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Defesa da Fé


O conceito de céu e paraíso entre as religiões


Por Marcos Heraldo de Paiva

O cristianismo é, talvez, a religião que mais propague a promessa de uma eternidade que se dará em um local, ou estado, afastado de toda a tribulação terrena, intitulado “céu”.

Entretanto, muitas ramificações e dissidências religiosas comungam desse pensamento e reiteram a fé num ambiente escatológico de descanso que, de acordo com o pensamento reinante, recebe várias outras nomenclaturas.

Algumas religiões não-cristãs também guardam paralelos correlatos que falam do fim de uma jornada terrena que culminará com um repouso fora do plano passageiro e cansativo do cotidiano carnal.

Em face de todas as nuanças de interpretações que envolvem este tema, preocupamo-nos em apresentar uma idéia clara e sintetizada de cada pensamento, abrangendo as denominações religiosas que mais repercutem no Brasil e no mundo.

A cultura popular em países com ascendência cristã traz, sedimentada em seu cotidiano, a premissa do céu para os bons e do inferno para os maus, revelando, com isso, tamanha praticidade e harmonia com a crença que deixa de mostrar os verdadeiros planos divinos para o homem. Assim, propagam o gozo eterno sem compromissos alcançado apenas por ações estéreis e ineficazes do ponto de vista cristão.

O Brasil, seio de uma cultura diversificada, expõe um céu que tanto cabe numa liturgia sacra e eivada de solenidade quanto em jogos infantis que isentam as crianças de qualquer aprendizado espiritual, não oferecendo, de qualquer modo, uma idéia, ao menos vaga, da importância dessa realidade aos pequenos.

No decorrer deste artigo, veremos como as religiões lidam com a questão do céu e como os dispositivos doutrinários ensinam que seus fiéis não devem apenas almejarem, mas, também, esforçarem-se por alcançar tão desejado galardão.


O céu das religiões


De agora em diante, veremos, de forma mais abrangente, como as religiões tratam da questão pós-morte, em especial no que diz respeito ao destino daqueles que seguiram fielmente os preceitos traçados pelos seus líderes, segundo as muitas doutrinas que se dividem entre tradições, literaturas e supostas revelações recebidas.


O céu do catolicismo

Embora Roma aclame para si a mais alta autoridade na interpretação das Escrituras Sagradas, e por isso julgue ser a mater et magistra (“mãe e ainda mestra”) em matéria doutrinária, seus ensinos não podem ser respaldados quando tentam um alicerce bíblico.

Os céus romanos se compõem de etapas que chegam a tornar o sacrifício de Cristo deficiente, além de formar cristãos descompromissados com o porvir, quando vemos, por exemplo, qual é o objetivo do purgatório e a quem ele está destinado.

Os sacerdotes mantêm a crença em pelo menos três tipos de “céus”:

1. O céu, morada de Deus e destino dos fiéis mortos.

2. O purgatório, lugar de expiação de faltas cometidas, mas que não fala de condenação eterna, antes, garante ascensão a Deus assim que é concluído o suposto processo de “limpeza espiritual”.

3. O limbo, lugar em que as crianças que não foram batizadas permanecem após a morte. Não é o inferno, e muito menos um lugar onde Deus esteja presente.

Na primeira definição, não há divergências quanto à crença dos cristãos evangélicos, com apenas uma exceção: nulla sallus extra ecclesiam, ou seja, “não há salvação fora da igreja [romana]”.

Assim, os fiéis mortos que, em vida, receberam todos os sacramentos determinados pelos sacerdotes e extraídos dos manuais de ritos romanistas, estarão, logo após a morte, num lugar paradisíaco, onde permanecerão durante a eternidade.

A segunda definição, o purgatório dos católicos, trata de um local mítico. Nesse “lugar”, as almas que se acham marcadas pelo estigma de pecados cometidos em vida, enferrujadas pelas faltas que não foram confessadas, passam por um período de auto-expiação, a fim de que possam queimar nas chamas os resíduos de impureza que as impede de subir diretamente a Deus.

