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Defesa da Fé

Edição 94

Festas natalinas nas maiores religiões do mundo


Da Redação

Já é Natal? Não. Melhor. Para a grande parte dos seres humanos, sim. Ou seja, para os cristãos. Mas nem todas as pessoas do mundo são cristãs. As semanas de fim de dezembro não são de festejos para todos. No final do ano, todos os cristãos do mundo celebram o nascimento de Cristo. É uma festa. Mas, como já dissemos, essa comemoração não é realizada por todos. A tradicional ceia e a entrega dos presentes à meia-noite são rituais exclusivos de alguns credos. Basta abrir os olhos, andar por aí e descobrir como vivem, nesta época, aqueles que não pertencem à religião dominante no Brasil. Neste artigo, exporemos apenas a visão das grandes religiões, excetuando-se a cristã, por já ter sido comentada durante todas as matérias desta edição. Vejamos:


O Natal segundo:


A visão hinduísta


O Diwalli é um festival hindu de cinco dias, que tem um significado semelhante ao do Natal para os cristãos, guardando as imensas ressalvas. Por ser uma das festas mais importantes para essa religião, todos os hindus, durante esse período, se juntam com suas respectivas famílias. Essa festividade também é chamada de “Festa das luzes”, já que todas as casas são iluminadas, simbolizando o conhecimento.

Um fato deveras curioso é que, na Índia, o Diwalli é celebrado em várias regiões de formas diferentes. Por exemplo, na Região Norte, festeja-se o regresso à casa de Rama, um dos muitos deuses hindus, depois de catorze anos no exílio, e a sua coroação, depois de derrotar as forças do mal. Na Região Oeste, a homenageada é a deusa da riqueza chamada Lakshmi, riqueza esta que está ligada ao espírito de bondade, honestidade e respeito. Já na Região Sul da Índia, a lenda conta que um demônio do inferno desafiou Krisna, um dos principais deuses hindus, e, após dois longos dias de luta, as forças do bem voltaram a trazer o equilíbrio.

Independentemente de todas as lendas, nesta ocasião, celebra-se a vitória do bem contra sobre o mal, a união das famílias e a esperança no futuro. Nesses cinco dias de celebração, o primeiro é dedicado à riqueza de espírito. No segundo, é homenageada Kalli, a deusa da força. O terceiro dia é dedicado ao festival Diwalli. O quarto dia se comemora a chegada do novo ano. Por fim, o objetivo no quinto dia é ver o bem em cada pessoa.

A religião Hindu rege-se pelo calendário lunar, por isso essa época festiva nem sempre é celebrada no mesmo dia. Em 2010, o Diwalli foi celebrado no dia 5 de novembro. Este ano, em 26 de outubro. Ano que vem, será no dia 13 de novembro.


A visão islâmica


Para essas pessoas, não existe o Deus que nós, evangélicos, tanto amamos. Os muçulmanos creem em Alá e em Maomé, considerado por eles um profeta maior. A maioria dos seguidores do Islã habita o Oriente Médio, a África e a Ásia. Mas, existem ramificações desse povo ou dessa religião no mundo todo.

O islamismo não festeja o Natal e muito menos o Ano Novo. Portanto, nada de tradições natalícias. Contudo, não se pode dizer que o islamismo seja uma religião pouco festiva. Outras datas religiosas são celebradas com grande fervor e dedicação. Uma delas é a Eid-ul-Fitr, que celebra a existência ou a chegada do Alcorão — livro que seria a bíblia islâmica. A segunda festa islâmica é o Eid-ul-Adha, considera é a “festa do sacrifício”.

Essas comemorações, para os mulçumanos, são como a comemoração do Natal para os cristãos. Durante essas comemorações, os seguidores de Maomé dão presentes uns aos outros, mas não com o mesmo significado dos cristãos. Segundo Maomé, os presentes “levam a maldade embora”. É justamente por esse motivo que trocam presentes.


A visão budista


Como sabemos, budistas são os seguidores de Buda, mas nem todos sabem quem é Buda. O nome real de Buda é Sidarta Gautama, filho de um indiano que viveu há 2.500 anos. De acordo com essa religião, ao atingir a “iluminação”, Sidarta foi consagrado Buda. Então, os budistas celebram o nascimento de Sidarta Gautama (Buda) e não o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Essa celebração budista é realizada no dia 8 de abril e recebe o nome de Hana Matsuri.

Embora o Natal e a passagem de ano não tenham significado especial para os budistas, nada os impede de desejarem muita paz e festas felizes. Ao contrário do que se poderia supor, não existe um calendário da religião que se inicie a partir do nascimento de Buda, que teria ocorrido, segundo os adeptos, por volta de 563 a.C.

Como o budismo existe em diferentes culturas, as tradições também são mutáveis, consoante o país onde se inserem. Os membros da comunidade budista se reúnem e festejam comendo doces e libertando animais vivos. As primeiras horas do novo ano da comunidade budista são dedicadas à meditação e à oração, pois a moderação e a libertação do sofrimento são pilares fundamentais para quem segue Buda. É claro que outras datas se revestem de significado especial, tal como a comemoração do nascimento e a suposta iluminação de Buda.


A visão judaica


Os seguidores da religião judaica têm por pai Abraão, a partir do momento em que Abraão passou a adorar um só Deus, o Deus verdadeiro. Isso não era comum na época em que Abraão viveu, quando diversos deuses eram adorados. Os judeus não creem que Jesus é o Messias, por isso não celebram o Natal como o nascimento de Jesus, de tal forma que, em Israel, trabalha-se nesse dia.

O calendário pelo qual se baseiam é o calendário lunar, e já se encontram no ano de 5772, levando um grande avanço em relação ao calendário gregoriano. A contagem se baseia em cálculos bíblicos. Portanto, essa data marca a criação do mundo (simbolicamente). A festa mais importante é o Sabat, um dia de paragem e de oração por oposição às alienações do dia a dia. Festa que é festa para os judeus tem sempre dois espaços privilegiados. Um é a sinagoga e o outro, o lar, onde se reúnem com os familiares e amigos.

Uma das principais festas entre os judeus é o Hanuká, uma celebração que tem lugar, normalmente, em dezembro, dura oito dias e relembra um fato histórico: a vitória dos judeus contra os opressores sírios, no ano 165 antes da era comum (isto é, antes de Cristo). Ocasião em que, também, comemoram, essencialmente, um simbolismo: a vitória da sua fé e a tradição cultural.

A festa dos judeus tem início sempre no dia 25 do mês judeu chamado Kislev, o qual corresponde o dia 22 dezembro do calendário cristão.

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