Defesa da Fé


As duas faces do islamismo


Uma religião de paz ou de guerra?


Por David Wood

Do Answeringislam.org


Com a morte de Osama bin Laden, no início de maio deste ano, e a promessa de retaliação por parte dos líderes da Al Qaeda, surgiram questionamentos acerca da religião islâmica entre os pesquisadores e cientistas da religião. Ninguém nega que o Ocidente tem dificuldade em lidar com o islamismo, sendo possível ouvir discursos que, como um pêndulo, variam entre rotular o islamismo como a religião mais sanguinária da história e defendê-lo como uma religião pacífica e inofensiva. A matéria que segue traz uma consideração equilibrada sobre essas duas faces do islamismo.

Após os ataques de 9 de setembro, alguns vândalos enfurecidos arrombaram as janelas do centro islâmico perto da universidade de Old Dominion, em Norfolk, Virginia (EUA). Quando o pastor da igreja daquele local viu os estudantes praticando esse ato, imediatamente chamou a polícia. No final do dia, os policiais e alguns responsáveis pela escola fizeram uma reunião para buscar medidas que aliviassem a tensão. Durante a reunião, um dos participantes, muito bravo, afirmou que o islamismo é uma religião de violência e matança, e que os terroristas islâmicos estavam simplesmente fazendo o que o Alcorão lhes dizia que deveriam fazer. Muitas pessoas, incluindo eu, foram contra esse rapaz, assegurando que o islamismo é, de fato, uma religião pacífica.

Minhas convicções sobre o islamismo têm mudado desde aquele dia, especialmente porque passei a estudá-lo arduamente. Percebi as razões que me levaram a defender o islamismo naquela ocasião. Através dos anos, tive a oportunidade de conhecer vários muçulmanos, todos eles muito amáveis e calmos. Realmente, apesar de o nosso imaginário popular desenhar muçulmanos queimando as bandeiras dos EUA e de Israel, ou rasgando as imagens de seus respectivos presidentes, a maioria dos muçulmanos é composta de pessoas normais e pacíficas, pessoas que vivem suas vidas sem qualquer intenção de explodir edifícios ou queimar bandeiras patrióticas. Muitos no Ocidente negam, mas isso ocorre porque os ocidentais jamais tiveram a experiência de conversar com um muçulmano.

A natureza benevolente desses muçulmanos causa um efeito psicológico profundo nos ocidentais, levando-nos a pensar: “O islamismo não pode ser mau, porque os muçulmanos são pessoas agradáveis. Logo, os terroristas que explodem edifícios e metrôs só podem ser muçulmanos extremistas”. Uma vez que estamos convencidos disso, é possível que defendamos o islamismo em algum contexto, como ocorreu comigo. Sabemos que muitos ocidentais têm raiva dos terroristas e que a maioria dessas pessoas transfere esse sentimento para todos os demais muçulmanos. Diante disso, cristãos como eu acabam defendendo o islamismo para proteger seus amigos muçulmanos. Proteger as pessoas de vandalismo e preconceito é realmente uma nobre atitude, entretanto, defender o islamismo é algo completamente diferente.

Se alguém me perguntasse hoje: “Você acredita que o islamismo é uma religião pacífica?”. Minha resposta seria, ao mesmo tempo, “sim” e “não”. Com efeito, provavelmente questionaria: “Primeiro, diga-me o que você quer dizer com ‘islamismo’, pois esse é um termo empregado em muitos sentidos”. Se por islamismo queremos dizer uma religião praticada por mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo, minha resposta seria um sonoro ‘sim’, porque, de fato, trata-se de uma religião pacífica para muitas pessoas (não para todas!). Mas, se por islamismo queremos nos referir à religião ensinada por Maomé, eu responderia com um sonoro ‘não’!”.

Neste momento, algum leitor muçulmano poderia dizer a si mesmo: “O que este infiel está querendo dizer? Existe apenas um tipo de islamismo, perfeitamente preservado no santo Alcorão, desde o tempo em que este fora dado a Maomé pelas mãos do anjo Gabriel”. Contudo, a ideia de que o Alcorão foi “perfeitamente preservado” e a ideia de que existe apenas um tipo de islamismo são falsas.

Desde o surgimento, sempre houve crises psicológicas no islamismo e, se fôssemos diagnosticá-las como um tipo particular de doença mental, a mais compatível seria algo como um transtorno de personalidade múltipla. O islamismo nunca foi capaz, ao longo dos anos, de decidir se é melhor viver em paz com os “infiéis” ou cortar a cabeça deles para montar uma pirâmide gigante. Estamos certos de que muitos discordam dessa afirmação, mas estariam discordando de um dos fatos empiricamente mais verificáveis do mundo.

