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Defesa da Fé


O ateísmo da pseudociência de Stephen Hawking


Físico brilhante, mas filósofo incompetente


Por Matthew Cullinan Hoffman

Correspondente na América Latina da Agência Pró-família.


Stephen Hawking, professor de física mundialmente famoso, está provocando polêmicas e manchetes ao afirmar, em seu recente livro, The Grand Design (O plano magistral), que Deus não é necessário para explicar a existência do Universo, porque, nas palavras dele, “conforme indicam recentes avanços na cosmologia, as leis da gravidade e a teoria quântica permitem que o Universo apareça espontaneamente do nada”.

E acrescenta: “A criação espontânea é a razão de que há algo, em vez de nada, é a razão de o Universo existir, é a razão por que existimos. E vai mais longe: “Não é necessário invocar Deus para acender o detonador e colocar o Universo em movimento”.

Embora o livro não esteja ainda disponível ao público e somente poucos parágrafos tenham sido citados nos meios de comunicação comerciais, parece que Hawking está fazendo o mesmo jogo que ele fez em sua celebrada obra, intitulada A brief history of time (Uma breve história do tempo), que estabeleceu sua fama na década de 1980 e vendeu milhões de exemplares no mundo inteiro. O autor pega teorias que ele confessa não terem sido comprovadas de modo conclusivo e, então, usa truques e ilusões verbais para começar a tratá-las sutilmente como fatos. Pior ainda, porém, é seu método de torcer ridículas conclusões filosóficas a partir de tais teorias, insinuando que são simplesmente resultado da ciência.

Hawking faz confusão com a teoria da “flutuação do vácuo” ao insinuar que a matéria pode, de forma simples e espontânea, aparecer, criada do “nada”. Uma flutuação do vácuo é um evento em que as forças da natureza se manifestam brevemente como “partículas virtuais”, de modo que não dá para observá-las brevemente de forma direta, então desaparecem. Tais entidades teóricas parecem ter um bom apoio da evidência experimental. Contudo, a física não abandonou o princípio da conservação da massa e energia, e o “nada”, do qual tais partículas recebem sua massa, é, de fato, algo bem real, conhecido como “energia do vácuo”, que permeia todo o espaço.

Os “cosmólogos do quantum”, tais como Hawking, estão criando uma pequena indústria para especular que eventos como as flutuações do vácuo poderiam resultar na criação de mundos inteiramente novos, embora não tenham nenhuma prova experimental direta de que tais eventos estejam ocorrendo. Isso está de acordo com a obsessão geral de Hawking dos conceitos altamente teóricos que têm poucos dados reais e concretos para apoiá-los. Ele tem, por exemplo, gasto muitos anos teorizando sobre as propriedades dos buracos negros, entidades cuja própria existência permanece sem provas. É por isso que, apesar de sua grande fama e capacidade inquestionável, ele nunca recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Em seu mais recente lance de obter publicidade, Hawking parece estar empregando sua costumeira loquacidade recheada de tapeações para insinuar o aparecimento “espontâneo” do mundo físico, onde o próprio “nada” é o Criador. Sua teoria frisa flutuações do vácuo, mas, aparentemente, fugiu da sua memória que a lei da conservação da energia permanece um princípio estabelecido da física. Ele define o “nada” de uma maneira bastante peculiar — aparentemente, a energia do vácuo é o “nada”. Além disso, Hawking cita dois “nadas” em particular, para justificar sua teoria, os quais são as leis da gravidade e a mecânica quântica (as leis que governam as partículas microfísicas). Ele diz que essas leis possibilitam tais eventos. Será que a gravidade e as leis físicas do quantum são o “nada”?

Em sua primeira obra celebrada, Hawking tentou insinuar que o Universo veio do nada porque as pesquisas sugerem que as energias positivas e negativas do Universo contrapesam umas às outras. A gravidade, que é uma força de atração, é compreendida como “energia negativa”, e o movimento expansivo do Universo é visto como “energia positiva”.

É claro que se você somar um número negativo e um número positivo, cujos valores absolutos sejam iguais, você obtém zero. Mas, e daí? Será que devemos concluir que pelo fato de essas duas variáveis totalizarem nada elas tiveram sua origem no nada? Nesse caso, como é que alguém poderia colocá-los como termos numa equação? Hawking nunca se importa em responder às questões básicas como essa, esperando que, ao que tudo indica, sua audiência ingênua e solidária não as pergunte.