Na obra O manuscrito do purgatório (com imprimatur, de 1953), de autoria de Ascânio Brandão, são reveladas insólitas experiências de diálogos com os mortos, mais precisamente de uma certa madame Brault – Maria Luiza Richard, “piedosa e santa” católica canadense que mantinha freqüentes contatos com os mortos, mas apenas aqueles que habitavam o purgatório. O mais inusitado é que a obra revela que sacerdotes e freiras estariam ali purgando seus erros em razão de não terem tratado com a devida diligência de suas tarefas eclesiais.

Por fim, o limbo é classificado como um local fronteiriço entre o purgatório e o inferno, chamado limbus infantum, onde são reunidas as crianças que, ou morrem sem batismo ou são excepcionais (que não têm posses de suas faculdades mentais). Para essas crianças, segundo a lógica romana, deveria haver um lugar excepcional, assim como elas. O Grande catecismo católico (3ª ed., 1960), alerta para a seguinte doutrina católica: “Deus, porém, não nos revelou o que sucede com as crianças que morrem sem batismo. Sabemos só que elas não alcançam a visão de Deus”.


O céu do mormonismo

A obra mórmon intitulada Princípios do evangelho, descreve o que seria a vida eterna para os adeptos dessa religião ou o tipo de vida que Deus leva.

Acreditam numa pluralidade celeste que divide o reino de Deus em três partes: celeste, terrestre e teleste, sendo o celeste o mais alto e o terrestre, o segundo em grandeza. O teleste estaria reservado “para os que não receberam o testemunho de Jesus nem o evangelho de Cristo” (D&C 76.81). Dos três, o teleste é o menor em glória. O texto bíblico citado para fundamentar esse pensamento estaria em 1Coríntios 15.40-42, obviamente tomado absolutamente fora de seu contexto.

Enquanto os rabinos procuram associar a conduta humana à dos anjos, para que o homem pudesse almejar salvação no mais alto grau, os mórmons excedem em sua especulação declarando que devemos ser iguais a Deus, para que possamos habitar em sua morada, o reino celestial, e não apenas imitadores, como propõe a Bíblia.

Essa seria a única forma de alcançar salvação plena, esposada na sentença: “Se provarmos nossa fidelidade ao Senhor, viveremos no mais alto grau do reino celestial e seremos exaltados como o Pai”. Alguns exemplos enumerados a seguir falam sobre como será a vida nos céus que os mórmons, supostamente, aguardam:

O gozo celestial no mormonismo:

Viverão eternamente na presença do Pai celestial e de Jesus Cristo.

Tornar-se-ão deuses.

Terão consigo os membros dignos de sua família e, mesmo no céu, poderão gerar filhos e filhas espirituais.

Receberão a plenitude da alegria.

Terão tudo o que o Pai e Jesus Cristo possuem: poder, glória, domínio e conhecimento.

Os pontos enumerados oferecem aos mórmons uma idéia clara, embora absurda, de que hoje somos homens, mas se alcançarmos a exaltação plena, após a morte seremos deuses, como Deus é. Mas esta oferta jamais é encontrada nas páginas da Bíblia, e muito menos nos oráculos sagrados que os judeus observam.

Como exigências para que esta exaltação seja usufruída por seus fiéis, o mormonismo destaca quatro ordenanças, duas a mais que aquelas que a Bíblia propõe aos cristãos evangélicos (batismo e santa ceia). Vejamos:

Pré-requisitos para usufruir o céu mórmon:

Batismo e confirmação para ser membro da “Igreja de Jesus Cristo”.

Imposição de mãos para o dom do Espírito Santo.

Investidura no templo.

Casamento para o tempo e para toda a eternidade.

Uma última observação que merece destaque fala a respeito de um mandamento que não pode ser esquecido pelos mórmons em vida: pesquisar sobre os parentes mortos, para que as ordenanças inerentes a eles possam ser cumpridas e, assim, também alcancem a exaltação prometida por Joseph Smith. É o que eles denominam de “batismo pelos mortos”.


