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Defesa da Fé


Como pode um Deus de amor mandar pessoas para o inferno?


(Mc 9.43-48)


Por Gaspar de Souza

Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, mestrando em teologia pelo centro de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie) e estudante de filosofia (UFPE)


O debate sobre o inferno tem sido reacendido. Por diversas vezes, pregadores conhecidos e desconhecidos têm procurado dar suas opiniões a respeito. Mais recentemente, um famoso preletor de jovens negou que o inferno é real e/ou eterno. Alguns de seus livros têm sido traduzidos para nossa língua, bem como a série Nooma. Estamos falando do Rob Bell, que, recentemente, causou estranheza no mundo cristão ao afirmar que “um Deus amoroso jamais sentenciaria almas humanas ao sofrimento eterno”. Será?

Parece que tem sido recorrente a negação da existência e eternidade do inferno ao longo dos séculos. Tudo com o objetivo de anunciar uma mensagem que transija com o bem-estar e, principalmente, com a filosofia pluralista e a pseudotolerância do nosso século. Com o propósito de transmitir a imagem de pastores e pregadores contemporâneos, tolerantes, reformulam o amor de Deus, ensinando que “um Deus de amor não lançará ninguém no inferno”.

Será contraditório um Deus de amor condenar homens ao inferno?

Se Deus realmente é amor, então como Ele pode mandar alguém para o inferno?

Jesus alertou seus ouvintes, diversas vezes e com seriedade, sobre esse terrível lugar. Jesus não disse que era um estado de espírito, como querem alguns “pregadores modernos e adocicados”. Na verdade, nesta exposição temática, veremos o que a Escritura ensina sobre esse lugar terrível e algumas objeções levantadas por aqueles que negam o caráter eterno da punição. Rogamos a Deus que nos conceda cuidado, compaixão e, sobretudo, fidelidade ao pisar nesse terreno.


Opções antibíblicas oferecidas para o destino final


Não parece ser uma boa opção alguém passar a eternidade em sofrimento. É isso que se deduz da palavra inferno e das expressões usadas por Jesus: tormento e sofrimento. No entanto, têm-se oferecido outras opções sobre o destino eterno dos homens. Pretendemos avaliá-las nesse momento, pois elas respondem à pergunta: “O que acontece conosco quando morremos?”.

As opções são:


Reencarnacionismo


Tem sido a visão mais popular. Os que ensinam essa concepção nos dizem que temos múltiplas e sucessivas vidas. No túmulo de Alan Kardec, há o seguinte lema: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; esta é a lei”. A Escritura não ensina reencarnação, antes, diz: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27).


Materialismo


Em verdade, trata-se de um grupo menor, mas com forte expressão. Seus adeptos dizem que não temos alma, que somos apenas corpo e que, ao morrer, deixamos de existir. Todavia, tomando as Escrituras como autoritativas, encontramos o Senhor Jesus dizendo: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).


Universalismo


Alguns contemporâneos têm adotado essa visão. Entre eles, o próprio Rob Bell. É, também, a teoria exposta no livro A cabana, de William P. Young (Ed. Sextante, 2008). Esse grupo ensina que, no final, todos os que estão no inferno serão salvos e o inferno, por isso, será esvaziado. Por pensarem que todas as religiões conduzem a Deus, entendem, então, que todas as pessoas serão salvas. Mas, não é isso que Jesus Cristo ensinou. Na verdade, a própria morte de Jesus é sinal de que apenas alguns serão salvos (Mt 20.28; Mc 10.45). O apóstolo Paulo, em uma de suas cartas, registra palavras de Isaías, dizendo: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27).


Purgatório


Essa é a doutrina esposada pelo Catolicismo Romano. De fato, a não ser no Livro Apócrifo de 2Macabeus 12.46, as Escrituras não reconhecem tal doutrina. O que ela ensina? Ouçamos o que diz o Catecismo Católico: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (C.C, 1030 – 1032).


Aniquilacionismo


É a crença de que os incrédulos não irão sofrer eternamente no inferno, mas, após algum tempo, serão extintos e deixarão de existir. Embora homens de Deus, como, por exemplo, John Stott tenham crido nesta doutrina, à luz das Escrituras e da História da Igreja, como registrada nas Confissões de Agostinho, a posição cristã sobre esse assunto é a de que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Vejamos o que diz a Escritura: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10; 14.9-1; 19.20).


O ensino bíblico sobre o inferno


Por três vezes, no texto bíblico em referência, ou seja, em Marcos 9.43-48, Jesus adverte os discípulos: “Melhor é para ti entrares na vida — reino de Deus — aleijado, coxo e cego — do que ires para o inferno” (Cf. v. 43,45,47). A cada advertência, Jesus também acrescenta algo sobre o inferno: “para o fogo que nunca se apaga” (inextinguível) seguida de outro qualificativo: “onde o seu bicho não morre”.