O problema da ciência seletiva


Enquanto faz uso seletivo de teorias novas e não comprovadas para defender seus argumentos, Hawking, convenientemente, se esquece de mencionar que a interpretação mais comumente aceita da física quântica tem uma tendência de drasticamente minar a posição dele. Essa interpretação é conhecida como Interpretação de Copenhagen (IC), popularizada por Niels Bohr, físico ganhador de Prêmio Nobel.

A Interpretação de Copenhagen pressupõe que as partículas realmente não existem até que sejam observadas — elas só existem em um modo potencial, como probabilidades. Aliás, se adotarmos a postura ultra-empírica que Hawking está adotando, em que percepção e realidade são ingenuamente igualadas, essa é a conclusão mais lógica que podemos tirar da moderna física quântica, que usa probabilidades para lidar com opções espinhosas entre a precisão do nosso conhecimento sobre a locação e o momento das partículas.

Contudo, se for verdade que as partículas não existem até serem observadas, então os próprios seres humanos não existem. Portanto, o Universo inteiro só existiria se um observador não físico, de fora do Universo, estivesse fazendo que ele existisse. Esse é um dos motivos pelo qual alguns físicos, que inicialmente adotaram a Interpretação de Copenhagen, por se encaixar em sua cosmovisão empírica, recuaram dela. Eles não gostam das conclusões para as quais essa interpretação tende a levá-los. O observador não físico, de fora do Universo, fazendo que o Universo viesse a existir por meio da observação, parece-se muito com Deus.

O que não é de causar surpresa é que Hawking rejeitou a Interpretação de Copenhagen em favor de outra interpretação menos popular, chamada de “Interpretação de muitos mundos”. De acordo com a própria resenha de Hawking acerca do livro, ele aplica essa interpretação de física quântica como se fosse algo que flui da própria ciência, em vez de ser uma suposição que não possui comprovação (e que atualmente não dá para se provar) e que é rejeitada por grande parte dos físicos. Então, ele usa essa teoria irreal, que afirma que todo evento quântico gera novos universos alternativos, onde se realizam todas as possibilidades, para rejeitar o forte princípio antrópico, que argumenta que a sintonização e os ajustes precisos do Universo indicam a existência de um Criador. Hawking argumenta que, com tantos mundos paralelos, um deles está sujeito a ser favorável à vida, de modo que não se fazem necessárias mais explicações.


Ciência natural versus filosofia e religião


Entretanto, os erros no pensamento de Hawking vão muito mais fundo do que as incoerências e especulações em seu uso da física moderna. Implicam em interpretação incorreta fundamental acerca das diferenças entre as ciências naturais e as ciências da filosofia e da teologia. Embora as ciências naturais possam dar respostas para perguntas sobre a natureza precisa de objetos físicos e sua conduta, elas não podem responder às perguntas sobre as origens do próprio mundo físico, que é uma área tratada pela teologia, pela religião e pela filosofia metafísica.

A verdade é que Hawking, publicamente, caracteriza seu novo livro como um desafio para a própria filosofia, afirmando que a física moderna é capaz de responder a todas as questões tratadas pelas ciências filosóficas, tornando essas ciências obsoletas.

O absurdo e a arrogância de tal afirmação são imediatamente óbvios quando se considera que a física e outras ciências físicas não têm a realidade não física como sua matéria de estudo. A física estuda as coisas físicas. Não estuda conceitos puramente abstratos de acordo com sua natureza, como as ciências formais da lógica: matemática e geometria — que são ironicamente ciências das quais a física depende.

Portanto, a física não pode nos falar sobre a origem de todas as coisas físicas, o que levaria a uma esfera extrafísica, fora de sua própria esfera de competência.

A incrível ingenuidade e a ignorância de Hawking acerca da natureza da filosofia e sua relação com as ciências naturais ficam evidentes quando se lê sua obra Uma breve história do tempo, que comete disparates vergonhosos sobre Aristóteles, chegando a afirmar que ele negou a validade dos sentidos (ele é famoso por afirmar o contrário).

A ignorância aparentemente total de Hawking sobre filosofia também o leva a erros surpreendentes de raciocínio, os quais inspirariam pena no leitor se não fosse pelo fato de que ele nunca será obrigado a prestar contas por tais erros.