Pensemos sobre isso. Um muçulmano decapita uma mulher para protestar na Guerra do Iraque, enquanto outro o amaldiçoa por matar uma pessoa inocente. Um grupo de muçulmanos colide um imenso avião num arranha-céu em Nova Iorque, enquanto outro grupo condena veementemente o ataque. Um muçulmano detona uma bomba dentro de um ônibus repleto de passageiros, enquanto outros noticiam, em seus telejornais, que o islamismo é uma religião pacífica. A verdade é que cada uma dessas atitudes opostas é apoiada pelo Alcorão. E podemos ir além: cada um desses posicionamentos encontra exemplo na pessoa do próprio profeta Maomé.

Logo, a razão de o islamismo sofrer um transtorno de personalidade múltipla vem do fato de que o seu fundador igualmente tinha esse problema. É claro que não estamos usando literalmente os termos técnicos da psicologia. É apenas uma forma de descrever um fenômeno peculiar na maneira de pensar e agir de Maomé. Quando Maomé recebeu suas “revelações” pela primeira vez, muitos de seus vizinhos na cidade de Meca escarneceram dele e o perseguiram. Maomé passou a representar uma ameaça a duas coisas: ao estilo de vida imoral deles e às suas fontes de sustento, pois os ídolos pagãos da cidade atraíam muita renda. Assim, Maomé tinha de ser impedido ou, pelo menos, desacreditado. Durante esse período, Maomé se manteve humilde, devoto, obediente à mensagem conferida a ele, generoso e fiel nas doações aos pobres e, em geral, um exemplo de moralidade irrepreensível. Em essência, Maomé agia como muitos outros muçulmanos dedicados que existem hoje em dia. Maomé pregou uma religião de paz e os hadiths (ensinamentos) que temos desse período refletem esse temperamento pacífico.

Então, algo aconteceu. Maomé fugiu de Meca e foi para Medina, onde seu poder político cresceu vertiginosamente. Rapidamente, ele e seus seguidores começaram a invadir e saquear caravanas para sustentar a nova religião e, na mesma medida em que seus inimigos se multiplicam, também se multiplicavam seus seguidores. O que se segue após isso pode ser descrito apenas como um reinado de terror para aqueles que se recusaram a se submeter ao islamismo.

Homens e mulheres foram assassinados porque escreverem contra Maomé, e aqueles que abandonaram o islamismo foram exterminados. Centenas de judeus foram decapitados, depois de já terem se rendido, por serem contrários a Maomé, e suas esposas e crianças foram vendidas como escravas. Assim relata o biógrafo Ibn Ishaq: “Então, eles se renderam e o profeta Maomé os confinou em Medina [...] Quando o profeta saiu do mercado de Medina, cavou trincheiras nos arredores. Então, ele os chamou e os decapitou, usando-os na construção das trincheiras [...] Havia, ao todo, seiscentos ou setecentos, apesar de alguns quantificarem algo em torno de oitocentos e novecentos”.

Um homem cego, de quem foi dito ter mais de cem anos de idade na ocasião, teve sua cabeça fendida a golpes por dizer que, se ele pudesse ver, lançaria um punhado de pós sobre Maomé. Quando um homem chamado Uqba estava prestes a ser assassinado pelos muçulmanos e demonstrou sua preocupação perguntando: “Quem cuidará das minhas crianças, ó Maomé?”, o profeta respondeu ao homem condenado que o inferno tomaria conta das crianças.

Haveria, obviamente, muitos outros exemplos de violência que não estão listados aqui, mas esses são suficientes para mostrar a noção que Maomé tinha acerca de como deveriam ser tratados aqueles que se recusam a se submeter ao islamismo. Essa religião foi pacífica para os cerca de seiscentos a novecentos homens judeus e crianças, cujos corpos foram empilhados nas trincheiras mesmo após terem se rendido? O islamismo foi uma religião pacífica para aquele homem condenado à morte que deixou órfãos seus cinco filhos? O islamismo é uma religião pacífica para todo aquele que fala contra Maomé? Não! Certamente, não! Quando Maomé finalmente conseguiu a adesão de um número grande de seguidores dedicados, que poderiam obedecer à sua sede de violência sem questionamentos, o islamismo deixou de ser uma religião pacífica.

Notem os leitores que chegamos à resposta para essas perguntas arguindo a natureza do islamismo e fazendo uma análise com base histórica. As discussões sobre o islamismo, tipicamente voltadas para este assunto, acabam envolvendo certos versículos do Alcorão, mas tais discussões são infrutíferas. A razão disso é porque o Alcorão é inconsistente em suas referências acerca dos infiéis e isso devido, em grande parte, à inconsistência do próprio Maomé. Nos diálogos com muçulmanos é comum que respondam a estes questionamentos dizendo que, de acordo com o Alcorão, “não há imposição quanto à religião” (Surata 2:256), mas um crítico poderia responder com uma passagem muito diferente: “Combatei aqueles que não creem em Deus nem se abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e não professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya” (Surata 9:29).