Que descrição terrível vinda da doce voz do Senhor! Precisamos lembrar que os discípulos não se impressionaram com a descrição. Por quê? Embora fosse uma nova revelação no ministério de Jesus, a descrição já era conhecida pelos discípulos na leitura dos profetas: “E sairão [os eleitos], e verão os cadáveres dos homens que se rebelaram contra mim; o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo nunca se apagará, e serão um horror a toda humanidade” (Is 66.24). Diante das palavras de Jesus, e, agora, considerando todo o conteúdo da revelação bíblica, vejamos qual é o ensino bíblico sobre esse lugar: o inferno.


O inferno é um lugar real


Jesus diz que as pessoas vão para o inferno. O verbo eiseltein implica em “deslocar-se” ou “separar-se”. No nosso texto, é usado com a preposição eis e o substantivo ten geennan. Essa construção gramatical dá a noção espacial. Desse modo, o que Jesus quer dizer é que alguém é “separado para dentro da geena”.

Mas, o que era a geena?

A palavra traduzida para “inferno” (geena) era uma referência a um lugar chamado “Vale de Hinom” (Js 15. 8; 16.18; 2Rs 23.10; 2Cr 33.6). Ficava na Região Sul de Jerusalém e lá os antigos judeus apóstatas sacrificaram seus filhos ao deus pagão Moloque (2Cr 16.3; 21.6; Jr 7.31; 19.5,6; 32.35). Foi o rei Josias que pôs fim a essa prática e transformou o lugar num lixão da cidade. Ali, eram jogadas as carcaças de animais, que queimavam dia e noite. Havia um fogo por baixo do monturo e, por não faltar carniças, nunca deixava de haver vermes.

Assim, passou a designar o lugar de juízo de Deus, passando a chamar “Vale da Matança” (Jr 7.32; 19.6,7). Ao dizermos, então, que os ímpios vão para a geena (“inferno”), a idéia que temos é de que se trata de um lugar horrível. Decerto, não havia outra figura para demonstrar quão terrível e miserável é o inferno. Não havia descrição mais chocante para descrever sofrimento e tormento. Então, afirmamos, à luz das Escrituras, o inferno é um lugar real.


O inferno é um lugar de consciência


Ora, ao dizer que “é melhor isso do que aquilo”, Jesus Cristo revela que aqueles que vão para o inferno estão conscientes de suas escolhas. Poderiam ter escolhido “ficar sem uma mão, um pé ou um olho” e entrar no reino de Deus, mas preferiram perder a vida. Semelhante imagem é apresentada no verso 42: “Melhor lhe fora que lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar”, onde lemos que aquele que fosse motivo de tropeço para um crente mais pequenino estava ciente do tropeço que estava causando. Vemos, também, que o causador do tropeço estava consciente da grande pedra pendurada ao seu pescoço e do lugar onde estava se lançando. De igual modo, aqueles que vão para o inferno saberão onde estão e porque estão ali.


O inferno é um lugar de permanente sofrimento


Quando Jesus diz que “o fogo nunca se apaga e o bicho não morre”, aponta para uma realidade permanente. O que mantém o fogo aceso é a existência de material para combustão. No inferno, não faltará material para combustão. Claro que, quando a referência do fogo é usada, pode, na verdade, está-se referindo muito mais ao sofrimento sob o juízo divino do que sob as “chamas literais”, de acordo com alguns comentaristas.

Diz Anthony Hoekema: “O objetivo das figuras, porém, é que o tormento e a angústia internos, simbolizados pelo verme, nunca terão fim, e os sofrimentos exteriores, simbolizados pelo fogo, nunca cessarão. Se as figuras utilizadas nesta passagem não significam sofrimento sem fim, então não significarão coisa alguma”.

Por diversas vezes, Jesus usa figuras semelhantes para falar do sofrimento eterno. Por exemplo, Jesus disse que é um lugar descrito como uma “fornalha de fogo”, onde “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13.50). Jesus disse que os justos irão para a vida eterna, mas os ímpios, para “o tormento eterno” (Mt 25.46). Ora, não faria sentido pensar que os justos estarão junto a Deus por toda a eternidade e, no mesmo texto, Jesus pensar que o tormento é temporário.

O inferno também é chamado de “trevas” (Mt 25.30; 22.13). De acordo com João, os ímpios serão “atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). De acordo com Apocalipse 19.20, a besta e o falso profeta foram lançados vivos no “lago de fogo e enxofre”. Mas, depois de mil anos, eles ainda estavam lá, onde hão de receber a companhia do diabo (Ap 20.10).


O inferno é o lugar da ira de Deus


Quando Jesus diz “fogo que nunca se apaga”, em verdade, não está nos falando apenas do sofrimento, mas, também, da ira de Deus. Em mais de seiscentos lugares, a Bíblia fala sobre a ira de Deus. No caso específico do inferno, o fogo não é purificador, mas, sim, o “fogo da ira de Deus”.

