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Qual é o significado do Ohikari e do Johrei?


Usar amuletos ou medalhas sagradas é superstição, idolatria e misticismo.

Ambos estão estreitamente ligados. O ohikari é uma espécie de medalha sagrada, carregada pelos membros da Igreja Messiânica Mundial, fundada por Meishu-Sama. Este "amuleto" é reverenciado pelos messiânicos, que observam diversas regras, para que possam mantê-lo puro. Por exemplo: o ohikari não pode ser dado, emprestado ou vendido; deve ser usado pendurado ao pescoço; seus usuários devem lavar as mãos todas as vezes que for necessário tocá-lo, o que dever ser acompanhando de uma atitude devocional, um momento de prece; se por algum motivo o ohikari precisar ser retirado do pescoço, como no caso de um banho, por exemplo, deve ser guardado em uma caixa especialmente preparada para isso, ou, ainda, se for pendurado na parede, deve ser colocado num prego novo e exclusivo, entre outras coisas.

Toda essa reverência ocorre porque os messiânicos acreditam que uma pretensa "luz divina é canalizada por intermédio de Meishu-Sama, do solo sagrado para a sede central da igreja messiânica e desta para o ohikari, ou 'sagrado ponto focal'", que tem o suposto poder de afastar do detentor do objeto o que eles chamam de máculas.

O ohikari também é importante porque, segundo os messiânicos, sem ele a prática do Johrei não tem eficácia.

Mas o que é o Johrei? "Trata-se de um método de canalização da energia vital do universo para o aperfeiçoamento espiritual e físico do ser humano, restaurando sua condição original de verdadeira saúde, prosperidade, paz e nobreza de sentimentos". É um ritual de imposição de mãos a distância (cerca de 30cm a 1m), cuja duração gira em torno de dez a trinta minutos. Sua ministração ocorre inicialmente na parte frontal e, posteriormente, nas costas. Pode ser ministrado por qualquer pessoa que possua o ohikari, em qualquer hora e em qualquer lugar.

Sabemos que portar amuletos ou medalhas sagradas, crendo que possam emanar ou canalizar poderes especiais, é, por um lado, superstição pura e, por outro, idolatria e misticismo. Entre o povo pagão, as práticas ocultistas multiplicam-se a olhos vistos - o ohikari e o Johrei nada mais são do que duas delas. O povo da cidade asiática de Éfeso era habituado a toda sorte de prática pagã, mas quando teve um encontro com o Deus Todo-Poderoso, por meio da pregação de Paulo, não teve nenhuma dúvida ou dificuldade para queimar tudo quanto antes lhe impedira de conhecer a verdade. Os efésios tinham encontrado a luz que lhes permitiria ver tudo claramente. Suas artes místicas, magias e mágicas já não serviam mais para nada.

Toda prática ocultista é veementemente condenada nas Escrituras e vista como abominação para Deus, pois fere sua intenção de que todos os homens o adorem em espírito e em verdade. Alheios à luz verdadeira (cf. Jo 1.9), prendem-se a todo tipo de engano e mentira, distanciando-se cada vez mais do único Deus que pode salvá-los: "Ao único Deus, Salvador nosso, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora, e para todo o sempre" (Jd 25).


Por Elvis Brassaroto Aleixo

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