Sobre esse versículo, um muçulmano pode comentar: “Sim, o versículo diz mesmo para combater os descrentes, mas esta é uma referência àqueles que atacam o islamismo”. Assim, de acordo com muitos muçulmanos, o islamismo realmente é combativo, mas apenas como autodefesa. Então, quem está certo? A solução para esse impasse pode ser facilmente encontrada mediante um exame histórico sobre o desenvolvimento e a expansão do islamismo.

É verdade que os muçulmanos têm permissão para combater somente quando são ameaçados. Mas, a história mostra o que os fiéis primitivos consideravam uma ameaça. Qualquer homem que não tivesse se submetido completamente ao islamismo era considerado uma ameaça e, por conta disso, tratado com hostilidade radical. Até mesmo poesias e letras de canções, quando usadas contra Maomé, foram suficientes para garantir uma sentença de morte.

Diante disso, os versos do Alcorão que ensinam os muçulmanos a viver em paz deveriam ser examinados sempre dentro do contexto histórico da vida de Maomé, pois sua vida é o que nos permite esclarecer muitas passagens ambíguas do Alcorão. Este contexto histórico também esclarece aspectos polêmicos que, igualmente, derivam da vida de Maomé.

Por exemplo, há mais de treze séculos, um Maomé relativamente pacífico fugiu para Medina por causa de uma perseguição intensa. Mas, assim que ele fugiu para lá, deixou atrás de si um caminho de paz cada vez mais distante de sua conduta inicial. Ao retornar para Meca, como líder de um exército, poucos foram corajosos o suficiente para se opor a ele. As leis islâmicas “repentinamente” tornaram-se superiores e foram impostas com um rastro de sangue que fazia os inimigos se renderem.

Um fenômeno semelhante ocorre no mundo atual. Quando os muçulmanos estão em minoria, como ocorre na América (EUA), por exemplo, a mensagem é sempre a mesma: “Deixem-nos viver em paz uns com os outros, pois o islamismo é uma religião de tolerância e compreensão”. Mas, se o islamismo se espalhasse pelo país e se tornasse majoritário, a mensagem talvez mudasse para: “Todo aquele que se opõe ao profeta Maomé é digno de morte”. Isso já ocorreu em outras ocasiões e é a história quem testemunha tais fatos.

Estranhamente, essa tática tem obtido notável êxito para o islamismo. Apesar de mais de mil anos de matança, muitas pessoas estão convencidas de que Maomé foi um homem gentil e humilde, que jamais prejudicou qualquer pessoa, e que o islamismo ensina os seus seguidores a serem pacíficos a qualquer um que não declare guerra contra eles. Então, quando alguém como Osama bin Laden organiza um grupo de muçulmanos num ataque contra milhares de pessoas inocentes, todos dizem que ele só pode ser insano, e as pessoas do mundo todo se apressam em defender o islamismo.

O resultado disso é simplesmente surpreendente. Os muçulmanos radicais cometeram atos de terrorismo na Rússia, na Espanha, nos EUA, na Inglaterra, em Israel e em incontáveis outros países ao redor do mundo, e isso levou as pessoas a tolerarem o islamismo ainda mais. Pense sobre isso! Um muçulmano explode um ônibus, mas as pessoas não querem que os outros muçulmanos sejam perseguidos por isso e passam a defender o islamismo. Os legisladores desses países atacados estão entre os mais ativos defensores do islamismo. As leis de liberdade de expressão em favor do islamismo estão surgindo em todos os lugares, até mesmo nos EUA e na Inglaterra, declarando que sentenças proferidas contra o islamismo não serão toleradas. Na Austrália, pastores estiveram à beira de serem lançados na prisão por criticarem passagens do Alcorão.

Os últimos ataques terroristas em Londres, há alguns anos, estranhamente ajudaram o islamismo a crescer e a se fortalecer na Inglaterra. Na ocasião, houve um período de afronta ao islamismo, mas assim que a fumaça se dissipou (literalmente e metaforicamente), o mundo inteiro se levantou novamente para defender o islamismo, e mais projetos de leis foram aprovados para proteger os muçulmanos daqueles que discursam contra a religião de paz supostamente pregada por Maomé. Não importa quão violento o islamismo se torne, enquanto as pessoas continuarem falhando em reconhecer que esta religião possui duas faces, que fazem parte de uma mesma cabeça (e ambas as faces estão sorrindo satisfatoriamente com as leis que tornam o islamismo intocável), o império religioso de Maomé prosperará em um mundo de falsa tolerância.