Alguns há que costumam colocar os atributos de Deus uns contra os outros, como se, porventura, algum atributo de Deus prevalecesse sobre os demais. Mas, a justiça de Deus, o seu amor e a sua soberania exigem a existência do inferno. Porque Deus é justo, Ele não pode contemplar os pecados (Hb 1.13). Porque Deus é amor, e amou o mundo, aqueles que rejeitam esse grande amor rejeitam tão grande salvação (Hb 2.3). Porque Deus é soberano, o mal precisa ser derrotado e Deus vencerá no final (Ap 20).

O inferno, portanto, é o efeito da ira de Deus. Conclui-se, daí, que o inferno não é governado por Satanás, mas Deus reina também no inferno. Como disse William Hendriksen: “O inferno é inferno porque Deus está lá: Deus em toda a sua ira (Hb 12.29; Ap 6.16). O céu é céu porque Deus está lá: Deus em todo o seu amor. É dessa presença de amor que o ímpio é banido para sempre”.


É possível livrar-se de ir para o inferno


Ao dizer “melhor é isso do que aquilo”, Jesus apresenta a maneira de alguém ser lançado no inferno. Diante do contexto maior (Mc 8.34), fica claro que os “seguidores de Jesus Cristo” renunciaram os seus pecados, negaram-se a si mesmo, tomaram a sua cruz e, até mesmo, perderam a sua vida “por amor de mim [Jesus Cristo] e do evangelho” (Mc 8.35). Assim, ao fazer a comparação entre o que é “melhor”, estamos diante do teste do Senhor para saber quem é seu discípulo ou não. Aqueles que não renunciam os seus pecados aqui terão de sofrer com eles longe da glória de Deus, em eterno sofrimento. Jesus apresentou o preço a se evitar.

Além disso, Jesus, por duas vezes, diz: “entrares na vida” (v. 43, 45) e uma vez: “entrares no reino de Deus”. Ficamos sabendo, pelo interlocutor João, que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.7). Por novo nascimento, o cristianismo ensina ser “a alegria sincera em Deus, por Cristo, e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras (Is 57.15; Rm 5.1,2; 14.17; 6.10,11; Gl 2.19,20)” — Catecismo de Heidelberg, p. 90.

O próprio Jesus reconheceu que o inferno não foi preparado para o homem, mas para o “diabo e seus anjos” (Mt 25.41). E, para livrar o homem do inferno, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Mas, porque o homem permanece indiferente a Jesus Cristo, ou seja, não crê no Filho, então “não verá a vida, pois sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36).


Uma mensagem impopular


Muitos temas nas Escrituras são dolorosos. E, falar sobre o inferno, é um desses temas. Mas, a doutrina sobre o inferno é parte da teologia bíblica e como prova disso, o Senhor Jesus e os seus apóstolos a ensinaram repetidamente.

Como disse o bispo John Ryle: “Não há misericórdia alguma em ocultar dos homens o assunto a respeito do inferno. Por mais temível e tremendo que seja o inferno, ele deve ser uma realidade fortemente inculcada sobre todos, como uma das grandiosas verdades do cristianismo. O apóstolo João, no livro de Apocalipse, com frequência o descreveu. Os servos de Deus, hoje, não devem sentir-se envergonhados de confessar a sua crença nesse assunto. Se não houvesse ilimitada misericórdia em Cristo, para todos aqueles que nele creem, bem poderíamos nos esquivar desse temível tópico”.

Não pensem que é fácil falar sobre os milhões que passarão a eternidade no lago de fogo. Alguns amigos até acham nossa posição meio dantesca e, por isso, medieval. No entanto, a nossa tarefa, como ministro do evangelho, é falar a verdade, é seguir os passos do Mestre, mesmo que, ao expor essa doutrina, alguns se sintam incomodados com ela. Muitos estão, a passos largos, no caminho do inferno, trilhando sobre um grande abismo que não se abre para engoli-los, tal como aconteceu com Datã, Coré e Abirão, que foram engolidos vivos (Nm 16.30-33), por causa das muitas misericórdias de Deus, do próprio Deus a quem provocam a ira.

Muitos ainda amam os seus pecados e, de forma enganosa, acreditam que podem desfrutar da eternidade com Deus sem que seus pecados sejam perdoados. Qual não será a surpresa de muitos ao perceberem que estão debaixo da ira de Deus, simplesmente porque relutam em amar a Deus. Não demonstramos amor nossos aos amigos e inimigos se não lhes anunciarmos o perigo que estão correndo.

