperso por todos os reinos da terra”.

16 www.admatai.org/materias/como_sera.htm

17 http://www.admatai.org/materias/como_sera.htm

18 Sêfer Hitvaaduiot, 5746 (1986), vol. 3, p.192.

19 Mishnê Torá, “Leis dos reis”, 11.1.

20 Rambam: “Leis dos reis”, 11.4.

21 Sêfer HaSichot, 5752 (1990-91), vol. 2, p. 373.

22 San’hedrin 97b.

23 Midrash Lekach Tov, Shemot, 4:13; Pirkei DeRabi Eliezer, cap. 40.

24 Palavra formada pela primeira letra (ou mais de uma) de cada uma das partes sucessivas de uma locução ou pela maioria dessas partes.

25 Sêfer HaSichot, 5752 (1990-91), vol. 2, p. 376, nota de rodapé 148.

26 Shir HaShirim Rabá 5.1.

27 Sêfer Maamarim – Melukat, vol. 1, p.5-9 [Maamar, 10 de Shvat de 5711 (1951)];

28 Sêfer HaSichot, 5752 (1991-92), vol. 1, p.75 [Parashat Bo, p.300 (Parashat Beshalach)].

29 A canção “Longa vida” foi cantada, pela primeira vez, na frente do Rebe, em 15 de Iyar de 5751 (20 de abril de 1991), com o encorajamento do próprio Rebe, e constantemente desde Simchat Torá de 5753 (20 de outubro de 1992).

30 Mishnê Torá, “Leis dos reis”, 12; Likutei Sichot, vol. 27, p.198.

31 Sêfer Hitvaaduiot, 5746, vol. 3, p.191.

32 EMET, Sfat. Rosh Hashaná, 11.

33 Ib., p.11.

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