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Em que sentido faremos obras maiores que Jesus?


As "obras maiores" se referem também à coletividade, à geografia e à pregação do evangelho.

"... Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para o meu Pai" (Jo 14.12)

O evangelista João, no epílogo de seu livro, expressa a extensão dos milagres operados por Jesus. Ele nos esclarece que os milagres relatados não evangelhos não representam todos os milagres realizados por Cristo: "Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.30,31).

Quando João Batista estava encarcerado, ordenou aos seus discípulos que lhe perguntassem se Ele era realmente o Messias: "És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" (Mt 11.3); ao que Jesus lhes respondeu: "Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho" (Mt 11.4,5). Será que realmente Jesus queria dizer que os discípulos fariam isto tudo e muito mais? Ou estaria Ele referindo-se a outro tipo de obra?

Os milagres e maravilhas operados por Jesus testemunhavam acerca de sua autêntica messianidade: "Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim" (Jo 10.25). Assim como João Batista, alguns discípulos de Cristo estavam duvidosos e esse sentimento se intensificou em decorrência da morte de Cristo, como podemos verificar na descrença de Tomé (At 20.24-29). Portanto, era mister que Jesus dirimisse tais dúvidas e incredulidades, o que fez após ascender ao céu e cumprir as promessas deixadas: "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram" (Mc 16.20).

Temos de considerar que não foram somente os milagres realizados pelos apóstolos, após a partida de Jesus, que evidenciaram que Jesus era o Cristo, e tampouco o texto de João 14.12 está-se referindo somente a isso. Percebermos que as "obras maiores" se referem também à coletividade, à geografia e à pregação do evangelho.

Vejamos:

 O que Cristo realizou em seu curto período de ministério poderia, possivelmente, ser realizado após a sua partida, e isso não somente por 12, 70 ou 120 discípulos, mas por toda a igreja que se formaria, ou seja, coletivamente.

 As barreiras geográficas cairiam após a sua ascensão, e o evangelho deveria ser pregado, simultaneamente, em vários lugares: "... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (At 1.8).

 Não se tem mensura do número das pessoas convertidas durante o período em que Jesus exerceu seu ministério, mas certamente o trabalho evangelístico realizado pelos discípulos alcançou uma projeção muito maior, em relação aos resultados de almas salvas (At 2.41; 4.4; 5.14,16,42; 6.1,7; etc).


Por Gilson Barbosa

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