Dirigimo-nos àqueles que ainda não se despertaram da conversão e do perigo que estão correndo. O inferno é para todos os que não estão em Cristo e hão de suportar o peso da ira de Deus. Foi João quem disse que o próprio Deus pelejará contra os que não se converteram ou que pensam que são convertidos. O Senhor disse: “Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 63.3).

Outra vez, João, o discípulo do amor, viu a cena terrível: “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso” (Ap 19.15).

Não há nada entre eles e o inferno, a não ser a misericórdia de Deus. Mas, lembre-se, amado leitor: Deus está irado, e quem pode lhe impedir de agir contra os seus pecados? Alguns supõem, equivocadamente, que está tudo bem com eles, porque têm saúde, prosperidade, alegria, vão à igreja e desfrutam das bênçãos comuns de Deus. Mas, isso não é garantia de que serão livres do inferno. A única garantia encontra-se no Cordeiro de Deus, que sofreu a ira de Deus pelos homens. Se isso não é amor de Deus, em entregar o seu Filho por pecadores, não sabemos, então, o que é amor.

Sabemos que essa mensagem não é popular. Sabemos, também, que alguns encontrarão pessoas que procurarão lhes dissuadir da realidade do inferno. Mas, “por que a cruz e todo o sofrimento [de Jesus], a não ser que haja o inferno? A morte de Cristo perde o seu significado eterno, a não ser que haja uma separação de Deus da qual as pessoas precisam ser salvas”. Não pense, também, que o inferno é apenas uma ameaça e não uma realidade. Se assim fosse, Deus seria mentiroso. Deus não usa mentiras para atrair os homens.

Como dissemos, essa não é uma mensagem popular. Mas, é verdadeira, porque a Bíblia é verdadeira, porque Jesus Cristo é verdadeiro e não pode mentir. Seja Deus verdadeiro e os homens mentirosos (Rm 3.3). Amado leitor, a visão que temos de nossos pecados não é um mínimo daquilo que Deus vê em nós. Certa vez, o pregador Jonathan Edwards, amparado em uma visão estritamente bíblica, nos deu um quadro dos pecados dos homens:

“Vossas iniquidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno, pelo próprio peso, e, se Deus permitisse que caíssem, vós vos afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno. Seria como tentar segurar uma avalanche de pedras com uma teia de aranha. Se não fosse a misericórdia de Deus, a terra não vos suportaria por um só momento, pois são uma carga para ela. A natureza geme por causa de vós. A criação foi obrigada a se sujeitar à escravidão, involuntariamente, por causa da vossa corrupção. Não é com prazer que o sol brilha sobre vós, para que a sua luz vos alumie, para pecarem e servirem a Satanás. A terra não produz de bom grado os seus frutos para satisfazer a vossa luxuria. E muito menos está disposta a servir de palco à exibição de vossas iniquidades.

“Não é voluntariamente que o ar alimenta vossos corpos, mantendo viva a chama dos vossos corpos, enquanto gastam a vida servindo os inimigos de Deus. Não é com prazer que prestam serviço a outros propósitos, e gemem quando são ultrajadas ao servirem objetivos tão contrários à sua finalidade e natureza. E a própria terra vos vomitaria se não fosse a mão soberana daquele a quem vós tanto tem ofendido. Eis as nuvens negras da ira de Deus pairando agora sobre as vossas cabeças carregadas por uma tempestade ameaçadora, cheia de trovões. Não fosse a mão restringidora do Senhor, elas arrebentariam imediatamente sobre vós. A misericórdia soberana de Deus, por enquanto, refreia esse vento impetuoso. Do contrário, ele sobreviria com fúria, vossa destruição ocorreria repentinamente, e vós seriam como palha dispersada pelo vento”.

Em todo o texto de 2Coríntios 5.11-20, vemos Deus exortando e rogando os homens, em nome de Cristo, por meio de sua Palavra, que se reconciliem com Ele. Não há muitas opções. É estar em Cristo ou longe dele. É céu ou inferno. Não brinquemos de ser cristãos. Não brinquemos de ser crentes. Não brinquemos de ser religiosos ou, até mesmo, ateus.

O Senhor Jesus é o nosso Deus e Salvador?

De fato, já o recebemos e, portanto, podemos ser contados entre os eleitos do Senhor?

O machado já está posto à raiz. Sobre esse assunto, vejamos o que Jesus disse: “Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo” (Mt 7.19).

Assim, amado leitor, onde estão os frutos?

O Senhor ainda disse: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são apanhados, lançados no fogo e se queimam” (Jo 15.6).

Se isso não for uma realidade em nossas vidas, então a ira de Deus permanece sobre nós e seremos lançados no inferno, lugar criado para o diabo e seus anjos.

Quando rejeitamos a presença de Deus, em verdade, estamos em companhia do diabo e seus anjos.

Fujamos para os braços misericordiosos do Senhor Jesus enquanto é tempo!


“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9.43,44)


“E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9.45,46)


“E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9.47,48)

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