O céu do jeovismo

Para os seguidores dos ditames da Sociedade Torre de Vigia (STV) é correto pensar no céu como morada de Deus (Jeová) e das fiéis criaturas espirituais. Todavia, esse céu é reputado como um domínio invisível aos olhos humanos.

Entretanto, as testemunhas de Jeová são induzidas a crer que apenas uma minoria privilegiada herdará o reino celeste, ou seja, a classe dos ungidos, composta de 144 mil indivíduos.

Para esse seletíssimo grupo, estão reservados os benefícios descritos no livro das Revelações (Apocalipse) 5.10; 20.6; e 1Coríntios 6.12 (Tradução do Novo Mundo – TNM), e de cuja relação contam:

O reinado milenar de Cristo, no qual tomam parte.

O atributo de julgadores das nações.

O sacerdócio como um serviço prestado a Jeová e a Cristo

O segundo grupo, composto de todos os demais membros do jeovismo, é chamado de “grande multidão”, e o céu que se lhes reserva está estabelecido aqui mesmo, na terra, e nele habitarão eternamente quando o governo teocrático de Jeová for instituído neste plano.

Nessa oportunidade, o texto do profeta Isaías que fala de uma paz que alcança todas as formas de vida, ligando-as a uma harmonia inédita (Is 65), tomado fora de seu contexto, cumprir-se-á como uma profecia há muito tempo desejada, numa condição ambiental completamente diversa desta que a humanidade atualmente experimenta.

Não crêem em escalas de ascensão, restando que os que não aderirem ao governo teocrático imposto por Jeová oportunamente, após a ressurreição, serão devolvidos à sepultura,à inexistência absoluta. Estamos diante da doutrina chamada de o “sono da alma” (aniquilacionismo).


O céu do espiritismo kardecista

Para os seguidores de Allan Kardec, o homem é composto de duas partes: corpo e espírito. O primeiro reveste o segundo e habilita as relações terrenas, como forma de proporcionar progresso espiritual no exercício de ações caritativas na terra.

Após o desgaste natural do homem espiritual, seu corpo se deteriora, mas o seu espírito sobrevive a esse dano, retornando ao mundo espiritual de onde saiu para submeter-se, segundo crêem, a uma reencarnação.

Separando os mundos, temos o material (dos encarnados) e o espiritual (dos desencarnados). O mundo espiritual não possui localização específica, pois está em toda parte e, por isso, é isento de quaisquer limites. Levando em consideração a imaterialidade dos desencarnados, podem, nessa condição, transpor grandes distância com a mesma rapidez do pensamento.

A condição de desencarnado pode ser mais ou menos bem-aventurada, de acordo com os conhecimentos, percepções e dons que a pessoa tenha empregado em sua existência material. Tal condição proporciona gozo fora da matéria que os espíritos inferiores (sem evolução espiritual) não podem provar.

Os sentidos nesses espíritos evoluídos permanecem, após a morte, aguçados, o que lhes permite ouvir, ver, sentir e compreender coisas imperceptíveis aos desencarnados que não aprimoraram o espírito por meio de uma conduta de valores reformados positivamente.

A felicidade no pós-morte existe para os espíritos de acordo com o progresso alcançado por eles durante a vida. Mas uma contradição doutrinária do kardecismo ofusca esse pensamento. Ou seja, quando ensina que, ainda que dois desencarnados estejam num mesmo nível, um pode não estar tão feliz quanto o outro, dada a disparidade intelectual e moral que cada um deles galgou no corpo. Sendo assim, ainda que estejam lado e lado no mundo espiritual, um deles pode estar nas trevas, enquanto o outro goza da mais radiante luz.

No fim, a felicidade suprema no pós-morte kardecista é partilhada apenas pelos espíritos chamados perfeitos ou puros, o que vem a ser a culminação da evolução espiritual a um estado de progresso absoluto, tanto da inteligência quanto da moralidade, virtudes que podem se nivelar em existência distintas de várias reencarnações do mesmo espírito.


