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Por que alguns servos do Senhor tiveram seus nomes mudados?


Os nomes têm vários significados, mas não influenciam a vida das pessoas.

Alguns notáveis servos de Deus que tiveram seus nomes mudados: Abrão, Sarai e Jacó. Respectivamente, depois da troca, passaram a se chamar: Abraão, Sara e Israel. Qual a importância da troca de seus nomes? Será que sofreram alguma mudança em sua personalidade ao receberem outro nome?

Antes de considerarmos essas questões, devemos primeiro entender a relação entre Deus e sua iniciativa de trocar o nome de alguém. O Senhor Deus não tem apenas o poder de mudar nomes, mas também de atribuir novo nome a quem desejar. Ele escolheu o nome do primeiro homem, Adão, nomeou João Batista e, finalmente, designou o nome de seu Filho, Jesus. Também delegou a outros a autoridade para atribuir nomes. Como exemplo, temos Adão, que teve o trabalho de atribuir nomes aos animais (Gn 2.19-20). Coube a ele, ainda, escolher o nome de sua esposa, Eva, e de seus filhos. Eva, depois, também cumpriu essa “missão” de escolher nomes.

Os nomes podem ter diversos significados. Algumas vezes, servem para identificar uma pessoa, suas qualidades ou condição de vida. Mas também podem significar a situação político-social da época. Foi o que ocorreu com a mulher de Finéias, que chamou seu filho de Icabô: “E chamou ao menino Icabô, dizendo: De Israel se foi a glória! Porque a arca de Deus foi tomada e por causa de seu sogro e de seu marido” (Veja 1Sm 4.19-22).

O nome pode influenciar a vida de uma pessoa? Não! As pessoas citadas acima não foram mudadas em nenhum sentido ao receberem novos nomes. As trocas ocorreram devido às circunstâncias de suas vidas. Antes de trocar o nome de Abrão e de Sarai, o Senhor havia primeiro mudado a situação em que se encontravam. Muitos asiáticos adicionam outro nome ao de sua família e, nessas culturas, esse novo nome é apenas um pseudônimo.

Embora não haja nenhum poder místico sobre o nome de uma pessoa, os cristãos devem ser sábios ao escolher o nome de seus filhos. Ainda que o nome não seja bíblico, devemos ter o cuidado de não torná-lo tão exótico a ponto de causar constrangimento. O equilíbrio e o bom senso devem nortear cada decisão cristã.


Por Ana Paula de Oliveira

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