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O batismo nas águas é um símbolo ou um elemento necessário para a salvação? E como surgiram as discussões das diversas formas de batismo?


O batismo é o sepultamento do velho homem.

Obviamente, o batismo é símbolo do sepultamento do velho homem e ressurreição do novo homem. Pregar o batismo como elemento necessário para a salvação é ignorar que Jesus Cristo já consumou a obra de redenção na cruz (Jo 19.30). Não há nenhuma espécie de obra que o homem possa fazer para salvar-se. Mediante sincero arrependimento o ladrão na cruz obteve a promessa de estar com Cristo no paraíso, sem contudo ter sido batizado (Lc 23.43). Todavia, salientamos que a “inteligência” em não assumir tal compromisso pode acarretar sério pecado, pois representa o testemunho público da nossa fé em Cristo: “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.33).

O documento primitivo chamado Didaquê (90-110 d.C.) menciona uma nota sobre batismo por aspersão ou imersão e apresenta a seguinte orientação: “Se não tens água corrente, batiza em outra água. Se não puder em água fria, faze-o em água quente. Na falta de uma e outra, derrame três vezes água sobre a cabeça em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Quanto à questão do modo do batismo, a imersão total é reputada como a ordem própria, isto está de acordo com a etimologia do verbo batizo: adapta-se à prática neotestamentária (At 8.38-39) e expressa a realidade do sepultamento com Cristo (Rm 6.4). Por outro lado, contendem alguns que, qualquer que seja a etimologia, conforme é empregada no Novo Testamento, a palavra batismo não exige imersão, como, por exemplo, o batismo do Espírito, que também é descrito como derramamento (At 2.33).


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