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E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gn 1.31)


Comentário apologético: Ao contrário do judaísmo, o hinduísmo e certos segmentos da filosofia grega assumem que a matéria é inerentemente má. Por isso, a ioga e outras práticas ascetas hindus rejeitam a matéria, condenando-a de forma irrestrita. O texto em análise relata que Deus qualificou sua criação de “muito boa”. O versículo 29 descreve que a criação das hortaliças, das plantas comestíveis e dos animais (v. 30) não foi boa apenas aos olhos de Deus, por tê-los trazidos à existência; antes, foi boa bons em relação à parte mais favorecida: o homem, por obter, dessa forma, um meio de sobrevivência. Quanto à matéria intrinsecamente humana (a carne), o texto bíblico, independente da tese gnóstica, também a classifica como má. Todavia, a matéria humana pode, e deve, ser empregada para o serviço espiritual (2Co 5.10), o que irá beneficiá-la, mas não torná-la boa. Isso porque é impossível “melhorar” a natureza carnal, eivada de fraquezas e necessidades (Mt 26.41). A carne sequer tem proveito em si mesma quando em vida, quanto mais após a morte (Jo 6.63). As Escrituras ensinam que tudo o que Deus fez é bom, inclusive o aspecto visível da criação. Nossa esperança é a redenção e a transformação da matéria e não a sua aniquilação. A Bíblia ensina que o nosso corpo (matéria) é o templo do Espírito: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16. V. tb.1Co 15.51-55, Rm 8.19-23).


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