Hawking e seus simpatizantes querem atribuir o início do Universo às leis físicas, enquanto ignoram a questão de sua fonte. Uma lei é um conceito, um princípio, não é uma coisa física. Como é que tais leis existem sem um legislador? Como é que existem conceitos sem uma mente para concebê-los? Nesse caso, onde e como eles existem? Será que estão flutuando por aí no éter dos mitos e das fábulas?

Mais problemática é a própria existência de coisas que não existem por sua natureza. Não há nada necessário sobre as leis da física conforme as achamos, e muito menos nos objetos físicos do nosso Universo e suas propriedades. Podemos conceber um número infinito de universos possíveis, cada um com seu próprio conjunto de leis, objetos e condições internas. Então, por que é que esse Universo existe e não outros? Se outros existem, por que existem em vez de não existirem?

Isso é conhecido na filosofia como problema da casualidade, e esse é um problema para o qual a física não consegue dar respostas iniciais. As coisas finitas do nosso mundo não existem por alguma necessidade interna. Portanto, elas devem depender de outra coisa para sua existência e, no final das contas, todas as coisas devem depender de um ser que existe por sua própria natureza, que existe por si mesmo. Os cristãos, os judeus, os muçulmanos, entre outros, chamam esse ser de Deus.

Outros problemas filosóficos surgem com a crença de Hawking em eventos “espontâneos”, sem causa. Embora o princípio de incerteza de Heisenberg, o qual é um elemento fundamental da física quântica, requeira que os cientistas usem teorias de probabilidade e “casualidade” quando criam modelos matemáticos do mundo físico, isso não se converte automaticamente na conclusão de que o mundo é, em realidade, metafisicamente acidental, sem propósito.

A casualidade é um conceito sem sentido se não tiver uma função de probabilidade preexistente para defini-la, junto com regras e objetos aos quais se aplica. Além disso, a própria casualidade é só um jeito de se lidar com a falta de conhecimento completo sobre um conjunto de circunstâncias, muito parecido como quando lidamos com um jogo de cartas que foi embaralhado. A idéia de que o mundo poderia ser produto de alguma “casualidade” no princípio, e não tem causa fundamental, é absurda à primeira vista, e agride violentamente a natureza da própria ciência, que é o estudo das causas e princípios.

Se a existência do Universo pode ser “casual” e sem causa, então qualquer evento que ocorre dentro dele também pode ser “casual” e sem causa, o que eliminaria completamente a ciência e a capacidade de entender, de forma racional, o mundo em que vivemos.

O pensamento de Hawking representa o sintoma típico da arrogância acadêmica que, muitas vezes, predomina no mundo científico, principalmente entre físicos e outros profissionais das ciências naturais, que se esquecem de que suas respectivas áreas são, afinal, limitadas. As ciências naturais, de forma particular, parecem atrair grande número de pessoas que se convencem de que só existe a realidade física, apesar do imenso edifício de argumentos levantado contra tal cosmovisão durante mais de 2300 anos pela filosofia e pela teologia. Eles estão, muitas vezes, trabalhando sob os tipos mais primitivos de erros filosóficos, principalmente o empirismo, uma doutrina há muito refutada que sobrevive apenas na mente ingênua de cientistas que, se não fosse por esses erros, seriam brilhantes, cuja visão míope do mundo os leva a grandes realizações em seus próprios campos e, ao mesmo tempo, os leva ao fracasso total quando tentam responder às grandes perguntas da vida.

Jane Hawking, ex-esposa de Stephen Hawking, a quem ele deixou para se casar com sua enfermeira mais jovem, provavelmente explicou melhor quando disse o seguinte sobre o seu marido: “Stephen tem o sentimento de que tudo se reduz a uma fórmula racional e matemática, que deve ser a verdade. Ele está investigando profundamente esferas que realmente importam para as pessoas que pensam e que, de algum modo, podem ter um efeito muito preocupante sobre as pessoas — e ele não tem competência para isso”.

Infelizmente, esse físico brilhante e filósofo incompetente, provavelmente terá um efeito muito preocupante em nossa sociedade já confusa, a menos que outros físicos mais responsáveis levantem a voz.

Vamos esperar que façam isso!

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