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Defesa da Fé


Apologética com amor e sem arrogância


Dallas Willard

Professor de filosofia na University of Southern California e autor de livros sobre apologética e discipulado cristão


Quando ministramos na área de apologética, fazemos isso como discípulos de Jesus, portanto, fazemos da maneira como Ele próprio faria. Isso significa, em primeiro lugar, que ensinamos para ajudar as pessoas, especialmente aquelas que desejam ser ajudadas. Apologética é um ministério de ajuda.

No contexto de 1Pedro 3.8-17, os discípulos estavam sendo perseguidos por sua dedicação em promover a bondade. De acordo com o que Jesus tinha ensinado para eles, tal perseguição deveria ser fonte de regozijo. Essa atitude levava os observadores a questionarem o motivo que fazia que os discípulos se sentissem esperançosos e alegres em tais circunstâncias. Num mundo irado, desesperançado e triste, essa questão era inevitável.

Por isso, Pedro exortou os discípulos a estarem “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós; tendo uma boa consciência...” (1Pe 3.15,16); ou seja, consciência que se tem por se ter feito o que é correto.

Assim, a nossa apologética é feita como um ato de amor fraternal, sendo “prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). A sabedoria da serpente está em ser oportuna, baseada em uma observação vigilante. A pomba, por sua vez, é incapaz de falsidade ou de enganar alguém. Assim devemos ser.

Amor para com aqueles com quem lidamos será necessário para que os compreendamos corretamente e para que evitemos manipulá-los, ao mesmo tempo que desejamos e oramos intensamente para que reconheçam que Jesus Cristo é o Senhor do cosmos.

O amor também nos purificará de todo e qualquer desejo de vitória, como também de toda presunção intelectual ou desdém para com as opiniões e habilidades dos outros. O evangelista para Cristo é caracterizado pela humildade (Cl 3.12; At 20.19; 1Pe 5.5), principalmente intelectual – um conceito vital do Novo Testamento que a palavra humildade por si só não expressa totalmente.

Desse modo, a chamada ao ministério de apologética não é para forçar pessoas relutantes à submissão intelectual, mas uma chamada na qual servimos aos necessitados e, frequentemente, àqueles que são escravos de seu próprio orgulho e presunção intelectual, muitas vezes reforçada pelo ambiente social.

Em segundo lugar, fazemos o trabalho de apologética como servos incansáveis da verdade. Jesus disse que veio “ao mundo a fim de dar testemunho da verdade” (Jo 18.37), e Ele é chamado de “a testemunha fiel e verdadeira” (Ap 3.14).

É por isso que temos “temor” quando ministramos. A verdade revela a realidade, e a realidade pode ser descrita como aquilo com o qual nós, humanos, nos deparamos quando estamos errados. Quando ocorre tal colisão, sempre perdemos.

Enganos com relação à vida, às coisas de Deus e à alma humana são assunto seriíssimos, mortais. É por isso que o trabalho de apologética é tão importante. Falamos “a verdade em amor” (Ef 4.15). Falamos com toda clareza e racionalidade que podemos demonstrar, ao mesmo tempo contando com o Espírito da verdade (Jo 16.13) para realizarmos aquilo que está muito além de nossas habilidades limitadas.

A verdade é o ponto de referência que compartilhamos com todos os seres humanos. Ninguém pode viver sem a verdade. Ainda que possamos discordar em pontos específicos, a fidelidade à verdade – seja ela qual for – permite que nos relacionemos com qualquer pessoa como honestos companheiros de investigação. Nossa atitude, portanto, não é de divisão, mas de agregação. Estamos aqui para aprender e não somente ensinar.

Assim, sempre que for possível — ainda que, por vezes, devido aos outros, não seja — “respondemos” numa atmosfera de investigação mútua, motivada pelo amor generoso. Ainda que possamos ser firmes em nossas convicções, não nos tornamos arrogantes, desdenhosos, hostis ou defensivos.

Por sabermos que o próprio Jesus não agiria assim, temos de reconhecer que não podemos ajudar pessoas de uma maneira arrogante. Jesus não tinha necessidade disso e nós também não. Em apologética, como em tudo, Ele é nosso modelo e Mestre. Nossa confiança reside totalmente nele. Esse é o lugar especial que damos a ao Senhor Jesus em nosso coração — a maneira com a qual “santificamos a Cristo como Senhor em nosso coração” — no ministério crucial de apologética.

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