Talvez, Osama bin Laden não fosse tão louco como todo mundo pensou, pois seu plano pareceu funcionar perfeitamente, apesar da complexidade. Seus ataques fortaleceram a posição do islamismo no mundo inteiro. De maneira curiosa, bin Laden foi mais devotado às verdades islâmicas do que muitos muçulmanos atuais. Se Maomé disse para os muçulmanos combaterem em nome de Deus, e demonstrou o significado disso matando homens, mulheres e crianças que sequer ofereceram resistência, o que deveria um muçulmano dedicado fazer? Os devotos muçulmanos deveriam viver em paz com os “infiéis” ao redor deles, ou deveriam seguir o exemplo de Maomé, matando os infiéis em suas camas?

Sentimo-nos sinceramente felizes por ter a certeza de que a maioria dos muçulmanos deseja viver em paz com seus vizinhos de outras crenças. Mas, precisamos ser honestos neste ponto. Tais muçulmanos, benevolentes, não são assim porque estão seguindo o exemplo pacífico deixado por Maomé. Eles são pacíficos porque escolheram fazer o que é correto e porque desejam viver uma vida melhor do que aquela que o próprio Maomé viveu. De fato, muitos muçulmanos são tão gentis, pacíficos e bondosos que parecem seguir o exemplo de outro líder religioso — alguém que morreu na cruz pelos pecados do mundo e ressuscitou dos mortos para provar sua mensagem. Este homem deixou aos seus discípulos uma advertência: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mt 7.15). E, talvez, eu possa acrescentar: “Acautelai-vos, porém, das falsas religiões, que vêm até vós clamando paz! paz! quando elas próprias foram edificadas sobre mortes e guerras.

Observação: os versos do Alcorão citados nesta matéria foram extraídos do Alcorão online, disponível no site da Comunidade islâmica na web: http://www.myciw.org/index.php


Islamismo radical versus islamismo moderado


Por volta do século 7o, logo após a disseminação do islamismo na Península Arábica, os convertidos ao Islã organizaram investidas militares que deveriam empreender a conversão religiosa de outros povos estrangeiros. Também conhecida como jihad, essa ação tomada pelos árabes islâmicos possibilitou a conquista de um vasto território que, com o passar do tempo, se estendeu por regiões da Ásia, do Norte da África e da Península Ibérica.

A partir de então, o poderio sobre as ricas terras conquistadas com o processo de avanço da crença muçulmana estabeleceu uma contenda política sobre quem deveria de fato prosseguir controlando as regiões subordinadas ao comando árabe-islâmico. Sem dúvida, o crescimento da comunidade islâmica contribuiu para que novos grupos políticos aparecessem. Foi por meio de tal disputa que os sunitas e os xiitas passaram a ganhar terreno como os dois principais partidos políticos do mundo árabe.

Partindo de uma noção de viés religioso, os sunitas adotam a Suna — livro que conta a trajetória do profeta Maomé — como referência para a resolução das questões não muito bem esclarecidas pelo Alcorão. Seguindo tal livro sagrado, os sunitas reconhecem somente a ascensão dos líderes religiosos que forem diretamente escolhidos pela população islâmica. Ao todo, os sunitas representam cerca de 80% da comunidade islâmica espalhada pelo mundo.

Tomando outras justificativas, o grupo xiita prefere uma interpretação mais rígida do Alcorão e não reconhece os conselhos e exemplos provenientes de qualquer outro livro. De acordo com os xiitas, o mundo islâmico deve ser politicamente controlado por membros diretos da família do profeta Maomé. A justificativa apresentada para tal opção se baseia na crença de que somente os descendentes da casa de Maomé teriam a sabedoria necessária para conduzir os fiéis.

Apesar das divergências políticas apresentadas, os árabes muçulmanos conseguiram propagar a sua crença por diversas civilizações espalhadas pelo mundo. Segundo indicam algumas pesquisas, o islamismo é uma das religiões que mais crescem ao redor do mundo. Atualmente, o grupo político xiita é comumente associado aos pequenos grupos terroristas que mancham a reputação do mundo árabe. Contudo, tais alas radicais não refletem as posições políticas e religiosas de grande parte da comunidade muçulmana.


Referências:

1 De acordo com Ibn Ishaq, um dos biógrafos mais próximos de Maomé na linha do tempo, o próprio profeta tomou parte em 27 invasões bélicas. Ibn Ishaq, Sirat Rasul Allah. The Life of Muhammad. Trad. A. Guillaume (New York: Oxford University Press, 1980), p. 659.

2 Ibn Ishaq, Sirat Rasul Allah. The Life of Muhammad. Trad. A. Guillaume (New York: Oxford University Press, 1980), p. 464.

3 Ibid., p. 372-3.

4 Ibid., p. 308.

5 P. 308.

6 Ibid., p. 483.

7 http://www.mundoeducacao.com.br/curiosidades/sunitas-x-xiitas.htm

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