O céu do islamismo

No islamismo, a melhor definição de céu é “paraíso”. Este é o verdadeiro conceito que possuem da eterna presença de Deus, e que se dá por meio da estrita observância dos princípios morais estatuídos no Corão Sagrado.

A 3ª surata, chamada aal ´imran, dá uma boa idéia desse pensamento em seu 15° versículo, onde se declara que o temor de Deus levará o fiel islâmico a uma morada de regozijo ao seu lado e onde rios encimados por jardins dividirão espaços com o que chamam de “companheiros puros”.

A 9ª surata – at taubah (72) – deixa claro que o paraíso destinado aos fiéis de Alá está localizado exatamente no Jardim do Éden, local onde, à semelhança do evangelho de João (14.2), existem muitos abrigos encantadores.

Algumas promessas corânicas mostram um paraíso repleto de efemeridades. O Éden muçulmano, por exemplo, abrigará homens que portarão braceletes de ouro e pérola e, diversamente do que afirma a Bíblia dos cristãos (Ap 3.5; 6.11), estarão vestidos de roupas verdes tecidas com tafetá (tecido lustroso e armado, de seda, de trama finíssima), e onde repousarão sobre tronos. (Surata 18:31; 22:23).

A surata 19:62 (V. tb. 37:41), promete que “não faltará alimento” aos servos devotos, o qual será servido “de manhã e à tarde”, o que se refere, efetivamente, à comida (como carnes – 56:21), já que a periodicidade alimentar do fornecimento atende às necessidades que temos em vida e não é encarada como sendo figurada.

Ainda nesse contexto, é desconexa a afirmação que parece querer tranqüilizar os devotos para que não temam o excesso de frio ou calor quando chegarem ao paraíso, posto que o clima, divinamente administrado, é sempre muito aprazível para o espírito do muçulmano fiel (Surata 76:13)

Mulheres serão outra dádiva de Alá a seus servos fiéis, que estarão junto deles e trocarão olhares com os salvos (Surata 37:48), das quais também usufruirão ninguém menos que Eliseu e o profeta Ezequiel, além, é claro, de Ismael, filho de Abraão.

O paraíso muçulmano em nada se difere do céu cristão, relacionando ainda paz, ausência das enfermidades, repouso e a presença constante de Deus.


O céu judaico-cristão

Primeiramente, temos a concepção idiomática que convencionou atribuir ao céu um caráter mais concreto, mormente por associá-lo ao Firmamento, o céu de estrelas que engloba a nossa atmosfera e as infinitas expansões do Universo. Essa interpretação deriva do baixo conhecimento que os antigos possuíam acerca da astronomia e, por conta disso, na maioria das vezes, idéias rudimentares explicavam essa opinião quando “céu” e “céus” foram traduzidos para o português.

Judeus e cristãos antigos sempre fizeram menção de céus (plural), e essa pluralidade tinha um motivo específico, fato que lançaria no erro o pensamento dos que dizem não haver distinção entre o céu e os céus.

O termo hebraico shamayim (“coisas erguidas”) podia apontar para a citação de corpos celestes e para a própria coleção de estrelas que vislumbramos em noites claras. Para os antigos, então, esse Firmamento serviria como uma cobertura abobadada que cobria a terra como um semicírculo, servindo, ainda, para separar a atmosfera dos humanos do lugar onde Deus e seus anjos habitavam, além do que, para eles, esta cobertura era constituída de material sólido. Todo esse conjunto, por fim, estaria elevado por colunas sobre um abismo de águas (2Sm 22.8; Jó 26.11).

Já a expressão de abstração celestial parece estar de acordo com a condição do Deus bíblico (“Deus é Espírito”, Jo 4.24), que reside nesse ambiente alheio à concepção geográfica física, juntamente com os seres angelicais, seus servos.

O judaísmo que sucedeu aos antigos em seus pensamentos, num momento da teologia judaica em que se acreditava esboçar maior coerência, falou da existência de uma pluralidade de céus, os quais compunham esse ambiente, dividindo-se em número de sete.

