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E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? (Gn 4.9)


Ceticismo. Usa este versículo para questionar os atributos de onisciência e onipresença aplicados a Deus, segundo a ortodoxia cristã.

Resposta apologética: Tal como foi observado na referência 3.9, aqui também o objetivo da iniciativa divina (desnecessária) de questionar Caim era uma confissão espontânea e não a rebeldia dele. A insistência de Deus em dar oportunidade de retratação a Caim - "Que fizeste..." (v.10) - não é uma prova do desconhecimento de Deus quanto ao homicídio. A comprovação de que Deus conhecia os fatos encontra-se no segundo questionamento: "A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra" (v. 10). O exemplo cotidiano social mostra que esta prática divina, de questionar o transgressor mesmo conhecendo de antemão seu erro, é comumente empregada em investigações policiais ou por pais que desejam ouvir uma confissão do filho que praticou um ato ilícito e cuja culpa já é conhecida. Deus usou o mesmo procedimento quando desejou desmascarar os crimes de Davi (2Sm 11.4,15), propondo, pela boca do profeta Nata, um enigma que fez que o próprio transgressor se autodelatasse (2Sm 12.1-15), o que demonstrou seu total conhecimento de fatos. As mensagens dos anjos que visitaram, a mando de Deus, José, Maria e Zacarias (Mt 1.20; Lc 1.5-11), antes do nascimento de Cristo, corroboram a verdade a respeito da onisciência divina.


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