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Desçamos e confundamos ali a sua língua (Gn 11.7)


Comentário apologético: Os verbos desçamos e confundamos indicam pluralidade de pessoas na unidade da natureza divina. A doutrina cristã da Trindade é biblicamente explicada pelos seguintes fundamentos: a.) Há um só Deus (Dt 6.4; Is 43.10; 45.5,6); b.) Esse único Deus é uma pluralidade de pessoas (Gn 1.26; 3.22. Comparar Is 6.1-8 com Jo 12.37-41; At 28.25); c.) Há três pessoas chamadas Deus e eternas por natureza: o Pai (2 Pe 1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28; 1Jo 5.20) e o Espírito Santo (At 5.3,4).

As Escrituras atribuem a Jesus a criação de todas as coisas, porque “sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Em Jeremias 10.11, lemos: “Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu”. Atribuir a Jesus divindade secundária é politeísmo. Conferir Isaías 43.10, que diz: “... antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”. Além disso, os reis e governadores não usavam a pluralidade quando falavam com o povo ou elaboravam seus decretos. Por exemplo: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia” (Ed 1.2). E: “Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do SENHOR, e dos seus estatutos sobre Israel: Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu; paz perfeita [...] Por mim se decreta que no meu reino...” (Ed 7.11-13). Vemos, nessas passagens, que os reis empregaram tanto a 3a. pessoa do singular: “Assim diz Ciro” (e não “dizem” ou “dizemos”) quanto a 1a. pessoa do singular: “Por mim se decreta” (e não “por nós” se decreta ou “decretamos”).


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