A Bíblia judaica, nesse sentido, favorecia os pensamentos reinantes a esse respeito, baseando-se nas declarações feitas por seus profetas inspirados que falavam sobre a morada divina como, por exemplo, sendo o “céu dos céus” (Ne 9.6), estabelecendo o Deus que os criou num lugar intangível e quase inalcançável, que seria “o mais alto dos céus” (Is 57.15).

Mesmo no pensamento dos judeus mais antigos, desse céu em que Deus estaria estabelecido em seu trono, resplandecia uma luz que excedia àquela criada para os humanos na oportunidade em que a terra foi formada pelas mãos divinas, luz oriunda do Sol. A luz que resplandecia viria, então, da glória do próprio Deus.

Um aparente conflito de idéias, entretanto, levava-os a admitir a noção de uma cobertura abobadada sobre a terra e o Firmamento das estrelas, as quais, no entendimento dessa corrente mais mística, eram perfurações pelas quais passavam fachos de luminosidade que alcançavam os olhos humanos. Todavia, tudo era intangível, tanto a luz quanto o lugar de onde ela se originava.

O rabinato do judaísmo ortodoxo preservou a idéia da pluralidade celeste e manteve a tese do número de sete céus que formam uma totalidade.

Com base nesse conceito, a glorificação humana admitiria um crescimento espiritual por etapas, e assim, considerando que essa glorificação consistia na lapidação do comportamento conforme a fé, extraída do aprimoramento dos valores morais e espirituais, essa escola acreditava que quanto mais o homem se adaptasse aos estatutos divinos, maior seria sua promoção na ascensão aos estágios celestes.

O céu dividido em etapas possuiria lugares específicos para cada indivíduo, sendo que o ápice da glorificação, acreditavam os rabinos, garantia um lugar no sétimo céu para os que se esforçassem de tal maneira que conseguissem manter uma conduta moral semelhante à dos anjos de Deus.

Várias citações encontradas no Novo Testamento mostram uma grande possibilidade da correção dessa tese pluralista:

A pluralidade de “céus”:

O termo “céus” é transcrito nos textos com bem mais freqüência que sua variante no singular.

Lucas 23.43 fala a respeito de um paraíso, ou uma espécie de céu inferior, que não seria ainda a morada de Deus, onde se estabelece seu trono, mas, sim, um lugar intermediário, onde os justos aguardam a ressurreição.

João 14.1-3 nos mostra Jesus fazendo promessas acerca das “muitas moradas”, estabelecidas na casa do Pai.

Paulo revelou a existência de um certo “terceiro céu”, no qual coisas inenarráveis podiam ser contempladas. Esse, no entanto, não era, ainda, o aposento divino (2Co 12.4).

Hebreus 4.14 afirmou que Jesus, aparentemente, superou como que etapas e fases celestes, penetrando diretamente na presença e no “céu de Deus”, mais precisamente, à sua destra.

O templo, segundo sua arquitetura, prefigurava fases de ascensão, desde sua área externa, reservada aos que não poderiam, por imundície espiritual, aproximarem-se de Deus (Santíssimo), até o santo dos santos, local que, na época, fora classificado como morada de Deus entre os homens.

Além de Paulo, João e o autor da epístola aos Hebreus empregaram a expressão grega ta erouránia (“lugares celestiais”), por meio da qual demonstravam um ambiente de diversas condições e circunstâncias.


Considerações finais


Partindo dos pressupostos cristãos, poderíamos exaurir as expectativas escatológicas acerca do repouso eterno dos salvos, enumerando as promessas relacionadas por Jesus nos textos das sete cartas que Ele mesmo determinou que deveriam ser dirigidas às igrejas asiáticas (Ap 2.1–3.22). Na seqüência destacada, temos:

Algumas benesses dos salvos em Cristo no céu:

Comerão da árvore da vida, do jardim de Deus (terão vida eterna).

Não sofrerão o dano da segunda morte (lago de fogo).

