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Defesa da Fé


O poder de evangelização da página impressa


Por Oswald Smith (1889-1986)

Renomado missionário do século 20 e autor do best seller Paixão pelas almas


Não há meio mais barato nem mais rápido de evangelizar o mundo do que pela literatura evangélica. Creio que é plano de Deus que cada homem tenha o evangelho em sua própria língua, e há várias que ainda não têm nenhuma porção da Palavra de Deus. Se nós a temos em nossa própria língua, por que vamos negá-la aos outros?

Será que percebemos que devemos à página impressa tudo o que somos? Se não fosse pela Palavra de Deus, não seríamos cristãos. A Bíblia diz: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Como podemos, então, esperar que um incrédulo ouça e seja salvo se nem ao menos ele a possui?

O que foi que a Reforma Protestante nos deu? Dizem que foi a pregação de Martinho Lutero. Não creio que tenha sido somente isso. Lutero escreveu quase cem livros e os fez circular por toda a Europa Ocidental. E, como consequência dos seus escritos, veio a Reforma. Onde estaríamos nós hoje se não fosse a Reforma?

Acho que o maior milagre dos nossos dias e da nossa geração é a crescente alfabetização ao redor do mundo inteiro. Milhões de pessoas aprendem a ler a cada ano. Mas, o que elas irão ler?

O leitor já ouviu falar, alguma vez, de um homem chamado Charles Darwin? Já ouviu, alguma vez, a respeito de um livro que ele escreveu, intitulado: A origem das espécies? Percebe que, como resultado desse único livro, nossos filhos e filhas estão sendo submetidos à teoria da evolução praticamente em todas as escolas e universidades do mundo? Isso nos dá uma ideia da influência de um único livro.

Os comunistas se orgulharam de terem tomado a China por meio da página impressa. Se nós, ao invés de construirmos hospitais e instituições educacionais, tivéssemos canalizado o nosso dinheiro para a mensagem do evangelho na China, o evangelho naquele país poderia ter crescido muito mais. Quase toda a China poderia ter sido evangelizada pela página impressa. Durante 25 anos, antes da Revolução Russa, os comunistas derramaram sua literatura naquele país.

O neto de Ghandi, da Índia, disse, certa vez: “Os missionários nos ensinaram a ler, mas os comunistas nos deram os livros”. Veja se é possível uma coisa dessas! “Os missionários nos ensinaram a ler, mas os comunistas nos deram os livros”. Por que os missionários não deram também os livros? Simplesmente, porque as igrejas que haviam mandado os missionários nunca tiveram essa visão.


A ação das seitas


Acreditemos ou não, as falsas religiões estão agindo! Você sabia que as testemunhas de Jeová têm o maior parque gráfico do mundo? Por que não a Igreja cristã? Simplesmente, porque a Igreja cristã demora a se dar conta do valor da literatura!

Já viu os pequeninos e modestos salões do reino que as testemunhas de Jeová mantêm? O leitor nunca ouviu que eles tivessem construído uma catedral. Por quê? Porque eles entendem que a mensagem é mais importante que o edifício.

É aí que a Igreja cristã tem cometido o seu maior erro. Temos investido o nosso dinheiro em edifícios em lugar de investi-lo na mensagem. A mensagem é que é dinamite: “O evangelho é o poder de Deus para a salvação” (Rm 1.16). Não o edifício, mas a mensagem!

Caro leitor, temos de decidir se vamos empregar o nosso dinheiro no edifício ou na mensagem, se é que queremos evangelizar o mundo. Em alguns lugares do mundo, custam apenas 14 centavos de dólar para se ganhar uma alma para Jesus Cristo por meio da página impressa. Isso significa que não há meio mais barato para levar avante a obra missionária. Se pudermos colocar sistematicamente um exemplar da página impressa em cada lar de um país, teremos alcançado “toda criatura” naquele país, pois iremos alcançar todos os membros da família.


De casa em casa


Nossos missionários podem organizar um grupo de obreiros e enviá-los de porta em porta, de casa em casa, com a mensagem. Esse foi o método de Paulo e, portanto, é o método das Escrituras. Aquele apóstolo evangelizava “de casa em casa”, a fim de atingir “toda criatura” com a mensagem do evangelho. Não podemos fazer melhor do que seguir o seu exemplo.

Jesus disse “toda criatura”. A única maneira pela qual se pode alcançar toda criatura é alcançar cada lar e cada família. Isso não pode ser obtido somente pelo envio de missionários e muito menos por meio de programas radiofônicos. O único meio pelo qual se pode fazer isso é pelo uso da página impressa. Não há outro meio de que eu tenha conhecimento para executar a ordem do Senhor.


“Deem-nos as ferramentas!”


Foi na época da Segunda Guerra Mundial. A França havia caído. Os Estados Unidos não tinham entrado. A Inglaterra estava ficando sozinha, encostada na parede, à espera da invasão iminente. Winston Churchill, que era o primeiro-ministro, decidiu falar diretamente ao povo americano.

Eu estava dirigindo numa estrada com minha esposa ao lado. Manobrei meu carro para a margem da estrada e desliguei o motor, para não perder uma palavra sequer. Então, sintonizei Londres. O primeiro-ministro falou apenas uns dois ou três minutos, mas disse algo que nunca mais esqueci, desde aquele dia até hoje. Winston Churchill, falando ao povo americano, disse: “Deem-nos as ferramentas, e nós acabaremos a obra”.

É isso que queríamos frisar nesta reflexão. Tão depressa quanto o dinheiro entra, a mensagem sai! Tudo o que necessitamos são os recursos com que fazer a obra. O leitor já investiu na página impressa? Já deu qualquer coisa para publicar a mensagem? Que Deus o ajude a fazer qualquer coisa que estiver ao seu alcance.


“Se Deus quer a evangelização do mundo, mas você se recusa a sustentar missões, então você está indo contra a vontade de Deus”

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