Defesa da Fé


Falsas previsões astrológicas para 2012


Por John Ankerberg e John Weldon

Pesquisadores e autores de mais de trinta livros sobre seitas, ocultismo e religião


A Bíblia ensina que a astrologia não é somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (At 7.42,43). Seja como filosofia ou prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo e, em seu lugar, conduz as pessoas a objetos mortos, como, por exemplo, os astros e os planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também faz o mesmo com os astrólogos e suas práticas (Is 47.13). Entretanto, isso não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apoia favoravelmente a astrologia.

O fundador da Escola Mayo de Astrologia, Jeff Mayo, declara o seguinte: “A Bíblia está cheia de referências astrológicas”.

Joseph Goodavage, autor de Astrology: the space age science (Astrologia: a ciência da era espacial) e de Write Your Own Horoscope (Escreva seu próprio horóscopo), afirma que “a Bíblia está cheia de filosofia da astrologia”.

Os astrólogos “justificam” tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e antibíblicos. Distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia. Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal-interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apoia a astrologia foi mal-interpretado ou mal-aplicado, embora esse não seja o intuito deste artigo. Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não cristãos também admitem que existe um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças.

Historicamente, o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Vejamos. Em primeiro lugar, a Bíblia rejeita, explicitamente, a astrologia como sendo uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13,14, onde Deus afirma: “Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora, os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem”. Aqui, vemos que, acima de qualquer coisa, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos.

Em segundo lugar, Deus disse que suas predições, baseadas no movimento dos astros, não salvariam o povo do juízo divino que se aproximava.

Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, antes, que não salvaria eles mesmos (Dt 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2Rs 17.16; 23.5; Jr 8.2; 19.13; Ez 8.16; Am 5.26,27).

A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação, que é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como sendo “o ato ou a prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto”. No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como sendo “a arte ou a prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos”. Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que a adivinhação leva ao contato com maus espíritos, chamados de demônios. (Dt 18.9-13; 1Co 10.20).

Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, toda a honra e toda a glória às magníficas obras de arte, esquecendo-se completamente do grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou de Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez “os céus e a terra” e em suas mãos está a vida de todos os homens (Gn 1.1; Dn 5.22,23).


Signos compatíveis?!


Os signos zodiacais nada provam sobre a vida de ninguém. A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns duzentos adjetivos (por exemplo: o “leão” é forte, dominante, rude — um líder nato; o “touro” é indeciso, tímido, inseguro — não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, entre outras. O resultado a que chegaram foi que este teste falhou ao provar qualquer predição astrológica: “Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso”.

Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio. Ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuam casados porque seus signos demonstraram ser “compatíveis” e se os que tinham um signo “incompatível” se divorciaram.

O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e com 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. O teste, porém, demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos “compatíveis” casaram e se divorciaram com a mesma frequência que os nascidos sob signos “incompatíveis”.

Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito em determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos, nestas duas atividades, foi tão aleatória quanto entre o público em geral.

Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que o signo de uma pessoa influi em sua vida.


Considerações finais


Enquanto a “luz dos astros” tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, Jesus, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do mundo e declara que aqueles que o seguirem não mais andarão em trevas; pelo contrário, terão a luz da vida (Jo 8.12).

Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei [...] e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.28-30).

Na Bíblia, encontramos revelações claras de que a nossa vida está nas mãos de Deus. Davi revela-nos, no Salmo 139, que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dele em hipótese alguma. A nossa vida e os nossos caminhos estão nas mãos de Deus!

Que consolo e descanso saber que a nossa vida está nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15: “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se, pois, agora, e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; o logo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho; não haverá quem te salve”.

Diante de nós, os cristãos, uma escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a nosso respeito, ou saber qual é a vontade de Deus para a nossa vida. Devemos nos lembrar das palavras do apóstolo Paulo em sua carta dirigida aos romanos: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).


Dez previsões óbvias para 2012

Por Renato Vargens


É impressionante. Assim que um novo ano se inicia, os programas de rádio e televisão ficam abarrotados de videntes, cartomantes e adivinhadores que, com a mesma ladainha de sempre, fazem previsões quanto ao novo ano que se iniciou.

Confessamos que nunca vimos quaisquer desses adivinhos prevendo, especificamente, alguma coisa relacionada a alguém famoso, dando “nome aos bois”. Na verdade, o que esses enroladores fazem é profetizar coisas óbvias, como: “um cantor famoso morrerá”, “a cidade de São Paulo sofrerá com as chuvas”, “o Brasil terá um ano difícil, mas vai melhorar” e blá, blá, blá.

Nessa perspectiva, os adivinhadores profissionais “chovem no molhado”, fazendo profecias óbvias do tipo:

1) Haverá um escândalo em Brasília relacionado à corrupção. Um político de renome será pego com a boca na botija recebendo propina.

2) Morrerá um ator famoso.

3) Acontecerá mais um desastre natural no Brasil. Enchentes e deslizamentos afetarão o Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

4) Um grande clube brasileiro será campeão do Brasil.

5) A dengue vitimará várias pessoas no Brasil.

6) Israel e Palestina continuarão brigando entre si.

7) Coreia do Sul e Coréia do Norte continuarão sendo inimigas.

8) A violência continuará amedrontando os cariocas.

9) Neste verão, aparecerá no cenário da música mais uma revelação musical.

10) Rubinho Barrichello não será campeão do mundo de Fórmula 1.

Caro leitor, brincadeiras à parte, somos obrigado a confessar que nos assusta o fato de que mesmo percebendo o embuste protagonizado pelos adivinhos profissionais, muita gente prefere o engano dos videntes à verdade. Além disso, vale a pena ressaltar que a Bíblia proíbe a tentativa de adivinhação simplesmente porque ela envolve o desejo ardente de obter conhecimento secreto daquilo que Deus preferiu não revelar.

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29).


Notas:

1 BASTEDO, Ralph. An Empirical Test of Popular Astrology: The Skeptical Inquirer, Vol 3, nº 1, p. 34.

2 KURTZ E FRAKNOI. Tests of Astrology Do Not Support Its Claims: The Skeptical Inquirer, Vol. 9, nº 3, p. 211.

3 McGervey, John. A Statistical Test of Sun-sign Astrology: The Zetetic, Vol. 1, nº 2, p. 53.

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