Receberão do maná escondido (recompensa não revelada); terão por posse uma pedra branca com um novo nome, revelado apenas àquele que recebe a pedra.

Terão autoridade sobre as nações (no advento milenar), para geri-las severamente, punindo a desobediência com autoridade semelhante à do Filho, Jesus.

Ganharão vestes brancas com as quais andarão junto ao Filho, tendo seus nomes preservados no livro da vida, sendo confessados por Jesus diante do Pai e dos anjos eleitos.

Serão como coluna no templo (celestial) de Deus e dele jamais sairão, tendo gravado sobre si o nome de Deus e de sua cidade

Assentar-se-ão no trono que Jesus ocupa nos céus, junto a Ele.

Tomando por verdadeiras essas promessas (coesas em relação ao mais que a Bíblia revela sobre o destino dos salvos), podemos, como cristãos, descansar, pois sabemos que nos guiamos pela senda imutável que não se flexibiliza ao bel-prazer humano, que alterna datas estranhas, cita eventos por meio de profecias falsas e cria doutrinas para conveniências de suas heresias.


Bibliografia:


Apresentação geral da religião do Islã. Ali Attantawy. Editora independente, 1993.

Catecismo da Igreja Católica. João Paulo II. São Paulo: Editora Loyola, 1997.

Curso de apologética do ICP. São Paulo: ICP Editora; vol.I a III, 2004.

Católicos perguntam. Estevão Tavares Bettencourt – OSB (Compilação de artigos da revista O

Crenças básicas do judaísmo. Louis e Rebecca Barish. Gráfica Edigraf, 1967.

Corão Sagrado. Tradução do Prof. Samir El Hayek, 1994.

Doutrinas e convênios. Joseph Smith. São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1950.

Enciclopédia de teologia, Bíblia e filosofia. R.N. Champlin. São Paulo: Editora Candeia, 2004.

Grande catecismo católico. Pe José Deharbes. São Paulo: Edições Paulinas, 1960.

Mensageiro de Santo Antônio, 1997.

O manuscrito do purgatório. Mons. Ascânio Brandão. São Paulo: Edições Paulinas, 1953.

Pérola de grande valor. Joseph Smith. São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1950.

Princípios do evangelho. São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1992.

Tradução do Novo Mundo das Escrituras. Watch Tower Bible And Tract Society (versões dos anos 1967 e 1984).

Poderá viver para sempre no paraíso na terra. Watch Tower Bible And Tract Society,1983.


Notas:

1 Imprimatur é uma declaração oficial da Igreja Católica, que diz que um trabalho literário ou similar não vai contra as idéias da igreja e que é uma boa leitura para qualquer católico. Antigamente, ler um livro sem a autorização da Igreja (Imprimatur) era considerado uma heresia, podendo-se ser condenado à morte pela Inquisição. Em latim, Imprimatur significa “deixem-no ser impresso”.

2 Princípios do evangelho. São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1978, p.302.

3 Princípios do evangelho. São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1978, p.302.

4 Para saber mais, leia matéria Pelos corredores do templo mórmon, de Eguinaldo Hélio de Souza (Defesa da Fé, ed. 66).

5 KARDEC, Allan. Céu e inferno. São Paulo: Ed. Mundo Maior, 2004, p.33.

6 É importante lembrar que, para os judeus hodiernos, não há uma crença uniforme que respeite a existência do céu como destino último no pós-morte dos que observam o Antigo Testamento. No pensamento e ensino dos judeus, o céu é uma questão pessoal inerente ao entendimento do indivíduo, o que se deve ao fato de ele jamais ter sido apresentado aos fiéis como um dogma da fé judaica. Também não se pode, dentro do judaísmo, ter o céu como uma doutrina aceita unanimemente, já que, mesmo os que o aceitam, ou aceitaram no passado, têm ou tiveram suas reservas a respeito dessa interpretação. Ainda assim, o céu é mais bem aceito que o inferno, completamente banido da instrução religiosa que regra a conduta dos fiéis.

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